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Colunistas


Smart Building

Terça-Feira, 07/08/2018 às 06:00, por Ricardo Bortolini

A tecnologia aplicada na gestão do seu imóvel
 
Por definição, um “Edifício Inteligente” é aquele que utiliza mecanismos de gerenciamento automatizados e integrados para diminuir custos operacionais, eliminar desperdícios, mantendo a infraestrutura adequada.  A automação eletrônica de determinados processos em edificações é relativamente novo. Mecanismos de gerenciamento de sistemas de aquecimento e ventilação datam da metade dos anos 70 e, embora controlados eletronicamente, não ofereciam nenhum tipo de integração. Já o conceito de “smart building” é mais recente ainda, tendo origem nos Estados Unidos, a partir dos anos 80.  No Brasil, o conceito de “Empreendimento Inteligente” passa ser aplicado somente em 1986, com a inauguração do Citicorp/Citibank, edifício situado na cidade de São Paulo.
 
A geração de empreendimento posterior a esse período, diz respeito cada vez menos às coisas e cada vez mais às pessoas e suas relações. A nova geração de imóveis residenciais e comerciais vem alinhada a viabilidade econômica, que busca uma melhor gestão da produção e consumo energético, flexibilidade, segurança e integração de sistemas. Além de fundamentais durante a edificação da obra, a inteligência aplicada às edificações se justificará efetivamente durante a operação do empreendimento. 
De acordo com dados divulgados pela consultoria Internacional Data Corporation (IDC), os recursos aplicados para a criação dos chamados “smart buildings” devem passar dos US$ 6 bilhões registrados em 2014 para US$ 17,4 bilhões em 2019. Estima-se que as construções inteligentes representarão 7% do mercado total das cidades inteligentes até 2025.
Toda essa tecnologia direcionada a construção civil visa promover aos usuários conforto, segurança e sobretudo economia, tanta economia em custos diretos (água, luz, telefone), quanto economia em custos indiretos, tais como manutenção e operação. Imagine o trabalhador chegando ao seu escritório, sendo identificado pela impressão digital, ao mesmo tempo em que o sistema reconhece as suas preferencias e já regula a temperatura do ambiente e a iluminação da sala.
 
Perante as vantagens observadas, tais como: redução de custos de manutenção ao longo da vida útil do empreendimento, economia de recursos naturais, quando se adotam sistemas inteligentes em edifícios, governos, construtores, engenheiros, arquitetos, empresas de tecnologia em geral e consumidores finais, todos têm interesse nestes novos métodos de gerenciamento construtivo.
 
Ao analisarmos a intensidade com que a tecnologia evolui e passa a fazer parte do dia a dia das pessoas, fica evidente a necessidade de democratizarmos o uso desse modelo construtivo no mercado brasileiro. O processo deve passar principalmente por iniciativas governamentais, através de ações de incentivo, que tornem este tipo de construção financeiramente viável. A iniciativa privada já vem fazendo a sua parte, embora a maioria dos empreendimentos esteja restrita a uma pequena parcela da população.
 
O que acontece em Passo Fundo?
A cidade não fica atrás nesse segmento, e já conta com algumas iniciativas muito interessantes no que se refere a aplicação da tecnologia para a integração e gestão de empreendimentos imobiliários. Algumas edificações já tem implantadas estruturas e sistemas de automação. Aplicativos para gestão de condomínios já passam a fazer parte da rotina de algumas pessoas. Através deles é possível acompanhar o desempenho e consumo, não só do seu apartamento, mas de toda a estrutura condominial. Serviços “Pay per use” (internet, tv por assinatura) podem ser consumidos de acordo com a necessidade de cada unidade imobiliária. Por fim, a tecnologia aplicada a gestão, chega para maximizar os recursos energéticos (de origem eólica e solar), bem como a captação e reaproveitamento de água da chuva, entre outros, já bastante utilizados na construção civil.




Para que lado Passo Fundo cresce?

Terça-Feira, 24/07/2018 às 06:00, por Ricardo Bortolini

A frequência com que Passo Fundo é citada em matérias e rankings sobre desenvolvimento econômico, social e também quanto a oportunidades para se fazer negócios, faz com que a cidade seja descrita como completa por quem deseja estudar, trabalhar e investir. E tais indicadores tem contribuindo significativamente para o crescimento demográfico da cidade. Estima-se que a população já ultrapasse os 200 mil habitantes. Esse crescimento populacional tem induzido, tanto o setor público quanto o privado, a ações e projetos que valorizem e aproveitem melhor a infraestrura da cidade.


A valorização de determinadas regiões, tem ocorrido a partir de projetos urbanísticos bem estruturados, que estão garantindo mobilidade, saneamento, segurança e demais serviços superiores a locais que não foram planejados. Ou seja, além da ocupação, deve-se oferecer bem-estar a quem vai utilizar estes espaços para empreender, morar ou apenas utilizá-las para lazer. A cidade recebeu consideráveis investimentos para melhorias na infraestrutura, e tem passado por intervenções urbanas que agregaram mais valor aos espaços públicos. A construção do parque linear do Sétimo Céu, a revitalização do Parque da Gare, Parque Ambiental Banhado da Vergueiro e de diversos outros espaços, bem como o início das obras de melhoria na avenida Brasil.  


A iniciativa privada, por sua vez, também tem contribuído para o crescimento e o novo arranjo demográfico da cidade. A instalação de um novo shopping em Passo Fundo, traz consigo não apenas novas vagas de trabalho e uma nova opção de compra e lazer. Paralelamente projeta uma cadeia de novos negócios, que envolve a criação e ampliação de empresas e, claro, a valorização imobiliária da região, por meio da ampliação de oferta de novos empreendimentos e da valorização dos imóveis no seu entorno. Algo semelhante, deve acontecer com a região da Petrópolis, com a instalação da Havan, região que já vem evoluindo nos últimos anos.


De maneira geral, percebe-se que os bairros que tiveram valorização de imóveis e passaram as estar entre os mais procurados, tiveram intervenções urbanísticas recentes, decorrentes de melhorias dos espaços de uso coletivo assim como a instalação de novos negócios.


Previsão de crescimento
A valorização de áreas, de forma geral, depende de uma expansão urbana planejada, que aconteça seguindo estudos urbanísticos e que garanta o funcionamento de estratégias que visam, além da ocupação, a sensação de bem-estar de moradores.
Ao analisar o cenário, pode-se considerar a tendência de crescimento para a área oeste da cidade, que engloba a grande São Cristóvão, bairro Boqueirão e mais timidamente o bairro Petrópolis. Os bairros nobres como o Vergueiro, Lucas Araújo e Santa Terezinha permanecerão em destaque, pela localização e características peculiares de cada uma. Além disso também podemos considerar como tendência, uma melhor utilização das regiões com melhor infraestrutura, e nesse caso, havendo uma substituição de residências unifamiliar pôr empreendimentos multifamiliar, horizontalizando e adensando as regiões mais centrais da cidade.
Ainda não é possível citar alterações mais expressivas, já que o Plano Diretor está em fase de revisão. O documento elenca diretrizes que a cidade deve adotar para manter um ordenamento espacial, promovendo um diálogo entre os aspectos físicos e territoriais e os objetivos sociais, econômicos e ambientais que temos para Passo Fundo.




Um diálogo concreto

Terça-Feira, 10/07/2018 às 06:00, por Ricardo Bortolini

Tudo pode começar com um cafezinho. Se você sentar com a pessoa certa e tiver liberdade para fazer todas as perguntas, você descortina o conhecimento e sai muito mais preparado do que antes. Essa coluna não pretende ter o caráter de última resposta, isso nem faz parte do meu perfil, mas de uma conversa, de um bate-papo sobre o setor imobiliário, a construção civil, legislação, arquitetura, enfim, sobre as diversas áreas, que tornam a construção civil e o mercado imobiliário, uma das maiores fontes de geração de receita e emprego, em diversas cidades e regiões do Brasil.


Trazer o que há de novo nestes mercados, e de que forma podemos aplicá-los aqui, na nossa cidade.
Vamos começar? Pode sentar, ficar à vontade e participar desse canal de comunicação. A proposta é que a gente possa conversar sobre essa área tão importante para nossa economia. Estou no ramo imobiliário há décadas e, mesmo com acesso a instituições, pessoas e cursos, percebo que ainda falta informação sobre tendências do mercado, por exemplo, fontes de referência para auxiliar na tomada de decisão do cliente, opinião para instigar, dados para estimular. Percebo diariamente uma quantidade muito expressiva de dúvidas quanto segmento.


O cenário de crise ainda tem reflexos. As interrupções no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), os escândalos descobertos pela Lava Jato, a falta de crédito e a alta dos juros foram prejudiciais para o segmento da construção civil. O número de demissões foi de mais de um milhão de trabalhadores, de outubro de 2014 a dezembro de 2016. Nos momentos difíceis, precisamos de mais recursos, de posicionamentos diferenciados, de estratégia para superar.


O mercado começou a reagir. A perspectiva é de crescimento de 2% este ano. A verba do FGTS, destinada ao setor habitacional, é uma das boas notícias. O valor deve ser de R$ 69,5 bilhões. Somados aos R$ 52,5 bilhões previstos para o Programa Minha Casa, Minha Vida, é investimento suficiente para empregar muita gente, movimentar a economia e gerar crescimento estrutural no país.
Passo Fundo foi apontada pela Revista Exame como a trigésima melhor cidade do país para se fazer negócios. A cidade tem uma construção civil robusta, um mercado forte e um grande potencial para retomar o crescimento mesmo diante das dificuldades. Precisamos estar atentos ao cliente. O comportamento das pessoas muda e o mercado precisa mudar também. É tempo de adaptação e desenvolvimento. Que a informação seja um diferencial para nós. Estamos juntos.




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