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Colunistas


Vergonha não tem

Quinta-Feira, 22/06/2017 às 08:00, por Celestino Meneghini

A cada acusação grave contra ministro ou assessor especial do governo, volta a apreensão sombria do que possa acontecer. Os brasileiros estão esperando um gesto simples, mas cheio de significado: ética. Uma revelação grave, não claramente afastada, gera o desejo solene de respeito ético relacionado à confiança popular ofendida. No Brasil acontece diferente do que ocorre na Europa. A confiança está relacionada à confiabilidade, ao decoro nos encargos públicos, visto nas modernas democracias.  Por aqui falta o escrúpulo cívico, circunstância que exige sensibilidade mais refinada que a comprovação criminal, com provas, malas de dinheiro roubado (a propina), ou depósitos nos paraísos fiscais com dinheiro sujo. Antes de tudo isso, na França ou Alemanha, o ocupante do cargo de confiança pública afasta-se até que tudo seja apurado. A cultura da vergonha mínima exige renúncias diante da menor dúvida, nestas democracias. É a vergonha, que falta aos ministros e senadores que ostentam seus cargos até o fim, ao lado do presidente temerário Temer. Sabem que estão envolvidos, mas também sabem que serão inocentados por um Congresso Nacional capaz de contrapor-se à evidência dos fatos e às provas de corrupção. Não nos iludamos com a possibilidade de condenação de ministros ou do presidente Temer se isso depender dos votos de deputados, travestidos de partidários, mas que são agentes de um conluio de permanecia no poder. Não está escrito em código algum, em codilho algum, como diz o gaúcho, mas o código da pessoa que tem alma, que se chama vergonha na cara. Então, falta vergonha!

Ferraço

Em pleno alvoroço político no Brasil, o presidente Temer faz uma incursão à Russia, maior importador dos produtos da JBS de Joesley Batista, um mega empresário que teve privilégios no Jaburu, mas agora é atacado pelo presidente. Além da conotação hedionda do crime organizado em que a elite política está imersa, as traições marcam as relações de bastidores. O relatório de Ricardo Ferraço, derrotado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, acende o alerta de novas traições. Renan Calheiros orientou a votação. O semblante do presidente na Russia mostra sinais de cansaço, depois de Ferraço.

ON documentário

A iniciativa dos jornalistas de O Nacional, garimpando momentos contemporâneos narrados pelo jornal, defende a importância do quase centenário órgão de informação, como documento para a história. Os relatos lembrados destacam aspectos emocionais ainda palpitantes na comunicação. A existência do jornal no cotidiano, além de privilégio para sua comunidade, é um retrato perene da vida. A vetusta expressão “registros implacáveis”, ganha sentido maior pela trajetória de coragem empresarial e jornalística em publicações diárias. Ao firmarmos memento ao inesquecível Múcio de Castro, desejamos homenagear aos que atuaram e atuam nesta luta pelo jornalismo, nas páginas de O Nacional, força indômita preservando a memória. 

Retoques:

  • A confraria da Mesa Um do Bar Oasis será recepcionada nesta quinta-feira pelo Neco Tratores, no Clube Comercial, afinal, o frio exige uma resposta!
  • Parece que a representação do presidente contra seus acusadores, dizendo-se difamado, deu com os burros n’água! Ainda mais que a honra, honradez e ética no seu exercício presidencial não é o aspecto mais forte de quem se diz ofendido. Cortina de fumaça!
  • Na Russia não funcionaria a lei Maria da Penha. As agressões familiares, especialmente à mulher, são consideradas toleráveis. Curioso é saber que o alto índice de alcoolismo dos russos contribui para essa estranha aceitação.
  • Palavras curiosas. A palavra POSTULADO, quer dizer, pedido ou demanda. Sua homófona – PUSTULADO, quer dizer coberto de pústula, de feridas. No caso, todo o cuidado é pouco com o vocábulo.
  • Os juristas e julgadores ensinam que o caixa-2 light, sem origem de corrupção pode ser punido na condição de crime com menor potencial ofensivo, com suspensão condicional da pena ou pena alternativa. A propina é mais grave. 




O cavalo senador

Quinta-Feira, 15/06/2017 às 08:00, por Celestino Meneghini

Parece que o presidente Temer resolveu por conclusão própria extrair para si uma nova versão a respeito do lamento ético, contido na exortação de Rui Barbosa. Para tanto, bastou uma adaptação admitindo que “de tanto ver triunfar” o absurdo das contradições éticas de recentes decisões no TSE, “eis aí o sinal de que devo permanecer no cargo” – diria.  Buscou recortes da bipolaridade de Dom Pedro e emendou seu próprio veredicto: diga a meus opositores que fico! Imagina, ainda, que os estertores de seu envolvimento em denúncias servem até às expressões de Calígula, o tresloucado imperador Romano, que afirmava a seu cavalo Incitatus (nomeado senador) ser possível tudo o que se diz. E reitera, portanto, que fica no poder. E é muito grave observar que Temer está cada vez mais motivado a manter as nomeações temerárias à sua direita de ministros citados em barbáries no trato da coisa pública. Tudo isso, e muito mais, para manter um parlamento a seu favor ao arrepio de graves denúncias.

Caciquismo

O secretário do partido tucano, João Vitor Xavier, diante da decisão de seu partido em permanecer no governo Temer, não economizou comparações. E foi mais longe ao afirmar que permanecer em seu quadro ministerial é persistir com “um cadáver ambulante”. Ficar no poder de Temer é mania de caciquismo que atrasa a história e oportunidade tucana. Na sua opinião a purificação partidária, com eliminação da macha da corrupção, será uma oportunidade perdida de difícil recuperação. Ficou na contramão ao PSDB, que patrocinou a ação de anulação da eleição da chapa Dilma/Temer, participar da bacante vitoriosa na absolvição. É brabo!

Realle

O jurista Miguel Realle Filho, um dos esteios das denúncias ao governo Dilma, abandonou o partido diante da ausência de posicionamento tucano perante a acusação de corrupção que pesam sobre Temer.

Carlos Kiper

Quem teve a ventura  de conviver, ser aluno e dividir tarefas com o Padre Carlos Leonardo Kipper, por  certo guarda lições importantes. Após vários anos de estudos e dedicação à missão sacerdotal, faleceu segunda-feira e foi sepultado em Passo Fundo. Sua alegria era partilhar enorme saber, com edificante humildade.

Afastamento

A ordem de afastamento de Aécio Neves foi recebida adrede com parcimônia corporativa pelo presidente da Câmara Alta, Eunísio Oliveira. É estratégia subjacente de embrulhar a decisão do ministro Fachin. Está posto um arranhão na história republicana, já que todos os brasileiros entenderam o que significa afastar o senador Aécio do Senado.

Cotas raciais

A Ordem dos Advogados do Brasil obteve decisão favorável no recente processo de declaração de constitucionalidade à lei de Cotas Raciais. A reserva que permite acesso especial aos negros em concursos públicos federais foi plenamente pacificada pelo STF, numa sessão da semana passada, digna de apreço. Algumas discordâncias, que nos parecem mais exotismo de elite cultural, não servem mais para obstar a prática de resgate à oportunidade negada direta e indiretamente aos irmãos negros. Concordo também que seja por tempo determinado até que se consolide o sentimento igualitário, para a felicidade de todos.

O tigre

A trajetória abolicionista, embora muitos momentos ainda desconhecidos na literatura, e tragédias surdas, é a mais sagaz das lutas. Não nos cansa repetir a leitura de Oswaldo Orico, que descreve José do Patrocínio, O Tigre da Abolição. Filho de uma quitandeira e do padre João Carlos Monteiro, Patrocínio fez de sua vida uma tribuna candente, nas ruas e auditórios. Pagou caro diante da opressão e foi heróico. Orador primoroso, descrito por Olavo Bilac com admiração e respeito: “E a raça negra viu aparecer o profeta esperado, o Messias anunciado nas eras, dentro de uma tempestade de raios e de flores, acendendo cóleras, pensando feridas, despedaçando grilhões, fulminando orgulhos, beijando cicatrizes, ateando a fogueira em que se havia de purificar o Brasil”.




Asno coça asno

Quinta-Feira, 08/06/2017 às 08:00, por Celestino Meneghini

Nas alegações finais de defesa, tanto de Dilma como de Temer, houve momento de quase unidade de argumentação. O não reconhecimento das provas de acusação, impertinência de testemunhas e outras teses. Apenas num aspecto a divergência. O defensor de Temer requereu a separação ou desvinculação do processo contra Dilma dizendo-se estranho ao pedido de anulação do resultado, e que não recebeu dinheiro ilegal ou não exerceu abuso de poder econômico. A tese de desvinculação não foi aceita, como as demais preliminares, tanto em relação à ex-presidente quanto em relação ao vice. Durante todo o processo esqueceu-se a relação de traição, atribuída a Temer. Os dois, queiram ou não, para se defenderem, terão que continuar juntos, como acontecia na antiga Roma, originando o conhecido ditado popular “asinus asinum fricat” (um burro coça o outro).

Assusta

Ouvindo narrativas da viúva de Wladimir Herzog e de seu filho Ivo Herzog, sobre o cruel assassinato que cruzou nossa história recente sob o tacão da ditadura militar, sentimos uma sensação de miséria ética pairando no tempo. A depauperada divisão entre esquerda e direita não estremece diante ignóbil memória. Basta que a noite de um processo investigatório tolde a abóbada política para que se instale clima de leniência macabra. É isso mesmo! Bandeiras torpes se erguem para solapar a busca da verdade, diante de um Congresso Nacional covarde, na sua maioria comprometido com o lucro sem escrúpulo. De um lado os que guiam a massa tola dos que pedem a volta da ditadura. Do outro, os que se jactam desta confraria espúria do assalto aos cofres públicos, na pertinácia de esconder a verdade, cegos diante da própria podridão.

Estado que mata

A ditadura militar foi o império da pior facção de extermínio ao agir com a força, poder e dinheiro do estado. Só superada pelos séculos de escravidão no país. Escravatura que a inspirou e ainda predomina nos focos de chacinas, como na fazenda Santa Lúcia, no Pará, onde ocorreu o desgoverno de uma presidência que só pensa em fugir da própria sombra. Massacres de tamanha covardia só prosperam em nome da impunidade. Os crimes dos porões da ditadura não podem prescrever nos registros da história da liberdade. Só a verdade sobre os fatos, com punição é razoável. Verdade e liberdade são valores sagrados dos direitos universais da humanidade que nunca prescrevem. Até o Papa pediu perdão ao mundo pelos casos de pedofilia na Igreja Católica, mas nunca se viu os torturadores da ditadura militar pedindo perdão.

Só a Justiça

O povo brasileiro não merece esperar por uma decisão decepcionante que venha a depender dos deputados e senadores, caso seja provada culpa de Temer. Caso as tenebrosas denúncias sofram a falta de provas ou o perdão dos magistrados, não será o Parlamento Nacional a resgatar a confiança. Ali estão os “cães de guarda”, repetindo o jargão famigerado “chaine de gard”, que defendem a redoma do poder. A resposta do ministro Herman Benjamin, aos perplexos com as cassações de políticos corruptos, traduz um clarão perante a perturbação nacional. Diz que a Justiça deve cassar político que vai contra a democracia.

Retoques:

  • Correta a orientação que aprova ajuda de um salário mínimo a imigrantes refugiados no Brasil
  • O afrouxamento das leis de proteção ambiental, incertezas da reforma trabalhista, e agora se fala na redução de recursos do SUS. Está ficando terrível, rápido demais!
  • O bom desempenho da agropecuária salvou o crescimento do país. Na pressa de angariar prestígio, o presidente Temer esqueceu de São Pedro, o grande colaborador das boas safras. Por pouco não associou o sucesso ao ministro Padilha, envolvido em denúncia por trabalho escravo nas terras que possui.
  • Encerro a crônica em meio ao inusitado julgamento do TSE que decide pela cassação ou não, da chapa Dilma/Temer.




Suplente titular da mala

Quinta-Feira, 01/06/2017 às 08:00, por Celestino Meneghini

O medo coletivo que paira entre pessoas comuns, observadores, lideranças comunitárias, e políticos mais conseqüentes, a respeito de pressão à investigação contra a corrupção - existe sim. O temor da impunidade ante a criminalidade sistêmica da desonestidade dos próceres ameaça a própria democracia e assusta até a segurança pessoal do cidadão. Os crimes cotidianos, o tráfico de tóxicos, as chacinas e essa violência que aflige o campo e a cidade pioram, sem a punição ao crime de colarinho branco. A manobra do governo Temer, claramente articulada ao destituir o eqüidistante ex-ministro Serraglio por falta de pressão à  PF, deposita em Torquato Jardim a aposta em socorro urgente. Todos sabem que o magistrado aposentado conhece os escaninhos da investigação e já se rebelou contra a operação Lava Jato. Na conversa de Aécio com e Joelsey (agora delator), foi pautada a vontade de destituir o chefe da PF, que vasculha o ninho tucano. Neste momento, com a recusa de Serraglio em aceitar o ministério da Transparência, o suplente na Câmara Federal, Rodrigo Rocha Loures, terá que voltar pra casa, sem sua mala que devolveu cheia de dinheiro de propina. O ministro Fachin autorizou a ouvida do presidente Temer na Polícia Federal, numa investigação que foi desvinculada do inquérito contra Aécio. Do jeito que está hoje, Temer ficou com a mala, digo, o suplente Loures, que continua titular da mala.

Perante o povo

O novo ministro Torquato é trunfo do governo, que age exprimido como rato em guampa. O prenúncio de manobra rápida, no entanto, precisa enfrentar o olhar da platéia nacional, no propósito de proteger o deputado da mala, prestes a se lançar na delação premiada. A dificuldade na missão de Torquato Jardim é advertida no velho adágio “coram populo” (diante dos olhos do povo). A proteção demasiada ao suplente da mala soa temerária como fragorosa sonegação dos fatos a serem apurados. 

Novos tremores

O ex-ministro Palocci parece cansado e acuado. A imprensa noticia que pleiteia delação premiada. A prisão domiciliar é o prato de lentilha para tenebrosos segredos dos famintos de liberdade. Imagina-se que a detonação seja ruidosa, envolvendo bancos, empresas e Lula.

Jornalismo

As luzernas do jornalismo investigativo volta e meia se apagam, toldadas por interesses que a sufocam. Depois de insistente abordagem sobre a utilização do aeródromo de Claúdio, pela família de Aécio Neves, parece que o assunto será retomado pelo MP. O aeroporto foi construído com dinheiro público em propriedade particular. O jornalista Lucas Ferraz foi pressionado e a denúncia arquivada por duas vezes. As luzes se acendem novamente em tom vermelho, no momento em que o ex-governador de Minas é investigado e afastado do Senado. Não é preciso dizer o que passou o jornalista para reacender a investigação.

Carlos Wagner

O jornalista Carlos Wagner, que fez história séria na ZH, é homenageado no Congresso Internacional de Jornalismo. Não é necessário que o diga, mas foi um dos autênticos repórteres que conheci, em meio a lições de dignidade e capacidade profissional. O momento de angústia pelas verdades em nosso país é propício ao reconhecimento a quem atua com tanta dedicação. Sua simplicidade exagerada não esconde o precioso exemplo de jornalismo que conhecemos em sua caminhada por nossa região e em todo o país. Intransigente no dever de informar era figura de um peregrino errante, colhendo os fatos pelas estradas do interior gaúcho.

Retoques:

  • Enquanto escrevo, recebo o convite para o encontro da Mesa Um do Bar Oasis, no Comercial. O anfitrião é César Nicoleite. Então, a atividade parlamentar da confraria continua dando quórum, como diz o presidente Rui Donadussi.
  • Já ouvi um líder político apostar na continuidade do presidente Temer com base na falta de provas de acusação. “Pariunt montes, nascetur ridiculus mus” (Horácio), apostou.




Borboletas ou curiangos

Quinta-Feira, 25/05/2017 às 08:00, por Celestino Meneghini

Não fosse a avalanche de suspeitas que pairam sobre o presidente da República Michel Temer, que jorram abundantes após a delação da JBS, os brasileiros estariam assimilando certa aura ao condutor da nação. Seus rituais sugeriam sabedoria republicana que o fariam, aos poucos, merecedor de crédito para ser tolerado. Ao se defender de acusação por envolvimento em propina, prevaricação ou obstrução ao processo judicial, questionou a validade da gravação feita pelo empresário Joesley Batista, em conversa velada. Expôs publicamente sua atitude alegando espantosa ingenuidade na conversa e a qualidade técnica das gravações. Ao mesmo tempo disse que não deu crédito aos fatos mencionados em relação à obstrução. Contrapõe acusações no campo da ampla defesa com sua habilidade de jurista. Em seguida vitupera contra pressão exercida pelo grupo JBS. E faz sua assertiva em tom de denúncia. Acusa o evento da gravação do tenebroso diálogo a manobra para obtenção de lucro com manipulação no mercado de ações e oscilação no dólar. Foi veemente e convicto, citando circunstâncias que mandou investigar. Com isso, cria situação estranhável diante do flerte que mantinha com o mesmo executivo criticado. A intimidade do presidente com Joesley vinha franqueando vezes de curiango (ave de hábitos noturnos). Temer qualifica como mero borboleteio. O autor da gravação adentrava com facilidade na porteira do Jaburu, na calada da noite. Nada contra a noite, mas a circunstância revela intimidade de tratativas. Teria o presidente, em plena efervescência das investigações da Lava Jato, com os segredos de Cunha ainda candentes, - o direito de ingenuidade em conversa de tão grave teor?  

Gravação em perícia

A gravação autorizada que mostra elementos da acusação de conluio contendo a voz de Temer, sem dúvida, apresenta imperfeições técnicas. A fricção do microfone escondido interfere, e o bolso interno do casaco impede a boa captação. Além disso, o perito particular contratado pela defesa de Temer, Ricardo Molina, parece lépido em parecer destinado à desqualificação da gravação, por conta de edição da fita original. A peça, no entanto, é gravação real, e será submetida a perícia.  O chefe da Perícia da PF em Curitiba, Fábio Salvador, diz que o incidente da perícia particular é “humilhação”. O STF aguarda resultado da perícia oficial, mas até Michel Temer admite autenticidade de trechos importantes. Dificilmente desmorona o contexto de prova, já que a fita em avaliação é fato real complementar.

Diretas

O desfecho dos episódios em torno da permanência ou não do presidente Temer no cargo antecipa o debate sucessório. Várias hipóteses, inclusive a continuidade do atual governo. Em caso de renúncia ou deposição, a Constituição prevê eleição indireta. Aí reside um grande problema que afeta a legitimidade do parlamento. Isso também é gravíssimo, já que os expoentes do legislativo também são acusados em grande número. A modificação constitucional para eleição direta não é simples. O movimento “Diretas, já” tem simpatia popular. Há quem tema o voto popular que pode surpreender qualquer dos grupos hegemônicos. Medo do povo prova a necessidade deste aval democrático. Afinal, tantos erros dos comandos da plutocracia permitem pensar que o voto direto ainda é o melhor.

Retoques:

  • Está demais o envolvimento de ministros e assessores no atual governo, inclusive os mais próximos.
  • É muita maçã podre no centro do poder. Não tem graça nenhuma a devolução da mala com mais de 400 mil dólares. O deputado Rocha Loures ainda deve explicar a falta de 35 mil.
  • Diplomado pela UPF e tendo atuado em nossa comarca, o promotor Fabiano Dalazen assume a coordenação do Ministério Público do Estado. Desde os bancos acadêmicos revelou liderança e competência.
  • Inglês com música é aula fabulosa na TV Cultura, todos os dias, com a cantora e apresentadora Amanda Costa e a professora Marisa Leite Barros. 




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