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Colunistas


Teclando

Segunda-Feira, 15/10/2018 às 07:30, por Luiz Carlos Schneider

De volta às trevas?
Os sintomas sempre indicam os males e as suas consequências. Quando pensamos que podemos ser felizes, puxam o tapete da nossa liberdade. Pelo que estou observando nos últimos dias, parece-me que o retrocesso é iminente. Será que vamos voltar às trevas? Seguiremos involuindo aos tempos das cavernas? Mal respiramos um pouco e já começou novamente a chatice do fechamento dos supermercados. Vivíamos tranquilamente, sem aquela desnecessária preocupação em saber se os mercados estariam abertos ou fechados. Depois de quase um ano sem esse tipo de aborrecimento, uma nova sequência de fechamentos aponta para o retrocesso. Em apenas 22 dias, fecharam em dois feriados. Agora até podem parecer fechamentos esporádicos, mas indicam o início de uma regressão. O patamar de ser a maior cidade do norte do estado exige uma postura condizente com essa grandeza. Os feriados, comprovadamente, têm um forte magnetismo e atraem consumidores de uma imensa região. Passo Fundo deve preservar sua tradição em recebê-los de braços e portas abertas. Vamos prosseguir evoluindo ou caminhar para trás? A abertura é desenvolvimento. Portas fechadas é decadência. Não podemos voltar ao passado.

Faltou gás
Estava preparando um risoto no maior capricho. O arroz embebido no azeite para uma rápida fritura. Mas, como não fritava, fui ajustar a chama e descobri que não havia fogo. Terminou o gás. Isso, pontualmente, às 23 horas. Liguei para uma dezena de distribuidores. Poucos atenderam e explicaram que a entrega era no máximo até às 22 horas, inclusive por questões de segurança. Lembrei que há alguns anos era possível adquirir um botijão de gás nos postos de combustíveis. Era, mas não é mais. Então o recurso foi acionar o Luciano Vieira, nosso sempre atento taxista do ponto da General Netto com a Brasil. Bastaram 10 minutos e ele chegou aqui com um botijão cheio. O diferencial de um profissional é a busca de soluções. Valeu, Luciano. O risoto ficou ótimo!

Iracélio
O segundo turno é um dos assuntos que pairam sobre o Oásis. Iracélio, o conhecido Turcão, anda meio quieto. Mas não muito. Dependendo do momento tem discurso pronto. Iracélio anda cansado com as discussões políticas e adotou um comportamento mais discreto. Agora lascou esta: “o voto é secreto, mas pode custar caro”.

Pega na mentira
Quando uma pessoa mente é classificada como mentirosa. Agora, em tempo de eleições, a mentira corre frouxa no WhatsApp. A questão é que não são mentirosos isolados e perdidos em uma rede social. Fazem parte de uma verdadeira máquina de fake news. Sim, existem células de distribuição de mentiras. O problema é que muita gente, mesmo bem esclarecida, acredita em tudo aquilo que recebe através das redes sociais. Isso merece atenção. Elaborar e distribuir mentiras são crimes. Então existem organizações criminosas. Serão investigadas e punidas?

Trilha sonora
Por muitos anos na Rádio Planalto, ouvíamos Reflexão com o Padre Paulo Augusto Farina. Ao fundo a música de Bach/Gounod com Paulinho Nogueira: Ave Maria
Use o link - https://bit.ly/2Nt72Ky




Teclando

Segunda-Feira, 08/10/2018 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

O jogo
Impossível não falar sobre eleições. Escrevo no sábado à noite e, portanto, não estou comentando resultados. Acredito que o processo eleitoral, de forma muito abrangente, merece uma leitura despida de paixões. Tivemos um período pré-eleitoral bem diferente dos anteriores, pois além da campanha explícita também funcionaram as redes sociais. Desde o início ficou nítido um forte antagonismo, em duelo direto de duas correntes. Infelizmente, a batalha teve ínfima passagem pelo campo do contraditório, do debate e do esclarecimento. Prevaleceram as mentiras, eufemisticamente chamadas de fakes. Foi uma longa contenda iniciada há mais de um ano pelas redes sociais. Cada publicação feita nos grupos, especialmente pelo WhatsApp, multiplicava-se em proporções geométricas. Ora, as informações corretas foram importantes. O problema foi o repasse compulsório das mais inusitadas mentiras e acusações. Essas mensagens, de cunho criminoso, tiveram propagação incalculável. Isso fez com que o necessário controle sobre a propaganda eleitoral fosse para o espaço. E não faltaram mentiras. A liberdade transformou as redes sociais em células de libertinagem. Uma guerra fria e obscura movida pelo ódio em tom de revanchismos. Mais um capítulo para valorizar os estudos sobre a história política brasileira.

 

Pênalti
A argumentação política se assemelha muito à paixão futebolística. Para exemplificar, coloco as urnas eletrônicas na marca do pênalti. Nos últimos meses, recebi e ouvi muitas manifestações de desconfiança com o sistema eleitoral, especificamente sobre a possibilidade de fraude através das urnas eletrônicas. Porém, nesta segunda-feira após o resultado da apuração, aquelas pessoas manterão a sua desconfiança? E aqueles que confiavam, agora passarão a desconfiar? Ora, isso depende do resultado! Se for bom para os seus candidatos, a urna será ótima. Caso contrário, será péssima. É o caso do pênalti. A favor do seu time foi pênalti. Contra, jamais. Isso é conduta de torcedor. E torcedor é passional.

 

Cartão
Pesquisa é uma amostragem, uma ferramenta de trabalho. Pode ter erros, é claro, porém traz o resultado de um estudo. Mas quando o desempenho dos seus candidatos é ruim, os eleitores-torcedores falam em manipulação. Já depois das eleições, em caso de obterem resultados positivos, a suposta manipulação é extinta e sepultada. Já para os perdedores será motivo de desconfiança pós-eleição. Isso é um comportamento tosco de torcedores fanáticos. Dependendo do resultado, responsabilizam as pesquisas eleitorais assim como os árbitros seriam os culpados no futebol. Cartão vermelho para o fanatismo que abafa a razão. Eleição é o exercício fundamental da democracia.

Talk show

Tive o privilégio em participar, ao lado de Oliveira Júnior, do Nani talk show do José Ernani. Foi no aconchegante Porão, ao som de Wagner & Cia, numa aula de música e história. Não faltaram reminiscências radiofônicas e a galera da Medischool vibrou quando falamos sobre Tarso de Castro, O Nacional, Pasquim... Foi show.

Trilha sonora
Por muitos anos na Rádio Planalto, ouvíamos Reflexão com o Padre Paulo Augusto Farina. Ao fundo a música de Bach/Gounod com Paulinho Nogueira: Ave Maria
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Teclando

Segunda-Feira, 01/10/2018 às 11:53, por Luiz Carlos Schneider

Pela vida da democracia
A eleição é o momento máximo da democracia, em exercício prático da soberania que cabe a cada cidadão. É simples, objetiva e igualitária, quando todos têm a competência da escolha. Um pouco mais complexo é o período pré-eleitoral, a conhecida campanha política. Nem sempre o jogo é limpo, pois surgem calúnias, difamações e as mais estranhas articulações. Muita coisa mudou, mas as promessas persistem. Antigamente ouvíamos muitas nos empolgantes comícios. Em seguida, as propostas estapafúrdias foram absorvidas pelo horário eleitoral. Em meio a isso, há, também, um lado cômico. Leiam atentamente o material de campanha, onde o que não falta é paternidade para obras e outras realizações. Em alguns casos deveríamos solicitar exame de DNA, pois muitos se dizem pai da mesma criança. Há, ainda, exageros, pois tem até quem exalte o abstrato. Porém, quando o poder está em disputa, surgem fortes interesses que acabam gerando aspectos acessórios e tirando o foco do principal. A tecnologia, que viria para esclarecer, vem sendo utilizada como instrumento para confundir. Há uma guerra nas redes sociais, onde carecem os argumentos e abundam as mentiras. O processo eleitoral deve ser democrático antes, durante e após as eleições. Assim, o importante é manter o foco no bem comum, princípio fundamental da convivência em sociedade. Na hora de escolher, eu continuo acreditando em quem defende à vida em toda sua plenitude.

Controle Remoto II
Na agradável companhia do Casal Controle Remoto (leia-se Bruna Borba e Léo Castanho), estivemos com outros amigos no Panorâmico. Tive o privilégio de conhecer Márcio Grandene e Clara Oliveira, da Marina Estrela do Sul. Entre uma Patagônia e uma caipirinha, fiquei sabendo das novidades que badalam pela orla de Ernestina. No meio da conversa, os queridos Ana Paula Bortolon e Luciano Pacheco confirmaram que juraram um mútuo e encantado sim. Brindes e transbordou alegria pela mesa. Diante desta oficialização, fiquei atento e constatei que agora temos o Casal Controle Remoto II. Obviamente, a Ana é o controle.

Fraquejando
Parecia que vivíamos na normalidade. Na região milhões, sim, milhões de consumidores, nem olhavam mais para o calendário. Como condiz para uma cidade do porte de Passo Fundo, os supermercados voltaram a funcionar aos domingos e feriados. Simples. Pois não é que no último dia 20, um feriado, estavam fechados? Isso significa que muita gente que, oportunamente, aproveitaria para fazer compras deu com a cara na porta. Clientes de Passo Fundo e de outras cidades que, diante da incerteza, podem não regressar. Ora, estava tudo indo tão bem. Por que estariam fraquejando? Um feriado aqui, mais um depois e logo voltaremos ao retrocesso do fecha-fecha.

Aquela lajota
Basta uma lajota solta para estragar o dia de alguém. Nesses tempos em que São Miguel comanda as chuvas, pisei na famosa lajota solta da Avenida General Netto. Calça, meia e calçado lambuzados. Bem em frente ao prédio que abriga importante entidade. Além da incontestável falta de fiscalização, ainda falta civilidade aos responsáveis pelos passeios públicos de seus imóveis.

Trilha sonora
Da sua fase pós-Jovem Guarda, uma maravilha cada vez mais atual de Erasmo Carlos: Mulher
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Teclando

Segunda-Feira, 24/09/2018 às 08:00, por Luiz Carlos Schneider

A Era do Plástico

O plástico foi revolucionário. É um versátil material sintético que ganhou espaços em quase todas as atividades da humanidade. Substituiu a cerâmica, a baquelite, alguns metais e muitos materiais de origem orgânica. Houve época em que objetos confeccionados em matéria plástica eram considerados o máximo. Tomaram conta das prateleiras dos brinquedos, substituindo os caminhões de madeira e as bonecas de pano. Ou seja, deixamos de lado objetos confeccionados artesanalmente para brincar com novos e, então, ainda desconhecidos materiais. O sonho das crianças passou a ser moldado em plástico. E o dos adultos também. Baldes, vasos, potes, copos, pratos, cadeiras e outros utensílios passaram a ser de plástico. Era o que havia de mais moderno. Mas, cá entre nós, muitos desses objetos eram de um carregado péssimo gosto, como aquelas primeiras flores artificiais. As infindáveis variações em suas fórmulas permitiram o desenvolvimento de plásticos para todos os usos. Tomou conta das tubulações na construção, substituiu a palha dos garrafões de vinho, virou chapéu e até calçado, onde se destacam as sandálias femininas ainda em moda. Da tinta plástica ao documento plastificado, estamos envoltos em plásticos.

O plástico já era?

A versatilidade nas aplicações e o baixo custo justificam a utilização do plástico. Por outro lado, grande parte dos materiais confeccionados em plástico transformou-se em um risco para o planeta. O problema não está no uso, mas, sim, no descarte. Sequer necessitamos ir ao alto mar para constatar a presença nociva dos resíduos plásticos. Basta dar uma espiada no Rio Passo Fundo ali na ponte da Avenida Brasil. Plástico é o que não falta. Diante de uma iminência catastrófica, surgem restrições ao uso de sacolas não biodegradáveis e outros artefatos plásticos. Em alguns países da Europa iniciam as proibições à venda de copos e talheres descartáveis. No Brasil o canudinho é a bola da vez. Sim, aquele canudinho que é oferecido para beber sucos ou refrigerantes. No Rio de Janeiro está em vigor uma lei que obriga os estabelecimentos comerciais a utilizar canudos de papel biodegradáveis. Mas, para quem tem memória, a solução é bem mais simples. Muito antes de o canudinho plástico aportar por aqui, nós já utilizávamos os maravilhosos canudos de trigo. Sim, uma singela haste do trigo que vinha envelopada em papel. Natural, biodegradável e de produção local.

Nabo ou chicória?

É sempre agradável encontrar pessoas de bem com a vida. Uma dessas é a Renata, que atua no setor de hortifrúti do Borubon de Passo Fundo. Enquanto pesa os produtos, interage com as pessoas e está sempre com muito bom humor. Escutei quando ela falou para uma cliente sobre os nomes que escolheria para um futuro bebê. Se for menino será Nabo e se for menina Chicória, disse sorrindo. E arrematou dizendo que “aqui é tudo pela hortifrúti”. Então perguntei se era uma paixão pelo setor. Sorridente, Renata responde na hora: “aqui estamos sempre focadas no trabalho”. Focadas, simpáticas e atenciosas. Isso é ótimo. Os clientes agradecem.

Trilha sonora
Do querido amigo Ivo Sousa (ao microfone o impecável Oliveira Júnior) recebi a dica sobre a Rádio Relax da Ucrânia. Foi onde ouvi a trilha do compositor e maestro Vladimir Cosma – Les Compères
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https://bit.ly/2OM5MDM




Teclando

Segunda-Feira, 17/09/2018 às 11:19, por Luiz Carlos Schneider

Da racionalidade à docilidade
Ainda pequeninos, tudo aquilo que se passava em nossas mentes já chegava embalado pelos costumes e rotulado pelas forças do bem ou do mal. A embalagem na maioria das circunstâncias era compulsória. Ainda é, pois as crianças continuam recebendo informações já adequadas aos grupos sociais de origem. São condicionamentos para moldar nossas condutas religiosas, políticas e até mesmo esportivas. Os ancestrais continuam determinando como deverá ser o nosso comportamento em sociedade. Não questiono a validade da hereditariedade na boa educação dos filhos. O ruim é que, dentro dessas embalagens, o raciocínio lógico fica amordaçado e não permite o desenvolvimento do senso crítico. Somos moldados, ou seja, modificados pelas palavras que ouvimos em casa e na rua. O molde vai endurecendo e, com o passar dos anos, assume a condição de uma armadura intransponível. Consequentemente, a nossa cadeia de neurônios perde a sua disposição natural para questionar. Ora, assim ocorre o arrefecimento da curiosidade na personalidade. Ganhamos antolhos que não nos permitem olhar para os lados e perdemos nossa natural disposição em contestar. Desta forma há uma diminuição na capacidade de raciocínio. E essa diminuição na racionalidade acaba compensada por um aumento da docilidade.

O bem e o mal
Convivemos entre bons e maus, mas somos dóceis, controláveis e aceitamos as rotulações impostas pela sociedade. Deglutimos pacificamente uma razão asséptica que é pulverizada sobre o coletivo. Não contestamos a divulgação massiva. Ao contrário, nós acreditamos em tudo, pois fomos doutrinados para abominar o mal e agir pelo bem. Porém, não buscamos uma razão própria, pois a nossa capacidade racional já está embalsamada. Desta forma, em períodos eleitorais, encontramos pela frente uma prateleira de nomes com os rótulos do bem e do mal. E é exatamente aí que reside o grande perigo. Além da data de validade, necessitamos conhecer a autenticidade desses rótulos. São imagens feitas por seres humanos que tanto podem ser bons como maus. No mínimo necessitamos raciocinar para saber de onde eles vieram. Sem raciocínio não há senso crítico e, assim, é impossível saber quem representa o bem e quem representa o mal.

Iracélio
Figurinha reforçada e carimbada do Bar Oásis, Iracélio circulou pela Capital no final de semana. Antes de assistir a vitória do Grêmio na Arena, foi visitar a Estátua do Laçador. Iracélio, mais conhecido por Turcão, carrega no sangue uma disposição compulsória para um brique. Sua próxima investida será propor uma troca de monumentos: o Laçador de Porto Alegre pela Caravela de Passo Fundo. Iracélio ainda pretende levar uma grana de volta na transação, pois entende que a Caravela pode carregar vários laçadores. Tem lógica. Vai que dá?

Barulho
O circo foi embora e levou seus barulhentos carros de som. Mas não deu tempo de esgotar os ouvidos, pois já chegaram os alto-falantes da campanha política. Uma pena que não apareçam políticos dispostos a acabar com a barulheira.

Trilha sonora
E dizer que lá por 1966 a gente ligava o rádio e escutava Dusty Springfield -
You Don't Have To Say You Love Me
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https://bit.ly/2pdT0mk

 




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