A canola embeleza a região
Domingo, 28/08/2011 por Elmar Luiz Floss

      Quem viaja pela região observa lindas lavouras amarelas da cultura da canola, em plena floração. Graças a um programa de fomento desenvolvido na região, com a participação de diversas instituições ligadas ao agronegócio, a área cultivada da canola cresce a cada ano que passa. O destino principal é a utilização do óleo de canola na elaboração de biodiesel. Entretanto, trata-se de um óleo comestível de alto valor nutritivo, graças a riqueza em ácidos graxos poliinsaturados como o ômega 3 e o ômega 6, semelhante ao famoso azeite virgem de oliva.

      Essa cultura foi introduzida no Brasil em 1974, pela Cotrijui, com o nome de colza. A Alemanha, cultiva atualmente, aproximadamente, 4 milhões de ha de canola. Seu óleo é utilizado na alimentação humana e também na indústria de biodiesel. Na Alemanha existe o biodiesel B100 (Bombas Verdes), ou seja, 100% biodiesel na bomba, enquanto no Brasil temos o B5 (5% de biodiesel e 95% de óleo diesel).

   No século VI a colza era usada como verdura e no século XIV seu óleo era usado pelas civilizações antigas da Ásia e do Mediterrâneo em lamparinas e no fabrico de sabões. No século XVII desenvolveu-se no Japão o costume de comidas fritas com óleo de colza e a partir daí adquiriu valor como óleo comestível.

   Embora fosse cultivada na Europa desde o século XIII, somente com o surgimento da máquina a vapor é que o óleo de colza adquiriu maior expressão, sendo usado como lubrificante. A necessidade de um lubrificante, com tais características, para atender as máquinas dos navios das Forças Aliadas, deflagrou o cultivo da colza no Canadá a partir de 1942. Seu potencial como o óleo combustível foi proposto em 1948, que levou a primeira extração mundial de óleo de colza para tal finalidade, nos anos 1956 e 1957.
   Os cultivares de colza disponíveis na época apresentavam teores de ácido erúcico no óleo (<5 %) e glucosinolatos no farelo (< 15 mmol/g de farelo) dentro de valores toleráveis para a saúde humana. A partir de 1980, foram criados cultivares com teores muito baixos de ácido erúcico no óleo e de glucosinolatos no farelo, denominado de “colza doble zero” na Alemanha e Canola (“Canadian Oil Low Acid”) no Canadá. Essa canola foi selecionada geneticamente, mas, a característica não foi introduzida através da transgênese, como erradamente muitas pessoas pensam. Mas, existem cultivares transgênicos, a exemplo da soja, ainda não liberados para cultivo no Brasil.

   Atualmente o óleo vegetal de canola está entre os cinco no mercado internacional de óleos vegetais, junto com da palma, da soja, do côco e do girassol, ocupando o terceiro lugar. As restrições à utilização do óleo de colza para consumo humano residiam no seu elevado conteúdo de ácido erúcico (até 57%), que provoca diminuição do apetite e causa distúrbios circulatórios e lesões cardíacas. Por outro lado, elevados teores de glucosinolatos na torta de colza desengordurada causam distúrbios no funcionamento da tireóide, influindo negativamente no crescimento e na reprodução, principalmente em animais monogástricos.

   A obtenção de cultivares com baixos teores de ácido erúcico e glucosinolatos favoreceram a expansão do cultivo da canola em razão de seu crescente emprego na alimentação humana e animal. As lavouras da região produzem, em média, de 1500 a 2 mil kg por ha. O teor de óleo no grão varia de 32 a 40%. Isso representa a possibilidade de produção de 500 a 800 litros por ha.  A cultura se encaixa perfeitamente em nosso sistema de produção, pois é cultivada no período inverno/primavera, quando temos milhões de ha de solo ocioso, não competindo com a soja.

   O farelo de canola desengordurada contém de 35 a 45% de proteínas e 12 a 20% de fibra. O farelo de canola é empregado como suplemento protéico na alimentação de bovinos, suínos, ovinos e aves.

   As lavouras de canola em floração atraem intensamente as abelhas, devido a grande quantidade de néctar e pólen. Em plantações extensas obtém-se um mel mono-floral, claro e de cristalização fina e rápida. Esse mel é muito apreciado nos países europeus, pois em seu mel há flavonóides importantes para a saúde humana, de forma semelhante aos encontrados no brócolis. Num ha de canola é possível colocar duas colméias, produzindo até 20 kg de mel cada uma durante a florada da cultura.

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Temos feijão novo. Será?
Domingo, 21/08/2011 por Elmar Luiz Floss

O feijão é um dos alimentos mais comuns entre os brasileiros, mesmo com a queda do consumo per capita ocorrida nos últimos anos. Os principais nutricionistas do Brasil são unânimes em afirmar que um prato com feijão, arroz, mandioca cozida ou batata, carne, uma salada e uma fruta ou suco natural de frutas, seria um dos pratos mais completos para jovens e adultos, considerando a combinação de energia, proteínas, sais minerais e vitaminas.

Por isso, é natural encontrar tendas a beira das estradas na região, vendendo feijão. E, sempre com uma placa chamativa: temos feijão novo. Todos que passam na estrada, em qualquer mês do ano, encontram a mesma placa. Como se nós no estado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, pudéssemos colher feijão em qualquer época do ano. Um legítimo pega trouxa!

A cultura do feijão é muito sensível a geadas. Por isso, a sua semeadura é realizada somente após o frio de inverno, colhendo-se a partir de dezembro. Essa é para nós o feijão da safra. Mas, também é realizada uma segunda semeadura a partir de janeiro ou fevereiro. Portanto, a colheita pode ocorrer entre os meses de dezembro a abril, dependendo da região. Assim, nos meses de junho a novembro, não há feijão novo na região.

No feijão, a questão de novo é um fator de qualidade. Todas as cozinheiras sabem que o feijão velho demora para cozinhar. Além disso, o feijão velho tem um gosto desagradável. Essa é a razão da cultura de feijão ser inelástica. A produção deve ser aquela que atenda exatamente a demanda do mercado. Quando a produção é muito alta, sobra feijão e os preços caem vertiginosamente. Bom para o consumidor, mas péssimo para o produtor, pois nessas condições, geralmente não atende ao custo de produção. Quando as condições climáticas são adversas, ou quando reduz a área cultivada, a produção é menor. Os preços sobem rapidamente, invertendo-se a situação para consumidores e produtores.   E, não há mercado externo para os excedentes, pois o consumo de feijão não ocorre nos principais países desenvolvidos. Onde o feijão é frequente na mesa dos consumidores, geralmente a produção atende suas necessidades internas.

Esse é um grande problema na formação de estoques básicos de feijão pelo governo. Sempre que a produção de feijão excede o consumo, todos correm ao governo para que a Conab adquira esses excedentes. Trata-se de uma política duvidosa, pois o governo que não cumpre com eficiência seu papel na educação, saúde, segurança, infraestrutura, entre outros serviços públicos, não é um bom armazenador de alimentos e muito menos comerciante. No caso do feijão, a justificativa sempre é convincente, pois trata-se “da aquisição e formação de estoques do alimento típico do brasileiro”.
Mas, como qualidade do feijão diminui rapidamente, logo esse grão não tem mais condições adequadas para consumo. As vezes esse feijão fica armazenado por anos. Há poucas semanas tivemos um exemplo desse problema. Como o preço do feijão aumentou muito, chagando a R$120,00 a saca, a Conab realizou um leilão desse feijão, colhido há mais de 3 anos. Os preços desse feijão velho chegou a apenas R$30,00 a saca. Isso fez com que o preço do feijão novo, que estava sendo colhido pelos produtores caísse pela metade. Mas, o que será feito com esse feijão barato, porém velho?

Vai para o mercado, de uma forma ou de outra. Como é opaco, faz –se um polimento, utilizando banha ou óleo e o feijão fica preto e brilhante. Parece novo. Ou então, é misturado com o feijão novo, embalado e colocado no mercado. Ou seja, essa aquisição de feijão pela Conab que parece, ser uma solução, é na verdade um grande problema, para produtores de feijão e também para consumidores.

Por isso, abre-se um grande mercado para a produção de feijão, em escala, em regiões onde o cultivo pode ser realizado em qualquer época do ano, como no Brasil central. Evidentemente, com o uso de irrigação na época das secas, entre maio a outubro de cada ano. Há poucas semanas estive na região de Unai e Paracatu, Minas Gerais, onde existem grandes áreas de cultivo de feijão, como da família de Danilo Gatto, natural da região de Espunoso, que se transformou no rei mundial do feijão. Cultiva, por ano, entre 10 a 12 mil ha com feijão.

Nessas regiões, sim, é possível a aquisição de feijão novo em praticamente em qualquer época do ano.

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A conquista do cerrado
Domingo, 14/08/2011 por Elmar Luiz Floss

    O grande cerrado brasileiro, característico do Brasil Central, tornou-se uma das principais regiões produtoras de alimentos, fato hoje reconhecido mundialmente. Uma região com solos originalmente extremamente ácidos, com elevados teores de alumínio tóxico, de baixíssimos teores de zinco e fósforo, e, onde não chove durante o inverno.

    No tempo do Império já havia um projeto de levar a capital brasileira do Rio de Janeiro ao Centro-oeste. Certamente, os portugueses já tinham vislumbrado o enorme potencial lá existente e a necessidade de incorporação daquela região à produção de gado, grãos e outros alimentos. Graças ao Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, o JK, foi construída Brasília, inaugurada em21 de abril de 1961. Começava, verdadeiramente, a conquista do cerrado brasileiro.

    No próprio governo JK criou os primeiros projetos de assentamento de produtores rurais, o PADF (Projeto de Assentamento do Distrito Federal).  A grande intenção era atrair os agricultores gaúchos, que já haviam iniciado a emigração para Santa Catarina e Paraná. Aqui, a divisão das propriedades pelo grande número de filhos, inviabilizava o sustento digno das mesmas. Mas, o assentamento inicial, mesmo com a doação das terras pelo governo federal aos interessados, foi pouco estimulante. Afinal, o cerrado era um ecossistema absolutamente diferente, quanto ao solo e ao clima, quando comparado com a região sul.

    Lembro que todo o período da construção de Brasília era motivo de comentários, a partir das poucas notícias que vinham (especialmente, através do Correspondente Esso da Rádio Farroupilha). A descrição, à distância, das festividades de inauguração eram motivos para as mais diferentes interpretações, afinal, não havia ainda as imagens da televisão. .Mais, tarde, vieram algumas imagens no cinema, com o Canal 100, que antecedia ao filme.

    Lembro que, o Padre Franz Hümmler (o Padre Chico), muito visionário, fez uma viagem de carro de Ibirubá a Brasília para conhecer a nova Capital da República.  Creio que foi em 1962 ou 1963. Praticamente não havia estradas naquela época. Uma verdadeira aventura.

    Quando voltou, Brasília era um dos temas dos sermões nas missas, em que eu ajudava como coroinha. Ele voltou decepcionado com o que viu. Certamente, comparando também as condições de solo e clima do cerrado, com a sua Alemanha de onde havia vindo em 1938. Não esqueço as suas recomendações aos agricultores do interior de Ibirubá, nas missas mensais na capela, às 16h de domingos: “não vendam um ha de terra boa aqui para ir morar no cerrado. Nem barba de bode bonita eu vi lá!

    De fato, olhando aquela vegetação do cerrado, absolutamente estranha aos sulistas, mal desenvolvida devido à frequentes e milenares queimadas, um solo pobre em nutrientes e chuva escassa, não era animador. E, quando começava a chover, não havia estrada transitável.

    Por isso, efetivamente, a colonização do cerrado começou somente nos anos de 1970 e 1980. Os pioneiros começam a desbravar o cerrado. Muitos ainda mal sucedidos. O manejo dos solos tinha que ser muito diferente daquele costumeiramente feito no sul. Mas, os bem sucedidos, que buscaram uma tecnologia nova, já desenvolvida pelas Universidades do centro do Brasil e posteriormente, pela Embrapa, estimularam a migração da gauchada. De forma direta, do Rio Grande do Sul ao Centro, ou indiretamente, aqueles que primeiro haviam migrado para o PR e SC.

    A grande vantagem do cerrado eram seus enormes Chapadões, com uma altitude próxima a mil m. Grande luminosidade e altas temperaturas de dia, e baixas temperaturas à noite, condição ideal para o desenvolvimento das culturas. A acidez do solo era facilmente corrigida pela calagem, experiência que havia já iniciado no RS nos anos de 1960, e que transformou os campos pobres de barba de bode da região, numas principais regiões agrícolas. A fertilidade era corrigida com os fertilizantes já disponíveis. Lentamente, a pesquisa foi desenvolvendo geneticamente cultivares adaptados àquelas condições de solo e clima, com maiores potenciais de rendimento. Mas, somente era possível o cultivo no período das águas. No período das secas, não havia cultivos, apesar da enorme riqueza de água no subsolo.

    Durante o governo do Presidente José Sarney, foi criado o PROFIR (Programa Nacional de Irrigação). Uma das poucas grande obras desse (eterno) presidente, de que não temos nenhuma saudade. Foram construídas barragens (ou cisternas) para represar a água das chuvas de uma época e o uso dessa água nos cultivos no período das secas. Hoje, existem milhares de pivôs de irrigação, garantindo de duas a três safras por ano. Municípios como Cristalina e Acreúna (Goiás) e Paracatu e Unai (Minas Gerais), são as verdadeiras capitais nacionais da irrigação. Para exemplifica, na última semana conheci a propriedade da família de Gatto, de Alto Alegre/Espumoso, que planta de 10 a 12 mil ha de feijão por ano. É o “rei mundial do feijão”, graças, a mais de 50 pivôs de irrigação. Sem dúvida, irrigação e armazenamento de grãos são a base da segurança alimentar!

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Ainda a produção de etanol no RS
Domingo, 07/08/2011 por Elmar Luiz Floss

Quando o Pro-álcool foi criado no Brasil, o Rio Grande do Sul não foi incluído por que a cana-de-açúcar tem uma limitação ao desenvolvimento, quando comparado com São Paulo, Centro-oeste e Nordeste, devido ao frio. A cana-de-açúcar é uma cultura tipicamente tropical, exigindo altas temperaturas e muita luz solar para expressar seu potencial produtivo. Mas, é cultivada nas mais diferentes regiões gaúchas, especialmente, nas pequenas propriedades, para elaboração de melado, chimia e rapadura, bem como na alimentação de animais, como o gado leiteiro. Também, é muito comum o cultivo da cana-de-açúcar para elaboração de cachaça ou aguardente.

Mesmo assim, o RS sempre mostrou interesse na indústria de etanol. Durante o governo de José Amaral de Souza (1978-1982), foi criada uma Comissão Especial para tratar do Pro-álcool gaúcho. Tive a satisfação de ser indicado pelo Governador para a referida Comissão. Foram muitas reuniões e viagens técnicas, que resultou na criação de duas usinas piloto em nosso estado. A primeira, para produção de etanol, junto a Agasa, em Santo Antônio da Patrulha, uma estatal, produtora de açúcar. A segunda destilaria, em Pelotas, visando a produção de etanol a partir de beterraba–açucareira, sorgo sacarino e outras matérias primas. Depois, também foi autorizada, a construção da destilaria de álcool em Carazinho, para uso da mandioca.

Nenhuma dessas destilarias prosperou, pois o custo de produção de etanol aqui, não era competitivo com outros estados produtores. Para exemplificar, enquanto a média de rendimento da cana-de-açúcar em SP chega a 120 t/ha no RS não passava de 50t/ha. Isso se deve ao fato da cana-de-açúcar apresentar um ciclo de desenvolvimento limitado pelo frio. A brotação somente ocorre a partir de setembro/outubro e depois seu crescimento paralisa com os primeiro frios de março/abril, dependendo do ano.
Durante o governo de Germano Rigotto (2002-2006), o assunto foi retomado, com apoio do Ministério de Desenvolvimento Agrário. Na época eu era membro do Conselho Superior da Cientec, como representante suplente das Universidades gaúchas e acompanhei essa discussão. A Cientec criou uma Comissão mista para retomar os estudos sobre a viabilidade de usinas de etanol em nosso estado, a partir da cana-de-açúcar, bem como as indústrias de biodiesel. Evidentemente, que o momento era outro. Havia uma grande demanda por etanol devido aos carros flex e os preços do petróleo viabilizavam economicamente a sua produção, mesmo em regiões com menor produtividade. O governo do estado também estava preocupado com as perdas de divisas de nosso estado com a importação de etanol de outros estados. Somente em ICMS, o RS deixava de arrecadar mais de 420 milhões de reais.

Sob ponto de vista técnico também houve mudanças tecnológicas significativas nos últimos anos. Novos cultivares (clones obtidos através de técnicas biotecnológicas) foram desenvolvidos com maior adaptabilidade a regiões mais frias e com períodos de crescimento mais curto, promovendo o aumento da produção de colmos. Na indústria também houve grandes melhorias tecnológicas, aumentando a eficiência de produção de etanol por unidade de colmo. A extração da sacarose já não é mais efetuada por esmagamento da cana, onde grande parte fica no bagaço, e, sim a extração por difusão. Na fermentação são utilizados, atualmente, microrganismo modificados geneticamente, com maior eficiência. Essa eficiência passou de uma média de 70-80 litros de etanol por t de colmo pára mais de 100 litros por t. Estudos já efetuados na UFRGS e Cientec mostraram, em condições de laboratório, que a produção de etanol pode chegar a 140 litros por t de colmo, pela simples mudança biológica na fermentação.
Por isso, o momento é favorável, com viabilidade técnica e econômica da instalação de usinas de etanol em algumas regiões mais quentes do RS. Aquela pequena propriedade, que já plantava cana para uso doméstico ou como fornecedora à pequenas indústrias de aguardente, podem ter uma nova alternativa para aumento da renda. Com o uso de novos cultivares, a aplicação de tecnologias de manejo da cana, como adubação, pode aumentar significativamente no aumento da produtividade.
Por essa razão estão sendo implantadas várias usinas de etanol em municípios junto ao Rio Uruguai, onde as temperaturas são mais elevadas. É importante que o produtor destine apenas uma parte da lavoura para cultivo da cana. De outro lado, a ponta da cana deve ser utilizada na alimentação animal, como o gado leiteiro, uma renda adicional indireta da cana-de-açúcar.

Mas, hoje há disponibilidade de cultivares de sorgo sacarino, que nas condições de clima e solo da região, podem render mais etanol do que a cana. E, é uma cultura anual e não permanente.

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