Nos 25 anos do Passo Fundo, homenagem aos seis presidentes
Sábado, 19/02/2011 por Meirelles Duarte

Nas comemorações dos brilhantes 25 anos de vida do Esporte Clube Passo Fundo, a homenagem aos que até aqui dirigiram o clube, com o valor de seus trabalhos e a força dos seus prestígios pessoais:
O primeiro, patrono e o que mais presidiu o Passo Fundo, Elói Selésio Taschetto, a homenagem pelo muito que fez.
Nelson Lanza, que foi vice no nascimento do clube e  sucedeu Elói Taschetto na presidência.
Paraguassu Soares, que sucedeu Lanza, ao lado do saudoso empresário e grande benemérito Tranquilo Grazziotin.
Rovílio Siviero, que sempre esteve presente com as direções, presidiu após Elói Taschetto ter retornado a Presidência.
Elvoní Piaia, que sucedeu Elói Taschetto que havia voltado à presidência, pela 3ª vez,  com uma gestão fecunda.
Carlos Augusto de Castro, atual presidente, vem mantendo-se com enorme destaque se  constituindo na mais agradável surpresa, congregando grande número de participantes.
Como 1° Vice-presidente, Daniel Winik foi o grande baluarte no nascimento do clube, organizando com Nelson Lanza, todo o plante e departamento de futebol, assina o ingresso do clube na cobertura da RBS.

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O grande benfeitor de Teixeirinha: Eleodoro Antunes Fernandes
Terça-Feira, 15/02/2011 por Meirelles Duarte

O que tenho oferecido aos nobres leitores, nos meus 60 anos de comunicador, são todos fatos e acontecimentos por mim testemunhados. Quando dependo de informações de terceiros, procuro evitar, pois sempre vem destorcido, beneficiando o informante por algum vínculo com o fato. A vida de Teixeirinha, que se tornou concreta no início da década de l960, a testemunhei ao seu lado, eu como radialista ele como um ainda desconhecido violonista, cantor e compositor. Tenho lido e ouvido muitas inverdades, com o objetivo de se auto-promoverem pela posição, ainda hoje desfrutada pelo renomado artista brasileiro. Quero enaltecer um cidadão que raramente é citado e que foi, afirmo com detalhes, o grande benfeitor e a quem se deve a pronta projeção que Teixeirinha teve, culminando com sua fantástica conquista no mundo da música gauchesca. Refiro-me ao empresário Eleodoro Antunes Fernandes, que vindo da sua Santo Ângelo, ao final da década de l940, aqui se estabeleceu com uma oficina de consertos de rádio e eletrolas, e tornou-se o maior nome no ramo, fundando a Casa Sonora, revendendo marcas famosas como RCA Victor, Odeon, Mullard e tantas outras, e tornou-se o maio vendedor de discos na região, dos selos RCA Victor, Odeon e Chantecler. Com o ingresso do quase desconhecido Teixeirinha, na Rádio Passo Fundo, ocupando o espaço dos finais de tarde com o Entardecer no Rio Grande, programa de meia hora de duração, 18,30 à 19 horas, tinha, pela manhã, das 7 às 7h30 o trio Ivo e Marlene Paim e Irai Varella com o Amanhecer no Rio Grande. Sempre foram grandes amigos convivendo como bons gaúchos. Depois de ter seu programa já quase superado, pois poucas eram suas composições, ofereceu espaços para a dupla Orlando e Alfredinho e o trio Cartucho, Cartola e Cartolinha.  Teixeirinha teve o desejo de gravar o seu primeiro disco de 78 rotações, com uma composição de cada lado. Recorreu ao principal patrocinador do seu programa, Casa Sonora, que tinha ainda a Transportadora Sulina, Auto Esporte e Imobiliária Bertóglio que vendia terras agrícolas no Paraná, como parceiras. Como Eleodoro Antunes vendia os discos da Chantecler, deu uma carta de crédito a Teixeirinha, pois a gravadora obrigava os artistas desconhecidos adquirir o mínimo de 500 discos, e a gravação se efetivou. Ao regressar com seu primeiro disco, Teixeirinha chegou na Casa Sonora e pediu que colocassem, próximo a porta, uma eletrola RCA Victor, Garganta de Ouro para chamar a atenção de todos que passassem. Teixeirinha ficava encostado numa das vitrines e a tudo testemunhava. Os discos saíram em poucos dias o que provocou a vinda do representante da Chantecler que aqui chegando, procurava desesperado, pelo endereço do artista para levá-lo a São Paulo para novas gravações, pois seu disco havia estourado em todo o Brasil. Teixeirinha foi, transferiu seu programa para a dupla Orlando e Alfredinho e nunca mais voltou à ele, pois o Brasil inteiro queria conhecê-lo e ouvi-lo. O resto todos sabemos pelo muito que já foi divulgado. Digo isso pois na época de tudo que relatei eu era o Contador da Casa Sonora, mantendo minha atividade no rádio e Jornal, de onde nunca me desliguei. Eleodoro está sepultado na Capital do Estado, mas fez muito por Passo Fundo, principalmente acreditando no sucesso de Teixeirinha quando este era ainda quase desconhecido no cenário artístico brasileiro.

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A morte do campeoníssimo Jujuy da Lagoa
Sexta-Feira, 04/02/2011 por Meirelles Duarte

Deus, na sua imensa bondade, ao criar o homem à Sua semelhança, procurou cercá-lo de tudo que viesse com viver da forma mais íntima dando condições de uma vida compensadora a todos. Tivemos tudo para o homem viver somando seus grandes momentos com os de seus semelhantes e, também, junto às outras criaturas, como os animais, vegetais, enfim a natureza com tudo que possui à serviço  do Senhor, segundo os objetivos da própria existência de cada um. Entre os animais, podemos mencionar que o cavalo e o cachorro são os que mais absorvem o instinto humano, tornando-se dócil, fiel, amigo, passando a figurar como mais um membro da família que os adota. O desaparecimento pelas mais variadas formas, causa uma profunda dor, levando, sempre, às lágrimas, os que com eles conviveram. Foi o que aconteceu no último domingo, quando, em plena atividade de treinamento, enroscando-se num dos obstáculos, na nova quadra da Hípica Gehlen, montado pelo seu inseparável cavaleiro, o campeoníssimo Irineu Gehlen Filho, o cavalo Jujuy da Lagoa, detentor de títulos estaduais, nacionais e internacionais, teve duas patas dianteiras com fraturas expostas, e ante a impossibilidade de uma recuperação física, foi levado ao sacrifício extremo, pela equipe de veterinários que o assistiam. O cavaleiro Irineu Gehlen Filho, após medicado, teve refeita a sua forma física, num de nossos hospitais. Numa grande cova, está hoje o campeoníssimo Jujuy da Lagoa  enterrado, bem próximo da quadra da Hípica, onde sempre treinava para  conduzir Irineuzinho ao somatório dos grandes títulos que conquistou. Será uma presença sempre viva não só para os que tiveram suas faces banhadas em lágrimas, como o casal Irineu Gehlen, seus filhos e netos, que sempre tiveram na docilidade, no vigor, na categoria de Jujuy, como mais um membro desta querida família, que reparte suas atenções, carinho e cuidados especiais, também para os cavalos de sua Hípica, como também aos cães que representam o que existe de mais sincero, amigo e fidelidade que nem sempre encontramos em nossos semelhantes. Jujuy da Lagoa, superou as distâncias, transportado para as mais importantes pistas nas consagradoras competições que deram os títulos que Irineu Gehlen Filho ostenta, sendo um dos maiores nomes sul-americanos nas competições em que figurou, desde títulos estaduais, nacionais e internacionais. Senti de perto a sensação de acariciar, sem qualquer reação negativa, o já saudoso Jujuy. Gozando de cuidados especiais da jovem veterinária Iriana Gehlen, irmã de Irineuzinho, sempre teve o calor da amizade humana que todos que o cercavam, souberam com ele alimentar e fortificar. Assim como no Japão, um cão que teve seu dono morto, visitava, diariamente seu túmulo e teve um monumento em sua homenagem, aqui, bem sei, Jujuy, nas mais variadas formas, jamais será esquecido e roubado da convivência que sempre teve com a família de Irineu Gehlen.

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Ele foi o introdutor de vários esportes: William Richard Schisler
Domingo, 30/01/2011 por Meirelles Duarte

A cidade de Passo Fundo foi escolhida pela Igreja Metodista dos Estados Unidos da América do Norte, para abrigar um dos seus modernos  colégios secundaristas que chegaram para a América Latina. Tudo começou na década de l920. Na cidade de Uruguaiana fundou-se o Colégio União, até hoje em grande e destacada atividade. Para lá foram os primeiros professores oriundos da América do Norte. Dentre os pioneiros estava o jovem e culto William Richard Schisler. Após os primeiros anos lá vividos, foi ele transferido, em l933 para o já existente Instituto Ginasial, hoje Instituto Educacional na cidade de Passo Fundo. A atuação do renomado educador transformou a cidade em muitos setores, especialmente o educacional e esportivo. Com sua dedica esposa Francis, conseguiu formar uma seleta equipe de educadores que, tanto quanto ele, também deixaram sua marca perante os educados, que figuraram entre líderes políticos, empresários e figuras de destaque nos mais variados setores do Estado. Aqui chegando e amante da prática esportiva e do atletismo, Mister Schisler providenciou a construção de um ginásio, de madeira, para as práticas, especialmente do basquete e do vôlei. Começando do zero, conseguiu formar equipes que até hoje estão lá penduradas pelas paredes do educandário como ídolos imortais, que realmente foram. Também na prática do atletismo o colégio conseguiu revelar grandes fundistas, que competiram em provas nacionais e estaduais. Formadas as equipes de basquete e vôlei, os jogos eram nas famosas olimpíadas metodistas, envolvendo os colégios o Ginasial, local, União de Uruguaiana, IPA e Americano, de Porto Alegre e Centenário de Santa Maria. As olimpíadas movimentavam não só os estudantes, mas as cidades por todos os seus membros. A grande imprensa deslocava seus jornalistas para os locais das disputas e                                       os estudantes se transformavam em ídolos. Depois dos pioneirismos que Mister Schisler aqui implantou, os demais colégios foram se organizando, culminando com os clássicos I.E x Conceição que nos referimos na última edição desta coluna. O grande educador norte-americano conquistou a cidade, pela sua dignidade, seriedade e exemplar dedicação ao ensino e na condução dos jovens de ambos os sexos, pois na época, os colégios, especialmente religiosos, separavam estudantes masculinos e femininos. Também a liberdade de culto religioso, mesmo sendo colégio Metodista, abria caminho especialmente para os jovens judeus da região, que tornaram-se famosos no comércio, medicina, política, ainda hoje desfrutando do que aprenderam. No ano de nosso centenário, 1957, o casal Schisler nos deixava, retornando para os Estados Unidos, já aposentados, onde viveram seus últimos anos e lá estão sepultados. Nunca será tarde Passo Fundo um dia, recordar, homenagear e agradecer a gigantesca obra que nos legaram William e Francis Schisler.

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