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Cultura


A mistura entre o tradicional e o moderno

Publicada em: 17/03/2018 - 11:50, por Redação ON

Dono de uma sonoridade singular, o músico Pirisca Grecco traz ao Rito Espaço Coletivo uma amostra dos seus 20 anos de trajetória

A mistura entre o tradicional e o moderno

Crédito: Tiago Benedetti

Em uma mistura entre a sonoridade das músicas modernas e o estilo regional, próprio do tradicionalismo gaúcho, Pirisca Grecco está entre os destaques da cena musical do Rio Grande do Sul. Não apenas pela particularidade do som que produz, mas também pelo extenso currículo, que conta com oito discos lançados e oito prêmios Açorianos de Música, o que não falta é experiência para compartilhar com o público. As participações nos festivais ativistas e as andanças pelo Brasil, América do Sul e também por outros continentes são alguns dos tópicos que Pirisca, natural de Uruguaiana, promete abordar no workshop - carinhosamente apelidado de "workxote", nessa ocasião - que ministrará neste sábado (17), às 16h30min, no Rito Espaço Coletivo. A atividade antecede o show do artista, marcado para as 20h, no mesmo espaço, localizado na Rua Aníbal Bilhar, nº 900, bairro Lucas Araújo.

Inaugurando em novembro de 2016, em uma parceria entre o Grupo Ritornelo de Teatro e a Fundação Lucas Araújo, o Rito tem sido espaço de constantes manifestações artísticas, recebendo a visita de diversos artistas da região. Esta é a primeira vez, no entanto, que Pirisca fará show no local. O contato do músico com o espaço cultural é recente e se deu por meio de um dos membros do Grupo Ritornelo, o músico Ricardo Pacheco, quando Pirisca passou por Passo Fundo acompanhando o projeto Infusión, que tinha como uma das estrelas do elenco Letícia Spiller, no primeiro fim de semana deste mês. "Conheci o espaço e achei muito aconchegante, gostei muito da casa, do formato e das pessoas que frequentam a casa. Isso me levou a topar essa aventura de fazer o workshop e logo a seguir uma apresentação", conta. Pirisca define o workshop como uma espécie de bate-papo musical, em que contará sobre seus 20 anos de trajetória na música regional, carregando tanto a cultura e identidade gaúcha, quanto as influências da música popular brasileira e do folclore argentino e uruguaio. A expectativa é de bom público, graças ao apoio da Musiclass e do Reduto Sonoro. "Vai além de fazer o som da noite. Acho muito importante tocar de dia e tocar para vários públicos. Nem sempre à noite tu podes passar a tua mensagem, porque o momento é mais de euforia. Ter a oportunidade de estar olho no olho, com gente realmente interessada, amplia tua mensagem, tu podes deixar um legado". Ele garante, ainda, levar material didático e certificado para os participantes.

À noite, o músico se coloca à disposição da plateia, em uma apresentação fundamentada na informalidade. A ideia é manter um show sem roteiros, para moldar-se ao momento. "O público é um oceano que a gente tem que navegar sempre que põe o barco n'água. Então eu tenho que estar pronto, com todas as minhas velas, meus remos, a minha leitura sobre as condições do tempo, do mar, da tempestade", metaforiza ao comentar, também, sobre a expectativa em serenar este mar e manter a troca que sempre existe com o público. Quando perguntado se aceitará sugestões do público para o repertório, Pirisca responde que este "é um momento de empatia, um ponto de encontro. Nós quebramos o mito do grande campeão, do artista intocável. Somos muito próximos do nosso público e conseguimos imprimir isso nas apresentações. Certamente, o que estiver ao nosso alcance e pudermos interpretar, corresponder às expectativas do público, vamos remar para isso".

Participação especial

Quem acompanha Pirisca na apresentação no Rito é flautista Texo Cabral, seu companheiro há dez anos, especialmente por conta do projeto Comparsa Elétrica. Assim como o amigo, Texo coleciona histórias marcantes pelos festivais no Rio Grande do Sul, com o grupo Tambo do Bando, um grupo pioneiro do movimento. "O Texo sempre acrescenta muito, tanto no convívio extracampo, como eu gosto de chamar, quanto no palco. É um cara que emociona tanto o netinho como o vovô. Tem esse dom. É um dos maiores músicos do país e um cara muito respeitado por todos os artistas", elogia. "A gente é muito grato pela colaboração do Texo na sonoridade da nossa discografia e procura aproveitar ao máximo cada momento que ele está conosco para intercambiar essas melodias".

Ingressos


O ingresso para o show custa R$ 25. Para os interessados em participar do workxote, o ingresso, que inclui também a entrada para o show, custa R$ 35. Em ambos os casos, o ingresso pode ser adquirido diretamente na entrada do evento.

Palavras-chave:

cultura

música

tradicionalismo

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