Coluna Zulmara - 26/07/2010
Segunda-Feira, 26/07/2010 por Zulmara Colussi

  • Paz não tem preço

Está para ser votado o projeto do Executivo que vai ajudar os organizadores do Festival Internacional do Folclore a pagar as contas de 2008. Por conta destas dívidas que foram contraídas, por que não houve aprovação da Lei de Incentivos à Cultura do Estado, o Festival deste ano não foi realizado. Seria dispensável lembrar aos vereadores o quanto este evento realizado a cada dois anos é importante para a cidade. Mas, como sempre, tem aqueles que gostam de se fazer de difícil, não custa nada enumerar os pontos positivos: primeiro, o festival é nosso e Passo Fundo é uma das poucas no país a sediar o evento; o festival é feito por uma legião de voluntários que não ganha absolutamente nada antes, durante e depois; as escolas trabalham os aspectos culturais e históricos de cada país participante; Passo Fundo é conhecida mundialmente por este festival; o evento custa caro, porque ele se propõe a hospedar, dar alimentação e bancar o transporte interno de todos os grupos que são amadores, e não profissionais, além de oferecer toda a estrutura adequada para as apresentações. Por fim, o festival foi criado na década de 1950 para difundir a paz no mundo. Considero que este argumento se sobrepõe a qualquer outro. Paz não tem preço.

  • Técnico

Mas, se os pontos elencados não sensibilizarem os nobres edis, tecnicamente falando, o projeto elaborado pelo Executivo teve o cuidado de obedecer todas as orientações dadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Não privem a população deste belo espetáculo que invade as ruas da cidade, que projeta o nome da cidade e que proporciona um banho de cultura a cada dois anos. Aprovem a matéria senhores vereadores!

  • Desistência

Os custos de campanha e a imagem negativa dos políticos em geral e dos parlamentares federais em particular parecem ter motivado a desistência de 32 deputados federais, que não concorrem a nenhum cargo nestas eleições, pouco mais que do pleito de 2006, quando a avaliação sobre o Congresso era pior e somente 22 deixaram de disputar postos eletivos. É o que diz o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).

  • Números

O DIAP, que mede todos os anos os parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, revela que 420 dos 513 deputados, ou 81,87% da composição da Câmara, irão tentar a reeleição. Dos 93 que não tentarão renovar o mandato, 32 disputam uma vaga ao Senado, dez são candidatos a governador, dez a vice-governador, cinco tentam ser deputados estaduais, dois são suplentes de senadores e dois são candidatos a vice-presidente da República.

  • Canteiro

O prefeito Airton Dipp, em entrevista à UPFTV com a participação de ON, disse que no próximo ano a cidade vai se transformar num verdadeiro canteiro de obras. O dinheiro do BID, agora aprovado e liberado, e mais os R$ 41 milhões do BNDES para a Corsan mudarão o cenário local. Bons ventos. Dipp não esconde a alegria.

  • Batata frita

Leitor de ON, Hilton Araldi, fez um exercício de matemática, o mesmo que esta colunista fez na semana passada com o preço do orégano. Hilton converteu o valor pago pelo pacote de batata palha industrializada, que se compra em qualquer estabelecimento, que é R$ 1,70 por 45 g, e chegou à conclusão de que o quilo deste mesmo produto é R$ 37,77. Ele pergunta: "você pagaria este valor por batata frita?" "Um absurdo", responde.

  • Rápidas

* A TV Brasil gravou na semana passada o Programa 3 a 1. Foram entrevistados os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), José serra (PSDB) e Marina Silva (PV). O acesso ao conteúdo está no site www.agenciabrasil.gov.br.
* Vereadores receberam esta semana cópia do Código Municipal de Defesa do Consumidor, inédito no Brasil. Muitos já carimbaram o seu nome no livreto para distribuir. Afinal, daqui a dois anos, tem outra eleição.
* Candidatos não perderam tempo. Na Festa de São Cristóvão mostraram o quanto são devotos do padroeiro dos motoristas.

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Coluna Zulmara - 19/07/2010
Segunda-Feira, 19/07/2010 por Zulmara Colussi

  • Conselho

O Conselho de Desenvolvimento de Passo Fundo, um órgão apolítico que reúne a representatividade da sociedade organizada ainda está sem presidente, desde que o professor Elmar Floss decidiu afastar-se da função. O cargo vem sendo exercido pelo advogado, professor e reitor eleito da Universidade de Passo Fundo, José Carlos Carles de Souza, que era o vice-presidente. Só que, na terça-feira, José Carlos assume a reitoria e terá, sem dúvida, pouco tempo para se dedicar a organização do Conselho. Até o mês de agosto este assunto deve estar resolvido. Há mobilização de parte das pessoas que querem manter o Conselho ativo, para construir a melhor saída.

  • Saudade

Jornalista Paulo Moura, com que tive o privilégio de trabalhar em Porto Alegre, nos deixou no sábado. Foi para outra redação deste imenso universo. Aos 80 anos, era apaixonado por duas coisas: jornalismo e esporte. Jornalista moldado a partir das experiências do dia a dia, Moura era passo-fundense, mas daqui saiu ainda pequeno. Subeditor de esportes do Correio do Povo por mais de 50 anos, deixa um legado de profissionalismo, talento, dedicação, simplicidade e humanidade. Exemplo a ser seguido.

  • Orégano

Uma observação feita pelo jornalista e blogueiro Clésio Boeira esta semana chamou a atenção desta colunista. Boeira comprou no supermercado uma embalagem (saquinho) de orégano, contendo 3g, ao preço de R$ 1,99. Chegou em casa e resolveu fazer os cálculos, constatando que estava pagando R$ 663,33 pelo kg do produto. “Será que uma especiaria vale tudo isso?”. Pois não vale para quem produz. O orégano é um tempero parecido com a manjerona, a mesma que utilizamos aqui para o feijão e carnes. Na região, esta especiaria é produzida por agricultores familiares, mas a maior produção está no interior de São Paulo. Quem ganha com este valor astronômico, que se for colocado na ponta do lápis vale mais do que ouro, é a indústria e não o produtor. A situação não é exclusividade do orégano. Alguém já fez os cálculos de quanto pagamos pelas folhas de louro embaladas e vendidas no mercado?

  • Conclusão

Na conclusão que Clésio Boeira tirou deste exercício com o orégano, é que “as indústrias se utilizam "espertamente" desse procedimento para desorientar o consumidor, que perde totalmente a percepção real do valor que está pagando pelos produtos.”

  • Espaço

O Twitter é espaço democrático para dizer o que estamos fazendo, para convidar, para criticar, para informar e para desabafar. Tenho lido desabafos de muitos políticos dos quais sou seguidora, apenas da web. Mas, há também espaço para muita besteira e mediocridade. O bom disso tudo é que a gente pode selecionar. 

  •  Palmadas

A lei das ‘palmadinhas’ nada mais é do que uma intervenção do Estado dentro dos lares brasileiros. Estado que é incompetente, por exemplo, para cumprir a sua função, como garantir acesso à educação e à saúde para todos. Estado que não consegue gerir um sistema penitenciário adequado ou mesmo garantir segurança para a população. Se este Estado que não dá ao pai ou mãe de família as condições básicas para ele prover o seu lar, como quer invadir a casa dos cidadãos para dizer o que se deve ou não fazer com os filhos? Qualquer família estruturada não utiliza da força ou agressão para educar seus filhos e não precisa da intervenção absurda do Estado para dizer como os pais devem criar seus herdeiros.

  •  Rápidas

* O deputado Beto Albuquerque e a esposa jornalista Daniela Miranda, comemoram a vinda de um novo herdeiro. O casal ficou sabendo esta semana da gravidez.
* Sessões plenárias da Assembléia Legislativa na semana passada reproduziram o cenário daqui para frente: baixo quórum.
* Pode ser pressão da oposição: circulam informações pela internet de que o PT está preocupado com a saúde da candidata à presidência da República Dilma Roussef. A coordenação mantém por perto um serviço de saúde.
* Partidos com dificuldades financeiras no começo da campanha. Situação natural no começo da captação de recursos.

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Coluna Zulmara - 12/07/2010
Domingo, 11/07/2010 por Zulmara Colussi

  • Tecnologia

Os candidatos que se exercitaram no uso de ferramentas da internet no período pré-eleitoral, sem dúvida, saem ganhando em relação a outros que estão se familiarizando somente agora com o recurso eletrônico. A internet promete ser a vedete desta eleição, desde que bem utilizada. As ferramentas são muitas. O candidato pode ter desde a tradicional página na web, como alimentar um blog e participar de redes sociais, como o Orkut e o Facebook, e usar o twitter, a mais nova sensação. Só que para tudo há medidas. O eleitoral não vai suportar uma overdose de informações sobre um único candidato em qualquer uma dessas ferramentas. A rejeição é inevitável.

  • Relação

Dizer que se pode fazer uma campanha hoje sem usar alguma dessas ferramentas também é negar que a tecnologia faz parte das nossas vidas. É rotina indispensável para qualquer atividade profissional, da mais remota à mais moderna. Recentemente a Folha de São Paulo publicou uma entrevista com especialista em direito digital, Leandro Bissol, em que ele afirma que o uso da internet nas eleições vai aumentar a transparência, pelo menos na parte de prestação de contas. O mais importante: "Aumenta o controle do próprio eleitor na prestação dessas contas".

  • Jovens

Para o advogado, a relação dos candidatos com o público na faixa de 16 a 24 anos, que é o principal canal de busca de informação pela web, estará facilitada por esse mecanismo. Nesse contexto, os que saem ganhando são os candidatos a deputado. Já que eles não dispõem de tempo para falar em rádio e televisão, devem usar as ferramentas da internet para falar aos leitores. E o melhor, sem limite de tempo, mas desde que obedeça aquele criteriosinho básico de bom senso.

  • Contato direto

Mas, a internet ainda não é unanimidade. Pelo menos, para os nossos candidatos locais. Poucos estão utilizando o recurso há mais tempo. Há quem sequer tenha página na web ou então está com o blog completamente desatualizado. Do total de 14 candidatos, entre estadual e federal, cinco se comunicam com o eleitorado pelo twitter e sete tem algum tipo de espaço na rede mundial. Parece que os nossos candidatos preferem mesmo o velho processo de conquista de voto: o contato direto com o eleitorado. Que continua valendo mais do que nunca.

  • Rápidas

Vereador Juliano Roso, do PCdoB, tem dois concorrentes fortes na aliança com o PSB para conquistar vaga à Câmara dos Deputados: um de Caxias e outro da região Metropolitana. No entanto, o passo-fundense aposta na inserção regional para sair na frente.
Vereador Diógenes Basegio, do PDT, já está com propaganda em muros, dentro do que prevê a legislação eleitoral. Sai na frente na corrida para a Assembleia.
Indústria naval, bancos, construção civil e outros segmentos aquecidos são alvos da campanha petista, de Dilma Rousseff, para arrecadar R$ 157 milhões.
O tucano José Serra aposta em duas "novidades" para driblar a dificuldade que a oposição enfrenta na hora de arrecadar: o engajamento da classe média rural e a participação de pessoas físicas com doações de valores mais modestos, via internet.

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Coluna Zulmara - 05/07/2010
Segunda-Feira, 05/07/2010 por Zulmara Colussi

  • Sem presidente

O professor Elmar Floss deixou, na noite de sexta-feira, a presidência do Conselho de Desenvolvimento de Passo Fundo. De forma muito elegante, anuncia a renúncia na coluna que assina em O Nacional e que está publicada nesta edição (página 11). Aposentado como professor da Universidade de Passo Fundo, atualmente dedica-se a percorrer o Brasil e o exterior dando palestras e também a cuidar dos negócios que tem com os filhos na área de pesquisa. Nesta semana, por exemplo, estará em Buenos Aires atendendo a uma série de convites. Na semana que vem, tem seis palestras marcadas em estados da região centro oeste do país. Os convites se sucedem, porque o professor Elmar é reconhecido por seu altíssimo conhecimento técnico na área de pesquisa com aveia. Aos desavisados, o professor Elmar foi pioneiro na pesquisa com aveia no Brasil, colocando Passo Fundo no mapa da produção mundial.

  • Interesses

Pois o professor Elmar incomodou interesses. Desagradou caciques e foi uma pedra no sapato de muita gente, especialmente aqueles que deveriam atender aos interesses públicos. Na sexta-feira, depois de uma série de fofocas e desvios, ele disse chega. Decidiu que vai dedicar-se exclusivamente a sua atividade profissional. E fez bem. Quando representantes da sociedade não sabem interpretar o que é democracia participativa na sua essência, não merece ter pessoas que trabalhem para ela. Lamentável, porque quem sai perdendo é a maioria da população que não tem nada haver com isso.

  • Multifeira

O estopim de tudo foi um evento, que seria denominado de Multifeira, e poderia ser realizado no final do ano em Passo Fundo. A idéia partiu de uma empresa privada que tem projeto aprovado e foi discutida a partir do Conselho de Desenvolvimento com diversas outras entidades de classe e poder público. No entanto, a discussão que deveria ser profissional e estar acima de interesses, descambou para o político. Trataram de tirar o projeto de cena, alegando que o mesmo atrapalharia outros eventos já programados. Trataram de minar quem tem o poder de decisão com a história de que Floss estaria fazendo nome para concorrer a qualquer coisa. Não só não pretende disputar cargos eletivos, como esta coluna já noticiou, como anunciou que vai se desfiliar do PP.

  • Não vai mais

Há muito mais entre o céu e a terra do que se possa imaginar. A desistência da candidatura de Osvaldo Gomes à Câmara dos Deputados tem uma relação direta ao que deve acontecer depois das eleições na administração municipal. Gomes não tinha o apoio da maioria do PMDB local. Ele próprio não sentiu firmeza para se aventurar numa campanha depois de quase seis anos fora da política. Gomes não só não será mais candidato como também deve deixar o partido.

  • Rumo ao PTB

Em crise, o PTB é tudo que Gomes precisa. Dividido entre os grupos de Márcio Tassi e Zenóbio Magalhães, o ex-prefeito de Passo Fundo seria muito bem vindo ao novo partido. Vai liderar com conhecimento de causa aqueles que já lhe serviram nas duas gestões na prefeitura. Ganhará domínio e confiança, daí sim para arriscar outras candidaturas. Poderá ser o elo entre os dois grupos.

  • Futuro

A lógica disso tudo está numa nova formação de aliança para o futuro. PMDB e PDT estão próximos no cenário nacional, em apoio a Dilma para presidente, e no Rio Grande do Sul, com a candidatura de José Fogaça. É um ensaio para uma futura coligação em Passo Fundo, visando 2012. O PT? Bom, o PT está no governo, mas não é certeza de entendimento para a sucessão de Dipp. Cecconello ganha fôlego para carreira solo.

  • Rápidas

* Desde sábado, agente público que é candidato não pode mais participar de inaugurações de obras. É crime previsto pela Lei Eleitoral.
* Baixaria no Paraná. O senador Roberto Requião e o presidente do PPS no estado, Rubens Bueno, se desentenderam no aeroporto Campo Mourão. Saíram no tapa.
* TSE recebeu quatro registros de pesquisa entre os dias 27 de junho e 2 de julho.
* Ibope divulgou no final de semana empate técnico entre José Serra e Dilma Roussef.

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