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Colunistas


Competitividade: sem reformas não seremos competitivos

Terça-Feira, 04/12/2018 às 06:00, por Adriano José da Silva

Em 2018, o Brasil ganha uma posição ocupando agora a 60ª colocação dentre as 63 nações avaliadas no Anuário de Competitividade Mundial 2017 (World CompetitivenessYearbook – WCY). Completando sua 30ª edição no ano de 2018, o estudo é publicado pelo IMD (InternationalInstitute for Management Development), com sede na Suíça, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). Os Estados Unidos retornam ao topo do ranking, posto que no ano de 2017 foi ocupado por Hong Kong, atualmente na 2ª posição. Como destaque positivo o relatório de 2018 evidencia o crescimento competitivo da China que ganha 5 posições, alçando o posto de 13º lugar.


Celebrando 30 edições desde sua primeira publicação, em 1989, o IMD chama atenção para países que se destacaram ao longo dos anos seja positiva ou negativamente. À época em que o Goldman Sachs publicou o seu famoso relatório ‘DreamingwithBrics: The path to 2050’, a China ocupava apenas a 26ª posição. Em 2018, fruto de reformas institucionais e estruturais e de uma consistente política de desenvolvimento humano e tecnológico, o país chega à 13ª posição.

 

O Brasil, por outro lado, citado pelo IMD como “um país que atraiu muita atenção devido ao seu tamanho e potencial econômico” ocupava em 2001 a 40ª posição e chega a 2018 no 60ª lugar. Os outros BRICS – Rússia e Índia também não avançaram de maneira significativa em 2018. A Rússia ocupa a 45ª posição tendo caído do 38º lugar, sua melhor posição em 2014. A Índia e África do Sul tem se mantido estáveis ao longo dos anos e, em 2018, aparecem na 44ª (depois de ter chegado ao 41º lugar em 2016) e 53a posição respectivamente.


Outros países com posições destacadas ao longo das 30 edições do anuário são o Japão e os EUA. O Japão, que ocupava o 1º lugar na primeira edição do relatório em 1989, caiu para a 24ª posição em 1998 fruto da estagnação da economia e o colapso dos preços dos ativos na chamada década perdida. Na década seguinte o Japão volta a ganhar posições chegando ao 17º lugar em 2008, posições que foram perdidas ao longo dos últimos dez anos chegando em 2018 no 25º lugar. Para o Brasil, o fator eficiência de governo é composto por cinco subfatores: finanças públicas, política fiscal, estrutura institucional, legislação de negócios e estrutura social. Todos estes subfatores se mantiveram estáveis em 2018, exceto o fator legislação dos negócios que perdeu uma posição. Mas o que caracteriza este fator em praticamente todas as variáveis analisadas é o fato que o Brasil se posiciona entre os piores países do mundo.


Em um ambiente político turbulento, o foco se volta para as decisões e manobras judiciais e para as denúncias sobre corrupção. As reformas necessárias como no sistema previdenciário foram adiadas e as ações firmes de controle dos gastos públicos e investimentos estruturais ficaram para o próximo governo. Os destaques no ano foram a reforma trabalhista que ainda não resultou em impactos positivos como já destacamos, e a confiança da comunidade empresarial nas decisões de corte de juros tomadas pelo Banco Central. Como o ruim pode ficar ainda pior, os indicadores de eficiência nos gastos públicos colocaram o país na última posição no indicador de gastos gerais do governo em relação ao PIB (74%), na posição 56 no indicador de crescimento da divida publica (8,48%) ambos com perda de 15 posições em um único ano.


Nota-se no dia a dia da sociedade e no meio empresarial, a retomada das expectativas positivas quanto ao futuro do Brasil. Deve-se observar que, as expectativas somente tornar-se-ão realidade na medida em que ficar claro a agenda de reformas do país, que deverá ser apresentada pelo Governo do Presidente Eleito Jair Bolsonaro. Tal agenda somente ficará clara em meados de fevereiro de 2019, antes será especulação.


É importante lembrar que a eleição de Bolsonaro, não foi uma eleição de pauta econômica. Se a discussão da “escola sem partido”, dominar o debate político, as reformas econômicas não irão prosperar. A sua eleição se deveu há uma série de fatores, pautas morais, de valores, contra a corrupção e por políticas de segurança efetivas. Vamos aguardar, e que venha 2019, com grandes e positivas mudanças. Somente com elas, as reformas o Brasil será uma nação mais competitiva.




Economia versus política

Terça-Feira, 20/11/2018 às 06:00, por Adriano José da Silva

James Carville, estrategista eleitoral escreveu em um cartaz pendurado na sede da campanha de Bill Clinton, no ano de 1992, a seguinte frase: It’s the economy, stupid! Traduzindo, É a economia, estúpido! Essa frase tornou-se referência para 10 em cada 10 campanhas eleitorais no mundo todo. Era o ano de 1992, as eleições americanas iniciavam o candidato a reeleição era George Busch, o pai, era o favorito. Naquele momento da política americana, o patriotismo estava forte entre os americanos, o fim da guerra fria e o sucesso da Guerra do Golfo alavancavam a reeleição.


O milagre brasileiro nos ano 70 criado por Delfim Neto, propiciou um crescimento de 14% no Produto Interno Bruto (PIB) em um único ano, “fazer o bolo crescer, para depois repartir” era a frase cunhada por Delfim Neto para explicar o contexto da época. Mas com o choque do petróleo o mundo inteiro e o Brasil entraram em colapso, pois o país crescia, tal crescimento era dependente da importação de petróleo para crescer, teve uma grande desaceleração, pois importar ficou muito caro. A inflação aumentou, os investimentos desapareceram junto com o apoio popular.


O General Figueiredo, deu, teve que iniciar a transição para um governo civil, o colapso da economia, originada pela crise do petróleo e da dívida externa acelerou o processo. Na eleição do colégio eleitoral, disputavam Maluf e Tancredo, sagrou-se vencedor Tancredo Neves. Quis o destino que Tancredo não pudesse assumir e o seu vice acabou por ser o Presidente da época, Sarney, sem legitimidade popular necessitou construir sua marca de governo. No ano de 1986 criou o plano cruzado, onde aplicou um congelamento de preços e a criação de uma nova moeda. Sarney que apoiou o militares até o último momento alcançou uma popularidade de 80% do povo brasileiro. Nesse período o PMDB fez vinte e dois governadores em vinte e três possíveis e fez a maioria dentre os 49 senadores eleitos, 487 deputados federais e o maior número dos 953 deputados estaduais. Pela primeira vez na história o Distrito Federal elegeu sua representação política (TSE). 


Passadas as eleições, a inflação virou hiperinflação e o povo que se dizia “fiscal do Sarney” desapareceu. Resultado o Presidente Sarney, entregou a Presidência da República para Collor com uma aprovação ridícula. Primeiro Presidente eleito pelo voto popular após a ditadura, Collor, entregou o Ministério da Fazenda para a Ministra Zélia Cardoso de Mello. Implantou uma política econômica recessiva, confiscou a poupança com o objetivo de cortar o consumo e recompor as reservas. Eleito por um partido pequeno, na época o PRN, abriu as fronteiras do Brasil para a importação, de Hardware e declarou que os carros brasileiros eram umas carroças, rompendo com Autolatina naquele momento, evitou o balcão de negociação com o Congresso Nacional e deu início a era das privatizações. Resultado: acabou cassado por ter comprado uma FIAT ELBA com sobras de campanha.


A eleição do Presidente Jair Bolsonaro, sustentou-se basicamente em três grandes pontos: soube criticar o sistema política, sua eleição para a maioria da população significa uma virada de mesa, mesmo estando deputado federal por 28 anos; afirmou que lutaria permanentemente contra a corrupção, basta ver a indicação do ex-juíz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça; com uma linha de comunicação eficiente soube se conectar ao entendimento popular de que seria capaz de formular e colocar em prática uma política de segurança eficaz.


Faz necessário reconhecer que os Ministérios da Economia e da Justiça serão ocupados por técnicos, considerados por muitos alguns dos melhores quadros do nosso país. Porém, não podemos esquecer que para os projetos avançarem e as reformar acontecerem será necessário muita política. Afinal, foi a política que nos colocou nessa situação e, somente a política será capaz de nos tirar do quadro da paralisia econômica em que estamos.




A Petrobrás é brasileira?

Terça-Feira, 06/11/2018 às 06:00, por Adriano José da Silva

A Petróleo Brasil S/A (Petrobras) foi criada no dia 3 de outubro de 1953, pelo então presidente Getúlio Vargas, tendo como principal objetivo a exploração petrolífera no Brasil em prol da União, impulsionado pela campanha popular iniciada em 1946, cujo slogan era “o petróleo é nosso”. Em 6 de agosto de 1997, foi promulgada a Lei nº 9.478, que passou a ser conhecida como a nova "Lei do Petróleo". Ao enviar ao Congresso Nacional o projeto de lei propondo a criação da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o governo de Fernando Henrique Cardoso teve por objetivo criar uma agência executiva que regulasse o funcionamento de todo o setor petróleo, inclusive as concessões para a exploração.


Pelos dispositivos legais da nova lei, foi reafirmado o monopólio da União sobre os depósitos de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, abrindo, portanto, o mercado para outras empresas competirem com a Petrobras. O governo Lula não abriu mão da perspectiva de transformar a Petrobras em uma efetiva ferramenta para o desenvolvimento de políticas econômicas e industriais do Estado Brasileiro. A fixação do objetivo de alcance da autossuficiência serviu como linha de condução das decisões gerenciais da empresa, ao mesmo tempo em que favoreceu a estabilização dos preços internos de derivados do petróleo e contribuiu significativamente para o incremento da produção industrial (através da fixação das políticas de nacionalização das encomendas de navios e plataformas).



Neste momento renasce o pólo naval no Brasil, com reflexos diretos no Rio Grande do Sul, na cidade de Rio Grande com a abertura de novos estaleiros para produzir navios e plataformas para a Petrobras, anteriormente nossas plataformas vinham do continente asiático, por serem mais atrativas em termos de custos, mas que não geravam empregos no Brasil. Em 2006, foi anunciado que o país tinha se tornado autossuficiente na produção de petróleo bruto, segundo a Presidente da Petrobras Graça Foster nunca houve autossuficiência em derivados. Para a ANP, essa autossuficiência foi perdida porque o consumo de derivados aumentou em 200 mil barris por dia.


Por outro lado, o país continuaria a importar o produto, pois a maior parte de nossas refinarias, construídas ainda na década de 1970, está capacitada para processar apenas petróleo leve, enquanto que a maior parte da produção nacional é de óleo pesado. A autossuficiência na produção de petróleo não se refletiu nos preços estampados nas bombas de gasolina do país, como desejariam os consumidores. Isto porque a política de preços que vem sendo aplicada pela empresa tem por diretriz manter os preços dos combustíveis atrelados ao câmbio e aos preços internacionais, de modo a poder garantir os recursos necessários à contínua ampliação da produção interna.


Graças a política de preços implementada no Governo Temer, por meio do ex-Presidente Pedro Parente de reajustes diários, a estatal voltou a gerar caixa com isso passou a ter lucros, os acordos de leniência nos Estados Unidos, permitiram o retorno das negociações em bolsa e o fim das disputas na justiça. A atual composição acionária da Petrobras em percentuais totais está assim composta: Bndes Participações – Bndespar 8,37%; Caixa Econômica Federal 2,31%; Fundo de Participação Social Do Fundo Pis Pasep - Fps 0,05%;Caixa Previdência Funcionários Do Banco Do Brasil - Previ 2,50%; Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – Bndes 6,87%; União Federal 28,68%; Outros 51,23%. Destaca-se que a União Federal, possui 50,26% das ações com direito a votos e Outros que são investidores nacionais e internacionais 71,17% das ações preferenciais que dão prioridade ao lucro.


Cabe destacar que o Brasil é exportador de petróleo bruto e importador de combustível. Existe uma grande questão que a Sociedade precisa refletir e definir de fato qual o caminho ou a estratégia a ser definida pela companhia: a Petrobras deve servir ao desenvolvimento nacional e ao seu povo ou, o povo deverá servir para a Petrobras, no sentindo de pagar preço em dólares dos combustíveis? Ainda espero poder ver qual será ou se será o caminho que a sociedade irá definir.




Precisamos ser competitivos

Terça-Feira, 23/10/2018 às 06:00, por Adriano José da Silva

O Brasil caiu três posições no ranking que avalia a competitividade de 140 países, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a Fundação Dom Cabral. O Brasil se mantém entre os países com baixa capacidade de sustentar o crescimento e promover a melhoria das condições de vida da sua população ficando na 72ª posição no novo índice de competitividade internacional. Em 2018, na celebração do 40º aniversário do relatório internacional de competitividade, o Fórum Econômico Mundial (WEF) promoveu uma mudança significativa na metodologia que avalia as condições competitivas de 140 países.


Na nova metodologia fatores como inovação, flexibilidade e capacidade de se adaptar às mudanças passam a ser determinantes para a competitividade de um país. A equipe do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral parceira do WEF desde 1996 analisa estas alterações metodológicas assim como seu impacto para as estratégias e políticas publicas necessárias para alavancar a capacidade competitiva do Brasil a partir de 2019.


Apesar das mudanças metodológicas os países que lideram o ranking se mantêm os mesmos com algumas pequenas mudanças de posição entre os 10 primeiro colocados. Estes países se destacam não apenas na pontuação geral, mas também a capacidade do seu capital humano (90,7 pontos) e a estabilidade de suas economias (91,8 pontos).


Na nova metodologia a liderança do ranking passa a ser ocupada pelos Estados Unidos, seguido por Singapura e Alemanha, países que ocupam posições de destaque nos rankings de competitividade independentemente das metodologias utilizadas.
Os EUA se destacam com 85,6% pontos ficando em primeiro lugar em 3 dos 12 pilares pesquisados: Dinamismo empresarial (94,1 pontos), Sistema financeiro (92.1) e Mercado de trabalho (81,9). Segundo lugar nos pilares de Tamanho do mercado, perdendo apenas para a China, e Ecossistema de inovação, atrás apenas da Alemanha.


Na nova metodologia de avaliação da competitividade global o Brasil aparece na 72º posição no ranking mundial, perdendo três posições em relação a 2017. Apesar de ser a maior economia da América do Sul o potencial de competitividade do país persiste subexplorado o que pode ser observado no gráfico abaixo o qual compara a situação brasileira nos doze pilares com os Estados Unidos da América, melhor colocado no ranking geral, e com o Chile melhor colocado na américa latina (33º).


O Brasil chega este ano o 40º lugar mundial na capacidade de inovar (47,8 pontos), o que se deve a qualidade de seus institutos de pesquisas (14º lugar com 57,26 pontos), um elevado número de publicações (23º lugar com 91,2 pontos) e um gasto percentual do PIB elevado com pesquisa e desenvolvimento (33º lugar com 38,9 pontos).


Apesar de acompanhar os indicadores latino?americanos, o país carece de uma política direcionada à competitividade e a sua preparação para a nova realidade econômica e tecnológica. Os piores indicadores do país ainda se referem à funcionalidade de suas instituições, às infraestruturas e ao marco regulatório que rege as atividades produtivas e o trabalho.


Há uma clara estagnação desses pilares. De forma ainda mais crítica, o país envolto em um ambiente politico e econômico estagnante não tem dedicado recursos e energia para promover o desenvolvimento da sua força de trabalho de forma compatível com as demandas deste século, nem investido em tecnologias, empreendedorismo e inovação nos níveis compatíveis com o que está acontecendo no resto do mundo e com a necessidade do país e de sua população que busca oportunidades de crescido e de melhoria das suas condições de vida para as gerações presentes e futuras.




O Brasil Rachou?

Terça-Feira, 25/09/2018 às 06:00, por Adriano José da Silva

Se a sucessão de 2018 fosse um parque de diversões, poder-se-ia dizer que começou no carrossel, encontra-se na montanha russa e vai terminar no trem-fantasma. A crise política é inevitável independente do vencedor na arena eleitoral de 2018. A certeza é a de que a frase “eu não sabia” passará à história como a frase-lema do Brasil pós-ditadura. Será lembrada quando, no futuro, quiserem recordar a época em que o país era regido pelo cinismo. Lula usou-a no escândalo do mensalão do PT. Citando-o, o tucano Azeredo repetiu-a no processo do mensalão do PSDB. Alckmin empregou-a no caso do cartel dos trens e do metrô.


Outra situação que fica clara, é que a grande mídia parece não atingir o coração e o senso comum da maioria dos eleitores brasileiros. As denúncias amplamente divulgadas nos anos noventa e que culminaram com o impeachment do Presidente Fernando Collor, encontravam eco na Câmara dos Deputados, em um partido organizado e com uma bancada de deputados federais atuantes e lideradas por José Dirceu, as massas foram para rua e o Congresso Nacional votou pelo impeachment do primeiro Presidente eleito pelo voto direto após a ditadura.


Após aquele episódio, escorado pela grande mídia que promovia capas e reportagens bombásticas contra os governos o PT passou a se constituir como força alternativa de poder e principalmente política no Brasil. Perdeu em 1998 no primeiro turno para Fernando Henrique, porém em 2002, Lula venceria Serra com a propaganda emblemática dos ratos roendo a bandeira brasileira, aquela imagem marcou e tocou o povo brasileiro.


Pois bem, passou-se o governo Lula, e as vésperas da eleição de 2014, estoura um novo escândalo na Petrobras, a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa "é ruim para a campanha à reeleição e para o PT, pois desperta novamente o tema da corrupção a menos de um mês do segundo turno", avalia Kennedy Alencar, em comentário na rádio CBN.
Enfim, a polarização PSDB e PT, sufocou o Brasil e o povo brasileiro, que não encontram nos partidos, uma representação, sensata, transparente e coerente e com os anseios da sociedade, pois não se realizam mais comícios em praças, ruas, e hoje os comícios são em ambientes fechados, onde os registros fotográficos e as filmagens para TV são fechadas para mostrar que não sobra espaço e que o ambiente está cheio.


Chegamos em 2018 e a polarização ao que tudo indica será entre Haddad e Bolsonaro. Para Josias de Souza, Haddad entrou na corrida presidencial com atraso. Revelou-se uma espécie de Usain Bolt (100 m em 9s68). A diferença é que ele corre com as pernas de Lula. Nos comícios, imita a voz de Lula. No primeiro debate presidencial de que participou, ecoou Lula em 100% das respostas. Se eleito, Haddad irá para Brasília. Lula talvez continue em Curitiba, pois deve ser condenado por Sergio Moro em mais dois processos. Ficará no ar uma dúvida: a sede do governo será no Planalto ou na cadeia?


Segundo o Jornalista Josias de Souza, mantido o Fla-Flu, quem não morre de amores pelo capitão nem sonha com a volta da turma do presidiário terá de se posicionar. Muita gente votará em Haddad para evitar Bolsonaro. Outra parte optará pelo anti-PT para esconjurar o preposto de Lula. A preferência será substituída pela exclusão. O Brasil é, hoje, um belo ponto no mapa, ideal para reerguer uma nação. Isso exige união. O problema é que a polarização deve produzir não um presidente, mas um herói vingador que os pára-choques de caminhão xingarão 15 dias depois da posse. Em tempo, quero registrar que não pretendo morar em outro país, nem em outro estado e muito menos mudar de cidade. Respeitarei qualquer resultado, na esperança de que possamos encontrar e paz social e o caminho do desenvolvimento econômico.




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