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Colunistas


PMDB no pódio da corrupção

Sexta-Feira, 17/11/2017 às 06:00, por Celestino Meneghini

Parece que as revelações da Lava Jato não acabaram com as surpresas. Tem muito mais do que se imagina. Já se previa mais podridão, como acontece na gestão mais podre dos últimos 500 anos, envolvendo assustadoramente gestores do PMDB. Até a Globo começou a legendar o partido envolvido mais diretamente no roubo aos cofres públicos. Mas, o que parece não apresentar surpresa, oferece números apavorantes, nas falcatruas do transporte do Rio. O que se calcula que foi o benefício para o monopólio do transporte coletivo (de Sergio Cabral e a dinastia de Jorge Picciani), criminosamente alcançado, chega à casa dos 190 bilhões de reais, via renúncia fiscal. E a propina jorrou. E o Rio está pobre, prejudicando o Brasil inteiro. Os corruptos do PT já foram denunciados, mas esse pessoal do PMDB ocupa o pódio de todas as competições arrebatando a taça do PP e PSDB. Edson Albertassi (PMDB), com a maior cara de pau é indicado para o Tribunal de Contas. O governador Pezão dá um pisão na moral insistindo no nome de Albertassi. E André Puccinelli ex-governador do MS, enrolado até o nariz na operação “Papiros de Lama” e Cadeia Velha, também é do PMDB.

Torpor
Não é difícil deduzir o que gerou o estado de torpor, estupor, ou apatia moral que afeta o ânimo cívico do brasileiro. O que se imaginava expressão popular fortalecedora, concentrada no apoio contra a corrupção e o impeachment da presidente Dilma acabou em exaustão. As seqüências monstruosas de focos do crime organizado continuado geraram um resíduo mórbido. A perplexidade ampliada atingiu a crença na mobilização contra o roubo deslavado de nossos recursos nacionais. Deixando de lado as conotações partidárias entre “coxinhas” e “mortadelas”, esquerda ou direita, sobrou o ceticismo morno. A imprensa, face importante no processo, não evoluiu. Ainda há confiança na investigação policial, mas a realidade de difícil eficácia judiciária espalhou dúvidas sobre a esperada punição. O povo está aflito, mas silencioso. Silêncio intrigante. O delírio sombrio da intervenção também definha. A grande maioria está abalada com a crise que começa a afetar a sobrevivência. O clima não é bom por que aumentam as incertezas.

País triste
Uma tristeza paira no ar entre pessoas que saíram de suas casas para protestar contra a praga da corrupção. Isso acontece porque o poder não foi sacudido o quanto se esperava. Até os semeadores de ódio partidário estão confusos.
Fantasmas coletivos
A proclamação da República, pelo marechal Deodoro da Fonseca, em 15 de novembro de 1889, veio de um desgaste imperial de D. Pedro II. Havia movimentação popular na classe média, mas foi o desejo de poder das oligarquias foi o mote republicano. Os grandes fazendeiros queriam compensar as “perdas” com a abolição da escravatura. Neste sentido, o compasso de participação popular foi lento e tumultuado. Hoje, apesar da restauração da democracia, continua sofrida a atenção ao povo trabalhador. Vejam o desemprego e a onda frenética que foi produzida para culpar os direitos trabalhistas pela ineficiência empresarial. Esta é a marca “killer”, definida por Augusto Cury, na sua obra Ansiedade, diagnosticando dissabores do pensamento socialmente progressista, no aspecto individual. Os fantasmas indiscretos da consciência popular ainda toldam avanços da democracia como justiça social.

Nascimentos
A informação sobre a redução de natalidade no Brasil permite assombro pedagógico. Que causas estão por trás desse medo de ter filhos? A diferença social alarmante afeta a dignidade da imensa maioria, na saúde, segurança, habitação, alimentação ou educação. Afeta a perspectiva histórica agora flagrada na contenção sublime da fecundidade familiar.

Gás
Gás de cozinha e gasolina com aumento astronômico nos últimos dez meses. E não há inflação?
Ricordi
Dia 1º de dezembro o Coral Ricordi D’Itália fará sua apresentação “In concerto III”. Será no auditório do SESC. Ingressos à venda!




Desertos de notícias

Quinta-Feira, 09/11/2017 às 06:00, por Celestino Meneghini

A informação e opinião ganham estudo numérico importante. O momento histórico, sem reducionismo, anda embalado pelas mídias. O instituto Atlas da Notícia é amparado em conceituados organismos de pesquisa e análise sobre a cobertura da mídia impressa e digital. Trata-se da presença do jornalismo do Brasil. A primeira etapa do projeto aponta existência de 5.354 veículos em 1.123 cidades de 27 unidades da federação. São 130 milhões, equivalente a 60% da população, servidos mais diretamente por veículos de informação e opinião. Considere-se que ficaram de fora 4.500 municípios, em regiões representadas por 70 milhões de habitantes. No ranking da concentração estão, São Paulo – 1.641, Rio Grande do Sul – 600 e Santa Catarina com 547 veículos impressos. Na proporção, nosso estado é dotado do maior número de jornais por 100 mil habitantes. O levantamento quantitativo denuncia expressiva disparidade das regiões Sul e Centro Oeste com as demais do país, exceto o Distrito Federal. Como dissemos, são números, mas considerados importantes na capacidade decisória dos cidadãos. Há a lacuna considerável pela ausência de veículos de informação impressa e digital, denominada “Desertos de Notícia”.

O privilégio de Passo Fundo


O perfil de cada luta histórica do desenvolvimento e da política em Passo Fundo está relatado nos jornais. São dois jornais diários na cidade. O Nacional é o mais antigo órgão regional que mantém ineditamente edições diárias, há quase um século. Mais do que o simples registro dos fatos ergue-se a cada dia um espaço de tribuna, com o estigma de memória implacável, na expressão vetusta do conhecido jargão. Assim, o jornal que cultiva a visão própria da comunidade, estabelece ao mesmo tempo o debate necessário no desdobramento de suas causas e trajetórias, garantindo a insuperável estrutura de resgate. Essa transparência é fonte de conhecimento sobre a sociologia regional etiológica. Todas as frentes de memória são cada vez mais imprescindíveis à consciência sobre o que somos e o que queremos. “Scripta manent, verba volant” (o que está escrito permanece, as palavras voam). A influência da imprensa escrita é incontestável. No caso, com tanta diversidade étnica, é possível entender como nossa terra apresenta facetas tão fortes e decisivas.

Regras trabalhistas
A nova legislação aprovada na reforma trabalhista entra em vigor a partir do dia 11 deste mês. Não há dúvidas de que algumas adaptações deveriam ser feitas para modernizar a relação de trabalho. Sem recorrer à teoria da conspiração, é fácil constatar que as regras aprovadas no Congresso ocorreram num momento de desequilíbrio de classes. O desemprego assustador debilitou a correlação de forças. Há polêmicas. A começar pelo que denominam inconstitucionalidade temerária, como observam os magistrados do Trabalho, a Ordem dos Advogados e a CNBB. Numa postura mais patrimonialista, além do ministro Ivens Gandra Filho – presidente do TST, a bancada ruralista, instituições empresariais e a maioria dos parlamentares federais. Nas negociações coletivas a expectativa é de polêmica da hierarquia legal.

Retoques:
Imigrantes senegaleses presentes em Passo Fundo já vinham preparando a celebração religiosa. São aproximadamente 300 representantes na cidade que lembram o dia de Senegal. Notável é o direcionamento religioso e ético de nossos irmãos senegaleses, que expõem alegria, disciplina e responsabilidade no trabalho.
A decisão judicial proferida por um magistrado de Goiás acende o debate sobre a infidelidade matrimonial. É o adultério, que era punido segundo artigo 240 do Código Penal, atualmente revogado. O que surge, agora, é a possibilidade de o adúltero ou a mulher adúltera, serem condenados por dano moral. A expressão latina “ad alterum thorum” (cama de outro), ganha sanção na esfera cível.
A reforma previdenciária tem muito a discutir. Recentemente a comissão especializada do Senado concluiu que a Previdência não é deficitária. Os recursos é que são utilizados para fins diferentes. Além disso, a reforma não atinge a mega aposentadoria.




Coluna Celestino Meneghini

Quinta-Feira, 19/10/2017 às 07:00, por Celestino Meneghini

Rancor dos corruptos
O jovem ministro da Cultura Marcelo Calero foi uma exceção na sua passagem efêmera pelo governo Temer. O diplomata de carreira denunciou pressões do antão ministro Geddel Vieira de Lima, que exigia privilégios ilegais numa obra particular. Com seu comportamento honesto, deixou o governo. Geddel ocupava a destra de Temer e, certamente desprezou a postura de lealdade de Calero em defesa de seu país. O noticiário tratou como figura quase ingênua, o que seria uma bomba no colo do governo Temer. Passou praticamente em branco. Gestos de fidelidade ao povo em clamor de justiça são tão raros restando abafados como centelhas no fundo desta caverna escura do poder. Vejam, agora, o ex-procurador Rodrigo Janot, que é atacado violentamente na sua trajetória de denunciante contra a corrupção. “Veritas parit odium” (a verdade gera ódio), neste cenário lúgubre onde cumprir o dever, não se vender, é ousadia e heroísmo mudo. As pessoas de bem, que se propõem ser honestas, preparem-se para o rancor dos corruptos!

O sistema
Às vezes, para não reconhecermos que há trama em tudo, somos levados, ou leves ao que se chama: voto de confiança. O povo acreditou que ocorrendo o impeachment da presidente Dilma obviamente haveria o estancamento da sangria pela corrupção. Temer assumiu e já teve grande parte de seu ministério envolvido em denúncias. Ele próprio foi denunciado em pleno exercício da sagrada presidência. E o crime continuou. Os articuladores do impeachment sabiam dos envolvimentos de Temer. Talvez por isso foi escolhido, garantindo que a lambança ia continuar. A manobra colocou Temer na presidência, por quê? Certamente, se o substituto de Dilma fosse rigoroso observador das leis (ilibado) e de correção ética, não cairia nas graças desse grupo que se revela mais contaminado, no Congresso. Que má sorte esta reservada ao povo! Quem diria que o estofo para o mal seria o grande mote na substituição da presidência!

Lidiane Leite
Lembram da ex-prefeita Lidiane Leite, de Bom Jardim? Aquela loira histriônica que sacudia seios generosos na pista da balada? Pois esta figura era citada por uma burguesia ridícula de nosso país, como moderna expressão de gestão. Isso acontecia há dois anos. Citavam-na como sucesso pela aparência física e não perdiam a chance de desprezar mulheres na liderança política, possivelmente cumpridoras do dever, mas sem dotes estéticos como a tal loira. Recentemente houve denúncia de corrupção acachapante no governo municipal de Bom Jardim. Ela gastou o dinheiro na badalação da balada. Poderia ter sido bela e honesta. Mas preferiu usar na boate o dinheiro do cemitério e educação. A lição é singela e universal: Aparências enganam!

Condição degradante
Primeiro as regalias da renúncia fiscal presenteadas aos grandes proprietários devedores da Brasil, às vésperas de mais uma condescendência a Temer e seus ministros. Agora as medidas ordenam o desmonte do combate ao trabalho escravo. A ficha suja dos exploradores não terá mais transparência para repúdio comercial. A nova ordem é um crivo político ao tratamento degradante que equivale ao trabalho escravo. A bancada ruralista exulta, agradece, ou agradecerá quando livrar Temer e os ministros do processo criminal no STF. Parece o poder de Nero, com a fronte engrinaldada, na destruição de Roma. Estão incendiando nossa democracia.

Tucanos de Aécio
O Senado devolveu a plena liberdade restringida com medidas cautelares aplicadas pelo Judiciário ao senador tucano Aécio Neves. Logicamente, com a aliança PMDB/PSDB, está definitivamente selada a defesa de Temer. Ao PT resta apenas concordar com críticas a Janot, que de nada adiantarão.

Retoques:
?As pessoas simples, do povo, tentam conter o desespero do desemprego, hospitais em greve, violência na cidade e no campo. Não falta muito para se ouvir o grito de angústia da mais forte epizeuxe bíblica “Eli, Eli, lamma sabachtani?” (meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?)




Congresso defende Temer

Quinta-Feira, 05/10/2017 às 07:30, por Celestino Meneghini

Do ponto de vista ético moral, teremos mais um momento pífio do Congresso Nacional, com gastos públicos enormes, para presenciarmos a hipocrisia explícita negando o seguimento do processo contra o presidente Temer. É apenas ato formal, destituído de valor representativo da vontade popular. A vergonha no sentido virtuoso exigível de representantes parlamentares será novamente desclassificada pelo caráter incestuoso na falta de isenção no Congresso envolvido nas denúncias de corrupção. Nenhum deputado terá iniciativa de declarar-se impedido por ser acusado. Além dessa artimanha que manipula a lei, restam os danos financeiros que recaem na conta do povo. Não é a democracia a vilã das atrocidades morais. São os titulares do proscênio no julgamento político. E mais, mesmo sendo político, não mereceria ser ultrajado o conceito de consciência política que deveria revestir-se de moral e ética. E já se atribui também, genericamente, a culpa aos eleitores. Isso é terrível. Virgílio advertia “qualescunque sumi viri sunt, talem civitatem habemus” (temos a representação de acordo com o grau de consciência dos cidadãos). É relativo. Não é possível que a grande maioria dos eleitores autorize deputados a empurrar o cisco pra baixo do tapete. Imagina-se que os votos pela autorização ao processo de Temer pelo Supremo sirvam, ao menos, para formalizar advertência à nação. As pessoas de bem querem que corruptos sejam processados. Os deputados podem resolver isso democraticamente, ou deixar a consciência de lado preferindo vantagens inconfessáveis.

Diferenças

Os reflexos da corrupção rebaixam as condições de vida do cidadão do estado roubado. Estima-se que metade desse dinheiro roubado do povo, pelos falsos guardiões, seria suficiente para recuperar a decência nas escolas, na saúde pública e em vários deveres do estado. Sem punição nem resgate do ouro que nos pertence, continua vibrando o vergalho da opressão e miséria para assegurar privilégios.

Asas aos psicopatas

A criminologia explica alguns aspectos sobre a ação deletéria de delinqüentes potenciais ou ativos. São psicopatas que se jactam na iniqüidade, prejudicando ou arrasando vidas inocentes. Esses doentes, portadores de extrema maldade, sem qualquer compaixão com suas vítimas são considerados em graus diferentes, ou (os contidos) pessoas que vencem essa pérfida inclinação. Mas todos eles sabem o que fazem, ferem ou matam. Apenas não sentem nada de afetivo ou de compaixão. Estupram e matam com requinte de crueldade, mas se apresentam hábeis, agradáveis, e até moralistas para seduzirem vítimas.

Esses não têm cura

A rigor é difícil entender nessa gente que tem dinheiro e grande poder, e usa os canais partidários para suas atrocidades de corrupção. A facilidade de enganar pessoas é maior através de funções reservadas aos mais confiáveis. Vejam os métodos empregados pelos psicopatas dos crimes cruentos. Eles agradam mais as vítimas. E fazem isso conscientemente. São inteligentes. Na política acontece também. E os predadores da política partidária, cantam como sereias nos palanques eleitorais, mas são tubarões ferozes no aquário de Brasília. E alguns são criminosos psicopatas, roubam sem piedade e roubarão sempre. Psicopatas não têm cura. Compreendem o caráter criminoso das ações que cometem, mas não se arrependem. Os contumazes corruptos que assolam o país são psicopatas (ditos moderados), que não têm cura!

Brasil Sem Fresta

Ao contrário do que ouvimos neste alvoroço ensurdecedor da desordem cívica partidária, Passo Fundo acende ardentia humanitária inusitada. Já havia falado antes com a empresária Maria Luiza Camozatto, a iniciadora do gesto social Brasil Sem Fresta. A idéia anda rápida e floresce quase do nada, muito mais da vontade solidária do que do dinheiro. As caixinhas de leite, vazias, lavadas, são juntadas para forrar paredes de muitos lares modestos. As voluntárias vêm ampliando o atendimento e já beneficiaram 171 moradias em Passo Fundo. O exemplo é mais que uma citação do quanto podemos, mas um apelo ao que devemos realizar pela comunidade.

 




Coluna Meneghini

Quinta-Feira, 28/09/2017 às 07:30, por Celestino Meneghini

Operação Abafa
Mesmo com o avanço decidido da operação Lava Jato, com investigações, prisões e condenações por crime de corrupção, presenciamos a denúncia de prosseguimento dessas práticas com a conivência palaciana. Vejam, os fatos flagrados, com malas de dinheiro e fortuna em malas no apartamento implicam na acusação aos mais íntimos próceres do governo Temer. É afronta demais às instituições de combate à iniqüidade. Além da mala de Rocha Loures, e o grande maleiro de Geddel, ex-ministro de Temer, uma série de pertinácias agravam a moralidade da presidência peemedebista. A presunção de estar acima do direito, da lei e da honestidade almejada está expressa na ousadia perversa ao delinqüir perante uma mega operação policial. “E existe um povo que a bandeira empresta, prá encobrir tanta infâmia e cobardia”, disse o poetastro libertário. O que acontece neste momento? A fortuna enfurnada descoberta no apartamento não abala o QG da corrupção, pois deve haver muito mais por aí! Começou a operação abafa. A liturgia especiosa da nova titular da Procuradoria, ao lado do réu presidente, ganha ares de véu fúnebre. Haverá nova investida para amenizar a denúncia contra Temer, buscando apoio na ala Gilmar Mendes. Ao mesmo tempo o frenético “argumentum ad crumenan” (argumento com a bolsa, mala, ou suborno) faz o vôo lúgubre sobre o Congresso em ritual espúrio. É a operação abafa! Se a segunda denúncia contra Temer é mais grave, a operação abafa será também mais escancarada. E a vergonha, já era! A operação limpeza corre o risco de parar na primeira fase que atingiu o grupo em torno do PT, sucumbindo no enfrentamento aos atuais ocupantes do poder, de Padilha, Cunha, Geddel e muitos outros sob a égide de Temer.


Conservadorismo
A obra de Juremir Machado da Silva – Raízes do Conservadorismo Brasileiro – é uma ampla análise sobre a escravidão no Brasil. Acabo de ler. Trabalho exaustivo de pesquisa. Textos da evolução na idéia libertadora da nação mostram ações de participantes na luta abolicionista, com lucidez. Em Juremir vê-se o resultado de busca inexcedível de textos no curso de séculos, valorizando registros implacáveis de nossa história. O debate sobre o abolicionismo foi coligido copiosamente, denunciando a iniqüidade secular na escravidão, a maior covardia de elites doentiamente prepotentes, pelo lucro.

Águia de Haia
Ao devassar momentos de tibiez de vários renomados brasileiros, Juremir ressalva a importância e solidez de Rui Barbosa, dissipando dúvidas sobre suas convicções humanitárias. Assim, na maior revolução do Direito Brasileiro, Rui é a figura que confirmou a vida útil de seu excelso conhecimento como Águia de Haia. Ao lado de outros heróis como José do Patrocínio (o Tigre da Abolição), Castro Alves, Joaquim Nabuco e tantos outros, tomou a causa da libertação como responsabilidade e honestidade das Ciências Jurídicas e Sociais. Um sábio com olhos de águia, que subia às alturas e enxergava a miséria de sua sociedade.

Atrocidade fundamentalista
As atrocidades fundamentalistas de uma sociedade deturpada na sua raiz criminosa escravocrata foram alvo de conclusões severas no arrazoado de Juremir. Salientou a mágoa de um relativismo perverso que permeia ainda hoje o desprezo pelos negros e pela pobreza.

Devastação
Como sucede na luta de vários autores, Juremir fez com vigor a denúncia sobre as conseqüências devastadoras da opressão vergonhosa contra as legiões de escravos. Uma delas é a dormência do país causada pelo senhorio que ficou séculos deitado na preguiça, usando a força de trabalho escravo. O negro imolou a vida, força e inteligência, para manter a opulência improdutiva do branco. Este atrasou o país por absurda preguiça. Sobrou uma elite atrofiada.

13 de maio
A obra desvenda generosamente as vertentes da declaração formal da abolição em 13 de maio. A abolição não foi um acaso em 1888. Fui fruto de lutas e vidas humanas.




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