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Economia


Com menos crianças, adultos se dispõem a investir mais em presentes

Publicada em: 11/10/2018 - 07:00

Pesquisa no Estado aponta que vendas para o dia das crianças devem crescer, mesmo com a redução do número de crianças

Com menos crianças, adultos se dispõem a investir mais em presentes

Crédito: Divulgação

As vendas do Dia das Crianças de 2018 devem ser maiores em relação a 2017. Parece estranho, tendo em vista que o número de crianças com idade entre zero e 14 anos tem diminuído nos últimos anos. Por outro lado, os adultos estão dispostos a investir mais em presentes para esse público. É o que mostra uma pesquisa desenvolvida pela Fecomércio RS.


Em Passo Fundo, conforme o diretor da CDL Passo Fundo, Ary Rabello, a expectativa para o Dia das Crianças neste ano é de um crescimento em torno de 5% nas vendas na comparação com 2017. “Segundo o SCPC, crescemos em todas as datas comemorativas: 3,2% na Páscoa, 4% no Dia das Mães, 2,2% no Dia dos Namorados e 2,8% no Dia dos Pais. Segundo pesquisa feita pela CDL de Porto Alegre, o ticket médio estimado para 2018 no Estado para o Dia das Crianças será de R$ 80. A pesquisa também mostrou que o número de presentes vai aumentar. Neste ano, os consumidores comprarão, em média, três presentes. Em 2017, a média foi menor, com dois presentes adquiridos por pessoa”, complementa. Segundo ele, o brinquedo ainda é o preferido para a data. Em seguida vêm as roupas, os calçados e os eletrônicos. “Segundo a pesquisa da CDL Porto Alegre, 50% dos entrevistados pretendem presentear com brinquedos e 26% preferem roupa. Em seguida vêm jogos, calçados e eletrônicos”, justifica.


Uma das peculiaridades de Passo Fundo é que tem se percebido um crescimento significativo em presentes conjuntos, ou seja, roupas ou calçados que vêm acompanhados de acessórios ou brinquedos. Para aproveitar a data, os lojistas também se preparam. “Os diferenciais podem ser em condições de pagamento, atendimento ou preço. A pesquisa da CDL Porto Alegre também indica alguns fatores decisivos para as compras. O bom atendimento fica em primeiro lugar, seguido de preço, promoções e local de fácil acesso e estacionamento”, completa.


Pesquisa da Fecomércio-RS
Neste ano, os brinquedos, que tendem a ser os itens preferidos pelos consumidores na data, tiveram um comportamento de preço inferior à média da economia. Ainda que o câmbio seja uma variável de grande influência na definição do preço dos brinquedos, dada a grande presença de importados, e que se tenha presenciado uma grande depreciação cambial ao longo de 2018, os brinquedos, em média, não replicaram o aumento do preço da moeda americana.


Além disso, enquanto o acumulado em 12 meses do IPCA na região Metropolitana de Porto Alegre registrou elevação de 4,70%, os brinquedos tiveram redução de preço de 2,98%. A taxa de juros menores e uma intenção de consumo superior a de 2017 também contribuem para vendas maiores na data. Por outro lado, o desempenho da massa real de salários atua em sentido contrário. A queda da massa real de salários no RS contribui negativamente para as vendas no período.

 

Menos crianças
Outro dado levado em consideração pela Fecomércio na elaboração do estudo, diz respeito às tendências demográficas recentes que definem um tamanho potencial de mercado cada vez menor para a data comemorativa, considerando a diminuição significativa do número de crianças no Rio Grande do Sul ano a ano. Somente entre 2017 e 2018, a estimativa é de uma queda de 0,5% na população com idade entre 0 e 14 anos. O número de crianças nesta faixa etária em 2018 é 10,15% menor do que o existente em 2010. Esse tipo de característica tende a diminuir o número de presentes na data, mas a aumentar o ticket médio dos consumidores.


Com base nesses dados, a Fecomércio-RS projeta aumento real (descontada a variação de preços) de 3,0% a 4,0% nas vendas do comércio varejista do Rio Grande do Sul para o Dia das Crianças, na comparação com o mesmo período do ano passado. Além da venda de brinquedos, em menor escala, também sentem efeitos do Dia das Crianças as atividades varejistas de tecidos, vestuário e calçados, que englobam o vestuário infantil, e de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que abrange a comercialização de jogos e aparelhos eletrônicos, incluindo celulares e tablets.

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