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Economia


RS: o Estado "mais velho" e que remunera mais

Publicada em: 20/09/2014 - 09:30, por Redação / [email protected]

PNAD 2013: Pesquisa do IBGE retrata mercado de trabalho e condições de vida da população brasileira

RS: o Estado

O salário feminino ainda é menor e corresponde a 73,7% do masculino.

Crédito: Divulgação

Com 16,32%, o Rio Grande do Sul é um dos estados que apresentou maior percentual de pessoas com mais de 60 anos, segundo Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (PNAD 2012) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (18). Uma das explicações é a fecundidade mais baixa há muitos anos. Enquanto a taxa de fecundidade das gaúchas é de 2,7 filhos, a média brasileira é de 2,9. Por isso, o número de crianças está diminuindo e o de idosos crescendo. O Brasil tem uma população de 202.768.562 habitantes, sendo que 13% em 2013 eram considerados idosos (mais de 60 anos). Em 2012, este grupo representava 9%.

O salário dos gaúchos também cresceu acima da média do país. Comparando 2012 e 2013, aumentou 17,8%, alcançando R$ 1.831 mensais. O índice de elevação foi o maior registrado na série histórica desde 2001, levando em conta pessoas com 10 anos ou mais. Considerando os últimos 13 anos, o salário cresceu 193,4% no RS, passando de R$ 624 mensais em 2001, para R$ 1.831 em 2013. No Brasil, aumento salarial foi menor: 11,5% na comparação de 2012 com 2013, chegando a R$ 1.676. Nos últimos 13 anos, a renda média mensal brasileira aumentou 181,6%, passando de R$ 595 em 2001, para R$ 1.676 em 2013.

Destaques no Brasil

A pesquisa anual do IBGE também indica outros avanços em diversas áreas, como escolaridade e infraestrutura nos domicílios. No entanto, mostra que a renda média aumentou mais no topo da pirâmide (6,4%) do que na base (3,5%), não contribuindo para diminuir a desigualdade. O contingente de 1% dos brasileiros mais ricos ainda ganha quase cem vezes mais que os 10% mais pobres. A renda média é de R$ 235 por mês entre os 8,6 milhões de trabalhadores mais pobres, contra R$ 20.312 entre os 864 mil no topo da pirâmide. O índice de Gini da distribuição do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos ficou em 0,498 em 2013, frente a 0,496 em 2012. O menor grau de concentração de renda foi encontrado na região Sul (0,457). A região Nordeste apresentou o maior nível de desigualdade (0,523).

RENDA
O rendimento mensal real de trabalho aumentou de R$ 1.300 para R$ 1.681.

RENDA POR GÊNERO
A renda dos homens ainda é bem superior ao das mulheres. Em média, cada gênero ganha R$ 1.890 e R$ 1.392 respectivamente. Ou seja, o salário feminino corresponde a 73,7% do masculino.

ANALFABETISMO
Atinge ainda 13 milhões de pessoas a partir de 15 anos no país, ou 8,3%. Esta taxa era de 11,5% em 2004 e vem caindo ano a ano. Porém, a taxa de analfabetismo funcional (pessoas com menos de quatro anos de estudo) ainda é de 17,8%.

DESEMPREGO
No ano de 2013, aumentou pela primeira vez desde 2009 o contingente de desocupados (pessoas sem trabalho que estão tentando se inserir no mercado), passando a 6,5%. Em relação a 2012, houve crescimento de 7,2%, ou mais 450 mil pessoas nessa condição.

TRABALHO FORMAL
O percentual de pessoas com carteira de trabalho assinada cresceu 3,6% no setor privado, passando a 36,8 milhões de pessoas (ou 76% do total). Por outro lado, 19,7 milhões de pessoas trabalham por conta própria.

TRABALHO INFANTIL
Reduziu 12,3% em relação a 2012, mas ainda atinge quase meio milhão de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos. A maior parte trabalha na atividade agrícola (63,8%), ganhando em média R$ 178 por mês. No entanto, grande parte não é remunerada.

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