Humano direito
Quinta-Feira, 02/02/2012 por Celestino Meneghini

Humano direito
A usual denominação do tema “Direitos Humanos” não deixa  de ser uma repetição do mesmo conceito. Qualquer acepção, por mais básica que seja, na esfera do direito, jamais poderia ser concebida senão pela sua conotação humana. Direitos  são  direitos, e direitos humanos são os direitos óbvios. Neles tudo existe  em função do homem, por isso é humano. Essa palhaçada de impor aplicativo de  senso comum a  cada movimento de ponderação diante  de ato policialesco exacerbado é prova de ignorância, para sermos benevolente.

Herzog
A presidente Dilma Rousseff apreciou com serenidade na fala, mas preocupação diante da persistência de resíduos de desrespeito  humano com alta densidade em quase todas as nações. Fez bem em citar Guantanamo que tortura e mata remanescentes do ódio social. Afinal, os EUA mostram boa forma  democrática, mas não podem posar  como espelho de verdade e respeito ao ser humano. Falta muito, como falta  ao Brasil, e Cuba, e à cálida Argentina. Por fim, a  Presidenta lembrou Herzog como resistente, implacavelmente morto após tortura, que o tornou herói da resistência democrática. O tema  dos direitos humanos não deve ser tão desgastado. Nem pelos supostos defensores, nem pelos ignotos que não têm  a coragem de  serem tolerantes ou clementes com o ser humano. Direitos humanos é não dar tréguas ao crime, e  ao mesmo tempo preservar o cuidado e o direito mínimo aos seres humanos produzidos pela sociedade que não respeitam os direitos dos outros. Parece antagônico, mas é mais justo. Dilma advertiu, ainda, que a bandeira dos direitos humanos deve ser  de todos e não convém deixá-la limitada ao atrelamento ideológico.
  
Inveja é ódio

Os crimes mais abomináveis são  cometidos em toda parte. Mais lúgubre ainda é quando acontecem cenas de barbarismo entre  pessoas que mantinham relação de amizade. Inimaginável, mas acontece, é quando a tragédia atinge uma a família indefesa. Quem convive com seu benfeitor e o mata, certamente age por cultivar algo muito pior que o desejo de dinheiro. E não culpem o dinheiro por tanta perversidade – pobre do dinheiro que leva toda a  culpa nessas horas. A ojeriza pelo vil metal atende cultura de origem religiosa, mal assimilada. Vejam que o fervoroso apóstolo Paulo diz que “o dinheiro é esterco do demônio”. Entenda-se a idéia do desprendimento. Logicamente isso precisa  ser entendido. A riqueza econômica, que supre necessidades das pessoas em diversos níveis, poderá ser arrolada como causa de crimes hediondos assumidos por inveja. Esta, sim, é a  raiz das grandes maldades. Basta constatar que, com dinheiro, crianças  são alimentadas, escolas são mantidas e flores homenageiam as mulheres. O diferencial está no nascedouro, pois a inveja assumida com atitude psicopata torna-se o crime chocante e mais perverso. A inveja, além de sua maldade ínsita é atitude de quem está consciente em produzir todo o mal possível contra qualquer um que possa  representar a idéia, ainda que fictícia, de
felicidade! A inveja vê com maldade e temor insano até as dificuldades dos outros. O invejoso teme que outrem as supere. Não há compadecimento e não há pudor. Só rancor!
 
Retoques:

•       Relendo a obra escrita pelo professor Júlio César Pacheco, “Os Direito Sociais  e o Desenvolvimento Emancipatório”, vê-se quanto algumas relações mudaram nos últimos anos a partir da maior oportunidade de trabalho no Brasil. A correlação de forças do trabalhador com a oferta de postos de  trabalho, deflagrada por política redistributiva,  aproxima o cidadão da felicidade, aproximando-o do que lhe parecia meramente utópico.
•       Passo Fundo está bem na Assembléia Legislativa,  representado por Diógenes Basegio, líder do PDT, e Luciano Azevedo que novamente participa da Mesa da Casa.

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