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Colunistas


Escravidão ainda é dor

Quinta-Feira, 15/11/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Não é em tom de amargura que pretendemos aludir aos três séculos de horror da escravidão. É de dor por sabermos quanto sangue foi derramado pela atrocidade, extermínio físico e psicológico. Negros e negras em holocausto no massacre renitente sustentado pela nossa oligarquia podre. Grande parte dessas pessoas escravizadas, cruelmente arrancadas de suas aldeias onde viviam felizes, com saúde e liberdade na costa africana. “...são os filhos do deserto/ onde a terra esposa a luz./Onde voa em campo aberto a tribo dos homens nus/...Homens simples fortes, bravos.../... Lá nas areias infindas/ das palmeiras do país/ nasceram – crianças lindas/ viveram - moças gentis” (Castro Alves). Essa maldição de extermínio étnico mantida pelas oligarquias no poder, destruía o corpo e a alma dos africanos e descendentes escravizados. Alguns eram reis e príncipes em suas terras de muitas riquezas. Nos grilhões, homens, crianças e mulheres. No Brasil, sob a égide do tráfico e senhorio das grandes propriedades, com aval do estado e de igreja eram entregues ao extremo ultraje, pelo lucro dos soberbos. É inevitável a indignação que não se pode encobrir com a omissão. Foram efeitos prolongados da tirania que se estendeu após a abolição da escravatura em 13 de maio de 1888. Até a covardia de um parlamento conivente com a injustiça social, mutatis mutandis repete-se nos dias de hoje.

 

Novos tempos
A bravura e inteligência de Zumbi dos Palmares, tendo a seu lado a esposa Dandara, são capítulos dramáticos na busca da liberdade dos negros escravizados. Essa e outras tantas epopeias de dignidade de nossa história foram sufocados pelo sistema de poder. Muitos heróis negros emancipacionistas deram suas vidas pelo Brasil. O amor que cultivamos por uma pátria livre, para todas as raças, nasceu e ainda cresce graças à luta de negros heróis. Ninguém mais do que eles deu o sangue e suor por esta terra.
Pérolas negras

 

O Canal Brasil (150 da Net) terá programação liderada por Lázaro Ramos e brilhante equipe de produção alusiva aos 20 de novembro, lembrando a luta pela liberdade. É para o cidadão abrir o cérebro e o coração, com o roteiro de Pérolas Negras.

 

O Tigre da Abolição

José do Patrocínio lutou pela liberdade e justiça social. O Tigre da Abolição rugiu sua verve na tribuna. Parlamentar fiel, herói verdadeiro morreu na pobreza, perseguido por poderosos corruptos.



Queda previsível
A derrocada eleitoral do governo de esquerda, sob a liderança de Lula, há muito está fora da caixa preta dos resultados desastrosos. O PT acendeu esperanças inflamando segmentos partidários do pensamento socialmente responsável. A classe média optou por posição avançada e confiável no trato da coisa pública. Foi aí que, como descreve resumidamente a deputada Luciana Genro do PSOL, a corrupção dilapidou o modelo. Todos sabiam que partidos tradicionais como, PMDB, PSDB e PP, atingiam níveis de corrupção em níveis insuportáveis. Do PT esperava-se muito, inclusive uma virada implacável. O conjunto de práticas no enfrentamento da pobreza foi plataforma de políticas públicas vistas no Brasil e todo mundo como evidente avanço. A sequência de fraudes e o escândalo na Petrobras precipitaram a desconfiança que levou muitos líderes petistas aos tribunais. A surpresa com o desmando não pesou sobre os demais partidos, apenas em relação ao PT, de quem se esperava retidão. Algumas instâncias de dignidade humana, no entanto, foram estabelecidas nos primeiros anos de Lula e Dilma, como a igualdade de direito de minorias e à multidão brasileira de descendentes afros. Muitos avanços que não terão retrocesso. A alternativa Bolsonaro tornou-se o antolho da classe média influente em nome de uma justificável necessidade de combate ao crime organizado no poder. Ainda se ouve lamento de pessoas que votaram em Bolsonaro apenas para tentar devolver seriedade aos cofres públicos. Ele, afinal, é o presidente, com a democracia que persiste indispensável no contexto político. A dúvida sobre sua mentalidade totalitária persiste.




Desmonte do trabalhismo

Quinta-Feira, 08/11/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

As salvaguardas ideológicas do trabalhismo que demarcaram a fase humanística (da era Vargas) na relação capital e trabalho - começaram a perder terreno. O primeiro fator deu-se perante o choque social do desemprego. A rede politizada composta pelos órgãos sindicais vinha fragilizada pelo desmando e corrupções internas e nos movimentos ligados ao próprio Ministério do Trabalho. Neste momento, do desequilíbrio com menor oferta de vagas, o empregado passou a indigitado no custo de produção. A reforma trabalhista veio com apelo forçado pelo liberalismo montado em campanha fictícia de geração de empregos. O próprio Ministério do Trabalho, entregue a pessoas sem liderança e até pilantras de um governo frágil de Temer, permitiu o esvaecimento da aura trabalhista. Foram demissões em massa que sufocaram o clamor dos operários. Antes da autocrítica pela má gestão, ou atos indecorosos de grandes empresários, empregados foram demitidos e julgados culpados pela crise. E, agora, o presidente eleito, Bolsonaro, acena com a extinção do Ministério do Trabalho. Mesmo que recue momentaneamente, logo ali saberemos do desmonte de uma história libertária, das poucas em que o Estado funcionou como agente social.

 

Sérgio Moro
Qualquer conotação pejorativa que se queira impingir ao juiz Sérgio Moro, antes de assumir a pasta seria precipitada. Por certo não vai assumir o Ministério para defender Lula. Será subordinado a Bolsonaro, mas é jurista e não se imagina o juiz fora da Constituição. Seu aceno é severo para casos de invasões de propriedades, mas nada falou sobre o combate aos massacres de trabalhadores rurais. O questionamento é ideológico.

 

Sinal amarelo no Cairo
O presidente Bolsonaro tem adotado o modo de agir do presidente dos USA, Donald Trump. Já disse que vai revisar as leis ambientais, áreas de preservação, reservas indígenas, quilombolas etc. Os movimentos dos sem terra vão comer o pão que o diabo amassou. As iniciativas que denomina programáticas são no âmbito nacional. A mudança anunciada da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, no entanto, causou ruído maior que o esperado. O Egito cancelou inesperadamente compromisso diplomático com o Brasil, em princípio alegando alternação de agenda. O mundo já sabe que isso não é nada comum. E já se fala em boicote comercial. Semelhante ao Trump, Bolsonaro avisa que a mudança da embaixada não está decidida.

 

Retaliação
A primeira conversa com o representante chinês também foi marcada por advertência. Bolsonaro reclamou que a China tem investido demasiadamente em propriedades no Brasil. O representante do país continental que mais compra alimentos do Brasil saiu em silêncio. Bolsonaro chegou a encerrar subitamente uma entrevista coletiva, ante a insistência dos repórteres em saber sobre a questão da embaixada brasileira em Israel. Acontece que o Egito estaria pressionado por opiniões da ONU e pelos tantos conflitos em Jerusalém, dada à importância universal da Terra Santa para nações de religiões monoteístas – judaísmo, islamismo e cristianismo. E, principalmente, porque a Liga Árabe importa 45% da carne, principalmente o frango produzido no Brasil. A carne Halal mantém gigantesca estrutura que acompanha o abate e manuseio em frigoríficos exportadores do Brasil, seguindo preceitos do Islã. Qualquer retaliação terá enorme repercussão comercial. Tudo seria uma grande crise para produtores.

 

Imitar é pouco
Pelo que se viu, as iniciativas tomadas à imagem e semelhança de Trump, seja por imitação conservadora ou sabujice, carecem de estratégia.

 

Gás
É cada vez mais grave a repercussão do preço do gás de cozinha. Com o recente aumento de 8,5%. Grande parte das famílias já luta demais para conseguir comida. Se ficar mais caro para cozinhar é por falha de política pública humanitária. Não se trata de comunismo. Sem paranoia!

 

Venezuela
A fome, tanto na Venezuela, como em qualquer parte do planeta é o imponderável. O Brasil não precisa boicotar a Venezuela e pode lucrar fornecendo alimentos em troca de petróleo. Cuidado! Trump quer usar o Brasil numa intervenção.




Extinção dos animais

Quinta-Feira, 01/11/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A situação de extermínio de animais, nos últimos 44 anos, parece ter chocado a sociedade. A informação dá conta do desaparecimento de 60% dos animais sobre a face da terra. Este dado, aliado à desvairada derrubada de árvores de florestas brasileiras que deveriam ser preservadas, mostra que estamos fazendo tudo errado. Vivemos a falsa sensação de progresso tecnológico porque essa tecnologia nada tem significado para preservarmos os elementos essenciais à sobrevivência humana. Essa deslumbrada ideia de evolução, desgarrou-se do sentido de felicidade. Jogamos todas as nossas fichas nos engenhos cibernéticos poderosos na aparência, que não conservam nosso ar, nossa água e nossa comida. A recuperação das fontes naturais de vida parece que se tornou um valor incômodo ao desenfreado consumismo que enriquece poucos e dilapida possibilidades de felicidade básica para a grande maioria. Nas cidades as pessoas sentem a falta de água (coisa antiga), os peixes morrem intoxicados pelo lixo jogado no mar e nos rios. A fumaça dos carros sufoca as pessoas. Falta ar puro. A inteligência humana até que ficou mais variada e ágil, mas só é vista pelos resultados aparentes. Os animais estão sumindo porque os matamos distraídos no consumo de produtos poluentes. Além disso, desmatamos santuários de vida animal, desprotegendo pássaros, mamíferos, peixes e os seres indispensáveis à existência. O apego aos gatos e cães é a forma fictícia de explicarmos para nós mesmos, dizendo que amamos os seres. Admitimos essa mentira, sem percebermos que nem os cães sobreviverão, sem água, ar e comida.

 

Multados doadores
A política de estado está minada. Os doadores que foram multados pelo IBAMA investiram muito dinheiro financiando candidatos. São vários os nomes beneficiados, especialmente Jaime Regatolli (PSL), Fernando Marques (SD), Rogério Rosso (PSD), ou Renan Calheiros (MDB), totalizando 178 candidatos. Esses magnatas empresários que não pagam multas de suas autuações distribuíram mais onze milhões nesta campanha. A campanha de Bolsonaro acenou várias vezes para a bancada ruralista que exige perdão de multas ambientais e afrouxamento da ocupação de áreas reservadas. Então, margens de rios florestados, não mais as vereis.

 

Rejeição petista
Parece que os aliados históricos do PT, os socialistas, trabalhistas e comunistas, estão questionando a aliança sob a égide petista. O presidente eleito bancou rejeição com ideia de governo honesto. Ao final das contas, o candidato petista, mesmo perdendo as eleições, conseguiu votação respeitável. Haddad teve desempenho razoável, se considerarmos as trapalhadas de seu partido. Bolsonaro apregoou coisas absurdas, mas conseguiu passar a ideia de que vai restaurar um conservadorismo sem roubo. Até a democracia ficou em jogo com os erros do PT, mesmo Bolsonaro fazendo uma pregação esdrúxula. Quanto tempo transcorrerá até que a dita esquerda mais consequente reabilite a condição de fazer frente ao radicalismo conservador?

 

Justiça social
Muito pouco, ou quase nada, em defesa dos menos favorecidos, podemos esperar. Resta o papel de oposição, seguindo orientação do ex-presidente Thomas Jefferson : “ o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

 

Perseguição
A Polícia Federal, em atuação conjunta com o Ministério Público e Judiciário detém a missão de apurar fatos da corrupção e responsabilizar os infratores. O presidente da República é poder executivo gestor de políticas públicas. A ele não cabe o desiderato de justiceiro. O pensamento arbitrário neste sentido não é democrático, principalmente com posturas de ódio. O julgamento no processo, com amplo direito de defesa e até a condenação e cadeia estão no bojo da democracia. O cultivo à perseguição dos que perderam a disputa eleitoral é ódio insano e perigoso para o princípio da liberdade.

 

Imprensa
A diatribe gerada pela reação exacerbada de Bolsonaro após denúncia de funcionária fantasma, na Folha de São Paulo, não pode ser tratada como privilégio de intocável, mesmo que o alvo da crítica seja o novo presidente. O caso está em processo de apuração e a liberdade de imprensa está em jogo.




Joachim frustrou nazismo

Quinta-Feira, 25/10/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

O engenheiro norueguês Joachim Ronnemberg, que faleceu nesta semana, aos 99 anos, é reconhecido como herói da última guerra mundial. Após a invasão nazista da Noruega, Hitler (1940) iniciou a produção de água pesada para a fabricação de bomba atômica. A captação do hidrogênio pesado era feita na usina de Vemork, complexa represa de água onde se concentrava o projeto genocida. O potencial destrutivo da bomba em produção era a maior ameaça à humanidade. Ele, comandando equipe, explodiu a usina em 1943, embora a estrutura estivesse fortemente guarnecida pelos nazistas. Ronnemberg foi lembrado em várias obras cinematográficas, em especial no filme Os Herois de Telemark, com Kirk Douglas, Richard Harris, Eric Porter, entre outros. Um clássico formidável é digno de ser assistido e revisto. Ainda que os USA viessem a lançar a bomba mais tarde, os alemão estavam mais adiantados. A explosão da hidrelétrica frustrou os nazistas. O combate ao horror fundamentalista de Hitler exigiu façanhas salvadoras. Não fosse o gesto de Ronnemberg a humanidade seria dizimada na sua quase totalidade. Vale a homenagem ao herói que afastou o perigo e também como reforço de reflexão no combate à cultura de ódios sempre ameaçadores à paz social. Infelizmente há núcleos de rancor vagando em nosso país, que precisam ser debelados.

 

Mais pontes
A maravilha da engenharia chinesa, a ponte marítima de 55 quilômetros que liga Hong Kong a Macau e China continental, revela o lado útil e alta tecnologia da humanidade. A ligação faraônica mostra como é possível equacionar problemas, logo num país visto por alguns como nação de crise. E parece que o mundo precisa mesmo é de mais pontes e menos guerra.

 

Jornalista
Ouvindo comentário na TV, chamou-nos atenção a ênfase do comunicador da Capital, que se referiu ao assassinato do jornalista Jammal Khaschoggi, como um grave esquartejamento. Impossível imaginar um “leve” esquartejamento. Fora o solecismo causado pela ausência de maiores informação do comunicador, observa-se a má vontade do presidente Trump em reconhecer o crime denunciado em todo o planeta. Acontece que os interesses dos Estados Unidos e Arábia Saudita estão no meio do assassinato contra o jornalismo e contra a humanidade. Nisso, Trump demorou a admitir o que o mundo já sabia. A venda de armas aos sauditas rende bilhões de dólares. O interesse pelo petróleo vem logo em seguida.

 

Censura
O jornalista Juremir Machado diz que foi censurado, impedido de perguntar ao candidato Bolsonaro. Houve protesto da categoria.

 

Armas
Fabricantes de armas têm visto com entusiasmo o crescimento abrupto do setor. É a indústria que mais cresce entre nós. Não é difícil imaginar a causa desse sucesso no meio da crise brasileira.

 

Convertidos

As diferentes e inusitadas formas de perseguição a determinados segmentos de mobilização popular, mediante uso de violência, parecem rescaldadas. As ameaças com armas de fogo em público, incitação à truculência contra o poder judiciário não foram bem recepcionados na campanha eleitoral. Alguém alertou que o santo é de barro. Mais devagar! A campanha presidencial produziu arrependimentos. Até pedidos de desculpa em público e suavidade no tom da voz. É uma espécie de conversão do rancor. De um lado os que não querem perder a eleição pelo excesso de estupidez e ódio. De outro lado, os que reconhecem erros cometidos no comando do poder e que devem ser assumidos. Ainda que persistam artimanhas já conhecidas na disputa, o debate obrigou ambos os lados a uma conversão.

 

Democracia
Quando se fala em ameaça à democracia, as pessoas sabem do que se trata. Recentemente o Supremo Tribunal Federal manifestou-se a respeito da vergonhosa pregação do filho de Bolsonaro. É bom lembrar o que dizia o tresloucado imperador Calígula, em suas alucinações ao comandar Roma: “o que se diz se faz!” Ameaçar o fechamento do Supremo, mesmo que sejam apenas “parole” - não pode ser brincadeira plausível, como diz o ministro decano, Celso de Melo.




Corruptos por toda parte

Quinta-Feira, 18/10/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Na verdade, seria preferível que ao menos um dos lados da disputa presidencial estivesse livre de contágio com partidários acusados ou indiciados por corrupção. Mas é triste a constatação de que a grande maioria dos partidos, seus apoiadores ou seguidores de última hora carregam no lombo os carrapatos dos escândalos. Sugam o sangue deste Brasil de dorso imenso. Grandes empresários, sempre sedentos de lucro aparecem em vários casos, quer de iniciativa privada ou nas ações com o erário público. Vejam que os conhecidos executivos, agora delatores de crimes de grandes empreiteiras, revelam a cada momento a sangria de quantias incalculáveis do dinheiro público.

 

Polícia Federal
Por certo não saberemos tudo sobre corrupção, em curto prazo. A Polícia Federal, no entanto, tem investigado com pertinácia. Agora, depois de muita relutância no Palácio do Planalto, o presidente Temer volta a ser indiciado por corrupção passiva e outros crimes, com mais dez envolvidos. Ele chegou a colocar no comando de PF um delegado que desmereceu como prova a descoberta de 53 milhões nas malas de um apartamento. Durou pouco o disparate. Os policiais voltaram a investigar outros fatos, como este do inquérito dos portos. A operação Carne Fraca que parecia sufocada, revelou responsáveis por grave atentado contra a saúde pública mediante falsificação na inspeção sanitária. É impressionante como empresários tidos na alta fertilidade produtiva caem na emboscada da própria volúpia e prejudicam o país, as pessoas, com atos de desonestidade. Eles já têm lucros incalculáveis sem essas violações. O lucro com a fraude é algo realmente insano. Felizmente a investigação se tem mostrado algo forte, talvez o fator mais esperançoso da democracia. Parece que desvendar crimes de corrupção tem sido a renitência mais positiva para corrigir rumos da nação.

 

Dever
A obrigação atribuída à PF de investigar e carrear provas contra o crime já não é mais uma simples obrigação. Passou a ser um dever sublime em prol da justiça social.

 

Parar com isso
Há algo no ar, nas ruas e nos procederes, que não pode continuar. Fala-se em colocar ponto final na frenética onda de incitação apontando ridiculamente uma arma para impressionar o público. Parece que não queremos falar nos casos cotidianos que atestam atos criminosos praticados sem o rigor da ação do estado. É a água no leite, a adulteração do combustível, sonegação de impostos, gatos de água e luz, lixo clandestino, devastação florestal, atestados médicos fraudados, e tantos outros casos considerados comuns. A descompostura no relacionamento social, até no trânsito, parece anestesia geral nas consciências. Não é assim. Isso deve parar!

 

Liberdade
Um dos procedimentos mais cruéis da vida é a perseguição política, com prisões arbitrárias e a imperdoável prática de tortura. Quem apoia essas monstruosidades praticadas no regime ditatorial ocorrido recentemente em nosso país deve ser segregado dos demais cidadãos. Apoiar publicamente a tortura deve ser considerado crime, com cadeia. Racismo não! Essa é minha opinião, por isso não voto em quem conspirou e será sempre ameaça à democracia.

 

Beleza negra
O concurso de beleza Top Cufa – Central Única das Favelas, reuniu 180 participantes no shopping Taguatinga em Brasília. Apesar do resultado empolgante pela graciosidade e beleza das participantes, o acontecimento foi alvo de zombarias perpetradas por covardes que postaram manifestações racistas. Os autores pusilânimes, por certo não são tão alinhados, elegantes, belos, ou belas, ou não têm irmãs, namoradas/namorados, famílias que sejam melhores que as concorrentes. Acreditam que seus ataques repugnantes sejam velados pela complicada identificação do WhatsApp. O certame reúne moças de todos os matizes, com predominância natural de afrodescendentes. São agressores de caráter mesquinho, inconformados com o sucesso emancipatório dessas meninas lindas. O prolóquio medieval conhecido de todos “nomina stultorum extant undique locorum” (os nomes dos tolos aparecem em toda parte) define a situação moral que ainda viceja em nosso meio.




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