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Colunistas


Competitividade: desafio brasileiro

Terça-Feira, 07/11/2017 às 06:00, por Adriano José da Silva

Brasil caiu da 123ª para a 125ª posição no ranking do Banco Mundial que compara o ambiente de negócios em 190 países do mundo, apesar de ter registrado uma pequena melhora na sua pontuação. Segundo o relatório Doing Business 2018, todos os demais parceiros no Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul) estão à frente do Brasil no ranking. O país também está atrás dos vizinhos Argentina (117º), Peru (58º) e Chile (55º).A liderança é da Nova Zelândia, seguida por Cingapura, Dinamarca, Coreia do Sul e Hong Kong. Os Estados Unidos subiram do 8º para o 6º lugar. A China subiu quatro posições, do 78º lugar para o 74º. Já a Índia avançou 30 colocações, para a 100ª posição, um dos saltos mais chamativos da lista. Segundo o Banco Mundial, isso ocorreu devido a uma “significativa simplificação” da burocracia para abrir um negócio.O relatório anual que mede o impacto das leis e regulações e da burocracia no funcionamento das empresas. Entre os itens avaliados estão o número de dias gastos na abertura de empresas, no pagamento de impostos, na obtenção de alvarás de construção, na conexão com a rede elétrica e no registro de uma propriedade, na obtenção de crédito e na execução de contratos e resolução de insolvência.Segundo o Banco Central, o Brasil continua sendo o País onde as empresas gastam mais tempo para calcular e pagar impostos: 1.958 horas por ano em média. Na Bolívia, que ocupa o penúltimo lugar, são 1.025 horas por ano. Na Argentina, por exemplo, o tempo médio é de 311,5 horas/ano. Já no México o número cai para 240,5 horas/ano.Apesar de continuar na lanterninha, o Brasil conseguiu reduzir em 80 horas o tempo gasto por ano com pagamento de impostos. No relatório do ano anterior, eram 2.038 horas em média.Entre os avanços ocorridos no Brasil, o relatório cita a redução do tempo médio dos procedimentos de importação e exportação e o maior intercâmbio dos dados eletrônicos entre os governos. O relatório cita também um estudo que aponta que uma redução de 10% na complexidade fiscal é comparável ao corte de cerca de 1% nas taxas efetivas de impostos.No critério geral de “pagamento de impostos”, que considera também o peso dos impostos e contribuições obrigatórias em relação ao lucro, o Brasil aparece na 184ª posição entre os 190 países analisados.O Brasil aparece nas últimas colocações também nos quesitos abertura de empresas (176º) e obtenção de alvarás de construção (170º). O melhor desemprenho foi em relação a obtenção de energia elétrica (45º), proteção a investidores minoritários (43º) e execução de contratos (47º).

Como o Brasil poderá ser competitivo, se mais da metade dos alunos do 3º ano do ensino fundamental da rede pública do Brasil têm níveis de leitura e matemática considerados insuficientes, segundo dados de avaliação nacional de alfabetização realizada no ano passado. Em escrita, mais de um terço estão defasados. Na comparação com a última edição, em 2014, a situação é de estagnação em leitura: 56% dos alunos estavam em níveis insuficientes em 2014, e agora são 55%. Esses alunos não teriam a competência de localizar uma informação explícita em textos como lenda e cantiga folclórica.Em escrita, 34% dos alunos estão em nível insuficiente. Não conseguem, por exemplo, fazer uso adequado da pontuação, de modo a comprometer uma narrativa. Já em matemática 55% dos alunos têm desempenho insuficiente. Não resolvem, por exemplo, contas de subtração com dois algarismos. Eram 57% em 2014. Fico me questionando, até quando vamos esperar para fazer o que precisa ser feito em termos de educação? Até quando iremos ignorar a necessidade de modernizar o estado brasileiro, para atender as expectativas futuras? Todas as mudanças que o Brasil precisa, deverão ser iniciadas pela educação, sem educação não existirá futuro, inovação, oportunidades, desenvolvimento social e uma nação próspera e competitiva, com paz social e sem desigualdades.


Fonte: O Globo; Folha; MBC;G1.




A Retomada está próxima?

Terça-Feira, 17/10/2017 às 07:00, por Adriano José da Silva

O Relatório Focus do Banco Central do Brasil, divulgado nesta semana, o mercado elevou suas estimativas para o crescimento do PIB neste e no próximo ano, além de ter revisado ligeiramente para cima as projeções de inflação de 2017, segundo estimativas coletadas até o dia 13 de outubro e divulgadas há pouco pelo Relatório Focus do Banco Central. 

O Produto Interno Bruto (PIB), a mediana das expectativas para o crescimento do PIB de 2017 passou de 0,70% para 0,72%, enquanto as projeções para 2018 foram de 2,43% para 2,50%. 

Para a inflação, a mediana das expectativas para o IPCA para 2017 foi ajustada para cima, avançando de uma alta de 2,98% para outra de 3,00%, e permaneceu em 4,02% para 2018. 

Os juros, as expectativas para a mediana da taxa Selic mais uma vez não se alteraram, permanecendo em 7,0% para ambos os anos.

E o câmbio, as projeções medianas para a taxa de cambio para o final deste ano passaram de R$/US$ 3,15 para R$/US$ 3,16, e ficaram em R$/US$ 3,30 para o final de 2018.

Em dezembro de 2001, a China entrou na Organização Mundial do Comércio. Desde então, impulsionado pelo crescimento da demanda chinesa por alimentos, o agronegócio tem sido uma das principais molas propulsoras da economia brasileira e as cidades do interior do país têm superado  as capitais em crescimento econômico. Os chineses são muitos, eram muito pobres e, com o país crescendo, muitos passaram a ter mais dinheiro e a comer mais e melhor.
  Enquanto  isso, o ganho de mercado da indústria chinesa teve um impacto extremamente negativo na indústria brasileira. Os chineses inundaram o mundo de produtos baratos e para completar, o Brasil não fez nada para reduzir os custos e estimular a produção no país. Nos últimos 15 anos, só estimulamos o consumo. O resultado? A indústria brasileira encolheu e demitiu muita gente.

Para o economista Ricardo Amorim, no início deste ano, uma destas tendências mudou, a outra não. Os empregos continuaram a ser gerados nas cidades do interior. Das 20 cidades que mais criaram empregos nos primeiros 5 meses desse ano, 19 estão no interior. A única exceção foi Goiânia, que apesar de ser capital é positivamente impactada pela agroindústria. Das 27 capitais, apenas 3 abriram mais novos postos de trabalho formal nesses primeiros 5 meses do que fecharam, entre outras razões em função das dificuldades agudas vividas pelo setor público, do qual as economias de várias capitais de estados dependem bastante.

A novidade é que agora a geração de emprego foi liderada pela indústria. Das 20 cidades que mais cresceram, em 5 a agroindústria foi o setor que mais contratou. Foi o caso em Vacaria – RS, em Cristalina – GO, Patrocínio – MG e Mogi Guaçu e Bebedouro – SP. Mas em 11, incluindo Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires – RS,  Nova Serrana – MG, Juazeiro – BA, Goianésia – GO e Pontal, Vista Alegre do Alto e Birigui – SP, o setor que mais contratou foi a indústria.

Ainda de acordo com Ricardo Amorim, o último ciclo de crescimento forte do Brasil, entre 2004 e 2010, foi baseado numa expansão brutal do consumo. Por dois lados. De um lado, o crescimento do consumo de alimentos na China, que impulsionou nosso agronegócio. De outro, o aumento do consumo dos brasileiros, movido a expansão de crédito e renda. Depois a economia piorou e, nos últimos três anos, atravessou uma crise grave.

Agora começamos a ver a recuperação. E este ciclo parece que vem com as duas pernas, e não uma só. A perna do consumo está novamente presente. Mas hoje temos também a perna da produção. A indústria vem sendo o setor que mais gera empregos no Brasil, e esse movimento pode ser sustentável se o país continuar com as reformas que reduzem custos e riscos jurídicos das empresas.

A retomada está próxima? Venha descobrir o que pensa Ricardo Amorim, no dia 18 de outubro, no Congresso Internacional de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia (CIEIT).




Brasil: escolhas, oportunidades e muita esperança

Terça-Feira, 03/10/2017 às 06:00, por Adriano José da Silva

O Relatório Global de Competitividade 2017-2018 publicado esta semana pelo Fórum Econômico Mundial, em parceria com a Fundação Dom Cabral, constata uma evolução no aspecto institucional brasileiro, sobretudo com o combate à corrupção e liberdade do poder judiciário. Os primeiros passos rumo às reformas e simplificações regulatórias são também parte dos avanços que permitem ao Brasil oferecer um ecossistema mais propício à inovação – condição fundamental para a retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento social.

Com base em dados estatísticos e em uma extensa pesquisa de opinião realizada com mais de 14.000 executivos em todo o mundo, o Relatório Global de Competitividade evidencia que dez anos após a maior crise financeira da história do capitalismo, o mundo começa a dar sinais de recuperação. A expansão atual é de caráter cíclico, impulsionada por taxas de juros muito baixas e não por mudanças em fatores estruturais relevantes. Ainda que os patamares de crescimento da produtividade, de investimento e de emprego não retornaram aos níveis anteriores a 2008, uma nova realidade se constitui. 

Com a participação de 137 países, o ranking global de competitividade liderado pela Suíça, Estados Unidos e Cingapura apresenta o Brasil na 80a posição. Apesar de um ganho tímido de uma posição, o país avança comparativamente a outros em pontos chaves para retomada do crescimento e desenvolvimento. Encerra assim uma longa tendência de queda e dá sinais de recuperação econômica e competitiva.

A gradativa recuperação econômica é absolutamente relevante, bem como a reversão da trajetória de perda de competitividade do país. Ao mesmo tempo em que há motivo para otimismo, é dever reconhecer o quão distante o Brasil está das economias mais desenvolvidas do mundo, sobretudo em produtividade e intensidade tecnológica.

O relatório aponta algumas oportunidades, as quais podem ser convertidas em ganhos reais de competividade nos próximos anos. Destacamos: 1) Flexibilização trabalhista: A aprovação da reforma trabalhista marca uma nova era no regime regulatório brasileiro, com o potencial de levar ao desafogamento da justiça do trabalho e simplificação das relações trabalhistas. Com a ampliação das possibilidades de negociação e a flexibilizações de questões como jornada e tempo de trabalho, espera-se que a produtividade aumente, assim como os salários no médio prazo.

Cabem às empresas brasileiras compreenderem e trazerem para dentro de seus negócios as novas regras para que a partir dela seja extraídos maiores benefícios desse novo regime, em sintonia com as novas tecnologias. 2) Parcerias público-privada: Ainda que a crise política e econômica limite as possibilidades de ação e articulação do Estado brasileiro, abrir espaço para um novo modelo de relações público-privado significa uma necessidade. Mecanismos como privatizações e licitações podem permitir a redução de custos por parte do governo, desafogamento da máquina pública e incentivo para a entrada de novos players na oferta de atividades e funções até então exclusivas do Estado. Seja quais forem as áreas e regras pelas quais essa parceria venha a se intensificar ou se estabelecer, constitui-se uma oportunidade impar para ganhos estratégico e competitivos para a economia brasileira. 

Nos indicadores de saúde e educação primária, foi registrado uma alta de duas posições. Tal movimento é explicado sobretudo pelo aumento da taxa de matrícula na educação básica para 92,7% (aumento de 8 colocações), enquanto a qualidade de ensino permanece estável na 127a posição. No grupo de indicadores considerados potencializadores de eficiência, o país avançou timidamente em alguns subfatores, e comparativamente ainda permanece estagnado.

No pilar educação técnica e superior o Brasil avançou seis posições movido por melhorias em subfatores, tais como qualidade das escolas de negócios (ganho de 4 posições), maior disponibilidade de serviços de treinamento (+6 posições) e acesso à internet em escolas (+3 posições). Houve, contudo, decréscimo significativo na taxa de inscrição de alunos do ensino médio (-12 posições) e ensino superior (-3).

No momento em que a retomada da economia parece estar no horizonte brasileiro, os dados da pesquisa da Fundação Dom Cabral com o Fórum Econômico Mundial, trazem a grande oportunidade para o conjunto da sociedade brasileira refletir sobre o seu futuro. Cabe aos poderes públicos em todas as esferas, a sociedade civil organizada encontrarem e estabelecerem consensos sobre as oportunidades, escolhas e o tamanho da esperança que podemos ter com nossa Nação.

Fonte: Fundação Dom Cabral/ Fórum Econômico Mundial




A espera de um milagre

Terça-Feira, 19/09/2017 às 07:00, por Adriano José da Silva

Quando o governo Temer assumiu o poder, em maio de 2016, a dívida pública brasileira estava claramente a caminho da insustentabilidade. De acordo com a Professora Monica de Bolle  em seu artigo para  publicação do Peterson Institute for International Economics em que mostrava que a dívida pública brasileira poderia alcançar patamar próximo de 100% do PIB caso não fossem revertidos os descalabros fiscais do governo Dilma, e caso as reformas propostas pelo governo que parecia estar prestes a substituí-lo não fossem encampadas. Os dados utilizados nesses cálculos seguiam a metodologia do FMI, que difere da utilizada pelo Banco Central, e situavam a dívida pública brasileira em 72,5% do PIB em 2015.

Embora as perspectivas para a atividade econômica tenham melhorado um pouco a recessão parece ter chegado ao fim, ainda que seja difícil ver quais serão as forças propulsoras do crescimento econômico daqui até pelo menos as eleições de 2018; a inflação caiu, e com ela as taxas de juros– o quadro ainda sugere que a dívida brasileira vá chegar muito perto de 100% do PIB ao longo dos próximos 2 anos e meio.

A política explica parte relevante do motivo que leva a dívida brasileira a continuar a trilhar a trajetória da instabilidade. Antes que sobreviesse o episódio Joesley com Temer no porão do Jaburu e todos os desdobramentos que desafiaram a imaginação até mesmo dos mais cínicos observadores da política nacional, Temer e sua equipe já haviam cedido às restrições do momento. Embora tenham planteado as reformas de médio prazo e defendido a sua aprovação como a tábua de salvação do Brasil na desgastada imagem da ponte para o futuro, jamais houve esforço de promover o ajuste de curto prazo das contas públicas.

Por certo, houve tentativas de contingenciar gastos, de segurar despesas na boca do caixa como fizera a equipe da antecessora de Temer. Contudo, o necessário ajuste de curto prazo foi deixado de lado em nome da política. O governo não quis comprar briga com congressistas no urgente tema de desfazer as desonerações de Dilma –as mesmas desonerações que hoje fazem parte das admoestações da OMC (Organização Mundial do Comércio), haja vista que contradizem compromissos do Brasil na instituição.

Para Samuel Pessoal, enquanto lutamos contra as bananas, jogamos R$ 400 bilhões no lixo de incentivos do BNDES, política que os estudos mostram contribuiu para elevar os lucros de algumas grandes empresas, mas não elevou o investimento, outros tantos com uma política desastrada de conteúdo nacional, que lembra a lei “do similar nacional” do nacional-desenvolvimentismo, e tantas outras oportunidades perdidas.

De acordo com os dados registrados em 2016 pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), e analisados pela Professora Monica de Bolle, o estrago nas contas públicas já está feito, armado está um imenso problema para quem vier a ser eleito em 2018. De acordo com minhas mais recentes projeções, ao final de 2018 a razão dívida/PIB do Brasil já estará acima de 85%, salto considerável em relação aos cerca de 78% registrados em 2016.

Um país que acredita que as trapalhadas do ex- Procurador Geral da República, ser o grande responsável pela agenda econômica não decolar parece ser um equivoco. Em 2019, primeiro ano do próximo governo e caso nada mais se altere, a dívida deverá beirar os 90% do PIB.

O fato é que o povo brasileiro parece estar “espera de um milagre”, que bastasse simplesmente trocar a cabeça, com uma pessoa que se comunicasse com uma voz forte, e que propusesse de fato um grande milagre seria ungido com o “salvador da pátria”.

A sociedade brasileira como um todo, terá a grande oportunidade em 2018 de realizar um voto consciente, olhando as alternativas que tenham densidade e um projeto para o Brasil real, que contemple reformas transformadoras de longo prazo e que priorizem a educação e a inovação como eixos propulsores de um novo Brasil.




Agro 4.0

Terça-Feira, 05/09/2017 às 07:00, por Adriano José da Silva

O Brasil é um grande player internacional no agronegócio, nossa posição na produção e exportação de alimentos demonstra claramente essa posição: ocupamos a primeira posição em exportação de café, açúcar, suco de laranja, carne bovina, tabaco e carne de frango; segundo país em exportação de etanol e milho; terceiro em exportação de carne de peru e algodão e quarto país em exportação de carne supina, segundo dados da (ABPA; ÚNICA; ABIOVE; CITRUSBR; ABIC; CONAB; SECEX; SINDITABACO).
O agronegócio brasileiro está sendo o grande responsável pela virada econômica, foi o responsável pelo crescimento econômico no primeiro trimestre de 2017, e mantem-se firme impulsionar a economia e deixar para trás a recessão que tem impactado de maneira negativa na vida da população e no ambiente de negócios em osso país.

Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)o setor de aves produziu 12,9 milhões de toneladas, respondendo por 15% da produção mundial sendo que 4,38 milhões de toneladas que representam 37% das exportações mundiais. Em 40 anos, foram produzidas 60 milhões de toneladas exportadas gerando uma receita US$ 94 bilhões, foram utilizados 2,4 milhões contêineres para 203 países, desde 2004, o maior exportador mundial de carne de frango, tais dados foram apresentados pelo ex-ministro da agricultura e atual Diretor Executivo da ABPA em um fórum de gestão na cidade de Tapejara.

Os bons números não param por ai, em carne suína os dados apresentados demonstram um grande salto, 3,7 milhões de toneladas produzidas, 2% da produção mundial, sendo exportados 730 mil toneladas representando 11% exportações mundiais. Em 40 anos 9,3 milhões de toneladas exportadas, somando US$ 19,3 bilhões em receitas 369 mil contêineres para 120 países.

Para o Diretor Executivo da ABPA, Francisco Turra, o grande desafio será cada vez mais qualificar a produção e agregar valor para atender a demanda mundial de alimentos. Como exemplo da importância de agregar valor é a união do complexo grãos com a produção de proteína. Segundo Turra, se exportássemos todo o milho e farelo de soja utilizada na produção de frango teríamos um saldo de US$ 925 milhões, ou seja, US$ 5,9 bilhões a menos do que o saldo dos embarques de carne de frango.

O mundo precisa e quer alimentos, a migração populacional do campo para a cidade na China, o crescimento da Índia, e a mudança do estilo de vida nas grandes cidades transformou e irá transformar cada vez mais os hábitos de consumo e preparo dos alimentos: demanda por opções convenientes; opções industrializadas; prontas para o consumo; fáceis de preparar. Demandando produtos com certas características, como porções menores e pré –temperadas.

Precisamos estar atentos a Revolução 4.0 que segundo o autor Klaus Schwab em seu livro A Quarta Revolução Industrial afirma que "estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes".

O Agro 4.0 terá infinitas oportunidades de crescer e agregar valor, com estímulos adequados, um ambiente de negócios mais previsível e as parcerias entres os produtores, associações, com as universidades, Embrapa, que realizam pesquisa de ponta será possível agregar valor, gerando receita e impulsionando as inovações tão necessárias para atender a demanda crescente.
O mundo quer consumir produtos sustentáveis do ponto de vista econômico, social e ambiental. A tecnologia tem sido uma grande aliada para o agronegócio, ampliar sua utilização possibilitará a rastreabilidade da nossa produção melhorando significativamente nossa imagem e agregando valor a nossa produção.




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