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Estado


Setor estima que safra de trigo terá produção de 2.060.114 de toneladas

Publicada em: 03/11/2018 - 14:00

No trigo, a colheita evoluiu de forma acelerada e alcança 30% do total plantado numa área de 693.538ha

Setor estima que safra de trigo terá produção de 2.060.114 de toneladas

Crédito: José Schafer/Emater/RS-Ascar de Santa Rosa

As estimativa das principais culturas de grãos de inverno do Rio Grande do Sul foram atualizadas pelo Núcleo de Informações e Análises (NIA) da Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar. O segundo levantamento, a compilação e a análise dos dados ocorreram entre 1º de setembro e 15 de outubro, junto aos escritórios regionais e unidades operativas municipais da Instituição nas principais regiões produtoras de cada cultura.
 
No trigo, a colheita evoluiu de forma acelerada e alcança 30% do total plantado numa área de 693.538ha. Estimativas indicam que o RS terá uma produção de 2.060.114 toneladas, porém à medida que a colheita avança, se consolidam os indícios de que a qualidade deixará a desejar. Em regiões produtoras, como Santa Rosa, Frederico Westphalen e Erechim, as primeiras cargas têm apresentado pH abaixo de 78, o que inviabiliza o produto para a indústria. Em consequência das intercorrências climáticas durante o ciclo desta safra, as produtividades obtidas em algumas lavouras de trigo situam-se abaixo da média estimada, que é de 2.970 kg/ha.
 
A cevada se encontra em fases de enchimento de grãos e de forma majoritária em maturação final. Já foi colhido cerca de 30% da área estimada em 44.173ha, com produção prejudicada na qualidade pelo excesso de chuva, que causou a entrada de doenças fúngicas e acamamento das plantas. Nas regiões onde a colheita evolui, a produtividade média está abaixo das últimas estimativas, entre 2.700 e 2.850 quilos por hectare, de qualidade ruim, com poder germinativo abaixo do exigido para as indústrias, fato que está gerando comunicação de ocorrência de perdas ao Proagro nas áreas financiadas. Nesses casos, os grãos serão destinados para ração animal.
 
A colheita da canola evoluiu no Norte do RS, sendo que na região Noroeste, a primeira a implantar as lavouras de canola no Estado, não há mais áreas em enchimento do grão, ao passo que 7% das lavouras estão em maturação dos grãos e 93%, colhidas. Conforme as condições de tempo do fim de semana, há possibilidade de a colheita ser finalizada. Até aqui, o rendimento das lavouras em geral é satisfatório, apesar da expectativa de atingir a média de 1.495 kg/ha. A produtividade das lavouras onde não houve danos por eventos climáticos está próxima a 40 sacas por hectare (2,4 toneladas por hectare), estimulando os produtores a planejarem novas áreas para o próximo ano.
 
Aveia branca – Foi encerrada a colheita no Noroeste do RS, com bom avanço no Centro-Norte. Boa parte das áreas está com baixo rendimento e qualidade, devendo ser destinadas para outros fins, como ração para animais, pois a cultura não está atingindo o pH ideal; em consequência, o preço pago por quilo será reduzido.
 
LAVOURAS DE VERÃO
Os produtores de soja intensificam os trabalhos de plantio da safra 2018-2019. Estima-se que cerca de 200 mil hectares estejam plantados, pouco mais de 3% do total previsto (5,8 milhões de hectares). O ritmo deve se acelerar ainda mais se o tempo permitir, uma vez que a colheita da safra de trigo também segue veloz, liberando área para a soja.
 
A cultura do milho segue com bom desenvolvimento devido ao clima favorável nos últimos dias. Poucos são os casos relatados de pragas ou moléstias, como incidência de lagarta do cartucho em lavouras na fase de floração, que alcança 4% do total já semeado. Nesse sentido o percentual de área plantada atinge 62% do previsto para esta safra, que é 740 mil hectares.
 
A lavoura do feijão 1ª safra está em final de implantação no RS, sendo que as áreas destinadas a lavouras comerciais já foram semeadas e apresentam boa germinação e emergência, com bom estande de plantas. O aspecto geral das lavouras é bom. No momento, os agricultores monitoram doenças e fazem aplicações preventivas de fungicidas.
 
A condição meteorológica ocorrida durante o período foi propícia à evolução do plantio do arroz. A pouca chuva registrada em todas as regiões produtoras fez com que os orizicultores acelerassem os trabalhos de implantação da safra. Ao contrário da safra passada, quando a cultura atravessava problemas de excesso de chuva, nesta o plantio atinge 45% contra os 33% registrados no ano passado nesta mesma época. Sem maiores problemas relatados, a germinação ocorre dentro do desejado e sem falhas, dando às lavouras bom aspecto nesse início de safra. A situação também é tranquila quanto ao quesito irrigação, pois barragens e cursos d’água estão com cotas normais de volume acumulado para esta época.

CRIAÇÕES

Os campos nativos apresentam bom desenvolvimento, propiciado pelo aumento das horas de sol, próprio do período de primavera em direção ao verão. O clima colabora para a diminuição do excesso de umidade, mantendo temperaturas favoráveis para rebrote e aumento da massa verde, favorecendo ainda as pastagens cultivadas perenes de verão e os campos nativos melhorados. 

 

Assim, as condições físicas e sanitárias do rebanho leiteiro, no geral, são boas. Com a melhoria climática, melhoram a disponibilidade e a qualidade das pastagens, reduzindo a necessidade de suplementação alimentar, o que favorece a redução dos custos. O período é de muito boa produção leiteira. 

 

Na Apicultura, a florada de primavera apresenta-se boa e promissora. Os enxames estão fortes, trazendo boa expectativa para a safra de primavera/verão. A expectativa é de muito boa produção nesta safra. Ocorre alta incidência de enxameação, captura de enxames e boa atividade de campo das abelhas. Os produtores dividem os enxames e a captura de novos. Apicultores estão fazendo a troca de quadros velhos, a fim de possibilitar favos novos para indução de maior postura da rainha. Em alguns locais, enxames mais fortes e bem manejados já apresentam produção de mel. 

 

Avicultura industrial - Após 12 anos, o RS retoma a exportação de carne de frango para o Chile. A documentação que oficializa a decisão deve ser enviada ao Brasil até o fim do mês. O comércio será restabelecido, pois o Chile reconheceu o estado como livre da Doença de Newcastle. “A documentação do serviço sanitário chileno (Servício Agrícola y Ganadero - SAG), que vai oficializar a decisão, será enviada ao Brasil até o final deste mês”, informou o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques. A retomada dos embarques de carne de frango ao Chile é um pleito antigo do setor avícola, tendo em vista a importância socioeconômica deste segmento para os criadores gaúchos. 

 

O Rio Grande do Sul responde por 14% da produção de carne de frango brasileira. Em relação ao mercado internacional, 18% das exportações são procedentes do Estado, direcionadas para mais de 150 países. Pelas estimativas da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), nos últimos 12 anos o Estado deixou de exportar para aquele país cerca de 385 mil toneladas de carne de frango.

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