Flagrantes - 24-25/07/2010
Segunda-Feira, 26/07/2010 por Meirelles Duarte

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Flagrantes - 17-18/07/2010
Segunda-Feira, 19/07/2010 por Meirelles Duarte

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A morte do Capitão Raul Matté - 17-18/07/2010
Segunda-Feira, 19/07/2010 por Meirelles Duarte

No alto dos céus o campeonato de futebol está com suas formações quase completo. O Gaúcho, quase por inteiro, que foi da fase de ouro das décadas de 1960 e 1970, já conta com quase todos os seus titulares, chegando agora, o indispensável para qualquer formação, ou seja, o capitão da equipe. Raul Matté, depois de viver 67 anos entre nós já reencontrou seus velhos companheiros, constatando que uma equipe inteira lá já está formada. Desde Nadir, Machado, João Pontes, Maneca, Prinche, Gradin, Gringo, o eterno Bebeto, Serginho, Moreno, Banana, o técnico Altino Nascimento, o patrono Wolmar Salton, lá estão para marcar uma nova e eterna etapa juntos. O desaparecimento de Raul, que ocorreu na última terça-feira, chocou muito a velha guarda,como ocorreu quando seus antecessores partiram. Viveu, Raul, a chamada fase de ouro de nosso futebol, quer como jogador, como treinador e mais recentemente como dirigente de equipes de base. Aqui chegou em l965. Já no ano seguinte participou da maior conquista do Gaúcho, a de campeão estadual da B e integrante da divisão especial do futebol gaúcho. Diante dos maiores clubes, passou a brilhar, marcando sua presença em jogos que ficaram inesquecíveis. Todos estão lembrados de 1969, quando o Gaúcho enfrentou o Internacional no Beira-Rio. Raul marcou um golaço e só não vencemos porque Claudiomiro, ao final da partida, marcou o gol de empate. Veio a Taça Atlântico, e formou-se uma seleção só com jogadores do interior, quando Raul não só foi convocado como levou no braço a faixa de capitão da seleção gaúcha e brasileira. Disputamos com equipes de renome como Penharol e Nacional do Uruguai e Racing da Argentina. Conseguimos levantar o título numa memorável campanha. Raul, antes de encerrar sua carreira como jogador, atuou em algumas equipes do interior. Assumindo como treinador inclusive do próprio Gaúcho, onde começou, e teve brilhante passagem nesta área, só não dando seguimento às atividades para não se distanciar dos familiares, todos aqui residentes. Ao final de suas atividades, Raul dirigiu as equipes de base do Internacional, formadas por garotos de nossa cidade, revelando vários deles para o clube da capital do Estado. Num reconhecimento ao seu trabalho, o cônsul Jaime Bridi o homenageou colocando a bandeira do Internacional ao lado da do Gaúcho no seu sepultamento. O programa Esportes no 20 da Net apresentará nesta segunda-feira às 21h30 um trabalho feito em pleno Cemitério Memorial da Paz com ex-atletas, muitos destes sem condições para falar tal a emoção de que estavam tomados. Raul deixou sua mãe, senhora Maria Alves Matté, com 95 anos de idade, que com ele residia. Foi casado, em primeiras núpcias, com a senhora Jussara Feijó Vieira, com quem teve 5 filhos, todos maiores, que lhe deram 9 netos. Em segundas núpcias consorciou-se com a senhora Sonia Gabin, com quem viveu até a sua morte. Raul Matté foi vítima do mesmo tipo de hepatite que vitimou todos os seus companheiros que já faleceram deixando ainda três deles em estado grave entre nós. Tudo resultado de um sistema totalmente condenável na aplicação de fortificantes às vésperas dos jogos, numa única seringa, o que terminou por contagiar praticamente a todos os jogadores. Aniello D'Arienzo foi o presidente que mais tempo conviveu com Raul e trouxe em sua mensagem recordações dos grandes momentos vividos com o espírito disciplinador de um jogador guerreiro e que nunca saiu dos princípios de disciplina e dedicação ao clube.

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Coluna Meirelles - 10-11/07/2010
Segunda-Feira, 12/07/2010 por Meirelles Duarte

       Quase todos os pais têm dificuldades muito grandes na convivência com os filhos. Especialmente nos dias de hoje. Alguns pais, que podem, lêem livros e revistas sobre educação e psicologia. Mas nenhum deles dá a formula mágica.
        Embora queiramos  ser um pai ou uma mãe modernos, vive-se pensando ou dizendo : -“no meu tempo não era assim... a gente obedecia aos pais...nunca fumei perto deles...nunca os contradisse...agora tudo está mudado. Não entendo mais nada...”
         Às vezes ficamos escandalizados com a liberdade de expressão dos filhos,o modo de se vestir, de se comportar. “Só soube dessas coisas depois que casei....Agora falam abertamente rapazes e moças...” dizem os pais. Muitos não têm coragem de conversar com o seu filho. Acham que perderiam a autoridade. As ordens dos pais, muitas vezes são consideradas “quadradas” e nem sempre obedecidas. “Nossos filhos estudam e aprendem tanta coisa que nós não aprendemos...”
    Mas, “um filho sábio ama a disciplina e o incorrigível não aceita a repreensão”, diz o Livro dos Provérbios. O livro dos provérbios, um dos livros da Bíblia, ainda diz:  “Corrige teu filho, enquanto há esperança, mas não te enfureças até faze-lo perecer”.É dever dos pais ensinar os filhos,pouco a pouco,sobretudo pelo exemplo.Estabelecer um espírito amigável,para superar a distâncias da idade.Muitos pais fazem “uma tempestade num copo d’água”.Outros enfrentam as maiores dificuldades com segurança e maturidade.Entre estes dois pólos,está a agressividade.O fato das crianças desde pequeninas se acostumarem a assistir na televisão a constantes cenas de violência é prejudicial,certamente.Para elas, tratar seu semelhante com violência torna-se coisa mais natural.Afinal foi assim que aprendeu,por meio da TV.
   É melhor para as crianças ter a oportunidade de viver,correr,brincar,ser livre,criar seu próprio espaço do que ficar plantada,horas,na frente da televisão ou computador,assistindo cenas de violência...

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