Juventude é o foco de Bibiana - 24/08/2010
Terça-Feira, 24/08/2010 por Série entrevistas UPFTV e ON

Redação ON
A candidata a deputada estadual Bibiana Sanches, do PC do B, foi a entrevistada de ontem da série promovida pela UPFTV em parceria com o jornal O Nacional. Nas considerações iniciais, Bibiana agradeceu aos dois veículos de comunicação pela oportunidade. Disse que o espaço é importante para expor projetos, além do que já está garantido pela legislação eleitoral. Bibiana é militante do movimento estudantil desde 2002. Foi coordenadora da União Municipal de Estudantes Secundaristas e sempre participou da União da Juventude Socialista. Comunista desde criança, hoje é estudante da UPF, na Faculdade de Educação Física e atua como tesoureira do DCE.

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O slogan da sua campanha é uma ideia nova na política. Que ideia nova é esta, candidata?
Bibiana Sanches:
A ideia é termos mais espaço para a juventude e voz para as mulheres. Que a gente possa ter pessoas com ideias diferentes na Assembleia Legislativa, possa construir isso na cidade, região e também no Estado.
A candidata fala em promover a cidadania, a educação e a defesa das mulheres, Mas, na prática como isso deve ocorrer?
Bibiana:
Promover a cidadania desde a eleição, proporcionando que as pessoas expressem suas vontades e opiniões. Nosso papel é fazer com que os cidadãos votem conscientemente. Da mesma forma, podemos colaborar para uma discussão sobre a drogadição e para que as mulheres tenham mais espaço na política e também tenham mais oportunidades e igualdades.
Nesta questão das mulheres, os partidos políticos costumam ter uma grande dificuldade para preencher a cota de candidatas. Como funciona isso dentro do seu partido?
Bibiana:
Não temos problemas de preenchimento de cotas dentro do PC do B, até porque a construção de lideranças é independente de gênero. Temos mulheres de expressão dentro do partido, assim como homens.
Elas não participam só dos processos eleitorais, mas sim de ações sociais permanentes?
Bibiana:
A participação das mulheres, que integram o partido, está inserida dentro dos movimentos sociais em todos os segmentos.
A candidata imagina que a sua base de votos esteja aonde?
Bibiana:
Achamos que a juventude precisa participar mais da vida política da vida e do Estado. Entendemos que é preciso alcançar esta juventude que quer participar e que não está tendo oportunidade. Acho que as propostas que estamos apresentando, por ser do movimento estudantil e por estar neste meio nosso público alvo será o jovem.
Qual seria a ferramenta para alcançar esta juventude. As redes sociais seria uma forma?
Bibiana:
Com certeza. Temos um projeto de inclusão digital da juventude. Precisamos fazer com que cada vez mais pessoas tenham acesso à Internet e possam utilizar esta ferramenta para alcançar este público.
A candidata já usa algum tipo de ferramenta das redes sociais para se comunicar?
Bibiana:
Nós estamos lançando nossas propostas no Twitter, Orkut, blog, MSN. E há uma interação com o público porque ao mesmo tempo em que apresentamos nossos projetos, também abrimos um canal para que eles apresentem sugestões ou dêem opiniões.
Você se coloca como uma candidata da juventude. A partir disso, qual é a principal necessidade deste público?
Bibiana:
A necessidade da juventude é por espaços de cultura, lazer e inclusão. Isso tudo para não termos que ficar remediando quando falamos das drogas e, principalmente, do crack. Nós entendemos que juventude está neste processo de marginalização justamente por não ter espaços alternativos. O resgate da juventude, porém, passa pela educação. Entendemos que é preciso recuperar a universidade estadual, por exemplo, e que a gente tenha o mesmo sistema do Prouni nacional, só que no âmbito do Estado. Esta inclusive é uma proposta que defendo.
O movimento estudantil já foi forte em outras épocas. Como resgatar esta mobilização?
Bibiana:
Na verdade, a juventude continua se mobilizando. Precisamos resgatar dentro da sociedade este caráter de alegria, irreverência e de vontade de mudar as coisas que é próprio da juventude. A UNE e a UBES continuam fazendo as lutas do movimento estudantil, só que devemos considerar que em muitas instituições, os estudantes não conseguem apoio para estruturar os grêmios estudantis ou diretórios.
Não há um certo desinteresse dos jovens em relação a política?
Bibiana:
Acho que até pode existir, especialmente porque só ouvimos falar de corrupção. Mas se retomarmos o caráter de cidadania para toda a sociedade, conseguiremos fazer com que toda a população tenha vontade de dialogar e fazer política.
Qual o conselho que você daria para o engajamento da juventude na política e nas questões sociais do país?
Bibiana:
Acho que a juventude precisa mostrar mais sua irreverência que é natural. Precisamos estar nestes espaços onde os jovens se reúnem para debater política e outros temas, além de promover cidadania em todas as esferas e espaços que a gente se relaciona.
Considerações finais
Bibiana:
Gostaria de agradecer mais uma vez este espaço e dizer que é muito importante que a gente possa discutir política e todos os assuntos que dizem respeito ao nosso dia a dia, que sejam referentes à juventude, às mulheres e aos direitos humanos. Aproveito esta oportunidade para convidar a todos para uma ação no Twitter que a minha candidatura vai fazer, na sexta-feira. Será um Twitaço, onde terei oportunidade de interagir com as pessoas.

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Luciano prega parceria e dedicação a Passo Fundo - 23/08/2010
Terça-Feira, 24/08/2010 por Série entrevistas UPFTV e ON

Redação ON
O deputado estadual Luciano Azevedo, candidato a reeleição pelo PPS, foi o primeiro entrevistado da série produzida pela UPFTV em parceria com o Jornal O Nacional. A entrevista feita ao vivo, foi ao ar ontem às 12h30 no Canal de Notícias e está sendo reproduzida nesta edição de ON. Serão entrevistados dez candidatos a deputado estadual e cinco a federal. Todos terão um minuto inicial para apresentação, responderão a perguntas feitas pelos jornalistas Iura Kurtz e Zulmara Colussi, fechando o bloco com um minuto de considerações finais.  Num primeiro momento, o candidato agradeceu a população de Passo Fundo, que o elegeu deputado estadual, quebrando um jejum de alguns anos. Disse que procurou trabalhar sintonizado com a cidade, consciente de que aquilo que é bom para Passo Fundo acaba se refletindo na região.

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Deputado, Passo Fundo ficou oito anos sem representante na Assembleia Legislativa. Foi difícil restabelecer o vínculo?
Luciano:
Passo Fundo havia se desacostumado a ter deputado estadual. No início do mandato eu procurei recompor a relação do município com a Assembléia Legislativa, governo do Estado, facilitando as ações da prefeitura e dos agentes políticos e também trabalhando muito próximo das entidades. Isso ficou facilitado porque aqui nós conseguimos estabelecer uma relação que colocou a comunidade acima dos partidos. Muito do que eu fiz e consegui conquistar foi ao lado do prefeito Airton Dipp e junto com o deputado Beto Albuquerque, que foram grandes parceiros nestes quatro anos de trabalho. Evidentemente isso se traduziu ao longo do tempo em conquistas que não foram só nossas, mas que significaram mais de R$ 50 milhões investidos em várias áreas, sem contar os investimentos da região que melhoraram a vida da comunidade.
Como concretizar a representatividade na Assembleia?
Luciano:
Do ponto de vista eleitoral, a população escolhendo candidatos que tenham vínculo claro e indiscutível com a cidade e região. No meu caso, muito claramente, eu sou deputado de Passo Fundo. Hoje, tenho uma relação muito próxima com a região, trabalho pela região, participei de lutas regionais. Dou aqui  dois exemplos: a ERS 324 que recebeu investimentos de mais de R$ 15 milhões beneficiando Passo Fundo e Marau e dezenas de municípios da região; a parceria com o prefeito Ailton de Carazinho, que viabilizaram casas populares para inúmeras famílias. Mas, eu sou deputado de Passo Fundo e quando a cidade vai bem, toda a região que está ligada ganha com isso. Então, na Assembléia, eu priorizei ações que permitissem esse crescimento de Passo Fundo e de toda a região.
O senhor entende que sem a sua presença na Assembleia, sem representatividade, não teríamos conseguido estes avanços?
Luciano:
Eu não seria tão simplista. Os avanços são frutos de uma construção coletiva. Quando você consegue uma obra de R$ 15 milhões, como da ERS 324, isso é conseqüência do trabalho de muita gente ao longo dos anos. Governo se passaram, planejaram, fizeram projetos e este governo conseguiu construir as condições financeiras para que a obra fosse realizada. Muitos deputados e lideranças se envolveram. Eu fui uma peça desta engrenagem. Mas, pode ter certeza, uma peça dedicada e sinceramente envolvida com as questões locais. Tudo o que eu fiz como deputado, eu não fiz sozinho. Fiz como integrante desta comunidade de Passo Fundo e toda a região.
O senhor foi adversário do prefeito Airton Dipp em duas eleições municiais, mas mantém um bom relacionamento com ele. Como se dá esta parceria no aspecto político?
Luciano:
Primeiro, eu gosto do prefeito Airton Dipp. Tenho uma profunda admiração e respeito por ele. Segundo, eu respeito o resultado das urnas: quem ganhou para prefeito foi ele. A mim, como passo-fundense e como deputado cabe ajudá-lo da melhor maneira. Nós tivemos uma relação altamente produtiva para a cidade. O prefeito foi muito generoso comigo me chamando a participar de ações em benefício do município. A atração de empresas é exemplo disso. Eu participei da vinda da Italac, da AmBev. Estive ao lado do prefeito, sempre a convite dele. Ajudei a liberar áreas junto ao meio ambiente, participei das negociações junto ao governo do Estado. Estive em São Paulo negociando novas linhas aéreas, por delegação do prefeito. Nós conseguimos aqui, algo que é notável: fazer política para a comunidade, superado as siglas, esquecendo os interesses eleitorais momentâneos. Isso foi possível porque eu compreendi o resultado das eleições e porque o prefeito teve a grandeza de permitir que eu construísse meu espaço ao lado dele e da administração.
O candidato Luciano tem uma bandeira principal, tem um carro-chefe do mandato?
Luciano:
Tenho. Eu defendo Passo Fundo. Numa brincadeira simpática, eu fui definido na Assembleia como deputado municipal, porque eu tratei as coisas daqui sempre como as mais importantes. Para mim são. Eu moro aqui. Quando eu fui eleito, eu não abandonei a cidade. Eu não lembro de Passo Fundo só na época de eleição. Eu tenho aqui minha família, meus amigos. Minha dedicação é de alguém que gosta de verdade da cidade. O município não pode ser transformado em objeto eleitoral, em época de eleição.
São dez os candidatos que disputam uma vaga na Assembleia. Este número é elevado ou não?
Luciano:
Em primeiro lugar, todos têm direito de pleitear uma candidatura. Em segundo, acho que dez candidatos não é muito para uma cidade do porte da nossa. Em Frederico Westphalen há três candidatos locais. As candidaturas locais ganham a preferência dos eleitores. É natural que se priorize o voto local, assim como é natural que outros venham buscar votos aqui. Afinal de contas Passo Fundo é uma cidade que sempre recebeu muita gente e isso tudo faz parte da democracia. A população saberá escolher bem.
Algumas entidades defendem campanha pelo voto local. O que o senhor acha disso?
Luciano:
Acho que as entidades tem direito de expressar suas opiniões. Para mim seria muito conveniente que isso acontecesse. Eu não tenho dúvidas de que sou o candidato mais identificado com a cidade. Claramente sempre coloquei a cidade acima dos interesses partidários, eleitorais. As entidades se fizerem isso, e ainda há tempo, estarão prestando um serviço.
O senhor acha que Passo Fundo tem espaço para mais um representante na Assembleia?
Luciano: T
eoricamente tem, porque temos 134 mil eleitores. O cuidado que devemos ter é não perder o que já conquistamos. Isso é como um time de futebol que entra em campo precisando vencer de dois a zero e esquece que tem que fazer o primeiro gol. Para ter dois deputados, precisamos eleger antes o primeiro.
Ao encerrar o primeiro mandato, o senhor entende que conseguiu fazer o que propôs?
Luciano:
Eu entendo que sim. Claro que não quero me conformar com aquilo que ajudei a conquistar para a cidade. Mas vejam que foram mais de 30 escolas estaduais melhoradas, ampliadas e reformadas, viaturas para BM e Polícia Civil, equipamentos para o IGP, desde material como físico, reformas no presídio, melhorias no aeroporto, ações para trazer empresas para a cidade e muito dinheiro para os hospitais. Isso é benefício concreto para a população, que está melhorando a vida das pessoas e que pode ser visto por todos, então isso me realiza.
Considerações finais do candidato
Luciano:
Agradeço pela oportunidade dada pela UPFTV e Jornal O Nacional. Ampliei muito minha área de atuação e agradeço a toda a região por ter me recebido com carinho. Agradeço em especial Passo Fundo por ter me dado a oportunidade de representar a cidade na Assembléia. Procurei fazer tudo o que podia e o melhor para a nossa terra, cuidando dos seus interesses e acima de tudo sempre estando aqui. Acredito que não se pode fazer nada por uma comunidade se não convivemos com ela.

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