HONORINO MALHEIROS GRANDE BALUARTE DO GAÚCHO - 11-12/09/2010
Segunda-Feira, 13/09/2010 por Meirelles Duarte

As fases de ouro de nosso futebol foram marcadas por nomes que se constituíam em verdadeiros baluartes da própria estrutura que dava toda a consistência e a permanente vida das agremiações, fazendo-as presentes, de ano para ano, em todas as competições e campeonatos. Quando vivemos esta negra previsão de nosso futebol, sabedores, todos, que os dias se tornam cada vez mais obscuros, as previsões as mais pessimistas, devemos homenagear e reverenciar todos que deram suas vidas pelas suas agremiações. No Gaúcho existiu uma plêiade de cidadãos os mais dignos que marcaram na própria existência de nossos clubes. Hoje vamos recordar um que foi exemplar em tudo o que fez. Nos referimos a Honorino Malheiros, cujo nome está marcado no pavilhão do estádio Wolmar Salton, o pavilhão coberto das cadeiras numeradas. Honorino foi um grande zagueiro do futebol brasileiro. Apareceu no futebol carioca, destacando-se nas fileiras do Botafogo. Do Rio de Janeiro veio para o Internacional. O líder político e fundador do Gaúcho, Victor Issler, fez amizade com Honorino e o convidou para conhecer Passo Fundo com o deseja de vê-lo nas fileiras do Gaúcho. Foi assim que , aqui chegando, de trem, foi convidado para um baile onde compareceu com o líder político e membros do Gaúcho. Neste baile conheceu a jovem Maria Vergueiro, filha do grande líder político, patrono do Gaúcho e médico, doutor Nicolau de Araújo Vergueiro. Deste encontro nasceu o namoro e terminou em casamento.Com o enlace matrimonial, Honorino, já jogador do Gaúcho, passou a viver na cidade tendo recebido do seu sogro a função no 2º Cartório, onde trabalhou até se aposentar com Gerônimo Marques e outros. Tinha uma vida social muito ativa pois tinha facilidade em fazer amigos. Deixando o futebol, como jogador,onde, em nossa cidade formou numa das maiores equipes que o Gaúcho teve nas décadas de l930 e l940, jogando ao lado de Armandinho Mendes, o famoso goleiro Arry Becker, o centro médio Zica, os avantes Jamegão ,  Polaco, Célio e outros, Honorino passou a figurar em todas as diretorias do Gaúcho até sua morte. Era um paisão dos jogadores, dispensando-lhes auxilio de toda a ordem, batizando seus filhos, encaminhando os mais crescidos aos bancos escolares. Quando da construção do pavilhão coberto do estádio Wolmar Salton, para concluí-lo faltou dinheiro, pois uma rifa feita não foi o suficiente. Honorino garantiu o término da obra e teve, ainda em vida, a homenagem de até hoje, mesmo nos escombros do estádio, ter lá gravado seu nome. Para mim que o conheci, posso testemunhar o seu espírito benemérito e bondoso, que a todos cativava. Teve, com Maria Vergueiro, os filhos Eugênio Malheiros, já falecido, Carolina Galvez que reside em Brasília e o advogado Nicolau de Araújo Malheiros. Para ocupar o lugar que sempre foi do nosso homenageado, seu filho, por muitos anos esteve integrado na diretoria do clube alvi-verde, até deixar nossa cidade quando transferiu residência para São Paulo e posteriormente para Brasília. Falecido em l972, Honorino Malheiros teve a homenagem que fora merecedor e com ela sempre sonhou, pois seu corpo foi levado por jogadores do Gaúcho, como atesta uma das fotos desta matéria.  

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Flagrantes - 11-12/09/2010
Segunda-Feira, 13/09/2010 por Meirelles Duarte

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Coluna Meirelles - 04-05/09/2010
Quarta-Feira, 08/09/2010 por Meirelles Duarte

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Do Exército para a presidência do Gaúcho: Gilmar Rosso - 04-05/09/2010
Segunda-Feira, 06/09/2010 por Meirelles Duarte

Levados por dois motivos ou duas coincidências, Semana da Pátria e o aniversário do personagem, que ocorreu no último dia 1º, vamos recordar a origem e a vida do Presidente Gilmar Rosso, do Gaúcho, que, desassombradamente, com uma coragem que ninguém quis assumir, aceitou sua indicação, tornou-se Presidente do Sport Club Gaúcho e, com todos os enormes problemas patrimoniais e judiciais, colocou a equipe em campo, disputou a segundona, tendo registrado ótimos momentos nos jogos e fez renascer toda a gigantesca emoção dos clássicos da cidade, diante do Passo Fundo, mesmo suportando outras dificuldades nascidas nas disputas de seu mando, mas fora de Passo Fundo, em Marau. Gilmar nasceu exatamente no dia 1º de setembro de 1958, quando ainda comemorávamos o primeiro título mundial conquistado por nossa seleção na Suécia. Filho do senhor Armando Rosso, já falecido, e de dona Deonilde Catttapan Rosso. Tem quatro irmãos, o ex-vereador e secretário municipal, Adair, e as irmãs Salete, Marilene e Rosemari. Tem dois filhos, Pablo com 26 anos e Lara com 16, filhos com Roselma. Depois de estudar no colégio Cecy Leite Costa e Instituto Educacional, ingressou no nível universitário concluindo os cursos de Sociologia e Geografia. Hoje leciona na escola Alberto Pasqualini, com raro brilho e invejável dedicação. Juntamente com sua atividade educacional mantém uma empresa com a venda de produtos hospitalares para o tratamento do câncer. Em 1977, após alistar-se, ingressou nas fileiras do Exército Nacional, aqui mesmo em Passo Fundo, no histórico 1º do 20º R.C. Mec. Foi convidado e submeteu-se ao curso de Oficial Temporário. Conseguindo brilhante aprovação, foi designado para desempenhar suas funções, como Primeiro Tenente, no quartel da 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, na cidade de Santiago, em nosso Estado. Da vida militar só tem gratas recordações. Deixou as fileiras militares em 1987. Especialmente quando vivemos mais uma Semana da Pátria, revive toda aquela emoção dos desfiles que sempre são antecipados por longos preparativos, também uma parcela de alto significado, pois aprimora os conhecimentos, de forma especial, o disciplinar. Conviveu com renomados Generais, que comandavam as unidades de Santiago e, também, quando em visita às unidades daquela cidade. Dentre os grandes nomes do alto comando do Exército, cita o do General Túlio Chagas Nogueira, que em visita a sua unidade, em Santiago, em 1982, teve a escolta que o recebeu, sob o seu comando, de tal forma se apresentou, que ao final, recebeu referências de cumprimentos, o que jamais esqueceu, pois se tratava nada menos do que o Comandante do III Exército, que reúne unidades nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Gilmar viveu, também, o esporte no período em que serviu ao Exército. Estimulava seus comandados na prática do futebol. Era muito solicitado para arbitrar jogos, tendo sido um dos mais brilhantes numa olimpíada que reuniu quartéis de todo o Estado, inclusive os da Capital. Recomenda aos pais para que estimulem seus filhos a ingressarem nas fileiras do Exército, quando chamados pelo alistamento. Afirma tratar-se da mais perfeita escola de brasilidade que temos, ficando, por uma vida inteira, na mente dos que tiveram e têm a feliz oportunidade de envergarem a gloriosa e histórica farda verde-oliva.

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