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Colunistas


Fatos 12.10.2018

Sexta-Feira, 12/10/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Apelo ao pacto pela paz
A tolerância e a paz devem vencer o ódio. Parece óbvio, mas neste momento de polarização extrema, é preciso fazer esta reafirmação num espaço como este. O Mapa da Violência já registrou 38 casos de violência por intolerância, desde o dia 1º de outubro, em várias regiões do Brasil. Um dos casos de maior repercussão foi o assassinato do mestre de capoeira Moa do Katendêa,na Bahia, no domingo. Esta, sem dúvida, é a campanha eleitoral mais violenta dos últimos tempos. Talvez não tenha havido outra na história. A neutralidade pode até ser compreendida no campo político, mas não pode ser admitida quando é necessário tomar uma posição contra atos de violência. Precisamos de um pacto pela paz e protagonizado pelas lideranças locais, independentemente de posições partidárias e ideológicas, para que Passo Fundo não passe pelas mesmas situações registradas em outras cidades. O momento é de conter ânimos e não exaltá-los. O respeito à posição do outro é direito fundamental e garantido num Estado Democrático de Direito. Vamos dar o exemplo!


Neutros
Sobre neutralidade, a maioria dos partidos, incluindo grandes agremiações como MDB, PP, PSDB, DEM, optam por liberar suas lideranças. E aí acontece uma situação que pode embananar o eleitor. O MDB, por exemplo, libera os filiados, mas aqui no RS, José Ivo Sartori declara apoio a Bolsonaro. O mesmo ocorre com o PSDB de Eduardo Leite, que também apoia Bolsonaro, dando ao presidenciável dois palanques eleitorais. O PSB apoia Sartori no Estado e, no cenário nacional, vai de Fernando Haddad, PT.

 

Postura
E como neutralidade é palavra de ordem, seguindo o caminho do prefeito Luciano Azevedo, que não acompanhou o partido (PSB) nacionalmente, os vereadores do PDT Márcio Patussi e Luiz Miguel Scheis se mostram inclinados a assumir postura neutra na eleição presidencial. A neutralidade num processo eleitoral pode ser entendida de várias maneiras. Não singnifica que o político, no seu direito de cidadão, não vá votar. Vai votar, mas ninguém saberá em quem e como votou. O efeito direto é que uma figura pública, ao anunciar neutralidade está dizendo que não vai influenciar o voto de ninguém.

 

Idade
A média etária dos deputados estaduais eleitos para próxima legislatura será um pouco superior a da atual, segundo levantamento feito pela imprensa da Casa. Ela será de 49,3 anos contra 47,5 anos, verificada na 54ª legislatura. O deputado mais jovem é Giuseppe Riesgo (Novo), que tem apenas 23 anos. A mais idosa é Zilá Breitenbach (PSDB), com 77 anos. A bancada de quem está na faixa dos 40 anos é a maior com 18 integrantes, seguida pela bancada dos cinquentões, que terá 16 membros. Os sexagenários serão onze, e os deputados na faixa dos 30 anos somam nove.




Fatos 11.10.2018

Quinta-Feira, 11/10/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Campo aberto
Os candidatos a deputado federal receberam mais de 100 mil votos dos eleitores de Passo Fundo. Segundo dados da Justiça Eleitoral foram 104.383 votos válidos que incluem candidatos e legendas. Brancos somaram 10.175 e Nulos, 4.599. Deste total, os candidatos por Passo Fundo somaram 36.623, ou cerca de 35%. Os demais candidatos que pingaram votos na cidade fizeram quase o dobro, 62.422. Os melhores desempenhos foram de Márcio Patussi, PDT, (12.377), Rodinei Candeia, PP, ( 8.767) Saul Spinelli, PSB, (7.309). Alex Necker, PCdoB, fez 3.621, e Eloí Costa, MDB, 3.559. Baixíssimas foram as votações para Elgiane Lago, PSB, 513, Celso Dalberto, PSOL, 381, e Eder Dias, PSTU, 106 votos. O cenário é favorável ao prefeito Luciano Azevedo para 2022. Tem mais dois anos de mandato à frente da prefeitura, um ano para fazer a transição e organização e outro para trabalhar visando a Câmara dos Deputados. Possivelmente fará dobradinha com Saul Spinelli que pode ser o candidato a deputado estadual pelo PSB.

 

Fugiu do controle
As notícias falsas fugiram completamente do controle. As agências de checagem não conseguem dar conta da demanda, tamanho é o volume de informações falsas circulando nas redes sociais sobre tudo, sobre todos e as mais variadas bobagens. O canal que da vazão as deseinformações é o WhatsApp. Longe do controle, fechado em grupos ou individualmente, o compartilhamento de imbecilidades beirar a crime.

 

Recado
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, PSDB, manifestou-se ontem pelo twitter sobre a onda de violência nestas eleições. “A marcha da insensatez continua. A despeito das belas palavras de respeito à Constituição (que o vento leva) ditas pelos dois candidatos. Assassina-se líder afro na Bahia e se ameaçam jornalistas. Quem protesta? Não me calo e não me calarei contra desmandos, ganhe quem ganhar”, disse.

 

Neutro

A polarização extremada na eleição presidencial tem gerado uma situação surreal. Os partidos estão liberando seus filiados, sem comprometer-se com este ou aquele e, muitas lideranças têm anunciado neutralidade no processo. Neutralidade é a palavra de ordem. 

 


Os Memes salvam
Só os memes para aliviar a tensão eleitoral. Sinal de que uma parcela do povo brasileiro, não perdeu o bom humor e nem a esperança.




Fatos 10.10.2018

Quarta-Feira, 10/10/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Risco de ditadura

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, disse que vê o risco de ditadura no Brasil, seja de esquerda ou de direita, neste momento de polarização política. A entrevista foi dada a TV Brasil, à jornalista Roseann Kennedy. Marco Aurélio, disse que as instituições devem ficar atentas para inviabilizar qualquer tentativa de retrocesso.“O risco [de ditadura] eu sempre vejo. Porque, certa feita, eu li um livro A Marcha da Insensatez, a história se repete. E, evidentemente, temos que estar atentos aos contornos. Claro que, eleito este ou aquele candidato, ele perceberá que precisa, por exemplo, do Congresso Nacional para governar. Perceberá que, estando na cadeira mais importante da República, deverá dar um exemplo em termos de observância da ordem jurídica”, declarou Mello. O ministro afirmou ainda que não acredita que possa ocorrer retrocessos de imediato e alertou que não é possível “atropelar o que está estabelecido” para se alcançar determinado resultado. “Estamos vivenciando uma democracia há 30 anos. Não há espaço, de início, para retrocesso, mas as instituições precisam estar atentas, inviabilizando qualquer tentativa neste sentido de ter-se um retrocesso”. Durante a entrevista, Mello lamentou que o país tenha chegado à radicalização.

 

Risco real
O risco é tão real, que o próprio STF está proponto um pacto de governabilidade com o próximo presidente da República, para evitar que o país ‘capote’, aceverando a crise econômica.

 

Resultado
O ex-prefeito de Passo Fundo Airton Dipp recebeu o resultado das urnas com muita tranquilidade. Ficou triste, esperava fazer 20 mil votos em Passo Fundo e outros 5 mil fota daqui, o que lhe daria chance de ocupar uma vaga na Assembleia. Aos 68 anos de idade, com três mandados dedicados à prefeitura de Passo Fundo e dois como deputado federal, Dipp quer agora descansar. Não quer falar de futuro, mas disse que está sempre à disposição da vida pública quando for chamado. Agradeceu o carinho com que foi recebido pela população durante a campanha que, segundo ele, foi franciscana, mas intensa de trabalho.


Olho em 2020
Credenciado e apoiado pelo partido, o vereador Márcio Patussi se prepara para ser o candidato a prefeito em 2020. Dentre os candidatos que disputaram uma vaga à Câmara dos Deputados foi o que obteve maior número de votos em Passo Fundo. Totalizou 15.063, dos quais 12.377 no município.


Cláusula de barreira
Dos 35 partidos registrados no TSE, 14 não atingiram a chamada cláusula de desempenho e vão perder, a partir do próximo ano, o direito de receber recursos do Fundo Partidário e participar do horário gratuito de rádio e televisão. Foram atingidos: PCdoB, Rede, Patri, PHS, DC, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU e PTC. O dispositivo atingiu os partidos da candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad, Manuela d'Ávila (PCdoB), e do candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, General Mourão (PRTB).

Conflito socialista

Corrente do PSB pediu que os socialistes deixem a base de governo de Satori, porque o candidato declarou apoio a Jair Bolsonaro na corrida presidencial no segundo turno. No entanto, nacionalmente, o PSB anunciou apoio a Fernando Haddad, gerando outra discordância. O prefeito Luciano Azevedo, disse não concordar com a posição da  Direção Nacional do partido, que declarou apoio a Haddad. "Em hipótese alguma farei campanha para o PT”, afirmou. O prefeito não deixou claro se esta posição indica seu apoio a Bolsonaro. 

 




Fatos 08.10.2018

Segunda-Feira, 08/10/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Encruzilhada
Segundo turno começando e a hora é de buscar apoios. O PDT nacional indica que vai liberar seus filiados, mas fará uma campanha mais contra Bolsonaro do que a favor do PT. Não quer cargo no próximo governo e garante que manterá independência. Indicativo trabalhista demonstra a encruzilhada do eleitor comum que não vota e Bolsonaro e muito menos em Haddad, por conta do PT. Essa situação faz crer na subida do termômetro dos votos brancos, nulos e abstenções. No primeiro turno já foi o maior da história, desde 2002, 20% ou 30 milhões de eleitores que deixaram de votar. 30 milhões de eleitores podem decidir tanto para um lado quanto para outro. Como conquistá-los será a grande questão!


Experiência
Ex-reitor da UPF José Carlos Carles de Souza, que fez pouco mais de 6 mil votos para deputado estadual, viveu a sua primeira experiência na política e já percebeu que o ambiente não é nada amistoso. Filiou-se ao PSD, à convite do vice-governador José Cairolli, mas não foi recebido como deveria em Passo Fundo. De forma equivocada, o partido lançou também Anthony Andreola e apoiou outros dois candidatos da região para a mesma vaga. Terreno minado para um recém chegado no partido. A exceção foi Tadeu Karczeski, que honrou o acolhimento ao novo companheiro. Serviu como experiência!


Fatores
O resultado da votação do ex-prefeito Airton Dipp, PDT, mais de 17 mil votos (14,4 mil só em Passo Fundo), tem uma composição de fatores, mas o que pesou foi o efeito Bolsonaro. A proximidade dele com o PT, afastou a classe média. Também deve-se levar em consideração que o ex-prefeito ficou cerca de seis anos longe de campanhas e desembarcou em outro momento da política. Foi uma campanha de redes sociais e menos de rua, a que ele está habituado.

 

Pouco voto
Passo Fundo encolheu o número de votos aos candidatos locais. Não surtiu efeito algum a campanha das entidades. E nesta história de não valorizar prata da casa, tem aqueles casos cujos votos somem na nuvem. O deputado federal José Stédile apostou no apoio do vereador Valdecir de Moraes. PSB, e conseguiu a bagatela de 775 votos. Não se reelegeu.


Habilitado
Desempenho de Mateus Wesp, PSDB, teve ligação com a campanha de Bolsonaro. Wesp fez 19.799 em Passo Fundo do total de mais de 28 mil votos que o elegeram como segundo mais votado da bancada tucada. Se habilita ao cenário local em 2020.




Fatos 09.10.2018

Segunda-Feira, 08/10/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Encruzilhada
Segundo turno começando e a hora é de buscar apoios. O PDT nacional indica que vai liberar seus filiados, mas fará uma campanha mais contra Bolsonaro do que a favor do PT. Não quer cargo no próximo governo e garante que manterá independência. Indicativo trabalhista demonstra a encruzilhada do eleitor comum que não vota e Bolsonaro e muito menos em Haddad, por conta do PT. Essa situação faz crer na subida do termômetro dos votos brancos, nulos e abstenções. No primeiro turno já foi o maior da história, desde 2002, 20% ou 30 milhões de eleitores que deixaram de votar. 30 milhões de eleitores podem decidir tanto para um lado quanto para outro. Como conquistá-los será a grande questão!


Experiência
Ex-reitor da UPF José Carlos Carles de Souza, que fez pouco mais de 6 mil votos para deputado estadual, viveu a sua primeira experiência na política e já percebeu que o ambiente não é nada amistoso. Filiou-se ao PSD, à convite do vice-governador José Cairolli, mas não foi recebido como deveria em Passo Fundo. De forma equivocada, o partido lançou também Anthony Andreola e apoiou outros dois candidatos da região para a mesma vaga. Terreno minado para um recém chegado no partido. A exceção foi Tadeu Karczeski, que honrou o acolhimento ao novo companheiro. Serviu como experiência!


Fatores
O resultado da votação do ex-prefeito Airton Dipp, PDT, mais de 17 mil votos (14,4 mil só em Passo Fundo), tem uma composição de fatores, mas o que pesou foi o efeito Bolsonaro. A proximidade dele com o PT, afastou a classe média. Também deve-se levar em consideração que o ex-prefeito ficou cerca de seis anos longe de campanhas e desembarcou em outro momento da política. Foi uma campanha de redes sociais e menos de rua, a que ele está habituado.

 

Pouco voto
Passo Fundo encolheu o número de votos dados aos candidatos locais. Não surtiu efeito algum a campanha pelas candidaturas locais. O total chegou a 46 mil entre os candidatos a deputado federal e estadual. E nesta história de não valorizar prata da casa, tem aqueles casos que só tiram voto daqui para lugar algum. O deputado federal José Stédile apostou no apoio do vereador Valdecir de Moraes. PSB, e conseguiu a bagatela de 775 votos. Não se reelegeu.


Habilitado
Desempenho de Mateus Wesp, PSDB, teve ligação com a campanha de Bolsonaro. Wesp fez 19.799 em Passo Fundo do total de mais de 28 mil votos que o elegeram como segundo mais votado da bancada tucada. Se habilita ao cenário local em 2020.




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