Monteiro se dedica a lutar contra as drogas - 14/09/2010
Terça-Feira, 14/09/2010 por Série entrevistas UPFTV e ON

Redação ON
José Monteiro, candidato a deputado federal pelo PTC, foi o último entrevistado da série realizada pela UPFTV e jornal O Nacional. Desde o dia 23 de agosto, os dois veículos de comunicação apresentaram as principais propostas daqueles que disputam vagas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados. Ao todo, 14 candidatos foram entrevistados, sendo 10 a estadual e quatro a federal. As entrevistas foram feitas ao vivo no programa Canal de Notícias, levado ao ar às 12h30, reproduzidas no mesmo programa à noite e publicadas na integra pelo Jornal O Nacional. Além disso, as entrevistas foram disponibilizadas nos sites da UPFTV e de ON. José Monteiro é empresário, com 47 anos de idade. Disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados defendendo a bandeira antidrogas. Como ex-usuário de drogas, há nove anos recuperado, diz que a sociedade precisa olhar para este tema com mais atenção, já que o consumo tem sido devastador e atingido todas as classes sociais.

Esta é sua primeira experiência política, candidato?
José Monteiro:
Esta é minha primeira experiência política como candidato, mas já trabalhei em outras campanhas eleitorais.
Como é sua estratégia de campanha, por ser um iniciante?
Monteiro:
Eu trabalho o corpo-a-corpo, porque acho que esta é a forma que dá mais resultado. Viajo muito pelo Estado todo. Sou candidato por Passo Fundo e região, mas tenho percorrido o Rio Grande para levar minhas propostas. “Diga Não ao Crack” é a que mais defendo.
Por que a escolha da bandeira das drogas?
Monteiro:
Porque esta é uma ferida exposta. A sociedade é refém desta epidemia que eu conheço muito bem, porque infelizmente quase destruí por completo a minha vida e a minha família. Hoje, graças a Deus estou há nove anos recuperado, trabalhando e vou continuar trabalhando independentemente de qualquer resultado. Claro que poderei fazer muito mais se for eleito.
Qual é a sua defesa específica relacionada às drogas?
Monteiro:
Começando por prevenção, porque ainda é o melhor remédio. Depois precisamos de uma ação educativa dentro dos lares, se estendendo aos colégios. Por fim, uma ação para recuperação. Precisamos dar uma atenção especial aos doentes, que não são poucos, e que estão destruindo a família e a própria vida. A recuperação, neste exato momento é uma grande preocupação não só minha, mas de toda a sociedade.
Como deve ser feita esta prevenção?
Monteiro:
Se faz através da educação. Precisamos passar para as crianças o malefício das drogas. Droga, já diz tudo, é uma droga. Mas, se ela fosse tão ruim assim, ninguém se viciaria. Só que crianças e adolescentes tem que estar atentos porque as drogas são uma armadilha. Quando alguém oferece maconha, cocaína ou crack, elas não tem noção dos efeitos e, por isso, precisam ser alertadas.
O senhor fala que a educação passa pela família e também pela escola. O senhor acha que as escolas e professores estão preparados para lidar com este tema?
Monteiro:
Infelizmente não. Ninguém está preparado. Nem a sociedade e nem o estado estão preparados para esta epidemia que tem derrubado milhares de famílias. O vício é uma doença que tem afrontado e causado destruição.
Se for eleito, o que o senhor pode fazer para mudar este quadro?
Monteiro:
Eu já faço parte de duas instituições aqui em Passo Fundo e vou continuar realizando o meu trabalho. Se eleito vou ajudar ainda mais as instituições locais e de toda a região e vou me dedicar a conseguir mais clínicas de desintoxicação e casas de recuperação. Hoje, são necessárias a instalação destas casas em municípios acima de 30 mil habitantes, porque estamos tratando de doença, de epidemia.
O senhor aprova o que vem sendo realizado nesta área, aqui em Passo Fundo?
Monteiro:
O município está fazendo um trabalho que não é ruim, mas acho que é preciso muito mais, porque o consumo de drogas está crescendo. E este fazer mais é preciso para não permitir que a situação se transforme num caos incontrolável.
Esse é preciso fazer mais requer o que exatamente: dinheiro público ou mobilização da sociedade?
Monteiro:
As duas coisas. É preciso mobilizar a sociedade e também buscar recursos públicos destinados para as casas de recuperação. Basta querer e fazer projetos para ampliar o atendimento das instituições que já estão aí fazendo um bom trabalho, além de abrir novas. As entidades tem em média capacidade para atender de 30 a 50 internos, mas a demanda é bem maior. Hoje, em Passo Fundo, devem existir cerca de cinco mil pessoas viciadas em drogas, especialmente o crack.
Existe algum político ou deputado que já defenda esta bandeira?
Monteiro:
Acredito que em nível de estado sou o primeiro. Eu poderia vir aqui e defender a bandeira dos pedágios (acho uma vergonha ir a Porto Alegre e voltar e gastar R$ 48,00). Eu poderia chegar aqui e falar em telefonia celular que tem milhões de usuários, na sua maioria descontente. Mas eu decidi assumir a luta contra as drogas, porque é um assunto que eu conheço. Eu entendo que se tivermos menos consumo de crack, teremos automaticamente mais segurança, já que 80% das ocorrências policiais são oriundas da droga. A saúde vai melhorar, porque os hospitais não têm leitos para atender a demanda. A educação também vai melhorar, porque com menos drogas e menos pessoas viciadas, haverá mais educação. Então esta bandeira se reflete em outras áreas, com certeza.
O senhor defende esta bandeira a partir de uma vivência e transmite isso em palestras. Estas mensagens contribuem para auxiliar outras pessoas a sair do caminho das drogas.
Monteiro:
Com certeza. Eu não conheço o problema só na teoria. Eu conheço na prática. Quando faço as palestras, procuro mostrar a desgraça da vida de uma pessoa viciada em qualquer idade, porque não existe idade para começar no vício. Eu tinha quase 30 anos quando entrei para o mundo das drogas. Eu não fui educado para usar drogas, pertenço a uma família de classe média e recebi uma boa educação. Então, no momento em que eu mostro a destruição que as drogas causam, percebo que esta mensagem traz resultados. Eu não digo o que a pessoa deve fazer. Eu mostro que só existem dois caminhos: parar ou morrer.
Na opinião do candidato, o consumo de drogas especialmente o crack é o principal problema no município?
Monteiro:
Este é um dos principais problemas. O crack tem invadido todas as classes sociais. Não é mais como antes, que só se ouvia falar de casos na periferia. Hoje, a droga está em todos os lugares. Precisamos olhar para este problema com muito carinho, caso contrário poderá se tornar trágico.
Considerações finais:
Agradeço a UPFTV e ao Jornal O Nacional pela grande oportunidade dada aos candidatos. Passo Fundo só tem a ganhar com esta iniciativa. Quero dizer para o eleitor que analise o seu voto em 3 de outubro. Vote consciente, porque o voto tem muito valor e eu dou uma sugestão para deputado federal: José Monteiro. Conto com vocês.

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Beto defende ampliação das melhorias na infraestrutura regional - 13/09/2010
Segunda-Feira, 13/09/2010 por Série entrevistas UPFTV e ON

Redação ON

Beto Albuquerque, do PSB, foi o candidato a deputado federal entrevistado ontem pela UPFTV e Jornal O Nacional. Beto concorre a reeleição para o terceiro mandato como deputado federal. Natural de Passo Fundo, o parlamentar iniciou a trajetória política no movimento estudantil dentro da UPF, na década de 1980. Está filiado no PSB há 24 anos. Começou a trabalhar logo cedo como empacotador de supermercado e herdou a profissão do pai, mecânico, tendo exercido a atividade até a primeira eleição como deputado estadual, em 1990. “Estou com 20 anos de vida pública. Graças a Deus, uma vida pública decente, de muito trabalho e de muitos resultados. Política só tem sentido se consegue mudar a vida dos outros, do contrário é conversa fiada. E de conversa fiada estão todos saciados”, disse o candidato no espaço de um minuto destinado a apresentações.
Depois de oito campanhas eleitorais, a maioria bem sucedida, como se renovam as propostas?
Beto Albuquerque:
Nós temos que nos atualizar sem mudar de lado, de acordo com o nosso tempo e a dinâmica do momento. Quando eu fui candidato a vereador há mais de 20 anos, a dinâmica era outra. Hoje, temos internet, tem redes sociais, digitais e instrumentos para debater novas necessidades e urgências. Precisamos nos atualizar e estar preparado. O grande desafio da política é encontrar candidatos que tenham dois predicados muito importantes: a competência e a decência. Só a decência não basta. Um decente incompetente não adianta nada e um competente indecente, muito menos. Então este é o segredo de se atualizar em política, mantendo-se sob os princípios que sempre nos moveram.
E suas propostas, quais seriam, para esta campanha?
Beto:
Regionalmente acho que uma das metas é manter uma das 31 vagas na Câmara dos Deputados. Segundo, precisamos sintonizar cada vez mais a região com a política nacional eficaz de crescimento. Nós temos que estar de mãos dadas com as políticas do governo federal e eu tenho certeza serão exitosas com Dilma presidente, e Tarso governador. Nossa grande tarefa é manter o nível ofensivo na busca de empreendimentos que gerem oportunidades, emprego e desenvolvimento regional. Nós tivemos nos últimos quatro anos fatos muito relevantes do ponto de vista econômico que industrializaram a cidade de Passo Fundo ainda mais. Isso faz com que a gente se afirme e avance para ser referência em muitas outras coisas. Por último, precisamos melhorar a saúde pública. A saúde exigirá de todos nós políticas ousadas e firmes para melhorar este setor.
Nestes seus mais de 20 anos de política o senhor já teve leis sancionadas pelo presidente da República e estas leis se referem ao trânsito, idoso e a cultura. O que mais pode e deve ser feito por Passo Fundo e pela região.
Beto:
Nós precisamos melhorar a infraestrutura de Passo Fundo e da região. Na semana passada foi anunciada a reestruturação da BR 285, no trecho de 2,5 quilômetros. Esta será a primeira etapa. Mas, nós imediatamente teremos que lutar para prolongar esta melhoria. Será um trecho pedagiado, mas isso não importa. O que interessa é a segurança das pessoas. Esta causa da infraestrutura regional é necessária para que continuemos crescendo. Segundo, nós temos que multiplicar as oportunidades de educação, de capacitação da juventude, dos homens e mulheres com mais de 40 anos que as vezes tem que voltar para o mercado de trabalho. Hoje, o mercado de trabalho está exigindo muita gente e, em muitas áreas, faltam pessoas qualificadas. Isso é uma boa notícia, porque no passado faltava emprego. Nosso papel é multiplicar estas oportunidades seja revitalizando a universidade estadual, ampliando as vagas públicas do ensino profissional e tecnológico e também os cursos de nível superior. Estas políticas estruturantes são extremamente importantes e se somam a outras como saúde, segurança etc.
Apesar de dar uma atenção especial para a região de onde é originário, o senhor é um candidato estadual. Como funciona ter que dividir as atenções com outras regiões?
Beto:
Na verdade, somos 31 deputados do Rio Grande do Sul. Não temos direito, quando eleito, de ser deputado só para o local onde nascemos ou para um partido. Infelizmente tem gente que pensa assim. Só que isso é de uma estreiteza irresponsável. Quando o Estado cresce como de forma hegemônica, todos nós ficamos bem. A política de desenvolvimento tem que ser articulada. Nós temos que fazer de tudo para evitar no Rio Grande do Sul o que aconteceu no Brasil. São Paulo, hoje, detém 41% do PIB nacional. Não podemos permitir que aqui, apenas uma região concentre o desenvolvimento. Eu trabalho muito para todo o Estado, mas tenho carinho e gratidão pela minha região e cidade onde nasci.
O senhor foi vice-líder do governo Lula durante quase 8 anos. Na hipótese de sua reeleição e na eleição de Dilma Roussef, como deve ficar esta relação?
Beto:
Esta relação vai se ampliar. Eu sou vice-presidente nacional do PSB e nestas eleições nosso partido vai crescer, elegendo de três a quatro governadores, mais de 40 deputados federais. No Rio Grande do Sul ampliaremos nossa representatividade na Assembleia e na Câmara. Hoje administramos o Ministério de Ciências e Tecnologia, mas o processo eleitoral atual vai nos fortalecer e nos levará a uma participação mais efetiva no governo. Eu estarei á disposição da Dilma e de Tarso para fazer um grande governo, unificado, pensando nas pessoas e no desenvolvimento. E se me for dada a tarefa de exercer uma atividade muito relevante...
Um ministério, por exemplo?
Beto:
..., sim pode ser. Eu estou preparado para isso.
A sua candidatura para o governo do Estado é um projeto para o futuro?
Beto:
Eu lutei muito para este ano. Achei que o RS precisava de uma proposta nova e de discurso novo. Tentei, mas também tenho humildade de reconhecer que não fui capaz de fazer uma ampla aliança, inclusive com partidos heterogêneos do meu pensamento político, porque acho que o Estado tem que ser mais gaúcho do que Chimango e Maragato. Nós perdemos muito quando ficando de costas para o Brasil.
Este projeto fica para o futuro?
Beto:
Fica para o futuro, se Deus quiser.
Considerações finais:
Eu agradeço a oportunidade de estar com os telespectadores da UPFTV e com os leitores do jornal O Nacional. Sou um candidato preparado que já demonstrei capacidade de fazer muitas coisas. Nesta região não há cidade que não tenha um exemplo concreto de coisas que nós podemos transformar em realidade mesmo sendo um deputado. Acho que temos muitos desafios pela frente. A eleição não é uma loteria, em que ganha o que tiver mais sorte. Ou futebol onde ganha o melhor. Na política, ganha o pior time, se não estivermos atentos. O voto de qualidade naquele que tem capacidade e trabalho é muito importante. Eu espero contar com apoio de todos, mais uma vez.

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Juliano tem no desenvolvimento regional a principal bandeira - 10/09/2010
Sábado, 11/09/2010 por Série entrevistas UPFTV e ON

O vereador Juliano Roso, do PCdoB foi o candidato entrevistado desta sexta-feira pela UPFTV e Jornal O Nacional. A entrevista faz parte da série realizada pelos dois veículos de comunicação. Juliano Roso está no terceiro mandato como vereador. Já concorreu a deputado estadual e neste ano disputa uma vaga à Câmara dos Deputados. Professor de história há 12 anos, Juliano surgiu na política a partir do movimento estudantil, tanto secundário como universitário. Já presidiu entidades estudantis como a UPE e foi vice-presidente da UNE.
Por que concorrer a deputado federal?
Juliano Roso:
Sou candidato a deputado federal por dois motivos. Primeiro, porque o espaço político aberto em Passo Fundo e região é para deputado federal. Existem dez candidatos disputando vagas na Assembleia Legislativa e só quatro para federal. Segundo, porque nós temos uma liderança muito expressiva no PC do B, que é a deputado federal Manuela D’Ávila, uma campeã de votos e que deverá puxar mais um companheiro na eleição de 3 de outubro. Somado a isso, está a aliança que fizemos com o PSB, partido que tem outro campeão de votos que é o deputado federal Beto Albuquerque. Então acreditamos que poderemos eleger quatro deputados federais nesta composição. Eu quero posicionar minha candidatura para buscar a terceira ou quarta vaga nesta aliança.
Sua expectativa é de estar entre os quatro?
Juliano:
Sim, esta é minha expectativa, em função do trabalho político que tenho aqui, pela expressão do meu nome e pelo resultado dos três mandatos como vereador. Minha candidatura está consolidada. Ela não existe somente para disputar a eleição ou para marcar presença do partido. Outra razão, é pelo trabalho que tenho na região. O PC do B do Norte do Estado fechou com o meu nome. Eu tenho todo um trabalho de relações políticas na região com setores produtivos, com movimentos sociais e escolas onde trabalho. Portanto é possível, por tudo isso, obter expressiva votação.
A sua campanha é local ou regional?
Juliano:
As duas. É local, porque sou mais conhecido aqui em Passo Fundo. Portanto nós estamos focados aqui para fazer o voto local, porque cada vez mais o eleitor está votando em candidatos da sua cidade ou região. E eu trabalho para que isso ocorra, porque o município comporta dois representantes na Câmara dos Deputados. Há dez anos nós já tivemos dois deputados federais. Por que não teríamos agora, depois que a cidade cresceu e passou a ter mais importância no cenário político gaúcho? Por isso nossa candidatura é local e, ao mesmo tempo, regional pelo trabalho que tenho feito. Instalei diretórios do PC do B em mais de 40 municípios no Norte, tenho apoio de dezenas de vereadores, secretários municipais e de prefeitos que não são do meu partido. Além disso, tenho uma relação muito forte com os movimentos sociais de toda esta região. Acredito que farei metade dos votos necessários em Passo Fundo e a outra metade nos municípios próximos.
Uma das novidades desta campanha é a utilização da Internet. O senhor tem utilizado esta ferramenta?
Juliano:
Eu acredito que a minha candidatura é a que mais tem utilizado a Internet e entende que a liberação da campanha na web é muito positiva. O resultado do aproveitamento destas ferramentas é concreto. Muitos candidatos não têm recursos para fazer outro tipo de material e podem aproveitar o Twitter, por exemplo, que hoje é a grande ferramenta em política. Eu participo de todas as redes sociais e tenho inovado ao utilizar o twitaço, que se transformou em atividade permanente de campanha. Todas as segundas-feiras, às 21h eu faço o twitaço ao vivo, onde as pessoas podem acessar e dialogar, especialmente a juventude.
Um dos seus jingles tem ritmo de ‘rap’ e traz uma mensagem para os jovens. Sua expectativa é continuar atraindo este público?
Juliano:
Com certeza. Tenho várias bandeiras, mas uma delas é a questão da juventude, até mesmo por minha trajetória no movimento estudantil. Portanto a juventude para nós é um espaço importantíssimo. No entanto, estamos ampliando e discutindo outras bandeiras para buscar a ampliação da nossa votação e das nossas relações políticas.
E quais são as suas bandeiras de campanha?
Juliano:
Eu tenho defendido, principalmente, o desenvolvimento regional, através do debate sobre a consolidação da Ferrosul. Eu fui a liderança política que tomou a iniciativa para debater a passagem da Ferrosul por esta região. Não é por nada que o ex-presidente da Ferroeste Samuel Gomes manifestou apoio a minha candidatura, pelo trabalho que eu tenho realizado neste sentido. Se a Ferroeste passar por aqui vai melhorar muito a questão da distribuição da nossa produção e da vinda de matéria-prima e insumos. Também tenho focado a necessidade de nos constituirmos como pólo metal mecânico. Debatemos a recuperação e política de incentivos a este setor que tem relação com uma cadeia produtiva muito ampla aqui na região. Outro projeto é a busca de alternativas para baratear a energia para usuários e empresas, viabilizando o crescimento. Por fim, a bandeira da juventude que passa pela ampliação do Prouni, pela universidade estadual e cursos técnicos de formação profissional.
No seu site aparecem propostas em 12 diferentes áreas. Essa é uma estratégia para atrair o maior número de eleitores.
Juliano:
Na verdade é o trabalho que já realizamos na Câmara. Todas estas bandeiras que defendo como candidato não são novas e nem caíram de páraquedas na minha campanha para buscar votos. São, na verdade, temas que tenho trabalhado ao longo de dez anos como vereador e das minhas caminhadas pelo interior. No esporte, por exemplo, conseguimos atrair recursos para a região, até pela relação que temos com o ministro Orlando Silva, que foi companheiro de militância do movimento estudantil. O esporte, a cultura e a educação são relações que construímos ao longo de dez anos e que estamos assumindo compromisso com estes setores. Ser candidato não basta somente apresentar o nome, o número e a foto. Precisamos discutir bandeiras para o desenvolvimento regional e estarmos comprometidos com elas.
O senhor acha que há uma mudança na forma de fazer campanha, já que parece que ela não empolgou ainda como em outros anos?
Juliano:
Eu tenho impressão que, como está se consolidando a vitória da Dilma no primeiro turno e tudo se encaminha para que isso ocorra com Tarso, ao governo do Estado, a população fica mais calma e a eleição parece ser mais tranqüila.
Mas, o senhor não acha que há uma mudança de perfil dos candidatos?
Juliano:
Eu acho que não. Tenho feito campanha de rua. Sou o candidato que mais tem ocupado fábricas, escolas, comércio, etc. Tenho feito porta a porta de todos os prédios. Eu tenho feito uma campanha de corpo-a-corpo. É muito importante ter o cavalete na rua, a faixa, usar a Internet, mas nada substitui a presença do candidato nos lugares. E quando se aproxima a eleição a tendência é aumentar este contato direto com a população, porque é a arrancada final e quando o eleitor também começa a definir o seu voto.
Considerações finais:
Quero agradecer ao espaço e a todos que me receberam em suas cidades. É possível a nossa eleição como candidato a deputado federal. Para isso, precisamos contar com o apoio dos eleitores. Precisamos contar com apoio de cada um, porque minha campanha é voluntaria e tenho certeza que conseguiremos aumentar a representatividade da nossa região e garantir mais peso político enquanto região nas grandes decisões do Brasil.

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Patric defende o voto em candidatos locais - 09/09/2010
Sexta-Feira, 10/09/2010 por Série entrevistas UPFTV e ON

Redação ON

O vereador Patric Cavalcanti, do DEM, abriu a série de entrevistas com os candidatos a deputado federal que representam Passo Fundo nestas eleições. A iniciativa é uma parceria entre a UPFTV e o Jornal O Nacional. Patric Cavalvanti foi eleito vereador para o primeiro mandato com 1.595 votos, em 2008. Radialista, participou do movimento estudantil secundário e também universitário, tendo sido presidente do DCE. Em 18 anos de atuação no movimento estudantil, foi presidente da Associação de Moradores do Bairro São José e presidente e vice-presidente da União das Associações de Moradores de Passo Fundo (Uampaf). Patric elogiou a iniciativa dos dois veículos de comunicação que dá espaço para os candidatos locais exporem seus projetos.


O candidato se considera um representante do movimento comunitário?
Patric Cavalcanti:
Todos os candidatos têm uma visão comunitária ao buscarem o bem comum e a qualidade de vida do povo ao qual eles pertencem. Agora, na condição de deputado federal também vou buscar a qualidade de vida para todos os gaúchos. Eu me considero um político comunitário, porque sou atuante neste movimento. No meu gabinete, por exemplo, três pessoas que trabalham conosco são lideranças que presidem associações de moradores e atendendo diretamente as demandas da comunidade.
A indicação do seu nome foi praticamente uma unanimidade para concorrer a deputado federal. Estava nos seus planos disputar uma eleição neste momento?
Patric:
Em 2006 para 2007 nós assumimos com um grupo de jovens a presidência do Democratas, com o objetivo da executiva estadual de fazer um partido forte em Passo Fundo. Fizemos um trabalho de limpeza, começamos do zero e passamos a filiar novas lideranças. Naquele momento determinamos que teríamos um mandato de um representante. Em 2008 foram lançados quatro nomes e eu me elegi vereador. Até então não havia nos planos do Patric concorrer a deputado. Havia sim, o projeto de um partido de lançar um nome para participar do processo eleitoral para fortalecer a sigla. Depois de várias conversas, o partido decidiu que eu seria este representante.
Por que não candidato a deputado estadual?
Patric:
Primeiro, por uma questão matemática. Eu faço política, fazendo cálculos. Hoje, temos dez candidatos a deputado estadual e quatro para a Câmara dos Deputados. A densidade eleitoral é melhor para a Câmara, do que para a Assembleia. Nós temos bons nomes que já são deputados e nós elegeremos mais para representar a cidade. Na coligação na qual eu faço parte, DEM e PTB, nós brigamos por uma quinta vaga dentro da bancada. Para me eleger deputado estadual eu precisaria fazer 35 mil votos. A federal, eu preciso de 45 mil votos. Por esta razão optamos por não brigar com os demais candidatos locais e deixar que Passo Fundo eleja mais um ou dois deputados estaduais e mais um representante para a Câmara dos Deputados. Desde que não aconteça o que aconteceu em 2006.
Complementando esta questão, o senhor faz uma campanha para o voto em candidatos locais?
Patric:
Esta campanha começou ainda em 2006, quando a cidade já estava há oito anos sem um representante no Legislativo. A iniciativa teve apoio do professor Ginez e do Saul Spinelli. A campanha deu certo, tanto que elegemos um deputado estadual naquela eleição. Nós temos 200 mil habitantes e não podemos deixar a representação política para Soledade, Tapejara, Carazinho... Na eleição passada, quase 34 mil votos foram para 272 candidatos de fora. Isso representa dizer que 34 mil votos foram dados a 272 candidatos que não tem compromisso com Passo Fundo. Quem perdeu? O povo passo-fundense que deixou de eleger Mauro Sparta como estadual, faltando a ele apenas oito mil votos, e o Dr. Basegio, como federal que ficou na 1ª suplência.
Por que o senhor não faz dobradinha com candidatos do seu partido. Há alguma razão para isso?
Patric:
Eu faço uma dobradinha com Passo Fundo. Tenho feito reuniões com todos os candidatos locais para uma parceria. Fui cobrado pelo meu partido em função disso, mas acho que tenho que ser coerente. Não sou demagogo. Eu defendo os candidatos locais para deputado estadual e federal. Então vamos escolher entre os dez que se apresentam para a Assembleia e os quatro que disputam a Câmara. A sociedade passo-fundense e região conhecem todos estes nomes. Eu não vou fazer campanha para candidatos de fora. A minha dobradinha é com os candidatos de Passo Fundo.
Qual é o foco da sua campanha, qual é a sua bandeira?
Patric:
Eu tenho três bandeiras. A primeira delas é a questão da drogadição. Hoje, em Passo Fundo existem mil famílias cadastradas em busca de atendimento para recuperar dependentes. Só que o município tem apenas 40 vagas masculinas em duas casas terapêuticas de longo prazo, para o município e região. Nossa proposta é fazer emendas para obter recursos e garantir um atendimento posterior nas casas lares. Os espaços serviriam para ressocializar este dependente em recuperação, porque se ele voltar ao convívio do seu grupo anterior, ele terá uma recaída e as estatísticas nos provam isso. O que mais nos preocupa é que há uma projeção de que o vício em crack deverá matar mais do que o câncer.
Quais são os outros dois focos da campanha?
Patric:
Darei atenção especial à categoria dos vigilantes, que fazem a segurança privada do nosso patrimônio. A categoria está buscando 30% de periculosidade. A matéria foi aprovada no Senado e retorna para a Câmara e eu quero estar lá para contribuir com essa categoria. Nós temos mais segurança privada do que pública cuidando do nosso patrimônio. Defendemos também o porte de arma para os vigilantes, mesmo fora de serviço para que ele também possa se defender e até defender os outros de ação de bandidos. Fomos a Brasília e juntamente com os vigilantes de Passo Fundo encaminhamos o projeto no Congresso. Mas, o foco principal da nossa campanha é a qualidade de vida para os comerciários. O município tem hoje 14 mil trabalhadores nesta área, porque somos pólo neste serviço. Só que esta categoria tem uma rotina estressante. Nossa proposta é reduzir o tempo de contribuição para aposentadoria de 30 anos para os homens e 25 para as mulheres.
Considerações finais:
Eu peço ao eleitor de Passo Fundo e região para que avalie as propostas dos candidatos que vocês conhecem e não daqueles que só aparecem aqui a cada quatro anos. Nós não podemos trocar uma dentadura por um voto. O voto tem que ser coerente, responsável e fazer parte de uma construção. Peço para que votem no Patric que é de Passo Fundo, trabalha por esta comunidade. A cidade tem 200 mil habitantes, já somos pólo de saúde, educação e também queremos ser pólo na política.

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