Dipp avalia 2011 e projeta seu último ano como prefeito
Terça-Feira, 06/12/2011 por ON Multimídia

Os grandes avanços da administração municipal aconteceram especialmente nas áreas de geração de emprego e renda, educação e saúde

Redação/ON

Fotos: Leonardo Andreoli/ON

Pelo segundo ano consecutivo, o Prefeito de Passo Fundo, Airton Lângaro Dipp, concedeu uma entrevista exclusiva multimídia ao Jornal O Nacional. Num diálogo de pouco mais de uma hora às jornalistas Amanda SchAr, Daniela Wiethölter Lopes e a editora-chefe de ON, Zulmara Colussi, Dipp, avaliou alguns setores da cidade, como infraestrutura, meio ambiente, saúde e educação, falou sobre os problemas enfrentados nestes sete anos consecutivos de governo e sobre  a sua relação com a base aliada e com a Câmara de Vereadores. Dipp também fez uma projeção do seu último ano a frente da Prefeitura de Passo Fundo e das eleições do próximo ano. O Prefeito encerrou a entrevista afirmando que a partir de 31 de dezembro de 2012 não concorre mais a nenhum cargo eletivo, mas que pretende atuar na política ou na iniciativa privada. Como legado ao município, Dipp afirmou que deixa três grandes investimentos aos passo-fundenses: saneamento básico, habitação popular e infraestrutura.
 
Emprego e renda

2011 é o penúltimo ano de Dipp à frente da Prefeitura de Passo Fundo. Ano que foi, segundo ele, não muito diferente dos sete anos da sua administração. Avalia que a administração sempre foi baseada no trinômio: geração de renda e emprego, educação e saúde e paralelamente, investimentos em outros setores. “Em 2004, a maior dificuldade do município era o desemprego e a segunda era a baixa média salarial”. Problemas que, conforme o Prefeito foram superados através da atração de empresas, investimentos e incentivos econômicos da gestão municipal. “Mudamos a maneira da prefeitura participar destes processos e ganhamos credibilidade. Sem credibilidade, ninguém se instalaria em Passo Fundo. Sem contrapartida, também não”.
Na sua avaliação, o ano de 2011 foi altamente positivo na área de geração de renda e emprego e o resultado dos investimentos pode ser evidenciado nas contas da Prefeitura, já que nos últimos dois anos o orçamento passou de R$ 185 milhões para R$ 340 milhões, um aumento de 54%. “Hoje as empresas procuraram o nosso município, pois a referência é positiva nas contrapartidas em termos de incentivos econômicos, como terra, área, pavimentação asfáltica, energia, terraplenagem, infraestrutura e todas as obras necessárias para implantação”, relatou.

Saúde

Na saúde, o prefeito assumiu que o município encontra dificuldades na gestão dos serviços. “Essas dificuldades são inerentes ao Sistema Único de Saúde e não dependem do nosso governo, mas os avanços também são visíveis”. Ele citou a instalação do SAMU, da Farmácia Popular, de novas unidades de saúde nos bairros São José, Vila Ricci, Fátima e Zachia.

Lixo
Em 2011, o município reassumiu a coleta do lixo, depois da suspensão do contrato com a Nova Era, interrompeu emergencialmente o funcionamento do aterro sanitário e atualmente vive uma situação emergencial no Rio Passo Fundo que acumula pela segunda vez em um ano toneladas de lixo no seu leito. Mas, para o prefeito Dipp, estes problemas estão com as soluções já resolvidas ou, no mínimo, bem encaminhadas. “O aterro sanitário já cumpriu um papel importante, mas hoje isso foi superado em todo o Brasil e em qualquer lugar do mundo. Nossa meta é implantar técnicas inovadoras que deve ser resolvido, ou pelo menos, em fase conclusiva de instalação até o final de 2012”.

Sobre a atual destinação do lixo, que é levado diariamente a aterros privados localizados em dois municípios da região, Dipp afirmou que o mesmo sistema é realizado pela grande maioria dos municípios de porte médio. “Isso é normal e legal. O importante é que Passo Fundo está recolhendo o seu lixo, pagando as contas e com uma política de destino do lixo com o menor resíduo possível, portanto sem aterro sanitário. Por último, o recolhimento está funcionando plenamente através do trabalho da Codepas”.
Em relação a instalação da CPI do Lixo, Dipp afirmou: “Toda proposta tem que ser respeitada, porque é um direito da oposição apurar se existe algum fato gerador. Se tiver erros na prefeitura, eles serão corrigidos e os responsáveis punidos, mas eu acredito que não há um fato consistente para a abertura dessa CPI. Nós estamos fazendo todos os processos corretos  e transparentes. As decisões tomadas, mesmo que emergencialmente, foram feitas através de licitações”.
 
A capital dos buracos
Durante a crise em torno da campanha popular “Passo Fundo: a capital dos buracos”, Dipp não se manifestou publicamente. “Não concordamos com este posicionamento, mas respeitamos porque é um processo de manifestação popular do cidadão que está insatisfeito com a situação da sua rua ou avenida, e isso precisa ser respeitado. Da mesma forma, também não concordamos porque Passo Fundo não esta dentro de um processo muito diferente de outras cidades de porte médio. Além disso, temos projetos para resolver estes problemas”, explicou. Por outro lado, o prefeito ressaltou que não apoiou a atitude do vereador. “Eu disse para ele que eu não concordava com a manifestação que ele fez naquele momento e daquela maneira”.

Pavimentação

A grande promessa para 2011 era colocar em prática os projetos de infraestrutura financiados pelo BID e Pró-Transportes, mas as obras ficaram mesmo para 2012, já que somente nesta semana, é que os primeiros contratos foram assinados. “A nossa expectativa era que em 2011 nós iniciaríamos esses processos por tudo aquilo que nós já tínhamos apresentado e feito com o BID e com o governo federal. Poderíamos estar numa situação mais adiantada. Mas, infelizmente, tivemos esta demora na liberação dos contratos”, relatou.

Como as obras do BID e do Pró-transportes têm a previsão de conclusão de pelo menos três anos, o próximo gestor do município herdará e administrará o andamento destes projetos. “Gestão se faz com projetos e projetos foram feitos e estão acontecendo”, afirmou.

Saneamento
Neste ano, Passo Fundo começou a receber as primeiras obras da Corsan - após a renovação da concessão - para a ampliação da capacidade de saneamento doméstico. “Hoje Passo Fundo tem apenas 17% de recolhimento e tratamento de esgoto, mas a projeção é que em final de 2013 nós tenhamos 55% de cobertura”, relatou.

Base aliada
Coordenar a base aliada não é fácil em qualquer governo e, em Passo Fundo, não é diferente. São sete partidos coligados na atual administração e que formam a base aliada na Câmara de Vereadores. “Muitas vezes, os vereadores se manifestam positivamente. Outras vezes, eles se omitem, talvez por desconhecimento. Mas, de modo geral, a base está unida. Uma vez mostrado tudo aquilo que está sendo feito, os vereadores tem respondido de forma positiva e há uma compreensão dos partidos políticos de muito mais acertos do que erros na administração municipal”.
Na sua avaliação, a manutenção desta coligação (alguns partidos estão com o Dipp desde 2005), se dá pela unidade em torno de um projeto de governo que foi discutido com a comunidade e debatido nas campanhas eleitorais. “Se nos não tivéssemos organizados politicamente e com resultados em relação as demandas da população, mesmo que o prefeito quisesse segurar os sete partidos, eles já teriam abandonado há muito tempo o nosso governo”.

Secretariado
Para administrar os partidos, Dipp explicou que é essencial dar abertura política e a manutenção da identidade de sigla. “O partido tem que ter a sua identidade. Tem que participar do governo, ter visibilidade. Os espaços são para todos se manifestarem, aproveitarem e obterem dividendos das ações políticas. No entanto, eu mantenho o foco permanentemente nos projetos e exijo muito o foco administrativo dos representantes dos partidos na prefeitura municipal”.

Perspectivas para 2012

No ano que será derradeiro para a sua vida política, a expectativa do Prefeito é concluir os projetos de geração de emprego e renda, especialmente com a inauguração da Manitowoc, no final de março, e da Ambev, a partir do segundo semestre do próximo ano. Na área da educação, a projeção do governo é instalar laboratórios em praticamente todas as escolas de ensino fundamental, a construir pelo menos quatro escolas de educação infantil e ampliar o atendimento da Universidade Popular. Para a saúde, Dipp afirmou que sua meta é implantar definitivamente o SAMU e qualificar o atendimento no Hospital Municipal, além de entregar novas unidades de saúde na vila Fátima, Santa Maria. Na habitação, a meta do Prefeito é fechar o ano de 2012 com mais 2,5 mil habitações populares. “No saneamento, vamos dar um salto de atendimento, oferecendo mais saúde e qualidade de vida a população e as obras de infra-estrutura, que não estarão concluídas no meu mandato, estarão bem encaminhadas, melhorando o muito o nosso trânsito”.
 
O destino do homem público
"Eu estou projetando o encerramento das minhas atividades como prefeito para 31 de dezembro de 2012. Além disso, já decidi que não vou mais concorrer a cargos eletivos. Mas vou continuar participar do processo político, partidário e, talvez em outros setores. Mas não tenho nada projetado além de umas férias de pelo menos 60 dias com a família", finalizou.

Sucessão

Mesmo manifestando confiança em todos os possíveis candidatos (Giovani Corralo, Renê Cecconello, Juliano Roso e Marcos Citolin), o Prefeito não transpareceu preferência especial por qualquer um deles. Dipp ressaltou que o principal critério de escolha será a viabilidade eleitoral que será definida através de pesquisas, mas que o processo político poderá ser adaptado conforme dificuldades e expectativas que podem surgir daqui para frente. “Os quatro são preparados, são competentes, qualificados, mas o que está em jogo é a eleição, que se dará pela maioria dos votos”.

Oposição
Mesmo sem candidatos definidos, tanto na situação como oposição, as discussões em torno dos nomes estão acirradas há algum tempo. Dipp avaliou que este processo eleitoral particularmente está se antecipando e muito, principalmente pela oposição. “É só nós examinarmos a postura da oposição na Câmara Municipal, tentando criar CPI´s, na tentativa de desgastar o atual governo. Ninguém busca o desgaste do governo se ele não está atingindo suas metas. Caso contrário, a oposição deixaria de lado o atual governo e daria mais visibilidade aos seus candidatos. Acredito que isso demonstra a força do nosso governo e eu tenho a compreensão que muito foi feito e, por isso, eu acredito que nós somos fortíssimos para ganhar a eleição”, analisou.

CONFIRA DOS VÍDEOS DA ENTREVISTA

Parte 01

Parte 02

Parte 03

Parte 04

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