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Colunistas


O crime nos presídios

Quinta-Feira, 17/01/2019 às 06:00, por Celestino Meneghini

O combate às fontes inteligentes da criminalidade deveria começar no sistema prisional. A regularização da posse de armas é anunciada pelo governo Bolsonaro como cumprimento de promessa de campanha, considerando o sufrágio das urnas como desejo popular. As opiniões que balizam a eficiência do desarmamento, contrapondo a idéia de liberação da posse ou porte de arma não oferecem conclusão segura. Nem a liberação do uso de armas, nem a funcionalidade do desarmamento proposto comprovam resultados claros de redução da criminalidade. O que queremos dizer é que o anúncio do governo, mesmo aceito como compreensão de meio para a defesa pessoal e patrimonial, não se comprova como eficácia para acudir a maioria da população. O crime organizado, este sim, é causa evidente de insegurança. E está homiziado no sistema guarnecido (e caro) pelo estado. É realidade paradoxal chocante.

 

População carcerária
O Brasil apresenta a terceira maior população carcerária do mundo, com 720 mil apenados. Outros milhares estão aguardando vaga na cadeia. O controle dessa população apenada apresenta aspectos caóticos. Apenas 12% dos presos têm acesso a programas educacionais e 15% ao trabalho. A missão indeclinável de recuperação do condenado prevê basicamente trabalho e escolaridade básica. A taxa de recaída varia entre 40% a 70% considerando diferentes formas de benefício ao detento. Especialmente os dependentes de tóxico são presas fáceis que se submetem aos comandos das facções. A falta de recursos e o poder instalado do crime geram conivência da própria vigilância. As revistas internas, quando acontecem, mostram muitas armas e centenas de telefones para o uso das facções. Ali estão segregados os chefes do crime que agem com extraordinária facilidade e precisão no planejamento.


Poder do comando
Até os condenados por crimes de menor potencial ofensivo se rendem ao comando das facções, tornando a estrutura, inteligência para o terror dos assassinatos, inclusive em planos de eliminação de autoridades. Em vez de redimir encarcerados, o sistema fortalece as hostes do mal. Os cálculos de investimento de ampliação e correção preconizam a casa dos 50 bilhões. A situação está séria demais para se imaginar que facilitação legal na posse de armas ao povo tenha significação na redução da criminalidade.

 

Armas
Reiteramos que o decreto presidencial apenas desburocratiza a posse de arma. Parece plausível que se construa melhor entendimento quanto à criminalização da posse e porte de arma de fogo, especialmente na zona rural. Não é justo dizer ao povo que agora as pessoas podem defender-se. Além do mais, quem realmente poderá obter legalmente uma arma? Os pobres, não!

 

Paulo Farina

O jovem sacerdote que conheci, ainda no final da década de 50, percorria as ruas desta cidade pedalando uma bicicleta. Acompanhava movimentos jovens e logo assumiu a direção do então Asilo Lucas Araújo, sucedendo Modesta Vanzo, no cuidado de idosos. A Mitra Diocesana recebeu a incumbência de gerir e desenvolver a instituição que passou a ser Fundação Beneficente Lucas Araújo. O nome é em memória ao benfeitor desta cidade que deixou respeitável patrimônio para abrigar idosos e crianças desamparadas. O jovem padre Paulo Augusto Ferina começou cheio de vida e vontade solícita nesta missão. A instituição foi crescendo e ampliando atendimento a desamparados. Foram 60 anos de dedicação, com olhar humano pleno de compreensão. Teve papel importante de conselheiro e amigo de uma geração angustiada de jovens da comunicação, ao dirigir a Rádio Planalto, da qual foi fundador. Sabia como acreditar nas pessoas, oportunizando emprego e sobrevivência digna a muitas famílias. Olhava com apreço aos mais humildes. Paulo Farina deixou sua caminhada de dedicação percebida por centenas e milhares de pessoas. Nunca abdicou de fazer o bem. Sem discriminar pessoas foi um curador de gerações. Faleceu aos 89 anos e deixou luz de uma vida de coragem, às vezes silenciosa, numa inesquecível convivência de grandeza.




A violência globalizada

Quinta-Feira, 10/01/2019 às 06:00, por Celestino Meneghini

A posição de nação em desenvolvimento, mesmo sendo gigantesco potencial de riquezas, contrasta violentamente com a criminalidade cotidiana. A letalidade criminal expõe o país a uma situação caótica, já que ocupamos o 106º lugar no mundo. Impropriamente denominamos crimes comuns ao massacre diário, especialmente produzido pela devastação do crime organizado do tráfico de drogas. Como advertiu ZygmuntBauman, o medo ou covardia diante das atrocidades nas ruas e dentro das casas, fez sucumbir a dialética da liberdade pelas relações virtuais que são vendidas como relacionamento fácil e seguro. O shopping, ou a grade ao redor do prédio confinam, “dispensando” a coragem étnica ou a necessária rebeldia. Mesmo desconfiando do estado, entregamos a ele o desiderato de nos guarnecer. Não se deseja fazer, aqui, um julgamento descontextualizado de um modelo que se configura como aflição coletiva, pois são novos tempos de realidade. Apaga-se a utopia da paz social. O medo da violência vem tornando a vida urbana um campo de concentração, num sentido antagônico à concepção aparente de globalização. O poder oligárquico aproveita-se desta vulnerabilidade para auferir mais e mais lucros.

 

Feminicídio
A lei de 2015, editada para combater a morte dolosa de mulheres, não tem condão de resolver essa profunda chaga nos relacionamentos familiares. A norma legal agravando o assassinato que vitima a mulher pressionou maior transparência nos relatórios criminais. O aumento assustador de assassinatos de mulheres mostra o crescente número de casos que passam pela divulgação nos órgãos de imprensa. A maioria são cenas dantescas agravadas por motivos torpes. São casos de deterioração gradual nas relações do namoro ou vida em comum. Ocorre em todas as classes sociais. Tais crimes, não raro, causam destruição irreversível no âmbito familiar, atingindo filhos. É problema em muitos países. No Brasil remonta de perversa cultura em séculos de escravidão. Sim, o machismo é esdrúxula cultura de exclusão em desumano tratamento forjada na pior tragédia brasileira, a prepotência da escravidão!


Aposentados
A proteção aos idosos deixa muito a desejar. Mal consegue a aposentadoria depara-se com enxurrada de apelos para empréstimo compulsório. Essa pressão e assédio, com dados fornecidos inexplicavelmente a determinados escritórios de intermediação é totalmente injusta. A grande maioria é reduzida a um estado de vulnerabilidade. Além disso, há a coerção de filhos, netos ou parentes.

 

Migração
Ao deixar o pacto global de Migração perante a ONU, O Brasil abre dificuldade para o intercâmbio com outras nações. No momento não há grande imigração em nosso território. Observadores entendem que é mão de duas vias e muitos brasileiros dependem de um bom relacionamento.

 

Bancada ruralista
Não chega a ser novidade a rápida decisão do governo Bolsonaro. A Medida Provisória desta semana determina que o INCRA seja desvinculado da Casa Civil e incorporado ao comando da pasta da Agricultura. Nalhan Garcia, adversário histórico do MST, vai conduzir a regularização fundiária na Amazônia. Tereza Cristina (DEM), ex-líder da bancada ruralista vai decidir tudo. Também, a questão de reservas quilombolas fica subordinada ao setor que definitivamente não defende divisão de terras.


Sobrestamento
A distribuição de terras no Brasil produziu assentamento de 1,34 milhão de famílias. Foram 88 milhões de hectares, desde 1974, como efeito das ações reivindicatórias do MST. São 94 mil assentamentos. Áreas que produzem alimentos (antes improdutivas), atendendo a função social deste básico recurso natural do país. Tudo parou.

 

Reforma agrária
Ainda se imagina que a sustação dos processos de desapropriação (excluídas as decisões judiciais) possa ter caráter de revisão. Ocorre que na campanha eleitoral o MST foi tratado como movimento político a ser criminalizado. Se descambar nesse rumo haverá conflito.

 

Posse de arma
A questão do desarmamento suscitou polêmica desde o início. A medida do novo governo tem apoio quanto a alguns casos de posse de arma a serem permitidos. É o caso de propriedade rural e outras circunstâncias. É preciso ver isso na prática. Um dos problemas é o custo da arma e habilitação. As fábricas de arma estão eufóricas.




Cruzada contra fantasma

Quinta-Feira, 03/01/2019 às 06:00, por Celestino Meneghini

Ao tomar posse, no Congresso Nacional, o presidente Bolsonaro desfilou pleno sobre tapete vermelho. Depois de tomar assento expôs toda sua ira contra a cor vermelha simbolizando enfática aversão ao perigo socialista. Retornou ao palanque em ritual severo, como se entronizasse novamente as cores verde e amarelo, predominantes em nossa bandeira. Deu a guinada brusca mirando símbolos nas cores e adotou como inimigo o fantasma rubente do comunismo. E fez daquele tapete o escabelo de suas falas. Na ausência de argumento mais claro para resolver caos da fome e desemprego firmou sua miragem no fantasma recriando inimigo que sequer existe. Essa vinculação imaginária é o grande mote de um sintoma de contradições manipuladas. Medidas concretas de socorro às mais graves mazelas do país, certamente restarão cobertas entre os fumos da pólvora e densas cortinas de fumaça toldando opinião pública. A tônica do presidente foi a declaração oficial de uma cruzada contra fantasma.

 

Controles
O autocontrole das políticas de governo pelos próprios ministérios entre si faz parte de plataforma moderna de gestão. O controle de gastos é exemplo disso. A controladoria financeira tem estrutura própria para crivar despesas ordenadas pelos ministérios. É o feedback necessário. Por isso é preocupante a desvinculação da demarcação de terras indígenas da FUNAI, os quilombolas, meio ambiente e até a extinção do Ministério do Trabalho. Vincular essas a setores como o Ministério da Agricultura, francamente de franca hegemonia dos grandes proprietários é eliminar versões saudáveis ao contexto de sustentabilidade pelo confronto natural de interesses. Do jeito que se apresenta no discurso conservador, criminalizando movimentos preservacionistas ou lutas históricas de política fundiária é preocupante. Nenhuma palavra foi dita contra a violência que atemoriza ocupantes de terras.

 

Reformas
A salvaguarda democrática, no entanto, mesmo com os estigmas imprestáveis apregoados na onda conservadora, é a grande esperança. O espaço para o diálogo pode iniciar com as propostas de reforma, que torna indispensável a participação da oposição. Que tudo isso chegue ao debate sem ódios, o que não é igual à ira da ponderável rebeldia. Parece que os cuidados democráticos no governo Bolsonaro passam a ser a própria compostura cívica. O combate à corrupção vem sustentado, ainda pela efetividade da Polícia Federal e do Ministério Público como instituição. O novo governo deverá comprovar apoio às investigações, com os fatos a partir de agora. A vitória democrática exige outra conquista imediata que é vencer a própria incoerência. Há muito se diz: “bis vincitqui si vincit in victoria (Siro) – vence duas vezes quem se vence na vitória. Isto é, saber respeitar o vencido.

 

Messias
O jornalista Jair Lazzarotto concluiu comentário sobre a necessidade de dialogar com o Parlamento Nacional, citando espirituosamente que Bolsonaro precisará ser, aí, mais Messias.

 

Mínimo
O decreto do novo salário mínimo nacional é de grande austeridade. Ficou em R$ 998,00. É considerado indicativo de aperto em relação aos pobres.

 

Venezuela
Não é proibido, num regime democrático, manifestar apreço pelos Estados Unidos. O cuidado é desvincular o bom relacionamento para o crescimento tecnológico, da instigação ao confronto com nações vizinhas, como é o Brasil em relação à Venezuela que vive momentos tenebrosos. A Rússia, que quer tutelar o governo venezuelano já mandou aviões e se fala numa fábrica de armas naquele país. Não apoiar a ditadura é uma coisa, mas ser usado para pressionar pode ser manipulação de Trump.

 

Direitos Humanos
Há incompreensões, ou polêmica, nas manifestações de alguns defensores dos direitos humanos. Mas não é verdade que sejam defensores dos bandidos. Isso é absurdo. No Rio, por exemplo, os direitos humanos quer combater o crime organizado, inclusive milícias que protegem assassinos.

 

Separação
A cidade precisa dar atenção à finalidade dos containers no recolhimento do lixo. Lixo seco reciclável é no recipiente azul. Material orgânico é no laranja. É preciso mais capricho, e colaboração ambiental, na colocação do lixo doméstico.




Dessalinização da água

Quinta-Feira, 27/12/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A manifestação do presidente eleito Jair Bolsonaro de investir na tecnologia de dessalinização da água do mar é essencial para a vida. Imaginando o resultado dessa política de governo, preconiza-se efeito socializante, ainda que pareça infenso aos mais acintosos patrulheiros de esquerda.Nem se imagina que Bolsonaro esteja perdendo o sono preocupado com a falta de água potável para a legião de pobres. Os efeitos, todavia, restarão implacavelmente como potencial redistributivo de meios. Na palavra do reacionário presidente, a técnica que socorre a falta de água de Israel poderá suprir região causticada pela seca, especialmente o Nordeste brasileiro. Menciona as pequenas propriedades rurais como beneficiárias. Isso é bom!

 

Planta no Ceará
O aceno do novo governo às tecnologias de dessalinização não é iniciativa inédita. No Ceará existe projeto há vários anos que prevê licitação de obra para o próximo ano, na região da grande Fortaleza. A planta de dessalinização é destinada ao consumo humano e pequenas propriedades rurais. São vários os processos no campo de filtragem, que demandam áreas respeitáveis no litoral. Interessados no projeto figuram países que já desenvolvem tecnologias neste sentido: Israel, Coréia do Sul, Espanha, França, Alemanha Itália e Estados Unidos. As condições de nosso país, na vastidão litorânea são excelentes, salvo óbvio custo de investimento. A usina de Fortaleza iniciará com a produção de água potável de 1 metro cúbico por segundo e chegará a 3 metros.

 

Bertioga
Em São Paulo já existe usina que produz água engarrafada que aguarda liberação da Anvisa. Agrega 63 elementos da água do mar, em sais que normalmente estão ausentes na água mineral comercializada, que contém 12 sais, em média. Há no processo a retirada do cloreto de sódio (NaCl), conforme relata um dos pioneiros neste investimento, o empresário de Bertioga/SP, AnnibaleLonghi. O método mais comum é osmose. O empresário visa também exportação de água potável.

 

Universal
É alta tecnologia que socorre urgente necessidade de suprimento de água potável para a sobrevivência e agrega a outras políticas ambientais viáveis. É o lado prestativo da inteligência humana que, embora inicialmente tenha seus custos, pede para ser acessada pelos mais necessitados. Quando isso chegar aos pobres, por favor, que a bancada ruralista não diga que é coisa de comunista.

 

João Freitas
Nos idos de 1984, comentávamos sobre políticas de combate à miséria com o advogado e jornalista João Freitas, eminência no governo Carrion. Ao elogiar iniciativa de instalar uma bica que oferecia água potável no reduto habitacional da vila Brasília (hoje Bom Jesus), olhei para João. Disse-lhe que era iniciativa dele e que se assemelhava (muito) aos programas de abastecimento das periferias das cidades russas. Uma dessas iniciativas era água potável, assim, comunitárias. A então vila Brasília era a cara da miséria, com graves problemas de saneamento. E foi quando ele disse, na sala de redação de ON: Não cita isso. Deixa primeiro instalar a bica! Não queria alertar para o sentido socializante, num governo impregnado pelo conservadorismo arenista. E a água potável chegou, iniciando processo mínimo para a saúde daqueles moradores. A inteligência do João Freitas, mesmo no partido dos reacionários, emplacou prática de elevada consciência social, quase furtivamente. Guardo a memória do Freitas também como inteligência útil à cooperação comunitária.

 

Montadoras
A realidade do sistema de produção automobilística é preocupante. A notícia de que o crescimento de vendas no último período foi de 15%, não enfrenta a ociosidade de 40% nas montadoras. É o desgaste de um ciclo que significa arrecadação de impostos e emprego. O progresso real vai depender mais da estrutura no transporte coletivo, ou nas ciclovias e outras formas de locomoção. A Europa já percebe isso e está mudando.

 

Ricordi
O Coral Ricordi D’Itália, formado por voluntários de Passo Fundo, cumpriu apresentações em vários ambientes de nossa comunidade. Outros grupos também deram musicalidade à cidade. Bons momentos!




Frango e Jerusalém

Quinta-Feira, 20/12/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Certamente o presidente da Associação Brasileira de Produtos Animais, Francisco Sérgio Turra, anda preocupado com os rumos da exportação de frango brasileiro. Isso, depois de recuperação no último trimestre que consolidou a demanda mexicana. Acontece que a Liga Árabe, fiel compradora de nossa indústria de carnes, especialmente frango, anda incomodada com o anúncio de Bolsonaro em transferir a embaixada Brasileira de TelAviv para Jerusalém. Árabes, em reunião no Cairo nesta semana, aprovaram resolução repudiando a medida anunciada pelo futuro presidente e expediram nota solicitando que o Brasil abandone a ideia. Entendem que isso significaria intervenção desnecessária. Jerusalém, ao longo dos últimos 70 anos é, segundo a ONU, território “corpus separatum”, status internacional, como forma de conciliar interesses de ocupação de Israel com palestinos da banda oriental. Sem aprofundar o mérito da opção brasileira, seguindo orientação de Donald Trump, na aproximação com Benjamin Netanyahu – mandatário de Israel, a medida poderá ser sopesada. O que pode ser bom para futuras relações com Israel dificulta negócios com os árabes, que pressionam o Brasil, com ações políticas, diplomáticas e principalmente econômicas. A compra de frango brasileiro é garantia de bons negócios brasileiros, com repercussão na economia do campo e da cidade. Suspender a compra não seria bom também para a Liga Árabe, que pede respeito ao direito internacional. A estrutura que garante abate de animais em frigoríficos do Brasil, para importação árabe, é específica porque respeita o ritual muçulmano. Neste ano já tivemos dois golpes danosos para avicultura: greve dos caminhoneiros e embargo europeu. Um terceiro golpe seria demais.E na Terra Santa, quando o galo canta pela terceira vez, pode haver arrependimento.

 

Joenia
Aos 43 anos, JoeniaWapichana, é a primeira indígena a ser eleita deputada federal. Disputou a eleição pela REDE Sustentabilidade. Advogada e defensora dos direitos indigenistas é reconhecida em Roraima como guardiã dos recursos naturais além das causas específicas nativistas. Foi homenageada pela ONU nas comemorações dos 70 anos dos Direitos Humanos. A deputada adotou plenamente a intuição de que “o futuro melhor é possível”.

 

Demarcação
Depois de anunciar que a demarcação de terras indígenas seria competência do Ministério da Agricultura, Bolsonaro muda o foco e diz que será assunto a ser decidido por Conselho interministerial.


Auxílio moradia
O Conselho Nacional de Justiça aprovou com agilidade a restauração do auxílio moradia para magistrados. As restrições para o recebimento da verba de R$ 4.377,00 reduz o acesso, por ora,ao auxílio. Mas, quem garante que a vantagem não retomará os rumos perdulários no país dos privilégios e das diferenças sociais enraizadas?


Fujões
A polícia anda à procura de Cesare Battisti, para mandá-lo de volta à Itália. Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro, que demorou para ser encontrado, finalmente foi localizado.

 

Faculdades
Assim está difícil: 3% dos cursos superiores do Brasil alcançam nota máxima na avaliação do MEC!


João de Deus
Depois de convencer multidão que acreditou em seus dons sobrenaturais de cura, aos 77 anos o médium mergulha no vale profundo das denúncias pela prática de crimes. Crimes sexuais hediondos, centenas, são atribuídos a ele. Usou da ingenuidade de pessoas aflitas e fragilizadas física ou psicologicamente para praticar estupros e ameaçar integridade física. Financeiramente é poderoso. Algumas denúncias indicam fatos atingidos pela prescrição, que o beneficia em função da idade. Há, no entanto, um turbilhão de depoimentos que podem robustecer a prova de crimes. As revelações divulgadas repugnam ao senso de humanidade. Pelo visto estamos diante de um ser irremediavelmente condenável, na categoria de monstro, mas ainda chamado João de Deus. A ira legítima que as pessoas sentem só permite julgar as atitudes pérfidas narradas, mas o tipo criminoso depende de provas sobre autoria.

 

Sistema S
O futuro ministro Paulo Guedes anuncia cortes no orçamento do sistema S (Sesi – Sesc – Senai). Segmentos empresarias estão assustados com a possibilidades de fechar escolas profissionalizantes.






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