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Colunistas


Teclando

Segunda-Feira, 10/12/2018 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

A unidade na prática
Com o passar do tempo, as entidades de classe acabam sendo mutantes. As mudanças externas determinam uma metamorfose compulsória. Esses ajustes são necessários para acompanharem a sociedade e também para evoluírem. Porém, muitas corporações acabam sofrendo desvios nos seus princípios estruturais. Isso ocorre por questões políticas externas e internas. Pelo que acompanho há mais de três décadas, o Sinduscon de Passo Fundo vem conseguindo preservar seus objetivos fundamentais. Certamente, a unidade interna é o grande segredo para manter o sindicato forte e sem perder o rumo. Há, na prática, uma tradição quase monárquica, pois a entidade segue o mesmo plano de voo traçado no briefing de sua fundação. Mudam os dirigentes, persistem os princípios. Isso ficou claro na confraternização interna, realizada na sexta-feira, no discurso uníssono de várias gerações. Eduardo Mattevi, um dos idealizadores, o presidente Leonardo Gehlen e o vice-presidente Fernando Lângaro usaram a mesma linguagem da unidade. Como na obra de Alexandre Dumas, prevalece o grito de um por todos e todos por um. O importante é que isso não fica apenas nas palavras. Esta é a conduta e o exercício prático no cotidiano do Sinduscon. Um exemplo de unidade interna que merece um olhar externo.

Bem-vindos a bordo
No próximo dia 21 de dezembro reiniciam os voos sazonais da Azul. É a ponte área de verão entre Passo Fundo e Florianópolis. As operações serão com o turboélice ATR-72. Para dezembro estão programados voos nas sextas-feiras e domingos. Na quarta-feira, dia 26, haverá um único voo com o confortável jato Embraer 195. A partir de janeiro serão três frequências semanais. As tarifas oscilam muito de acordo com a data, incluindo passagens a partir de R$ 141,88. Mas, como aquilo que é bom dura pouco, a brincadeira acaba em 03 de fevereiro. Então, aproveitem as férias para chegar à praia voando.

Amizade
É impressionante o volume de convites de amizade que recebo de lindas garotas no Facebook. Não conheço nenhuma delas, mas observo que quase todas elas trabalham na mesma empresa. É uma tal de GP. Assim, eu fico na dúvida: sou muito charmoso ou os meus cabelos grisalhos seriam indicativo de um cliente em potencial? Pouco importa, pois o que vale é a amizade. E faz bem para o ego.

Iracélio
O Iracélio não é Papai Noel, mas está cheio de encomendas. Além disso, a van do Turcão vem sendo bastante requisitada. Esses dias levou um pessoal a Carazinho e aproveitou para reencontrar amigos e parentes, que estão torcendo pelo seu sucesso. Envaidecido, Iracélio dava o seu recado: “logo, logo vocês vão me ver na coluna da Céia”.

Réplica
Será que um dia veremos uma réplica da estátua do Teixeirinha em Nova Iorque? Além do cantor, também seria uma homenagem ao artista Paulo de Siqueira. Por que não?

Trilha sonora
Já que o fingerstyle está em alta, aproveito uma dica do Ivo Sousa, o ‘OJ’. O violão percursivo do polonês Marcin Patrzalek: Quinta Sinfonia de Beethoven
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https://bit.ly/2G6XiqF

 




Teclando

Segunda-Feira, 03/12/2018 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Degraus mágicos

Domingo, observei a mescla do medo com a satisfação de um menino ao colocar o pé numa escada rolante do Bella. Sisudo no início e sorridente ao final, tudo indica um primeiro passeio. As escadas rolantes fazem parte do cotidiano para nos propiciar conforto. A primeira em Passo Fundo foi instalada pelas Lojas Renner, nos anos 1980, na esquina da Moron com a Fagundes. Era o máximo e a piazada dava um dedinho para andar na novidade. Na década seguinte, novamente a Renner, instalou uma escada rolante na esquina onde agora é o Shopping da Praça. Hoje encontramos escadas rolantes em vários shoppings, estamos habituados e convivemos em harmonia com esse tipo de elevador sem portas. Porém, não importa a época, a novidade e o desconhecido são invariavelmente atrativos. Comigo não foi diferente. Lá no começo dos anos 1960 meus pais me levaram a Porto Alegre. Um impacto para este guri, nascido e criado no antigo 8º Distrito – já então Erechim. Nunca tinha visto tanta gente numa calçada e, assustado, esbarrava nas pessoas e reclamava. Então fomos às Lojas Americanas, onde fui apresentado à famosa escada rolante. Mesmo após repetitivas orientações, entrei desequilibrado e só não caí graças ao apoio da mão paterna. Com os olhos encantados, na saída tropecei e caí. Estava batizado, mas feliz. Afinal, quando o receio e a emoção se misturam é pura adrenalina.

Aeroclube

O Aeroclube de Passo Fundo tem novo comandante. Na sexta-feira, 30/11, foi realizada a eleição da diretoria que estará na cabine de comando durante o biênio 2018-2020. O novo presidente é Miguel Martins Dionissa, substituindo a Cláudio Seibert que agora será o vice-presidente. Desde 1940, o Aeroclube vem formando pilotos e prestando muitos serviços à comunidade. Nos últimos anos, mais de 30 pilotos brevetados em Passo Fundo ingressaram em empresas de linha aérea. Além de ensinar a voar, seus instrutores e pilotos podem palestrar em escolas, entidades ou para aqueles que necessitam conhecimentos básicos sobre aviação. Eles são muito didáticos. Até porque o Aeroclube é uma grande escola.

Iracélio

Final de ano representa a altíssima temporada para Iracélio, nosso conhecido Turcão, em suas múltiplas frentes de atuação. No transporte executivo ou no comércio exterior, a demanda maior vem das festas empresariais. Sábado, em rápida passagem pelo Oásis, Iracélio reclamou da oscilação da temperatura em dezembro. “Boto a gravata e me dá um calorão. Tiro a gravata e fico com frio. Assim não dá pra trabalhar”.

Espresso

“A primeira Coca-Cola foi, me lembro bem agora, nas asas da Panair..” Como em Conversando no Bar, de Fernando Brant e Milton Nascimento, a minha primeira Coca-Cola Espresso foi nas asas da Azul. Ao receber a latinha observei que ao invés de expresso estava escrito espresso, com ‘s’. Como poderiam cometer um erro desses? Achei muito estranho e, desnorteado, devo ter pensado em extranho com ‘x’. Pois bem, a bebida vem com sabor de café expresso, que é de origem italiana: ‘espresso’. Justa homenagem, mas é tudo uma questão de expressão, pois por aqui o café continua expresso.

Trilha sonora
Elis Regina – Conversando no Bar
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https://bit.ly/2U7zllZ

 

 

 

 




Teclando

Segunda-Feira, 26/11/2018 às 08:00, por Luiz Carlos Schneider

Os recalcados
Desde guri, ouvi muitas vezes alguém ser chamado de recalcado. A expressão tem muitos significados, da física à psicologia, o que lhe garante o sofisticado rótulo de polissêmica. Calcado nas lembranças que já passaram pelos meus neurônios, tenho uma concepção própria que liga seus múltiplos conceitos. A água represada tem uma energia que pode provocar tragédias. O mesmo ocorre com as frustrações, decepções e rejeições da vida. Quando acumuladas também representam um perigo. Observem que aquelas pessoas cheias de rancor ou mal resolvidas estão carregadas com uma força vingativa. Sorrateiramente, agem contra tudo e querem o pior para os outros. São de fato pessoas recalcadas, pois represaram toda a maldade que vivenciaram. Não abriram as suas comportas para o desabafo ou o perdão. Guardaram o ódio e são manipuladoras. Os recalcados são perigosos e buscam o topo para o exercício do maniqueísmo, pois alardeiam o bem para fazerem o mal. Silenciosamente, buscam espaços na sociedade para descomprimir a mola do rancor. Quanto mais poderosos, mais perigosos. Física, sociologia e lógica. Cuidado com os recalcados!

Falta uma luzinha

Na esquina da Avenida General Netto com a Rua Moron, a sinaleira tem um ciclo em que o fluxo de veículos é interrompido nos dois sentidos. É um tempinho dedicado aos pedestres. Isso é ótimo, pois permite um momento exclusivo para quem deseja ir de um lado da calçada para o outro. Agora só falta avisar aos pedestres, pois, infelizmente, quem vai atravessar a pista não sabe quando é o momento. O problema é que as sinaleiras para pedestres ainda não foram repostas naquele cruzamento. Aí fica difícil saber quando pode ou não pode atravessar. O tempo existe, mas não tem indicativo.


Bruxo
Mais uma vez, em suas previsões de final de ano para O Nacional, o espiritualista Carlos Magno Berra acertou no alvo. No esporte indicou mudanças favoráveis no comando do futebol passo-fundense. Disse que a Seleção Brasileira correria o risco de “um dinheiro” atrapalhar e não venceria a Copa do Mundo. Magno, foi ainda mais preciso em relação à dupla Gre-Nal. “Inter favorecido e grandes alegrias para o Grêmio”. Não deu outra, pois o Inter fez boa temporada e o Grêmio ergueu duas taças. Agora, já estou ansioso no aguardo da leitura dos búzios para 2019.

Aracaju
Alguns dias de férias e dei um pulo rápido até Aracaju. Uma viagem com duas ótimas notícias. A primeira foi que o avião decolou e pousou normalmente em Passo Fundo. Ufa. A segunda foi que conheci um pedaço maravilhoso do Nordeste. Gente receptiva e muito educada, paisagens deslumbrantes, comida deliciosa e preços muito convidativos. Em suas lindas praias, eles exploram o turismo sem explorar o turista. Belezas e encantos não faltam por lá. Fiquei apaixonado. Vou voltar.

Vacina
A vida é livre, leve e solta até o momento em que a idiotice do ser humano entra em cena. Mas, quem sabe um dia, a constante evolução da ciência permita a descoberta de uma vacina contra a idiotice. Não custa nada sonhar.

Trilha sonora
Ao violão a croata Ana Vidovic e a obra clássica do espanhol Isaac Albéniz: Asturias.




Teclando

Segunda-Feira, 29/10/2018 às 11:58, por Luiz Carlos Schneider

 

As eleições
A memória ainda permite algumas recordações. Da primeira eleição presidencial que vivi, eu me lembro da vassourinha de Jânio Quadros. A vassoura populista não vingou e as forças ocultas varreram com o próprio Jânio. Somente 29 anos depois eu vivi a minha segunda eleição presidencial. A vassourinha foi substituída pelo jet ski de Collor, o Caçador de Marajás. Para mostrar a modernidade do candidato, até inventaram a desnecessária expressão ‘carreata’. Ora, já existia a palavra passeata, que significa um pequeno passeio e que pode ser feito a cavalo, a pé, de carro ou de barco. Também nesta eleição, contrariando a tradição de os candidatos debaterem sentados, copiaram o molde norte-americano. Desde então, os debates vem sendo feitos com os candidatos em pé. Mas a carreata da modernidade passou rápida e o impeachment transformou o caçador em caça. Depois disso, tivemos três reeleições, mais um impeachment e, neste ano, acompanho a minha eleição presidencial de número nove. De 1960 para cá, muita coisa mudou. Antigamente, a televisão era incipiente e a campanha tinha voz pelo rádio. Havia, claro, os grande comícios que atraiam multidões. Após um longo hiato no exercício do contraditório, a televisão assumiu a condição de palanque principal. Neste ano foi bem diferente. O exercício do contraditório esteve restrito às redes sociais que, sem mediadores, permitem a permeabilidade da permissividade. Saudades dos antigos comícios, dos discursos inflamados pelo rádio e dos debates com mediadores para impermeabilizar as palavras inadequadas.

Extremismos
Este ano tivemos um processo eleitoral movido pelo ódio. Foi a campanha da raiva, quando ser contrário a alguém tornou-se mais importante do que ser favorável a outrem. Bastava o sujeito dizer alguma coisa para, imediatamente, ser rotulado disso ou daquilo. Um fogo cruzado de pontos extremos, não permitindo opiniões independentes ou posições que não fossem as suas. Nessa guerra suja, o palco principal das batalhas foi o Facebook. Você colocava um simples comentário e, imediatamente, era torpedeado por insultos e respostas descabidas. Tão descabidas que, num mesmo comentário, recebi respostas antagônicas na postura, porém uníssonas no tom da agressividade. Sim, apedrejavam sem sequer ler aquilo que estava escrito. Isso é ódio explícito.

Antes da apuração
É muito importante observar que escrevo isso bem antes da apuração. Assim, independente dos resultados, espero que a ressaca pós-eleitoral seja reconciliatória. E que cessem as brigas entre amigos e até mesmo entre familiares. Exageros politiqueiros não fazem bem a ninguém. E parem de ficar passando mensagens com mentiras. Isso é muito feio. Ou já se esqueceram do que aconteceu com o Pinóquio?

Iracélio
Iracélio, que retornou do exterior na semana passada, deseja residir num país vizinho. Argentina e Uruguai estão fora. Então...

Férias
Por alguns dias levarei esta singela coluna para pegar um solzinho. Uma rápida oxigenada, uma troca de vibrações com os pés descalços e um dolce far niente para enxaguar a alma.

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Trilha sonora
A arte despertando a memória, para lembrarmos os bons tempos em que a simplicidade musical não tinha apelações. Cliff Richard & The Shadows - Unchained Melody
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https://bit.ly/2EM5Xhy

 

 

 

 

 

 




Teclando

Segunda-Feira, 22/10/2018 às 13:17, por Luiz Carlos Schneider

A ignorância e a racionalidade
O instinto animal é bonito e, em muitos casos, os bichinhos demonstram comportamentos que até nos emocionam. Muitos vivem em grupos e têm sociedades organizadas. Porém, nós humanos, os senhores do planeta Terra, somos considerados superiores por sermos racionais. Também vivemos em grupos e, em determinadas situações, surgem algumas oclusões no pensamento. Ora, se somos racionais necessitamos exercitar o raciocínio. Isso é tão lógico quanto a própria lógica na formulação do pensamento. “A gente voa quando começa a pensar”, já sentenciou Lupicínio Rodrigues, nosso mais autêntico filósofo da vida vivida. Porém, em algumas situações, meu raciocínio observa que também temos surtos de irracionalidade. Erramos, é claro. Nós nos equivocamos, cometemos deslizes e fazemos besteiras que não condizem com a racionalidade. Então pergunto para os meus botões, até que ponto prevalece a racionalidade? Por que às vezes dá um branco na memória? Talvez a resposta esteja na qualidade da informação recebida que irá alimentar nosso raciocínio. Isso significa que quando a ignorância invade a alma tudo pode acontecer. Acaba a lógica, desaparece a razão.

Hospital-Escola
Uma nova concepção, que começa pelo visual arrojado. Foi o que detectei ao primeiro olhar sobre o Hospital-Escola da Imed no Hospital da Cidade. Um espaço que privilegia as necessidades de quem circula por lá. Não é carrancudo e nem hermético. Sua importância, porém, está muito acima da bem proposta funcionalidade. Na inauguração, gostei das palavras de Paulo Ferenci, da Junta Administrativa do HC, que destacou a condição de Passo Fundo, a única cidade no Brasil na faixa de 200 mil habitantes com três cursos de Medicina. A parceria demonstra o crescimento vertiginoso da Imed e do próprio hospital. Mas não são apenas essas duas instituições que estão crescendo. É o segmento da saúde de Passo Fundo que, em mais um salto, ganha novos patamares. Quando a educação e a saúde crescem, quem mais cresce é Passo Fundo.

O Bella mais belo
Mexe aqui, moderniza ali e nos últimos meses o Bella Città vem passando por constantes melhorias. Remodelada, a área de alimentação criou um novo clima no shopping. Ficou maior, com um visual agradável e convidativo. A inauguração do Bella até parece que foi ontem, mas já faz 20 anos. Desde a fase inicial, já teve uma grande ampliação e, gradativamente, surgem algumas novidades. A grande remodelação do supermercado Zaffari deu novos ares ao shopping. Agora o estacionamento está em obras, mas já observei que as vagas estão recebendo uma sinalização: luz vermelha ocupada e verde livre. Melhorias que facilitam a vida dos usuários. É na soma desses detalhes que Passo Fundo deve ser sempre um diferencial para manter-se como um referencial.

Iracélio
Ninguém perguntou nada, mas Iracélio entrou no Bar Oásis dando explicações. Nosso conhecido Turcão chegou falando que não tem WhatsApp e nem sabe o que é isso. Iracélio ainda lascou essa: “eu no máximo posso enviar um telegrama”.

Trilha sonora
Nas últimas décadas, no Brasil as portas estão praticamente fechadas para a música europeia. Aqui a cantora italiana In-Grid: In-Tango
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