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Colunistas


Teclando

Segunda-Feira, 19/06/2017 às 08:00, por Luiz Carlos Schneider

Marcando no tempo

Lá pelos meus 18 aninhos, enxergava um cara com 30 anos como um senhor. Com 40 ou 50 já era considerado um velho. Imaginem o que eu pensava a respeito de quem tinha mais de 60 anos? Meus conceitos foram mudando radicalmente com o passar dos anos. E não foi em causa própria, pois o tempo nos oferece novos ângulos para observar a idade dos outros. Para cima e para baixo. Essa cronologia tem uma concepção bem diferente quando não se trata de pessoas. As cidades, empresas ou marcas, ostentam um grande orgulho pela antiguidade. O tempo deixa marcas no corpo das pessoas, mas valoriza as corporações mais velhas. Em muitas situações, chegar ao centenário é uma façanha. Então, dizer o quê sobre os 92 anos de O Nacional? Ora, que faltam apenas oito anos para a festa do centenário. Ou seja, é logo ali!

Lições da chuva

Depois da chuva vem o trabalho. É hora de reconstruir aquilo que a chuvarada estragou. Com o excesso de água, soltaram muitas lajotas nas calçadas. Infelizmente, poucos proprietários estão restaurando o passeio público. Também é o momento para recuperar e redimensionar tubulações. Ainda ficaram rachaduras e buracos no asfalto. Mas, nesse período, o mais importante é tirar proveito das lições deixadas pela chuva. Uma delas foi demonstrar o perigo que representam as árvores podres ou ocas. Depois de encharcadas, ficam muito pesadas e acabam quebrando e podem causar vítimas. Áreas onde ocorreram alagamentos também merecem melhorias e ações preventivas. Enfim, não podemos perder o embalo das águas para nos prevenir em relação às próximas chuvas.

Fumaça globalizada

Nem mesmo eu acredito que há seis anos parei de fumar. Mas continuo atento às marcas e embalagens. Tempos de piá colecionava carteiras, montava álbuns em cadernos colando recortes das embalagens. Eram marcas brasileiras de cigarros sem filtro como Continental, Hollywood, Belmont, Tufuma, Eldorado e Lincoln. Com filtro tinha Minister, Rochester, EF e Presidente. Agora, conhecidas marcas brasileiras estão sendo substituídas por marcas internacionais. Carlton virou Dunhill, Free está mudando para Kent e Dallas é Chesterfield. Será que nessa globalização sai uma fumacinha de royalties?

Sem atrativo

Em Passo Fundo, os supermercados fecharam no feriado de Corpus Christi e neste domingo. De quinta-feira a domingo, ou seja, em quatro dias, abriram em dois e fecharam em outros dois. Os fechamentos começaram com datas especiais, depois vieram os domingos a cada mês e mais feriados. Passo Fundo, como uma cidade de porte, tinha supermercados fechados apenas em algumas datas. Eram exceções. Agora a exceção virou regra e já estamos perdendo para cidades bem menores. Isso é um desprezo ao próprio perfil da cidade, agora uma terra de passagem sem um importante atrativo para uma parada.

Trilha sonora

Em 1972 as músicas das telenovelas conquistavam o público brasileiro. Uma faixa romântica da trilha de Selva de Pedra embalou muitas paixões. Era ligar o rádio e estava rodando B J Thomas: Rock And Roll Lulluby

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Teclando

Segunda-Feira, 12/06/2017 às 07:30, por Luiz Carlos Schneider

Disfarçando

Há mais de dez anos, entrei num restaurante e havia algo diferente. As velas acesas sobre as mesas já era uma tradição da casa. Mas naquela noite carregaram na penumbra do ambiente. Fiquei intrigado com aquele clima. Não havia grupos ou crianças e cada mesa tinha apenas duas pessoas. Ou melhor, um casal... Sim, só havia casais. Então despencou o calendário: era 12 de junho, Dia dos Namorados. ¡Y yosolito! Era o único cliente desacompanhado. A partir disso parecia que todos ficaram me observando. Estava cercado pelo fogo da paixão, mas esquentou para o meu lado. Bateu um calorãoe me sentia um marciano com febre em meio aos terráqueos apaixonados. Olhar para as mesas ao redor seria uma indiscrição, então meus olhos oscilavam entre o teto e o guardanapo sobre a mesa. E, para iludir a solidão, fiquei batendo um papo com o meu velho amigo Jack. Com gelo, claro, para também manter as mãos ocupadas. Ah, nesta segunda-feira vou pedir outra dose. – Por favor, um Jack Daniel’s. Com muito gelo...

Aquecendo

O Dia dos Namorados também é marcado pelos presentes. E como quem dá também recebe, de cada paixão partem duas flechas do cupido. São as centelhas que aquecem as vendas do comércio. Mas não vamos perder o foco deste fogo. Entre a troca de presentes e a troca de carícias,há um lírico interlúdio: o jantar.Músicas suaves, promoções temáticas e delícias com pitadas afrodisíacas esperam pelos amantes. Não faltam excelentes opções para um romântico jantar em Passo Fundo, dimensionadas para todos os bolsos. Tudo para propiciar o maior deleite aos namorados. O prazer começa pela mesa.

Esperando

Ninguém gosta de entrar numa fila. Engarrafamento no trânsito até parece algo insuportável. As pessoas não conseguem aguardar para que haja espaço, permitindo que o fluxo dos veículos ande novamente. A espera deve afetar os neurônios, produzindo raiva e aflorando a má-educação. Buzinar não resolve, mas todos buzinam. Acreditam que o barulho é uma maneirapara expelir a raiva através dasondas sonoras. Essa conduta é correta? Então, qual será o comportamento desses motoristas nervosinhos hoje à noite? Também irão buzinar e esbravejar na fila do motel? Duvido!

Almoçando

Aqui em Passo Fundo, nem só de jantar vivem os namorados. Nesta segunda-feira, o Restaurante Requinte servirá um almoço dos namorados. A ideia do Chico tem lógica, até porque o amor não tem hora.Proposta sugestiva para rolar um clima de matinê...

Voando

A partir de julho não teremos mais voos diretos da Azul entre Passo Fundo e Porto Alegre. Coincidentemente, em 03 de julho a empresa inicia a ligação entre Porto Alegre e Santo Ângelo. Para Passo Fundo eram apenas três frequências semanais, para Santo Ângelo serão quatro. Os horários são praticamente os mesmos. Passo Fundo 200 mil habitantes, Santo Ângelo 80 mil. Interessante.

Trilha sonora

Em 1960, da parceria entre Carlos Lyra e Vinícius de Moraes surgiu uma antológica e envolvente canção romântica. Dentre tantas gravações, acho linda a de Maria Creuza, Toquinho e Vinícius: Minha Namorada

http://migre.me/wA38k.




Teclando

Segunda-Feira, 05/06/2017 às 08:00, por Luiz Carlos Schneider

Voando na chuva

Em época de tanta chuva, nem pássaros vemos no céu. Em relação aos aviões a situação é ambígua. Nos últimos dias, três voos com destino a Chapecó alternaram Passo Fundo. Em 18 e 24 de maio e em 1º de junho, os aviões da Azul que vinham de Campinas para Chapecó, pousaram em Passo Fundo. Isso graças ao novo sistema de cartas de aproximação RNAV, que teve custo zero e permite operações com menor visibilidade. Mas o inverno, mais uma vez, levou a empresa a cancelar os (poucos) voos para Porto Alegre a partir de julho. A medida, certamente, é para evitar onerosos cancelamentos. E já que estamos no aeroporto, esses dias alguns cavalos desfilaram pela pista e pelo pátio. E não teria ocorrido nenhuma invasão de propriedade, pois, pelo que comentam, os equinos também pertencem ao Estado. Um perigo, claro, mas nada que um reparo numa cerca não resolva.

Chuva

Falar em chuva em uma época de muita chuva é chover no molhado. Mas não tem como secar o assunto. Após um sábado atípico, onde até enxergamos o sol, já na madrugada de domingo a chuva regressou. Não faltam consequências após tamanha chuva. As lavanderias estão abarrotadas com tanto serviço. Nas cidades enfrentamos lajotas soltas e surgem rachaduras no asfalto. E durante a semana o tempo irá continuar chuvoso. Há previsão de muita água no meio da semana. Como o solo está bastante encharcado, continuamos na iminência de inundações e quedas de barreiras. É muita chuva. As consequências são óbvias.

Dourado do Mar

Na semana passada, o Clube Comercial albergou mais uma sessão solene e ordinária da Mesa Um do Bar Oásis. O paraninfo da noite foi o confrade Cesar Nicoleit. Para atender aos exigentes paladares, teve até um Dourado do Mar, que a Lisete preparou com um crocante molho de amêndoas. Já o Biazi jura que foi ele quem fez o pudim da sobremesa. E nós acreditamos. No comando hidráulico estava o conhecido Xerife, que também assina Valdir de Oliveira. Grande encontro da Mesa Um, Cesar. É, como dizem lá no teu sul-catarinense, arrombastes!

Aldrian

O amigo Aldrian Ramires está encerrando um ciclo de mais de 37 anos. No final deste mês deixará de distribuir o Correio do Povo em Passo Fundo. Desde 1980, ele atuou na Caldas Júnior, com a distribuição do Correio do Povo, Folha da Manhã e Folha da Tarde, além de representar a Rádio e a TV Guaíba. A distribuição de jornais, sabemos muito bem, é uma tarefa que exige muita dedicação. Aldrian explica que a decisão foi técnica e faz parte de um plano de vida. Na prática, um segundo ato após o fechamento da tradicional Revisteira Central.

Amplitude

Com tanta sujeira, aliás, nojeira mesmo, a política ficou bem menos atrativa. E isso não é pelo banho-maria em que colocaram as maracutaias. É uma crise muito ampla. Evaporam-se os ideais, achatam-se ideologias. Os holofotes desviaram-se das tribunas para os tribunais. As editorias de política e polícia já trocam figurinhas.

Trilha sonora

O lançamento da música completa meio século, mas a obra de Burt Bacharach e Hal David é sempre atual. Ainda mais com o próprio Bacharach ao piano e a voz de Dionne Warwick: I Say a Little Prayer

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Teclando

Segunda-Feira, 29/05/2017 às 08:00, por Luiz Carlos Schneider

Brincando com a chuva

Choveu, chove e choverá. A mesma água que representa vida, também se transforma em desgraça quando em excesso. A chuvarada é um fenômeno natural que pode ter tristes consequências pela má-conduta humana. Começa pelo fato de habitar áreas de alagamento, passa pela falta de planejamento urbano e é agravada pelos detritos que espalha. Sim, mas e quando chove em excesso, como agora? Culpa da natureza? Não. Como não é habitual, é um fenômeno. Porém, esse fenômeno é natural, pois pode acontecer em períodos aleatórios. Mas nós, os racionais, atiramos a culpa na natureza. Esquecemos de que já sabíamos que volta e meia acontecem cheias, enchentes, alagamentos e inundações. Portando, tudo isso é previsível. São situações que conhecemos bem. Talvez, ainda não aprendemos a lidar com elas.

Chovendo no molhado

Nos últimos dias jorrou muita água. Enchentes em muitos pontos do Rio Grande do Sul que, em alguns casos, transformaram-se em inundações. Situações de emergência aqui e em outros estados. E, segundo a Dona Meteorologia, nesta semana continua o aguaceiro. Essa previsão não é nada boa. Depois de tanta chuva o solo está bastante encharcado e, com mais chuva, aumentam os riscos de alagamentos e desmoronamentos. Um perigo iminente não apenas para as áreas já atingidas. Devemos ficar atentos aos possíveis alagamentos nas cidades e também às quedas de barreiras nas estradas.

Na beira do rio

Em algumas cidades as enchentes são cíclicas e, portanto, um fenômeno aguardado. E não adianta colocar a culpa em ninguém. É o caso de muitos locais escolhidos pelos imigrantes europeus, que se instalaram em áreas de solo fértil à beira de rios. Nesses vales, de tempos em tempos, ocorrem inundações. São locais classificados como áreas de inundações, mesmo que fiquem muitos anos sem registar problemas. É o exemplo de Blumenau, seguidamente atingida pelas águas do Rio Itajaí-Açu. Nessas mesmas áreas, as enchentes também são mais frequentes e atingem a população ribeirinha.

Pensando na chuva

Já os alagamentos urbanos, também ocorrem em consequência de fenômenos naturais. Nas cidades o ser humano ainda dá uma mãozinha para piorar a situação. O desleixo com o lixo, sacolas plásticas e outros entulhos acaba agravando a situação. Aí um rápido alagamento se transforma em uma perigosa inundação. Isso geralmente acontece naqueles mesmos locais, áreas próximas aos rios e galerias. Ocorre que não pensamos muito na chuva do futuro e, raramente, encontramos uma cidade que tenha esgotos pluviais planejados para um extraordinário volume de água. Basta uma pancada forte de chuva para inundar ruas e calçadas. Depois que a chuva passa, parece que nos esquecemos de que ela vai voltar. Tomara que alguns pingos dessa chuvarada refresquem a consciência. Está na hora de planejar e construir pensando (grande) na chuva de amanhã.

Trilha sonora

Em 1967, a Bossa Nova era moda nos Estados Unidos e o pianista Sérgio Mendes estava em alta com seu Brasil’66, que reuniu músicos brasileiros e norte-americanos e as vocalistas Lani Hall e Janis Hansen. Com produção do trompetista Herb Alpert, gravou Jorge Ben Jor: Chove chuva.

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Teclando

Segunda-Feira, 22/05/2017 às 08:00, por Luiz Carlos Schneider

Os interésses

Os últimos acontecimentos, ou melhor, as últimas revelações chacoalharam com o País. Foi impactante, claro. Muitos ficaram surpresos ou escandalizados diante das denúncias. Confesso que não me admirei com a tamanha fedentina da safadeza. Sempre soubemos que a patifaria existe e é exercida com intensa regularidade. Quando a cidadania é ofuscada ou vilipendiada, podemos encontrar um rumo nos fundamentos do Estado. Assim, recorrendo àTeoria Geral do Estado, recordo do professor Dárcio Viera Marques enfatizando o Bem Comum como objetivo do Estado. Porém, a praxe transformou os fundamentos. O bem e o mal se confundem na penumbra da ganância, enquanto o incomum transformou-se em comum. Infelizmente, a corrupção foi institucionalizada como um novo elemento do Estado. E, pior ainda, um elemento objetivo! Deteriora poderes e determina comportamentos retrógrados para a sociedade. Age do vértice à base e vice-versa. O Brizola tinha razão quando nos alertava sobre os interésses. São essesinterésses que produzem a incontrolável energia que movimenta a corrupção.

Os interessados

A primeira tijolada veio de uma grande empreiteira. Depois, o monopólio da carne deu um bife na cara. O construtor e o açougueiro seriam os únicos coniventes? Se a grande empreiteira e o conglomerado de frigoríficos fizeram um estrago desses, será que isso seria tudo? Não. É óbvio que não. Num exercício de imaginação com uma dose de lógica, como seriam as relações das sempre alvissareirasinstituições financeirascom o poder público? Ou esse seria um exercício de lógica com apenas uma pitada de imaginação? Para compreensão dos interesses, necessitamos conhecer os principais interessados.

As condutas

A corrupção, a propina ou os desvios de verbas têm em comum o mau-caráter dos envolvidos. Se roubarem serão desonestos, nem que seja pelo desvio de uma agulha. Honestidade, sabemos muito bem, não é nenhuma virtude. É uma obrigação. Então, para ocupantes de cargos públicos em todas as esferas a probidade é indispensável. Mas muitos políticos desconhecem esse conceito, pois, quando em campanha, alardeiam a sua (pretensa) honestidade. Pouco importa se já nasceram corruptos ou foram corrompidos. Nas duas situações estará em evidência a má-índole.

As peças

Aqueles que seriam bonzinhos ficaram ruins. Os que eram ruins agora são péssimos. A enfadonha discussão entre A e B perdeu o rumo no cruzamento dos culpados. Diante das ratazanas no palco da vergonha, a plateia ficou ambidestra. Nelson Rodrigues não poderia ficar de fora dessa tragédia, apenas para lembrar que toda unanimidade é burra. Então, até queponto issopode ser um risco à própria sociedade?Não sabemos, pois nesse imenso tabuleiro observamos apenas o movimento das peças. Mas ainda não enxergamos quem as movimenta. Vamos aguardar, para saber o quê vem por aí?

Trilha sonora

O filme é de 1970, com música de StelvioCipriani. O tema principal ganhou a bela interpretação de Fausto Pepetti ao sax: Anonimo Veneziano
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