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Colunistas


Teclando

Segunda-Feira, 17/07/2017 às 07:17, por Luiz Carlos Schneider

Ambulâncias

Seria desnecessário, mas sempre é oportuno, lembrar a importância dos serviços prestados pelas ambulâncias. Literalmente, é vital. Passo Fundo é um dos principais polos de saúde no sul do país e, obviamente, por aqui circulam muito mais ambulâncias. Nos últimos anos, reclamo do despreparo dos motoristas que não abrem espaço para a passagem dessas viaturas. Mas nos últimos dias tenho observado exatamente o contrário. Ao som de uma sirene na Avenida Brasil, surge um movimento coreográfico e abre-se um caminho para as ambulâncias. Um movimento que até parece ensaiado. Uns colocam os carros para o acostamento, outros aceleram para encontrar espaço e não obstruir a passagem. Somente neste final de semana, acompanhei quatro situações onde a conduta dos motoristas mereceu aplausos. Parece que a turma está mais ligada às emergências. E preparada. Então, como sempre condenava a conduta de alguns motoristas, agora elogio. Mordi a língua. Que bom.

Rampas

Existem regras e exigências relacionadas aos portadores de necessidades especiais. Algumas dessas determinações até podem parecer exageradas a um olhar leigo. Mas na prática é que encontramos as melhores respostas. Não faltam rampas de acesso às calçadas em Passo Fundo. Mas será que todas foram bem construídas? Nem todas. A resposta foi dada por dois cadeirantes. Citaram como exemplo as rampas no canteiro central da General Netto, onde havia o quiosque. Um deles, com cadeira sem tração, disse que só consegue subir com o auxílio de outra pessoa. O segundo falou que nem tentou subir, pois com o peso da cadeira motorizada, tem medo de cair. Construir uma rampa de acesso às calçadas parece simples. Mas deve existir alguma norma a ser seguida. Além do bom senso, claro.

Futebol

O Esporte Clube Passo Fundo pode disputar a Copinha 2017. A decisão, no entanto, sairá de uma reunião na noite desta segunda-feira. A diretoria deve avaliar a viabilização financeira da competição, que será submetida ao Conselho Deliberativo. Apesar da péssima campanha no Gauchão deste ano, surge o atrativo de buscar uma vaga para a Série D ou na Copa do Brasil. E, ainda, o fator de que o clube, em 31 anos, conquistou apenas dois títulos. Um deles é o da Copinha, em 2013. Não há consenso, mas pode prevalecer o bom senso. Isso, claro, se todos despojarem-se das vaidades e trilharem o mesmo caminho. Futebol , bem sabemos, é uma caixinha de surpresas. Dentro e fora de campo.

Inverno

O inverno iniciou em 21 de junho e termina em 22 de setembro. Portanto, a baixa temperatura, que voltou nas últimas horas, é normal. Anormal para o período foi o calor dos últimos dias. Até poderíamos dizer que o frio voltou para casa. O problema é que estávamos mal-acostumados com o veranico. Pior ainda, são as consequências dessas mudanças bruscas de temperaturas. Mangas curtas ou luvas, estamos no Rio Grande do Sul. Reclamamos. Mas sabemos que é assim mesmo.

Trilha sonora

O ano, 1981. No rádio tocava a banda inglesa The Police: Spirits In The Material World

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Teclando

Segunda-Feira, 10/07/2017 às 07:30, por Luiz Carlos Schneider

Civilização da baderna

A partir de amanhã, 11 de julho, será proibido consumir bebidas alcoólicas nos locais públicos em Passo Fundo. A medida atinge diretamente a baderna que tomou conta das ruas da cidade. Aliás, esse é o propósito da Lei Municipal nº 5.240. Mas é bom deixar bem claro que esta norma não é um simples passe de mágica. A sociedade deve fazer a sua parte para garantir que ela tenha eficácia. É interessante lembrar que nos últimos dias a baderna já encolheu. Parece que a cidadania deu ares da graça e fortaleceu a sociedade. A proibição de beber nas ruas é o pulo do gato, instrumentalizando a ação pública. Mas a situação é complexa e exige outros passos importantes. Como a educação vem de casa, os pais devem fazer a sua parte. A comercialização de bebidas também exige um trabalho consciente e responsável. E para quem tem idade para isso e deseja beber, não faltam excelentes opções em Passo Fundo. Baderna por quê? Somos civilizados.

Verde

Repicando entre modismos, estamos sempre um busca daquilo que é considerado politicamente correto. Na prática, são posturas com prazo de validade. Há algumas décadas, eclodiu uma onda ecológica. Mas o viva o verde foi caindo no esquecimento, abrindo espaço para outros temas da moda. Tanto que pouca gente fala sobre o verde urbano. Após as chuvaradas de maio, algumas árvores apodrecidas ou debilitadas acabaram despencando. E não houve replantio. Ah, se fosse lá por 1980 a 1990, teríamos até passeatas. As árvores nos canteiros e praças representam qualidade de vida. Mas, para evitar transtornos, é necessário escolher bem as espécies e locais. Viva o verde. Mas com planejamento e bom senso.

Violência

Criminalidade não é uma simples consequência estatística. Quando o assunto é violência, não são os números que medem a dor e o pavor. Infelizmente, o termômetro desta realidade está nas ruas ou nas páginas policiais. A violência preocupa. Aqui e lá longe. As mortes ocorridas nos últimos dias assustam. Especialmente em Passo Fundo, pois aquilo que ocorre mais próximo é mais contundente. Não importam as motivações do crime. Latrocínio ou homicídio resultam em mortes. Um caso ali, outro lá. Desespero de familiares e amigos, indignação coletiva. A violência ainda gera uma agressão psicológica coletiva.

Falta didática?

Quando vou colocar o pé na faixa de segurança e um carro para, eu fico sem jeito diante de um gesto que deveria ser habitual. Nem só de pessoas mal-educadas vive o nosso trânsito. Venho observando que a turma está ficando mais tranquila. Esperam o carro em frente estacionar e não buzinam, sinalizam, param na faixa de segurança e até sorriem. Mas é claro que nem todos são assim. Não são apenas mal-educados. São infratores. E não são apenas aqueles que falam ao celular. Nos locais onde a sinaleira não têm câmeras, não existe vermelho. E, nesse quesito, os motoqueiros são imbatíveis. Será que as multas não teriam um poder didático?

Trilha sonora

Em 1975, auge do movimento nativista, a linda música de Luiz Coronel e Marco Aurélio Vasconcellos. Da flauta de Plauto Cruz saiu o canto do quero-quero, acompanhando o impecável Ivo Fraga: Cordas de Espinho

https://goo.gl/rkypJD

 




Teclando

Segunda-Feira, 03/07/2017 às 07:30, por Luiz Carlos Schneider

 Globalização do conhecimento

O planeta vive em evolução ininterrupta. Os humanos, que se auto-intitulam donos do pedaço, também estão sempre evoluindo. Mas evoluir não é um simples crescimento materialista ou uma síndrome desenvolvimentista. A evolução é um avanço que transcende conceitos e não tropeça em preconceitos. Evoluir é obter novos conhecimentos e saber aproveitá-los. A ciência vem tendo uma evolução fantástica, nos propiciando qualidade de vida e suporte físico para o crescimento espiritual. A tecnologia nos transformou em seres conectados e interligados, derrubando barreiras e eliminando distâncias. Ao mesmo tempo, despencaram preconceitos e vivemos num novo mundo. Surgiu uma nova globalização, que sucedeu à multinacionalização. É a globalização do conhecimento. Mas será que estamos preparados para isso?

Libertinagem

Lidar com a tecnologia não é nenhuma barbada. E não estou falando apenas em manusear os equipamentos e suas novidades. Ainda não aprendemos a lidar com a instantaneidade da informação. Nos Faces e Whats da vida, rola de tudo e mais um pouco. Filmam e fotografam pessoas morrendo, corpos ensanguentados, brigas familiares e as mais explícitas intimidades. E distribuem essas imagens que logo se espalham em razão geométrica. As pessoas confundem liberdade com libertinagem. Não há respeito à privacidade e nem limites. Isso não é apenas um despreparo. É a falta ou a não evolução da educação que vem de berço.

 Veracidade

Mas um grave problema está relacionado à veracidade das informações. As pessoas recebem uma mensagem e, cheias de convicção, não param para pensar e imediatamente repassam para os amigos. Dentre tantos, alguns boatos até viraram “notícia”. É o caso do fake de 1,8 milhões de refugiados que chegariam ao Brasil em13 navios. Ou sobre quem rouba celular até o valor de R$ 500 não seria mais preso. Além dessas baboseiras, surgem comentários de pessoas bem articuladas, passando a maior credibilidade para dizer algo inverídico. E muita gente esclarecida embarca nessa, como se a suposta análise fosse verídica.

 Guerrilha

Além do despreparado de muitas pessoas, ainda temos que enfrentar a má-índole daqueles que fomentam uma guerrilha de inverdades. Isso ocorre exatamente num momento em que as instituições estão fragilizadas. É claro que por trás disso há interesses, da concepção à distribuição. Mas quem tiver um pingo de bom senso pode evitar esse tipo de propagação. Basta parar para pensar um pouco ao receber uma dessas informações bombásticas. Ainda vigora o princípio de que a sua lógica vale mais do que uma postagem estranha. Mas, ao que parece, ainda não estamos preparados para conviver com novos conhecimentos. Ou seriam os neurônios que atravessam uma coletiva crise de identidade?

 Aeroclube

Mais do que simplesmente ensinar a voar, o Aeroclube de Passo Fundo está preparando profissionais para a aviação. Na semana passada, dois jovens pilotos foram convocados para uma segunda etapa de testes na Azul Linhas Aéreas. Egressos do curso de Piloto Privado, eles também concluíram o curso de Ciências Aeronáuticas da PUC. O Aeroclube terá uma nova turma, em agosto, com aulas teóricas noturnas. Alunos de hoje, comandantes de amanhã.

 Trilha sonora

Voltando a 1979 com Carly Simon: Just Like You Do 

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https://goo.gl/xX9iE4

 

 




Teclando

Segunda-Feira, 26/06/2017 às 07:30, por Luiz Carlos Schneider

Atacado e varejo

As pessoas reclamam em relação ao trânsito em Passo Fundo. Dificuldades para encontrar locais onde estacionar e pequenos engarrafamentos estão no topo das queixas. É inegável, há problemas de atacado e de varejo. Tudo começa pelo ponto de vista de onde vem a reclamação. Falam que há carros em excesso, quando sabemos que o ponto falho não pode ser a abundância. Ou haveria algum preconceito para delimitar quem pode ou não pode possuir um automóvel? Ora, o defeito é a deficiência e, portanto, o erro está na falta de estrutura viária. E como essa falha é antiga e ampla, é um problema de atacado. Mas entendo que o maior inconveniente não é estrutural. Então, chegamos ao varejo: motoristas e pedestres. Aposto que até aqui todos, ou quase todos, estão concordando comigo, pois se consideram bons motoristas e pedestres comportados. Será?

Atacado

Manter as ruas em boas condições de trafegabilidade já é uma complexidade. Realizar obras no trânsito é uma dificuldade ainda maior. As grandes obras transformadoras sequer estão na memória das mais recentes gerações. Nos últimos 40 anos tivemos três grandes intervenções públicas no cenário urbano: a permuta de área entre município e RFFSA, com a retirada dos trilhos da Avenida Sete e surgimento do Parque da Gare; as perimetrais e a ligação da Pellegrini com a Benjamin Constant. Depois disso, é claro, houve muitas obras, mas nada de revolucionário.

Varejo

Dobrando da 15 de Novembro para entrar na Paissandu, o motorista de uma caminhonete estava falando ao celular na mão direita. Não bastasse essa infração, ainda estava com um lindo cachorrinho envolto no braço esquerdo. Tudo isso sem o cinto de segurança. Ou seja, o cara é triinfrator. No varejo o problema é bem mais complexo. Há pessoas que só colocam o cinto de segurança quando passam em frente à polícia rodoviária. Outros usam e abusam do smartphone enquanto dirigem. À noite nos cruzamentos a maioria dos motoqueiros passa com o sinal vermelho. É correto andar sem o cinto, usar o celular ou buzinar por qualquer coisinha? E, então, ainda se acham bons motoristas?

Difícil

O trânsito em Passo Fundo exige ações no atacado e no varejo. No atacado devemos ter um pouco de visionários e muito em investimentos. Túneis ou viadutos, metrô ou aeromóvel? Não digam que isso é loucura. Falavam o mesmo sobre as perimetrais. Então, no atacado a solução pode vir de um planejamento arrojado. Difícil, mas não impossível. Já no varejo o problema é a má-educação. Punir ajuda, mas não muda a índole dos infratores natos. O problema dos maus motoristas é que se consideram sempre certos ou até mesmo imunes às leis. Educação é o único caminho. Difícil, mas não impossível.

Mesa Um

A Academia da Mesa Um do Bar Oásis segue com agenda movimentada. Na semana passada a sessão solene teve como paraninfo Álvaro Fonseca, o Neco. O encontro no Clube Comercial marcou o retorno ao plenário de Aniello D’Arienzo. Desta vez a Lisete abusou no almeirão com um glacê balsâmico. Mas o pudim do Biazi foi o maior sucesso.

Trilha sonora

Gravação de 1966. Burt Bacharach: Nikki

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Teclando

Segunda-Feira, 19/06/2017 às 08:00, por Luiz Carlos Schneider

Marcando no tempo

Lá pelos meus 18 aninhos, enxergava um cara com 30 anos como um senhor. Com 40 ou 50 já era considerado um velho. Imaginem o que eu pensava a respeito de quem tinha mais de 60 anos? Meus conceitos foram mudando radicalmente com o passar dos anos. E não foi em causa própria, pois o tempo nos oferece novos ângulos para observar a idade dos outros. Para cima e para baixo. Essa cronologia tem uma concepção bem diferente quando não se trata de pessoas. As cidades, empresas ou marcas, ostentam um grande orgulho pela antiguidade. O tempo deixa marcas no corpo das pessoas, mas valoriza as corporações mais velhas. Em muitas situações, chegar ao centenário é uma façanha. Então, dizer o quê sobre os 92 anos de O Nacional? Ora, que faltam apenas oito anos para a festa do centenário. Ou seja, é logo ali!

Lições da chuva

Depois da chuva vem o trabalho. É hora de reconstruir aquilo que a chuvarada estragou. Com o excesso de água, soltaram muitas lajotas nas calçadas. Infelizmente, poucos proprietários estão restaurando o passeio público. Também é o momento para recuperar e redimensionar tubulações. Ainda ficaram rachaduras e buracos no asfalto. Mas, nesse período, o mais importante é tirar proveito das lições deixadas pela chuva. Uma delas foi demonstrar o perigo que representam as árvores podres ou ocas. Depois de encharcadas, ficam muito pesadas e acabam quebrando e podem causar vítimas. Áreas onde ocorreram alagamentos também merecem melhorias e ações preventivas. Enfim, não podemos perder o embalo das águas para nos prevenir em relação às próximas chuvas.

Fumaça globalizada

Nem mesmo eu acredito que há seis anos parei de fumar. Mas continuo atento às marcas e embalagens. Tempos de piá colecionava carteiras, montava álbuns em cadernos colando recortes das embalagens. Eram marcas brasileiras de cigarros sem filtro como Continental, Hollywood, Belmont, Tufuma, Eldorado e Lincoln. Com filtro tinha Minister, Rochester, EF e Presidente. Agora, conhecidas marcas brasileiras estão sendo substituídas por marcas internacionais. Carlton virou Dunhill, Free está mudando para Kent e Dallas é Chesterfield. Será que nessa globalização sai uma fumacinha de royalties?

Sem atrativo

Em Passo Fundo, os supermercados fecharam no feriado de Corpus Christi e neste domingo. De quinta-feira a domingo, ou seja, em quatro dias, abriram em dois e fecharam em outros dois. Os fechamentos começaram com datas especiais, depois vieram os domingos a cada mês e mais feriados. Passo Fundo, como uma cidade de porte, tinha supermercados fechados apenas em algumas datas. Eram exceções. Agora a exceção virou regra e já estamos perdendo para cidades bem menores. Isso é um desprezo ao próprio perfil da cidade, agora uma terra de passagem sem um importante atrativo para uma parada.

Trilha sonora

Em 1972 as músicas das telenovelas conquistavam o público brasileiro. Uma faixa romântica da trilha de Selva de Pedra embalou muitas paixões. Era ligar o rádio e estava rodando B J Thomas: Rock And Roll Lulluby

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