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Colunistas


O dia depois do amanhã

Terça-Feira, 11/07/2017 às 08:00, por Adriano José da Silva

A impressão de que o Brasil encontra-se em um labirinto parece cada dia mais materializado. A única certeza para o cidadão, o empreendedor, o empresário, a dona de casa e as instituições como um todo é a de que a única certeza existente é de que existirá o outro dia. O Brasil encontra-se em seu labirinto: ao não resolver a crise política, não será possível encontrar um novo projeto para a economia e um projeto de nação.  O controle da inflação à custa de uma brutal recessão, não garante a retomada da confiança por si só. Nossas feridas estão expostas, somente mais democracia e serenidade serão capazes de cicatrizar por dentro nosso sistema. De acordo com o Cientista Político Carlos Melo, a crise não é conjuntural, ela abraça ao sistema por múltiplos fatores estruturais e se manifesta por um processo de cumplicidades entre partidos e agentes que, incapazes de resolvê-la, batalham pela conciliação. Mas, à doença crônica é possível que não haja remédio, no curto prazo. O corpo médico à disposição é limitado, o diagnóstico e a terapia prescritos são inúteis. Sobre o doente, se pratica medicina paliativa como se fosse terminal; na verdade, ministra-se um tratamento negligente.

A Nova Matriz Econômica de Dilma propiciou uma volta aos anos setenta, ao imaginar que tudo pudesse ser feito unicamente pelas mãos do Estado e à parte de transformações das instituições políticas; não investiu em reformas e, pior, abusou-se até o esgotamento de mecanismos como o crédito e incentivos fiscais de toda ordem. Retrocedemos a agenda dos noventa, retomar o controle da agenda macroeconômica, ou seja, diminuir o tamanho do estado. Será necessário fazer o ajuste fiscal, por meio de reformas, que possibilitem algo maior do que zerar o débito e o crédito. O que percebe-se hoje que a atual agenda de reformas e necessárias fere de morte a zona de conforto dos interesses de toda a ordem.

O ''país da meia-entrada'' é a expressão que o economista Marcos Lisboa encontrou para descrever um sistema de enorme poder e privilégios corporativos. Desde, pelo menos 1936, se sabe  com Sérgio Buarque de Holanda da presença e da força dos ''interesses particularistas''. Corporações que levam o maior valor da renda nacional, praticamente arrendando para si o Estado. São diversos grupos que ficam com ''a parte do leão''; sejam eles empresários, sindicatos de empregados públicos, privados e patronais e até grupos específicos como juízes, promotores, fiscais, parlamentares, médicos, professores, estudantes… Todos os que conseguem arrancar uma lasquinha dos recursos públicos, com supostos direitos que inexistem  por que a escassez é a lei da natureza  para grupos sociais que vivem sem qualquer proteção.

Para Celso de Melo, esse ''país da meia-entrada'' entrou em crise, sobretudo, por conta das transformações demográficas — mas também pelas próprias limitações de crescimento e expansão do modelo econômico. Resolver seu colapso demandaria ação de um sistema político eficaz, com visão de Estado e de longo prazo, pouco ou quase nada voltada para interesses particulares e fisiológicos.

As restrições existem e arcamos com o custo das escolhas fáceis, porém incompetentes. As medidas que anunciavam proteger o crescimento ecoam as que prometeram proteger a indústria nacional. O resultado tem sido o inverso do prometido. O nacional desenvolvimentismo se defronta com uma recessão prolongada. A indústria, beneficiada (leia-se as campeãs nacionais, JBS, OI, LBR...) por diversas medidas de proteção e incentivos que há muito demandava, definha.

Para um país que vivencia a escassez de insumos básicos, como energia e água, o custo social do populismo que nega as restrições não deve surpreender. O ajuste é inevitável. Pode ser realizado de forma transparente, respeitados os procedimentos legislativos, com escolhas difíceis sobre os benefícios a serem mantidos e os que devem ser revistos, ou imposto pela escassez de crescimento e de renda. Esperamos, ao menos, que antes de uma crise ainda mais aguda (Lisboa, Almeida e Pessoa).O fato é que para termos o dia depois de amanhã, teremos que viver o hoje e superar todas as verdades que são reveladas todos os dias, nossas escolhas não serão fáceis, porém, serão  necessárias.




Os nós brasileiros: da logística e político

Terça-Feira, 27/06/2017 às 08:00, por Adriano José da Silva

O Plano Nacional de Logística Integrada (PNLI), elaborado pelos Ministérios dos Transportes e a Secretaria Especial de Portos (SEP) elencaram conjuntamente os projetos de investimentos nos portos, rodovias, ferrovias e hidrovias em um horizonte até 2030.

Baixos níveis de investimento em infraestrutura geraram problemas a serem superados, distribuídos em todos os diversos modos de transporte, gerando ineficiências, custos adicionais e acidentes.

Em rodovias, níveis insuficientes de conservação e recuperação; déficit de capacidade da malha em regiões desenvolvidas; inadequação de cobertura nas regiões em desenvolvimento. Em ferrovias, invasões de faixa de domínio; quantidade excessiva de passagens de nível; falta de contornos em áreas urbanas; extensão e cobertura insuficiente da malha.

Nos portos, limitações ao acesso marítimo; restrições ao acesso terrestre (rodoviário e ferroviário); deficiências de retroárea e berços; modelo gerencial da administração portuária desatualizado. Nas hidrovias, restrições de calado; deficiências de sinalização e balizamento; restrições à navegação pela inexistência de eclusas.

Com a descrição da ineficiência nos modais de transportes brasileiros, o PNLI, busca equilibrar a matriz de transporte, hoje muito concentrada nas rodovias. O transporte pelas estradas representa quase 60% das cargas no país, enquanto as ferrovias respondem por 25% e a navegação de cabotagem por cerca, de 13%.O restante é feito via aérea e por dutovias, segundo dados da SEP.

Para se ter uma idéia do desfio brasileiro, basta olhar os dados sobre transportes em alguns países desenvolvidos e em desenvolvimento. Os dados disponibilizados pelo Ministério dos Transportes, na China o transporte por ferrovias corresponde a 37%, rodoviário 50%, aquaviários e outros por 13%. Na Rússia o transporte ferroviário equivale a 81%, o rodoviário 8% e aquaviários e outros por 11%; por sua vez nos Estados Unidos da América (EUA), as ferrovias representam 43%, aquaviários e outros por 25% e as rodovias cerca, de 32%.

Ao analisar esses dados, fica evidente a importância do setor de transportes para o desenvolvimento, que se reflete em princípios e diretrizes, consolidando uma política para o setor. Pois, o Brasil necessita crescer de forma sustentada e a taxas superiores às registradas nas últimas décadas, sendo impossível dissociar a questão da ampliação da infraestrutura com crescimento e desenvolvimento econômico.

Outro fator que obriga a ampliação dos investimentos em infraestrutura é a expansão da fronteira agrícola e mineral, o aumento da demanda pelo aumento do consumo interno e do incremento do comércio exterior basicamente pela elevada cotações internacionais das commodities agrícolas e mineiras, a redução dos níveis de ineficiência quanto a custos, tempos de viagens e acidentes, estimular a maior participação dos modais hidroviário e ferroviário, com maior utilização intermodalidade, ponto importante para o desenvolvimento da indústria do turismo e consolidar a ligação do Brasil com os países limítrofes, fortalecendo a integração da América do Sul.

Ao observar os desafios que o Brasil possui para os próximos 20 ano, pode-se auferir que o PNLI, destinará um enfoque diferente do que o que ocorreu na década de 1980 e de 1990, momento em que o planejamento do sistema viário se restringiu à manutenção e à expansão - embora em pequena escala - dos sistemas de engenharia localizados em áreas economicamente mais dinâmicas, como a existente na faixa litorânea no país, que representa uma das maiores ocupações, de habitantes. Visto que a partir da década de 1990, devido à entrada do capital coorporativo no campo e à emergência da monocultura, essas áreas de economia primária e de produtos agroindustriais de recente ocupação passam a angariar maior inserção no comércio exterior e encontram dificuldades para realizarem o escoamento das mercadorias do interior do país em direção aos portos.

Para atender a demanda de investimentos é preciso previsibilidade e um governo que atue de maneira firme em seu propósito de melhorar o horizonte brasileiro, a crise política deixou o horizonte de recuperação da economia um pouco mais distante.

Parece distante 2030, mas ele está logo ali, para chegarmos bem é preciso resolver o nó político instalado no Brasil, o  risco é voltarmos agora para o mesmo dilema do fim do governo da ex-presidente Dilma, um governo com contas que não fecham e sem força para resolver os problemas.




Oportunismo dos Vivos

Terça-Feira, 30/05/2017 às 08:00, por Adriano José da Silva

Confesso que tenho tido dificuldades de escrever minha coluna quinzenal, mediante um cenário político e econômico que beiram ao caos. O ambiente político nacional pode ser comparado a devastações causadas por tempestades, furacões, incêndios, terremotos, até mesmo excesso de chuva que encharca a terra e mesma carrega tudo o que vê pela frente fazendo com que os rios transbordem e invadam as casas e as vidas de milhares de pessoas. Os últimos anos no Brasil tem sido de grande desolação, desemprego beirando aos 14 milhões de desempregados e as condições sociais derretem em uma velocidade de fazer inveja a Baumann em seu livro modernidade líquida.

Lembrei-me de uma aula de história que em algum momento marcou minha vida e veio em minhas lembranças dada a gravidade do momento no qual vivemos no Brasil. O que vivemos hoje me fez lembrar o terremoto de Lisboa, ocorrido em 1755.  Lisboa, primeiro de Novembro, dia de todos os santos, véspera de finados; a nobreza se retirara para o campo, de modo a aproveitar o feriado. Já a gente simples lotava as igrejas; acendia velas, pedia a Deus pelas almas. Às 9h40 da manhã, o tremor de terra que abalou a cidade pode ter chegado a 8 ou 9 pontos, numa escala moderna; foi descomunal. Logo veio o tsunami, com ondas de mais de 6 metros de altura, colocando a cidade baixa sob águas.

Na parte alta, o incêndio resultante da cera de milhares de velas, que escorria, pôs a arder as ruas e os corpos. A cidade foi destruída. Naturalmente, ocorreram saques de cadáveres, casas e igrejas; as autoridades determinaram que capturados, os saqueadores deveriam ser enforcados e expostos como exemplo. Possível imaginar o cenário: mortes por soterramento, mortes por afogamento, mortes pelo fogo, mortes por enforcamento: todos ali expostos, num quadro de terror.

De volta à Capital, El Rei, Dom José, reunido ao governo, perguntava: o que fazer? “Sepultar os mortos, cuidar dos vivos”. Há divergência quanto a autoria da frase — alguns atribuem a D. Pedro de Almeida, Marques de Alorna, outros a Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal —, o fato é que o conselho ecoou pelo reino. Primeiro-ministro, Pombal reuniu um seleto grupo de arquitetos, planejou-se o novo; para derrubar de vez o velho, nomeou oficial com autonomia para definir o que ia ao chão, o “Bota Abaixo”.

De acordo com o Professor Carlos Melo, a metáfora serve para a cena política nacional: o primeiro tremor foi o mensalão, depois a turbulência das primeiras ondas de 2013; a operação Lava Jato incendiou a parte alta da sociedade. Crise econômica, a teimosia de Dilma; Eduardo Cunha, o impeachment, Tchau Querida; Lula, Aécio, Michel Temer e seu governo controverso; Joesley Batista e mais outro tsunami — o que faltava? O farisaísmo dos políticos, o moralismo torto nas redes; a intolerância, a impossibilidade do diálogo.

Para o economista Marcos Lisboa é preciso fazer algumas avaliações e reavaliações, Minha Casa Minha Vida é um exemplo. Deu certo? Qual o grau de satisfação dos moradores? Tem saneamento, estão perto do trabalho, o dinheiro foi bem gasto, há projetos abandonados? Há obras de infraestrutura enferrujando, quanto dinheiro se investiu em projetos que fracassaram? Teve a refinaria Abreu e Lima, o Comperj. Foram repassados R$ 500 bilhões para o BNDES. Pelas contas do Ministério da Fazenda, o custo desse repasse para o governo, para a sociedade, foi de R$ 323 bilhões, em torno de US$ 120 bilhões. o Plano Marshall custou US$ 120 bilhões, trazendo para valor presente. O que o BNDES consumiu em recursos é equivalente ao Plano Marshall, que reconstruiu a Europa.

Quatorze milhões de desempregados, a expectativa frustrada do crescimento. O medo de retrocessos institucionais, políticos, democráticos; a desolação; a limitada perspectiva de futuro. O sistema político ruiu. Ninguém sabe por quanto tempo, nesse ambiente, o atual governo se sustentará. O que fazer? Seguindo a norma simples, como Pombal, o país deve sepultar os mortos deste processo; são vários, à suas almas cabe o despacho deste vale de lágrimas; que os corpos sejam recolhidos, com justiça. No mais, cuidar dos vivos, evitando o oportunismo dos muito vivos.




COMPLIANCE: os cidadãos e as empresas

Terça-Feira, 16/05/2017 às 08:00, por Adriano José da Silva

Com a promulgação da Lei Anti Corrupção em2014 e os recentes escândalos de grandescorporações, o ambiente de controle emonitoramento das organizações ganhoumaior atenção no cenário nacional, obtendonova abordagem e, para muitas organizações,uma nova roupagem. Estar em conformidade com as exigênciasregulatórias, normas e políticas internas implicadiretamente na longevidade da instituição, os processos de compliance apresentam-se comoferramentas fundamentais para a criação deum ambiente corporativo confiável,fortalecendo seus aspectos tangíveis eintangíveis.

Diante desse novo cenário as empresas têm o desafio de enfrentar diversas mudanças regulatórias e de negócios, as quais estão atribuindo novas exigências à área de Compliance. O ritmo das mudanças regulatórias e a convergência da regulamentação global, atrelados à concorrência de novas empresas, ao aumento da pressão dos stakeholders e shareholders e ao rápido avanço tecnológico criaram um ambiente complexo para os ComplianceOfficers em todas as indústrias. Além deste desafio está o risco dos danos à reputação e sanções financeiras significativas que frequentemente acompanham as falhas de compliance.

Para algumas empresas, os custos de compliance e riscos inerentes ditaram mudanças significativas nas operações de negócios. Atualmente os executivos estão vendo o compliance como um investimento e não como simplesmente um custo. Antecipar riscos e atender às exigências normativas tornam o compliance cada vez mais integrado aos objetivos estratégicos das empresas. Essas mudanças também aumentaram a importância e a autoridade do diretor de Compliance (CCO – ChiefCompliance Officer) e elevaram a importância de uma governança eficaz, gestão de riscos proativa e necessidade de melhoria contínua de compliance. Os CCOs estão no centro de uma estrutura de compliance que exige a capacidade de trabalhar em todas as funções e fornece uma oportunidade de olhar a amplitude dos riscos enfrentados pelas empresas.

Isso significa que a área de Compliance deve estar idealmente integrada em toda a empresa e posicionada para contribuir com as decisões de negócios e se adaptar rapidamente às constantes mudanças inerentes ao negócio. Com uma maior integração e agilidade, os líderes de compliance podem tomar medidas imediatas para melhorar a efetividade e eficiência de compliance.

Uma estrutura de compliance engloba vários componentes que contribuem na prevenção, detecção e resposta nas três "linhas de defesa". Em uma estrutura de compliance, os responsáveis pelos processos de negócios são a primeira linha de defesa, as funções de compliance e de gestão de riscos centralizada são a segunda linha de defesa e a auditoria interna é a terceira linha. Cada linha desempenha um papel importante na estrutura e governança de Compliance. O modelo de três linhas de defesa ajuda as empresas a promover a agilidade de compliance, identificar riscos emergentes e esclarecer os pontos fortes e fracos do Programa de Compliance.

Vivemos no Brasil nos últimos três anos em meio aos escândalos bilionários de corrupção que não param de emergir, é compreensível a revolta da população e a impressão de que se eliminássemos a corrupção, os outros problemas brasileiros desapareceriam.

Para reduzir a corrupção e até mesmo sonhar com sua eliminação, faz-se necessário uma grande mobilização para que os corruptos sejam exemplarmente punidos. É imperioso que as empresas adotem novas ferramentas de gestão e estruturas de governança. Os corruptos e os corruptores sempre estarão organizados para que isto não aconteça. Além disso, se a corrupção for eliminada, os demais problemas brasileiros serão reduzidos, mas nenhum deles será eliminado. Temos de trabalhar para resolver cada um deles também.

Finalizo com o questionamento do economista Ricardo Amorim: sabendo que as mudanças não vão acontecer se não mudarmos também, fica a pergunta: você quer mudanças, mas está disposto a mudar? 




Labirinto

Terça-Feira, 18/04/2017 às 08:00, por Adriano José da Silva

Na semana derradeira em que estamos, parece que nos encontramos no final do labirinto. Labirinto esse que não tem portas, janelas, corredores, frestas, nenhum espaço em que é permitido o ingresso da luz, de vozes e de paz, o que move o Brasil no campo da política é o ditado popular “matar ou morrer”.

O ambiente político e econômico no Brasil encontra-se carregado, a economia travada, o povo anda triste, angustiado, pois faltam lideranças e criatividade, falta autocritica e falta uma agenda para o Brasil. Sobram o excesso de conflito e a esperança de que Operação Lava Jato não será contida.

Causa calafrios em um momento de estrangulamento político, quando a voz do Deputado Federal Paulo Maluf é algodão em cristais, dizendo “estou fora do mensalão, fora do petrolão, fora da Lava Jato, não estou no Panama Papers e votei a favor do impeachment”. Agora, saí da lista vermelha da Interpol. Só falta o papa Francisco me canonizar''.

De acordo com os Professores Carlos Melo e Milton Seligman do INSPER, “não há capacidade política para construir o entendimento: pelo contrário, as principais figuras da República deixam-se levar por interesses pessoais e se quedam vítimas da própria miopia; escorregam na retórica, agravam a situação e aprofundam o dissenso”.

Parece-me que a única certeza que temos e um longo período de transição. Transição essa que levará tempo, onde as regras institucionais deverão prevalecer, os canais de diálogos necessitam serem desobstruídos, os partidos políticos refundados e seus quadros políticos renovados, a sociedade mais atuante ora criticando, ora aplaudindo, a busca da renovação do congresso nacional e o respeito ao ser humano irão compor um caminho de menos insegurança e somente assim será possível encontrar uma saída para o labirinto no qual nos encontramos.

A certeza é a de que a frase “eu não sabia” passará à história como a frase-lema do Brasil pós-ditadura. Será lembrada quando, no futuro, quiserem recordar a época em que o país era regido pela propaganda midiática. Nem Dilma, PT e Lula, nem Temer, PMDB, Cunha e Renan, poderão dizer a partir do dia 17 de abril a frase “eu não sabia”.

Por sua vez no campo da economia o cenário ainda é incerto, para o Economista Marcos Lisboa Diretor Presidente do Insper, “ as despesas no Brasil crescem por dois motivos principais. Primeiro, por causa das regras de vinculação da despesa pública. À medida que o país cresce, aumentam as despesas com educação, saúde e vários outros programas. Quando o país para de crescer, não é possível reduzir essa despesa. Na média, portanto, essas despesas crescem acima do PIB.

O segundo motivo para o Economista é por causa do envelhecimento do Brasil. Hoje a população em idade para se aposentar cresce quatro vezes mais rápido que a população em idade para trabalhar.

Isso é agravado pelas regras que permitem que pessoas jovens se aposentem. É bom enfatizar: a idade média de aposentadoria por tempo de contribuição é 53 anos para mulheres e 54 para os homens. “Outros países elevaram essa idade mínima para 60, 65 anos e até mais”.

Como sair do labirinto? Essa resposta é difícil de encontrar, o fato é que para cavar uma crise dessa proporção no Brasil tem que ser muito incompetente, parece-me que somente sairemos dela no longo prazo, desde que medidas duras sejam tomadas e a verdade sobre da real situação do país, sejam expostas de forma clara e objetiva para que o conjunto da sociedade possa manifestar-se de maneira clara e objetiva deixando as paixões políticas partidárias para depois.

O Brasil quer respostas, o Brasil e o povo brasileiro precisam de uma nova agenda. A hora de verdade chegou.




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