Leste Europeu / ¡Adiós Amigos!
Segunda-Feira, 13/02/2012 por On the road - Intercâmbio pela Europa

Budapeste

The most popular scam girls are blonde one with and shorter girl with dark hair. They always act together and ask for a lighter or the time. Next they invite single men for a drink in a bar at Váci utca only accessible by an elevator from the street. Once there each drink is like 50 euros, but you only confirm that at the end when you receive the 500 euros or plus bill. So never go to the elevator bar (városközpont) at Váci utca, never ever. 
Isso estava escrito na entrada do hostel de Budapeste. Em tradução livre e resumida: Não vão ao bar na rua Váci com acesso único por elevador quando uma loira e uma morena mais baixa os convidarem, pois uma vez lá cada bebida custará 50 euros e para sair só pagando umas conta de 500 euros. Na Hungria há esses golpes, principalmente por ser um país com uma moeda desvalorizada dentro da União Europeia. Mas é só tomar cuidado. Dizem para não darmos conversa a mulheres que convidam os homens para tomarem um drink, pois são golpistas. Felizmente saí de Budapeste com minha carteira no bolso.

Os húngaros são loucos por euros. Um forint – moeda húngara – vale em torno de 300 euros. Portanto em Budapeste é um bom lugar para comprar calças por 5 euros, beber uma cerveja por 1 e entrar em uma festa por menos de 2. É assustador a quantidade de notas e moedas que recebemos quando fizemos um simples câmbio de 10 euros.

Existem esses golpes para turistas, mas Budapeste é encantadora. Dividida pelo rio Danubio entre Buda e Peste, a cidade impressiona pela arquitetura, pelo parlamento mais fino que já vi, pelos castelos e pelas águas termais. Comum à população ir tomar um banho de piscina após o trabalho em um dia com temperatura negativa, com o chão branco de neve. Apresento-lhes o verão ao contrário.

No lado de Buda é onde está o castelo maior da cidade e a cidadela antiga, a melhor vista da cidade. Para isso basta subir algumas centenas de degraus. Compensa. Como todo o resto em Budapeste, tudo compensa, inclusive dizer não àquelas lindas húngaras que te convidam para tomar uma bebida, mas que só querem todo o teu dinheiro (inclusive o que você não tem).

Praga

Chegamos a Praga, a Scarlett Johansson das cidades europeias. Cada prédio parece um castelo. É uma cidade medieval no século XXI. Assim como em Budapeste, porém em menores proporções, a moeda (coroas tchecas) também é desvalorizada e o idioma também é indecifrável. A passagem pela capital tcheca foi curta, menos de 24 horas, mas o suficiente para conhecer três especialidades da cidade.

Primeiro, a Old Town Square, a principal praça da cidade, onde há instalado no antigo prédio da prefeitura um relógio astronômico. Original do século XV, pontualmente a cada hora, bate o sino e pequenos bonecos representando os doze apóstolos saem de dentro do relógio e “desfilam” no prédio. Segundo, o Castelo de Praga, o maior do mundo, inaugurado no século IX. À sua volta, igrejas, torres, muros, jardins e demais edificações que fazem parecer uma outra cidade dentro de Praga. Em terceiro lugar, as tchecas. As brasileiras são lindas, mas as tchecas te tiram o fôlego, as palavras e esqueci o resto, agora não consigo parar de me lembrar.
 

 

Músicos na Old Town Square:




¡Adiós Amigos!

Acabou o intercâmbio. Seis meses longe do Brasil chegaram ao fim. Já troquei casacos e luvas por bermudas e chinelos e calefação por ventilador. Já dá pra sentir bastante a diferença entre os dois continentes. Lá, na saída, -2°C. Aqui, na chegada, 30°C. Porém as diferenças não são apenas climáticas, são em quase todos os aspectos. Há quem fique triste quando volte ao Brasil e que diga que a vida na Europa é muito melhor. Em alguns pontos sim, em outros não. O importante é aproveitar o que cada lugar pode nos oferecer de bom. É fácil ficar na Europa. Os empregadores preferem empregar estrangeiros, pois são mão de obra mais barata. Portanto não acho justo quem fica (e alguns ficam sim, isso não é uma suposição) triste por voltar ao Brasil e deixar a Europa. Acho justo apenas ficar triste por deixar as amizades que lá foram construídas durante o tempo de intercâmbio.


Despeço-me deste blog hoje. Um muito obrigado a todos que acessaram esse espaço. Passo Fundo, segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012, dia de voltar à vida real.

 

 

Álbum de fotos: http://s1081.photobucket.com/albums/j342/flaubifarias/

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Berlim
Quarta-Feira, 08/02/2012 por On the road - Intercâmbio pela Europa

 

Amsterdam não é frio o suficiente quando se chega em Berlim. O mesmo vale para graffitis e demais artes de rua. A primeira impressão da cidade foi o frio, as 7 e meia da manhã, potencializado pela chuva de água geladíssima. A segunda impressão foram graffitis e pichações por toda parte, inclusive na porta que deveria ser a de entrada do hostel. Imaginei o pior, mas quando abri a porta e entrei no hall do prédio imaginei pior ainda. O ambiente era escuro e com pichações por dentro também. Ainda mantive as esperanças de que as aparências poderiam enganar e acertei. Por dentro o hostel era totalmente diferente, limpo, quente e aconchegante, que coisa!

Enfim, Berlim é uma cidade a ser explorada por quem tem gosto pelas duas guerras mundiais e/ou por arte. Tendo em vista que muito da cidade foi destruída, a arquitetura não é o ponto forte, não são os prédios que fazem de Berlim uma cidade bonita. Por si, não é uma cidade de encantar os olhos pela aparência, mas pela história e organização. No transporte público, por exemplo, a compra de bilhetes não é obrigatória. As pessoas pagam devido à própria consciência de que deve se pagar para usar o transporte, e não porque são obrigadas, já que não existem catracas. Eventualmente alguns fiscais caminham pelos vagões dos trens e metrôs para verificar se todos estão portando bilhetes válidos, se não, paga-se uma multa. Tive a felicidade de ser fiscalizado e estar com o bilhete certo. Quem não está acostumado com isso (turistas) sente-se igual à primeira vez em que é preciso mostrar a carteira de motorista recém obtida em uma barreira policial, famoso carteiraço.

Ao caminhar pela capital alemã é comum encontrar enormes terrenos baldios entre dois prédios ostentando desenhos igualmente enormes. A explicação pra tanta arte gratuita e visível nas ruas é a de que não é crime desenhar nos muros. A cidade possui a mente aberta para a arte e, por isso, há uma grande quantidade de galerias de arte alternativas. A principal atração da cidade, o muro de Berlim, em parte está tapado de desenhos de diferentes artistas e em outra pequena parte está ainda com destroços originais.

A Alemanha atual mostra-se uma nação ressentida com as políticas passadas do partido nacional socialista daquele ditador de “raça superior”. O bunker de Adolf Hitler (o ditador de “raça superior”) não existe mais. O que há no local é um estacionamento para carros e uma pequena placa com a planta do bunker. A justificativa dos alemães é a de que o local não atraia neo-nazistas fanáticos. Propositalmente foi construído um memorial em homenagem aos judeus vítimas do Holocausto exatamente em frente ao local onde era o bunker. Não há túmulo em que Hitler possa se retorcer, que pena.

Sachsenhausen


Aproveitar bem a passagem por Berlim é ir ao campo de concentração Sachsenhausen (demorei mais tempo pra aprender a pronúncia do que o tempo de viagem) a 35km de distância da capital e se tapar de nojo. O campo esteve ativo de 1936 a 1945, suportando um total estimado de 200 mil prisioneiros. Desse total cerca de 100 mil morreram de doenças diversas e execuções. Após a libertação dos prisioneiros sobreviventes o campo de concentração foi usado para abrigar prisioneiros russos. Entre 1945 e 1950 pelo menos 12 mil dos 60 mil prisioneiros morreram de desnutrição e doenças. É um lugar cruel, frio e mórbido. O frio aumenta só de pensar que milhares de pessoas eram obrigadas a trabalhar intensivamente em temperaturas negativas apenas de uniformes, leia-se calça e camisa. É um lugar para visitar e conhecer a história com os próprios olhos antes de sair com asco dessa tal “raça superior” de antigamente.

 

Quase esqueço de falar sobre uma coisa muito importante na Alemanha, cerveja. Vou resumir bastante dizendo apenas um atributo que não existe em qualquer cerveja alemã: gosto ruim.

 

Fotos:

http://s1081.photobucket.com/albums/j342/flaubifarias/Berlin/
http://s1081.photobucket.com/albums/j342/flaubifarias/Sachsenhausen/

 

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Holanda ou Países Baixos
Quinta-Feira, 02/02/2012 por On the road - Intercâmbio pela Europa

 

Meu texto sobre Amsterdam foi confiscado na fronteira com a Alemanha por conter excesso de lucidez e falta de loucura, diziam, portanto, que era irreal e difamatório. Enfim, ainda lembro algumas coisas de uma cidade onde a maconha é uma planta legal e cara, a prostituição é uma profissão legal e cara, e as bicicletas são transportes muito legais e baratos, em uma cidade sem subida (e nem descida, já dizia o português).

Posso afirmar que em Amsterdam eu vi as vitrines mais bonitas de todos os tempos. Foi no Red Light District, onde as mulheres ficam atrás dos vidros chamando quem pela frente passa. A variedade é tanta que não tem nem como escolher. Em um momento me senti intimidado com todas aquelas mulheres em seus corpos de atrizes pornô olhando para você como se você fosse a coisa mais importante do mundo para elas, ou seja, dinheiro. Os tipos são diversos, há as desinteressadas, as novatas, as femme fatales, as gordinhas e os travestis. Porque se até quem é campeão do mundo de futebol gosta deve haver mais gente que simpatiza.

Mesmo com a venda e o consumo de maconha permitidos em Amsterdam não vi pessoas matando, assaltando, tendo overdoses, fazendo escândalo na rua ou levando a televisão para um coffeeshop – único estabelecimento habilitado para a venda – para trocar por mais droga. Amsterdam é mais segura que Passo Fundo e qualquer outra cidade de porte semelhante. Às pessoas que pensam que maconha e crack é a mesma coisa deveriam fazer uma visita à capital da Holanda e apavorar-se com o clima da cidade. O máximo que pode acontecer é ver algumas pessoas na rua rindo um pouco mais, felizes um pouco demais, o que, pelo que entendo, não é considerado crime nenhum. Nem por isso inexiste tráfico de drogas, e quando isso ocorre as penas são severas e intolerantes. Vale lembrar que o país mantém essa política desde os anos 70, é bastante tempo para desenvolver a regulamentação e a educação das pessoas.

Com toda essa liberdade nas ruas há quem não entenda como a cidade ainda funciona e cresce sendo aparentemente lar de noites homéricas regadas a drogas e prostituição. A resposta é simples, isso não existe. A maioria dos pubs e bares possuem licenças para ficarem abertos só até a 1 da manhã. Após esse horário é proibido beber nas ruas e as pessoas cumprem a lei não por medo de serem multadas, mas porque é lei. Vi menos policiais na rua que em todas as outras cidades que visitei. Ao comprar uma batata frita e uma cerveja, o dono da barraquinha pediu encarecidamente para não beber na rua. Disse que não ia acontecer nada de grave, mas que não era legal, era falta de respeito. Procurando bem se encontra algum bar aberto após esse horário, mas são poucos e esses poucos também não costumam permanecerem com as portas abertas até muito tarde.

A cidade noturna é um atrativo, mas os dias também possuem seus valores. Em Amsterdam as bicicletas têm preferência em tudo, é o meio de transporte dominante. Todos andam de bicicleta, desde crianças a senhoras de terceira idade. A geografia plana da cidade facilita junto com ciclovias espalhadas por todas as ruas. Bicicletas são transportes sérios em Amsterdam e se algum pedestre caminhar pela ciclovia corre sérios riscos de ser atropelado, pois os ciclistas não andam nem um pouco devagar.

Existem bons museus na cidade como o Museu Van Gogh, a casa de Anne Frank e a fábrica da Heineken, mas o mais bonito é a arquitetura. Os prédios que parecem barras de chocolate são estreitos e tortos. Tudo isso porque as pessoas no passado ganhavam um espaço de terreno muito pequeno para construir suas casas, e por isso as construíam para cima, sem se importar com o espaço interno e como subir para os andares superiores.

(Importante: As escadas holandesas em caracol são famosas por terem seus degraus fundos e estreitos. Não é incomum ter que usar as mãos e escalar os degraus para chegar a alguns andares. É divertido, mas cansa).

Justamente por esse detalhe os prédios possuem ganchos no último andar, que são usados para erguer objetos grandes que não podem ser carregados através das escadas, o que em tese é qualquer objeto maior que uma cadeira. Devido a isso os prédios são tortos e parecem que estão caindo ou para frente ou para os lados.

Para finalizar a viagem, uma parte da Holanda camponesa, na cidade de Zaanse Schans, a 20km de Amsterdam. Até hoje os moinhos da cidade estão em atividade, produzindo óleos, tintas e outros ingredientes. É uma volta no tempo e um convite à ventania. Não existe cidade mais apropriada para moinhos do que Zaanse Schans, e não existe nada que não possa voar de sua mão se não estiver segurado com bastante força.

Fotos em:
http://s1081.photobucket.com/albums/j342/flaubifarias/Amsterdam/
http://s1081.photobucket.com/albums/j342/flaubifarias/Zaanse%20Schans/

 

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Parisiou
Segunda-Feira, 16/01/2012 por On the road - Intercâmbio pela Europa


Paris é uma das cidades mais lindas do mundo. É um croisant de creme e chocolate no oeste da Europa, com ruas limpas, prédios característicos de arquitetura peculiar e monumentos iluminados durante a noite que potencializam tudo que já é bonito. De tão impressionante encontrei apenas um defeito durante três dias, os parisienses.

Algumas cidades não merecem os habitantes que têm, como a capital da França. Imaginem uma cidade em que as pessoas entendem inglês, o idioma oficial para se comunicar por todo o mundo, mas se mostram desinteressados com a língua. Por mais educado que sejamos, inclusive perguntando em francês parlez-vous anglais?”, há, em 90% dos casos, um olhar blasé e de desinteresse em ajudar respondendo um pedido de informação e até em vender algo no mercado ou em uma loja.

O mais incrível é como um povo por mais fechado e rude que seja, não dispensa nunca nas conversas palavras como
bonjour, bonsoir e merci. No hotel, por exemplo, a recepcionista me agradecia toda vez que eu pedia a chave do quarto, o que supostamente era pra eu agradecer primeiro. Não seria surpresa se um francês ao ser assaltado por outro dissesse merci, au revoir para o ladrão. Mesmo assim, com toda formalidade, o tratamento com os turistas não é dos melhores. Se começar uma conversa sem falar bonjour ou bonsoir então, pode se preparar para ser tratado pior que qualquer coisa.

Enfim, apesar dos parisienses existirem, não há passeio ruim em Paris. O ponto turístico mais famoso do país, a Torre Eiffel, pode ser (e é) tão sensacional quanto uma simples ruela e a forma com que as quadras foram construídas, fácil de se perder mesmo com o mapa na rua. A catedral gótica de Notre Dame, com as gárgulas no topo, exibe um interior e uma atmosfera diferente das grandes catedrais europeias, mais escura e com pouco ouro exibido. O famoso Arco do Triunfo, na avenida Champs-Élysées, os jardins de Luxemburgo e o Museu do Louvre completam o essencial de Paris, junto com uma caminhada por algum bairro de livre escolha.

Procurando por obras do Salvador Dalí (inexistentes no Louvre), parei em uma colina chamada Montmartre, um bairro cheio de bares e ruelas no alto de Paris, lugar especial para avistar boa parte da cidade, incluindo a Torre Eiffel. Sobre o Museu do Louvre tudo que tenho a dizer é que a obra mais famosa do museu, a Mona Lisa de Da Vinci é uma frustração. Um quadrinho pequeno cercado de pessoas ao redor tirando fotos sem parar e com uma proteção que impede de chegar realmente perto. O melhor do museu são os aposentos de Napoleão Bonaparte, as antiguidades egípcias e mesopotâmicas, como o Código de Hamurabi, e a entrada grátis para estudantes.

Para quem tem ídolos enterrados em París como Jim Morrison, Chopin, Édith Piaf, Balzac e Oscar Wilde uma visita ao cemitério Père-Lachaise não é em vão. O cemitério abriga mais de um milhão de pessoas enterradas, mas há placas com nomes de ruas, além de um mapa na entrada que identifica onde estão os túmulos das personalidades mais famosas.

Café e cigarro

Está para nascer povo que mais fume e beba café do que os franceses. A abundância de cafés ao longo da cidade é fora do comum, e nunca estão vazios. Depois das 10 horas da noite pode ser um pouco difícil encontrar um restaurante aberto para jantar, mas um café estará aberto em meia quadra de distância. Junto com a cafeína, a nicotina. O cigarro, mesmo com o alto preço, é o companheiro do francês. Recentemente conheci em Sevilla um médico da região da Normandia que fumava. Perguntei se os médicos franceses fumavam e a resposta dele foi “sim, todos”. Em Paris, saindo do hotel as 8 e meia da manhã, na primeira quadra, encontrei seis pessoas caminhando, todas sozinha indo ao trabalho, todas com um cigarro na mão.

Mais na terra do que no ar

Viajar para Paris em voos domésticos pela Europa é muito barato. A RyanAir é a companhia que oferece o melhor preço (e, consequentemente, o pior serviço), mas com um porém. Os voos chegam ao aeroporto de Beuavais, a não simpáticos 90km da capital francesa. O tempo de espera no aeroporto de Treviso combinado com o tempo de espera do ônibus em Beauvais e com a viagem até o centro de Paris foi o dobro do tempo de voo. Dependendo da procedência do voo a passagem de avião se torna mais barata que o bilhete de 30 euros de ida e volta do ônibus que faz a conexão entre o aeroporto e o centro. Mas um momento nesta viagem de ônibus vale a pena. Chegar à noite e observar de longe a Torre Eiffel iluminada. É a melhor primeira impressão que se pode ter de uma cidade.

 

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Nome

On the road - Intercâmbio pela Europa

Perfil

Flaubi Farias, 23 anos. Moradia fixa em Getafe/Espanha. Veja mais fotos da viagem no site http://s1081.photobucket.com/home/flaubifarias

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