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Colunistas


20 anos atrás

Sábado, 14/07/2018 às 06:00, por Resenha Russa

Antes do início deste Mundial, a melhor campanha da Croácia era a de 1998. Na época, acabaram eliminados justamente pela França, donos da casa, na fase semifinal. Dois nomes importantes da vitória francesa por 2 x 1 sobre os croatas estarão presentes no domingo (15) – mas desta vez fora de campo. Dider Deschamps, hoje técnico da França, era o volante da equipe. A expulsão do capitão da época, Laurent Blanc, fez com que Deschamps carregasse a braçadeira justamente na final. Artilheiro da Copa com 6 gols, Davor Suker marcou o gol da Croácia. Hoje ele é presidente da federação de futebol do país.

 

Histórias
Quem guarda boas recordações de 98 é o zagueiro Lilian Thuram. Improvisado na lateral direita, o defensor nunca havia marcado nenhum gol pela seleção. Na semifinal, acabou sendo o autor dos dois gols da virada e protagonizando uma das grandes histórias da Copa.

 

Sem gols
No ano do título, o centroavante francês Stéphane Guivarc'h não marcou um único gol durante toda a campanha. Desta vez, Giroud também não balançou as redes e conta com a confiança de Didier Deschamps.

 

Surpresa
O grande assunto do final de semana é a decisão da Copa, mas a disputa de terceiro lugar também será realizada. A Inglaterra é uma das gratas surpresas do Mundial. Nos últimos anos conquistou vários títulos em torneios de base, mas nenhum destes jogadores está presente na Rússia. Mesmo assim, as grandes estrelas do time de Gareth Southgate possuem uma média de idade baixa. O futuro parece muito promissor para os ingleses, com os grandes jogadores atingindo a maturidade e as jovens promessas ganhando mais espaço para 2022 e 2026.

 

História
Não podemos prever se a Bélgica levará a sério o jogo de sábado (14), mas um terceiro lugar representaria a melhor campanha já feita pelo país. Além disso, seria uma bela maneira do técnico Roberto Martínez lembrar do seu 45º aniversário, comemorado na véspera da partida.




Mental

Sexta-Feira, 13/07/2018 às 06:00, por Resenha Russa

A Croácia disputando uma final de Copa do Mundo. Um feito impensável antes do início da competição. Atingindo sua melhor campanha da história, surge a reflexão: como a seleção que não é das mais tradicionais está na decisão? Lógico que a equipe é organizada, mas passa longe de ser o grande mérito. Mesmo com jogadores de primeiro nível no meio de campo, o futebol não é algo dos mais vistosos. O trabalho com Zlatko Dalic se iniciou há apenas nove meses e a continuidade não se mostrou um fator determinante. O que realmente tem feito a diferença para Croácia é a força mental dos seus jogadores. Rodados e experientes, muitos vivem o auge da sua carreira. Jogam em grandes clubes da Europa, estão acostumados a jogos decisivos e não se intimidam perante aos adversários. O emocional não se abala nas penalidades ou prorrogação.

 

Inglaterra
Ainda no jogo contra os ingleses, o fator psicológico ficou mais evidente. A Inglaterra fez um bom jogo, saiu na frente e poderia ter ampliado. Isso não abalou a Croácia e principalmente Modric. Mesmo o capitão da equipe cometendo a falta que resultou no gol que iria eliminando a equipe, não impediu que o mesmo fizesse mais uma partida memorável. Perisic era uma das grandes decepções da Copa, mas sobrou confiança para ser o grande destaque do jogo e marcar o gol de empate. Do lado inglês o gol sofrido e a consequente prorrogação trazem à tona fantasmas passados. O grupo extremamente jovem não conseguiu mais impor o seu ritmo. A força que faltava na musculatura, já que foram três prorrogações consecutivas, sobrava no mental. Mesmo tendo jogado 90 minutos a mais que a França, não se pode duvidar dos crotas que enfrentam qualquer adversidade.

 

Mbappé
Do outro lado da decisão, o grande destaque é um jovem. Mbappé surgiu para o futebol há praticamente um ano e meio. Assumiu o protagonismo na seleção da França e aos 19 anos pode se tornar o segundo jogador mais jovem a marcar em uma final de Copa do Mundo – ficaria atrás apenas de Pelé!

 

Arbitragem

O árbitro da final da Copa do Mundo será o mesmo que apitou a estreia entre Rússia e Arábia Saudita. Aos 42 anos, o argentino Nestor Pitana assume a responsabilidade, ao lado dos compatriotas Juan Pablo Belatti e Heman Maidana, na decisão europeia entre França e Croácia. Pitana apitou a partida dos croatas contra a Dinamarca nas oitavas de final, quando avançaram nas penalidades. A França também teve um jogo com a arbitragem comandada pelo argentino, vencendo o Uruguai nas quartas de final. O brasileiro Sandro Meira Ricci era um dos canditados a apitar o duelo decisivo de domingo (15), mas acabou ficando de fora até mesmo da disputa do terceiro lugar entre Bélgica e Inglaterra.




Melhores

Quinta-Feira, 12/07/2018 às 06:00, por Resenha Russa

Exibições nos momentos decisivos da Copa promoveram algumas alterações na nossa seleção de destaques. O belga Courtois protagonizou duas grandes atuações contra Brasil e França, que o elevaram ao posto de melhor goleiro. Ganhando projeção desde a primeira rodada pela Inglaterra, Trippier continua sendo o lateral-direito. Thiago Silva e o sueco Granqvist estão mantidos na zaga mesmo já eliminados. Lucas Hernández fez mais uma partida sólida pela França e segue como o grande destaque na lateral esquerda pela regularidade.

 

Meio
Kanté é um dos pilares da França e assume o posto de melhor volante, que antes era de Casemiro. Se a Croácia chegou tão longe no torneio, muito se passa pela capacidade do seu meio de campo: mais precisamente Modric e Rakitic, que completam o setor.

 

Ataque
O artilheiro inglês Harry Kane é o único atacante na seleção desde a estreia. Mesmo sendo eliminado pela França, o belga Hazard foi decisivo nas três partidas de mata mata, além de ter feito uma boa fase de grupos. O jovem Mbappé é o principal jogador francês no torneio e um dos candidatos ao prêmio de melhor jogador da Copa.

 

Técnico
Nas últimas rodadas ressaltamos os grandes méritos de Jan Andersson (Suécia), Óscar Tabárez (Uruguai) e Stanislav Cherchesov (Rússia), mas Didier Deschamps tem mostrado muitos pontos interessantes na França. Sua seleção tem como principal virtude a aceleração quando recupera a bola, mas como é uma das favoritas ao título, geralmente precisa tomar a iniciativa com a bola. Mesmo com um cenário que não é o considerado ideal para suas ideias, Deschamps encontra maneiras de superar os adversários. O equilíbrio da equipe, que tem resultado em uma defesa muito sólida, também merece destaque.




Equilíbrio

Quarta-Feira, 11/07/2018 às 06:00, por Resenha Russa

Inglaterra e Croácia certamente não começaram a Copa como uma das quatro favoritas a fazer parte das semifinais. Nem por isso as duas seleções fazem hoje (11) um confronto muito equilibrado. A Inglaterra já mostrou ser uma equipe consistente, com força defensiva e nas jogadas aéreas. A Croácia talvez ainda não tenha passado tanta confiança em seu jogo coletivo. Em compensação, os croatas também possuem jogadores renomados no futebol europeu em seu elenco. Essa semifinal deve ser decidida no detalhe. Qualquer goleada ou diferença de mais de 2 gols seria uma completa surpresa.

 

A história em jogo
Depois de 52 anos, a Inglaterra pode voltar a disputar uma final se passar pela Croácia. Campeão em 1966, o time inglês parece estar confiante em conquistar o bicampeonato. A prova disso é a repetição incessante dos ingleses com o mantra “It’s coming home”. Ou seja, “Está voltando para casa”, fazendo uma referência sobre o possível título com a participação dos ingleses na criação do esporte. A seleção croata, por sua vez, nunca disputou uma final da competição. Depois da separação da Iugoslávia, o melhor resultado foi um terceiro lugar, em 1998.

 

Guardiola
A influência de Pep Guardiola foi vista nas duas últimas Copas do Mundo. Em 2010, o técnico mais badalado do futebol mundial comandava o Barcelona, que formou a base da seleção espanhola que conquistou a Copa do Mundo. No Brasil a história se repetiu. Guardiola estava treinando o Bayern de Munique, na Alemanha, e os alemães conquistaram o título – novamente formada por jogadores comandados pelo espanhol Guardiola. Desta vez, Pep comanda o Manchester City e a Inglaterra está em uma semifinal e na luta pelo título. Apenas três jogadores da equipe estão no time titular do English Team, mas muitos conceitos do treinador se mostram presentes na seleção. Fica a curiosidade para ver se Inglaterra manterá a estatística.

 

Final
A França terá a chance de se redimir de 2016, quando perdeu a Eurocopa para Portugal, jogando em casa. Seja contra Inglaterra ou Croácia, vai jogar com o peso do favoritismo nas costas. A seleção da Bélgica conseguiu cumprir seu papel na Copa. Provou ao mundo o valor da sua excelente geração eliminando o Brasil e chegando a uma semifinal. Se conquistar o terceiro lugar, será a melhor campanha da sua história.




Mistério

Terça-Feira, 10/07/2018 às 06:00, por Resenha Russa

Franceses e belgas se enfrentam na semifinal, mas poderia muito bem ser a grande final da Copa do Mundo. A Bélgica chega muito embalada e confiante por ter eliminado o Brasil. No entanto, fica a dúvida de qual será a estratégia utilizada no confronto de hoje, já que na fase anterior prevaleceram as mudanças e o fator surpresa de Roberto Martínez. Meunier é o único lateral confiável do elenco, cumpre suspensão e aumenta ainda mais o mistério sobre a equipe que vai a campo. Pelo lado francês, o cenário não deve favorecer os seus contra-ataques. Mesmo assim deve encontrar espaços contra a Bélgica, que ainda apresenta problemas defensivos. Matuidi está de volta à equipe e deve assumir naturalmente a posição de Tolisso como titular na meia esquerda.

 

Domínio europeu
Com a exportação em massa de jogadores de todo o mundo para o futebol europeu, é nítido ver a hegemonia das seleções do Velho Continente na Copa. Antes disso, os sul-americanos eram figura certa entre os vencedores da competição. Nos mundiais de 1986 até 2002, por exemplo, Brasil ou Argentina sempre estiveram presentes nas decisões. A força das seleções da América do Sul foi sendo superada, coincidentemente ou não, a partir do investimento pesado dos europeus em fortalecer as ligas de seus países. Depois do pentacampeonato brasileiro no mundial do Japão e da Coreia do Sul, será o quarto campeão seguido do continente europeu.

 

Neymar
Mesmo com o Brasil já eliminado, o nome de Neymar continua em pauta - e não é por um bom motivo. O atacante chegou ao Mundial com totais condições de ser o protagonista de um possível hexacampeonato da Seleção Brasileira, mas acaba saindo como a grande chacota da competição. Diariamente acompanhamos capas de jornais ou vídeos pela internet de torcedores (e até mesmo jogadores) caçoando das simulações do jogador.




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