Em janeiro, deste ano, uma decisão do Desembargador Nereu José Giacomolli, da 6ª Câmara Criminal do TJRS, mudou a situação de 22 apenados do regime aberto do município de Erechim. Atendendo ao pedido apresentado em habeas corpus pela Defensoria Pública, o desembargador concedeu direito à prisão domiciliar aos 22 detentos. A Defensoria Pública sustentou haver superlotação no presídio e que os apenados cumprem pena na mesma unidade, sem diferenciação pelos regimes aberto e semiaberto. A decisão beneficiou apenas a presos que não foram condenados por crime hediondo ou equiparados, mediante condições definidas pelo Juízo da Comarca.
Decisaõ como esta se multiplica Brasil afora, diante de um sistema carcerário falido e são base de ampla discussão no meio jurídico. A prisão domiciliar é prevista em algumas situações pela legislação brasileira. No entanto, não são todas as instâncias que entendem que ela deva ser aplicada no caso de a Casa Carcerária não oferecer o sistema de albergue (pelo qual se aplicam as penas do semiaberto e aberto). Há entendimento de que, se Estado não tem competência de oferecer à sociedade todos os regimes determinados pela legislação, não pode privar a liberdade do cidadão que cometeu um delito leve, na mesma circunstância de outro que cometeu crime hediondo ou é reincidente no crime.
A decisão que beneficiou os apenados de Erechim poderia ser uma alternativa para o superlotado Presídio de Passo Fundo, que não dispõe do sistema de albergue para regime aberto. A aplicação da decisão de Erechim, no entanto, depende de ações individuais ou coletivas por parte da Defensoria Pública. Mas não deixa de ser uma possibilidade a ser pensada. Tudo o que for feito para minimizar este problema é bem vindo. Estaríamos desarmando aos poucos a bomba relógio instalada nos altos da São Luiz Gonzaga.
A apresentação da Mostra da Cultura Gaúcha, prejudicada pelo tempo, no final de semana passado, não teve o mesmo brilho, no último sábado à tarde, 18. Pequeno público prestigiou as entidades tradicionalistas. O tempo também não colaborou com o tradicional desfile Farroupilha, na segunda-feira. Mas, tirando a imprevisão do tempo, há que se pensar em uma nova fórmula para estes desfiles. A ideia da Mostra, que nasceu em Passo Fundo, precisa ser remodelada para os próximos anos, sob pena de repetição.
Na reta final da campanha eleitoral, os candidatos que tem vínculo ou são mais próximos da cidade, concentram suas atenções nos eleitores de Passo Fundo. A propaganda está muito mais visível e a presença dos candidatos também. Agora é dedicação total ao corpo a corpo, porque é hora de fazer com que o eleitor se defina. A quinzena farroupilha foi um bom momento para este tipo de ação política.
A enxurrada de denuncias contra a Casa Civil do presidente Lula e, mais recentemente, contra os Correios, terá alguma influência no desempenho da candidata Dilma Rousseff? Até o momento não deu para perceber este reflexo. Dilma mantém-se com larga vantagem sobre o candidato José Serra. O grande problema é que passado o processo eleitoral, as coisas caem no esquecimento e daqui mais algum tempo, outras denuncias surgirão. Uma roda viva nada produtiva para o país. Ao contrário, no envergonha.
* Expectativa para saber se a Câmara vota ou não o projeto para pagar as contas do Festival de Folclore de 2008.
* Mandado de segurança contra o prefeito Airton Dipp por não responder pedidos de informações dos vereadores não seguirá adiante. Perdeu o objeto.
* Vereador Rafael Bortoluzzi, PP, autor do pedido, teve suas questões respondidas na semana passada. Foram sete ao todo.
O Jornal O Nacional não se responsabiliza por opiniões emitidas por terceiros neste espaço. Mas informa que comentários ofensivos ou que exponham pessoas, entidades ou empresas serão excluídos pelo moderador.
Deixe seu comentário: