Escrevo hoje um assunto marcante, sensível e comovente para aqueles que estão na expectativa de saber o destino de um familiar, mais precisamente de uma filha desaparecida há uma semana. É o caso do Sargento Paulo e de Roselaine, pais de Luane, a policial militar que não se tem noticia de seu paradeiro, que sofrem intensamente a dor da incerteza e da saudade da filha querida, que não lhe manda notícias, que saiu de casa para ir até ao açougue e desapareceu, sem se despedir, sem lhe dar um até logo, até amanhã, ou um adeus. Há uma semana que está silente. Os pais, em lágrimas, não perdem a esperança de encontrar Luane com vida, esperam a todo o momento poder abraçá-la e receber no regaço de seu lar. Parentes, amigos e colegas brigadianos de Luane buscam informações, aparecem pistas que não se confirmam. Há apenas esperanças que se dissipa a cada momento à medida que os dias passam, sem qualquer notícia que venha tranqüilizar seus familiares, ou mesmo encontrar Luane, enfim saber do seu paradeiro. As dúvidas que povoam o imaginário e o sentimento que tomam conta de seus pais, cada dia destroem o animo de seus familiares, vendo as esperanças de um final feliz sumir no horizonte de incertezas e aflições. Onde estará Luane, ou mesmo o que restou de uma jovem de bem, cuja missão escolhida foi seguir os passos de seu pai, sargento da Brigada Militar e de seu irmão policial militar, o de proteger a população, se vêm algoz do tempo e da desesperança! Existe um clima de comoção diante do desaparecimento de Luane, uma policial que simplesmente some sem deixar nenhuma pista, como um passe de mágica, numa época de tecnologia avançada em que basta carregar na bolsa um celular que se pode verificar por onde o portador andou através da triangulação nas torres das operadoras. O tempo é o senhor da razão, mas já se passou uma semana, o que fazer? A primeira Delegacia de Policia, cuja titular é a Delegada Daniela de Oliveira, que vem atuando com determinação, examinando tudo que possa esclarecer os fatos, não descartando nenhuma pista, diante da duvida razoável, que deverá sempre presidir a busca da verdade. Tendo ao lado o esforçado e competente chefe de Investigação daquela Delegacia, o comissário Caroará Mor Alves, que já promoveram diversas diligencias, estando no aguardo da resposta de outras, a fim de avançar e espancar dúvidas, resolver e dar a solução adequada para o caso. A imprensa noticiou que Luane foi vista na manha fatídica de seu desaparecimento saindo de um açougue, depois imagens registram saindo de uma lotérica, onde foi comprar cigarros. Qual motivo de seu desaparecimento? O que existe por trás desse fato? Seria por razões passionais? Teria Luane como policial tido conhecimento de situações ilegais e criminosas de alguma pessoa, que poderia ser descoberta? Como pode uma pessoa sem qualquer ajuda desaparecer assim? Deixar seu carro em casa, ir fazer compras no açougue, caminhar por uma rua movimentada como a Avenida Presidente Vargas e ninguém a ver? Sumir assim sem deixar pistas? Muitas perguntas que se poderia fazer em busca de resposta, mas nos limitamos apenas com os questionamentos de rotina, não nos cabe dar respostas, apenas esperar pelas autoridades, cuja missão é tentar resolver o caso, pois, não deixa de ser um desafio para a policia, a fim de que possam esclarecer, onde está Luane, cujo objetivo é serenar e trazer a paz e devolver a felicidade para seus pais, familiares, amigos e companheiros de farda. O desaparecimento de uma pessoa, ainda mais policial, não é um caso comum! Que falta faz as câmeras de segurança!
A história do Rio Grande foi escrita com sangue, justiça e fraternidade, descendentes de uma estirpe que nunca renunciou aos seus princípios, disposta a sacrificar a própria vida pelo amor à causa da liberdade. Inspirado na fé e trabalho nasce uma raça que se espalhou por essa terra forjando um povo que nunca e jamais se submeteu à vontade dos poderosos, negando-se a usar a canga, ou o buçal. Um povo liberto das amarras, do servilismo altaneiro e leal, que se desprendeu de parte do Brasil, por ter alma indomável forjada no atavismo. Correndo em suas veias o mesmo sangue daqueles que nos legaram com suas lutas, derrotas e vidas, essa liberdade que oxigena nosso presente, sendo fundamental para consolidação da democracia e nos dão esperança para novos dias. Liberto das amarras e da opressão do poder central que tentou embuçalar a liberdade e nossas esperanças, esses herdeiros dos farrapos e dos heróis de 93, hoje pregam a concórdia e a paz, mas sem dobrar a espinha, fiéis aos princípios que nortearam os guerreiros de ontem e o gaúchos de hoje, que jamais faltaram ao compromisso de lutar e morrer por uma pátria livre da opressão e da tirania. Resgatamos e comemoramos os fatos históricos, mas também fazemos história, porque fincamos o pé nos exemplos do passado, o fazendo ressuscitar no presente, uma garantia para futuro, “quem sabe faz a hora”. Bem podia o tema de nosso 20 de Setembro, no desfile da Cavalaria ser o combate a corrupção, os gaúchos se aliando às manifestações de 7 de setembro, quando milhares saíram às ruas protestando contra a classe política, numa iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil e outras entidades cívicas, que desfilaram protestando contra a roubalheira institucionalizada. O quadro não poderia ser outro, depois de assistirmos a paródia do “mensalão” comandada por Ze Dirceu e a quadrilha dos quarenta ladrões, vimos cair quatro ministro por corrupção, por roubarem o nosso dinheiro. E com isso, se apropriaram de nossas esperanças. E fica assim, sem qualquer punição, apenas perde os cargos e continuam a sombra do poder desfrutando as benesses e o apoio da companheirada, fosse um país mais serio, estariam cumprindo pena, servindo de exemplos. Não fosse a imprensa livre, alguns veículos de comunicação divulgar tais escândalos, a população ignoraria os tristes episódios. Enquanto isto sai governo e entra governo, a saúde continua num caos, a segurança e seus agentes mal remunerados, a educação deixando a desejar, os professores recebendo esmolas, impedindo esta classe de uma vida digna sem qualquer motivação, nem apoio para que se criem ursos reciclando os professores. O que preocupa é o silêncio dos bons, enquanto os tiranos e os criminosos camuflados de terno e gravada continuam expropriando os recursos públicos, como se fosse normal e legal. Constatamos no dia 7 de Setembro, em Brasília e outras capitais, que grupos de pessoas, embora timidamente, protestarem contra os políticos que tomaram de assalto o país e o erário público. Nestas manifestações, não se viu bandeiras vermelhas, nem representantes da UNE, que é comprada com verbas públicas, mantém uma união espúria e escandalosa com o governo. Chegou a hora dos gaúchos e brasileiros se darem as mãos, ressuscitando os ideais farrapos e suas façanhas e com protestos pacíficos, saírem as ruas, unindo-se a todas as forças vivas e pessoas de bem, o que já poderia ser tema para o MTG para as próximas atividades, em parceria com a OAB. Mostrando a nossa verve e ressuscitando nossos ideais. Como dizia Gaspar Silveira Martins, “Idéias Não São Metais Que Se Fundem”, mas se multipliquem efetivamente em favor da pátria e do seu povo.
No último dia 7, recebi telefonema de uma empresa, que desejava oferecer um jantar ao seu quadro de funcionários por ter atingido a meta estipulada, recomendei alguns estabelecimentos. No outro dia fui informado que não saiu a janta, pois, os restaurantes estavam fechados. Ao me certificar, recebi explicações extra-oficiais, de que por iniciativa dos Sindicatos, que não haviam autorizado seus sindicalizados trabalharem no feriado, nem nos estabelecimentos comerciais. Inclusive não trabalharão no dia 20. De modo que muito próximo dois feriados impediram e impedirão que o trabalho flua normalmente. Tudo indica que apenas em Passo Fundo isto aconteceu, em grande número de cidades, nas de grande porte não houve este problema, provocado pela intervenção dos Sindicatos. Soube também que uma rede de supermercados, em seus encartes anunciando promoções validas, menos para Passo Fundo, confirmando que em outras localidades o comércio funcionou. Nosso município é importante, cuja liderança é respeitada em toda a região, quer pelo seu comércio, pelo serviço-médico hospitalar, pela indústria da construção civil, também como um centro educacional de referência. As pessoas das cidades vizinhas, principalmente nos feriados e fins de semana, aqui se dirigem para fazer suas compras em Supermercados e lojas, utilizando-se de restaurantes e hotéis. Movimentam a economia, os comerciantes aumentam suas receitas, a fim de fazer frente aos altos impostos e os encargos trabalhistas, atingindo o justo equilíbrio financeiro. Todos estes encargos comprometem a saúde financeira das empresas, que já saem com estas despesas mortas, a cada mês, fazendo necessário usar de todas a criatividade para abrir as portas, no sentido de equilibrar e não enfrentar o vermelho, em sua contabilidade. Neste feriado inibiu muitas pessoas de não se deslocarem até nossa cidade, em razão das lojas e restaurantes estarem com suas portas fechadas. O que não favorece a cadeia produtiva de bens e serviços. Neste feriado de 7 de Setembro foi deixado de arrecadar, tanto em impostos, como para melhorar a renda de nosso comércio? A dose vai se repetir, agora no dia 20, com os estabelecimentos fechados. Como queremos desenvolver nosso turismo receptivo, encorajar as pessoas a visitar nossa cidade, para, no caso, assistir o desfile de 7 de setembro, ou ainda o desfile a cavalo dos gaúchos, no dia 20 ? Uma vez que está anunciado que o comércio e os nossos Shoppings estarão fechados. Algumas lideranças fazem mais do que é possível para atrair pessoas para nos visitar, promovendo a Jornada de Literatura, O Festival Internacional de Folclore, a Encenação da Batalha do Pulador e tantos outros eventos, congresso e encontros. Agora com a perfuração dos poços de águas termais, credenciando nosso município para ter um lugar ao Sol, em todos os campos. É incompreensível que algumas lideranças que representam os empregados, fechem os olhos e os ouvidos para a nova realidade que vive a nossa nação, criando novas oportunidades de emprego e reforçando nossas empresas para que busquem mais recursos para se tornarem mais saudáveis e competitivas, Impedindo que fechem as portas como já aconteceu com tantas outras, com nossas industrias, a Brahma, Coca e Pepsi. Necessitamos dar as mãos e distinguir bem e de forma definitiva quem não produz, não atrapalhe aqueles que investem seu tempo, talento e seus recursos, com intuito de melhorar a vida de todos, ampliando as oportunidades para uma vida digna para os trabalhadores que já não se conformam com gorjetas e esmolas, aspiram um pouco mais, melhores salários e estabilidade no emprego, numa parceria harmoniosa entre o capital e o trabalho. Vencendo todos os desafios, principalmente a carga tributária que é excessivamente danosa e escorchante, que o governo submete quem produz e faz a grandeza da Nação. Não somos contra que não haja feriado, mas que democraticamente se encontre um caminho de garantia para o próprio consumidor e para os empregados, organizando escalas e intercalando folgas, não impedindo as pessoas que nos visitam de ser atendidas, com o comércio fechado. Chega de prejudicar quem produz, num país que tem o maior número de feriados do mundo, pois, do contrario quem irá pagar a conta no fim do mês?
Os tempos são outros, o tratamento dispensado ao povo é o mesmo, desde o ano 1600. A carga tributaria que persistem infligir contra a população é algo que não tem explicação, mas sente-se na pele e no bolso sendo perversa e desmedida contra quem produz, sempre foi a bola da vez. Criam-se todo o tipo de impostos contra aqueles que com a inspiração do seu talento, ou ainda com seu pequeno capital produzem bens e riqueza, proporcionam trabalho para os mais desafortunados. Enquanto os políticos de plantão eleitos como representantes de todos nós, para defender os interesses da sociedade, permutam aprovação de impostos em troca de favores governamentais. Agora mesmo o governo e seus aliados estão preparando a nação para a volta do famigerado imposto do cheque, com outro nome pomposo, não deixando de ser o mais injusto e predatório tributo, verdadeiro estelionato contra quem produz e até mesmo ao aposentado que movimenta conta bancária. A bitributação de impostos que o brasileiro recolhe, fazem a carga tributária a mais alta e perniciosa do mundo. Os recursos não são investidos em favor do contribuinte. O que é empregado em saúde, na educação? O caos da segurança pública, com falta de servidores e a péssima remuneração. O estado das nossas estradas, presídios e aeroportos, embora com pagamento de taxa de embarque. O despreparo do funcionalismo público, muitos sem concursos e os concursados com remuneração defasada, não despertando interesse das pessoas mais qualificadas como em tempos pretéritos. Recebi de um amigo esta interessante mensagem que nos remete a 1600, Diálogo entre Colbert e Mazarin, durante o reinado de Luís XIV, (“L’Éta c’est moi”), na França. Jean Baptiste Colbert foi ministro de estado de Luís XIV e Jules Mazarin foi cardeal e primeiro ministro da França. Diálogo acontecido em Pescina, no dia 14 de julho de 1602: “MIN. COLBERT: Para encontrar dinheiro, há um momento que enganar (o contribuinte), já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente que me explicasse como é que é possível continuar a gastar, quando já se está endividado até o pescoço. CARDEAL NAZARIN: Se se um é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dividas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado...o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se...todos os Estados o fazem! COLBERT: Ah, sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criamos todos os impostos imagináveis? MAZARIN: Criam-se outros. COLBERT: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres. MAZARIN: Sim é possível. COLBERT: E então... os ricos? MZZARIN: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres. COLBERT: Então como havemos de fazer? MAZARIN: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada ENTRE os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir enriquecer e temendo ficarem pobres. É a estes que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tiramos, mais eles trabalharão para compensar o que lhes tiramos, É um reservatório inesgotável.” E assim caminha a humanidade, os aproveitadores continuam sub faturando, em conluio com empreiteiras, viajando em seus jatos, usando e abusando do dinheiro do contribuinte para proveito próprio e do partido, até quem sabe das almas e dos corpos perdidos e pervertidos pela corrupção que assola o país. E o pior, o PT quer controlar a imprensa, alguns proprietários de veículos de comunicação já conseguiram calar, a custa de muito dinheiro. Que venham novos impostos ... até quando Catilina abusarás da paciência nostra...