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Publicada em: 30/04/2013 - 09:05 , por Redação/ON

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Trabalhadores da saúde em estado de greve

Mobilizações estão sendo promovidas nas trocas de turnos dos trabalhadores com intuito de chamar a atenção da população

Créditos: Divulgação
Trabalhadores da saúde em estado de greve
Trabalhadores pararam de trabalhar por cerca de 30 minutos

Os trabalhadores da saúde que atuam como técnicos e auxiliares de enfermagem nos hospitais de Passo Fundo estão desde ontem em estado de greve. “Nossa data base é o dia 1º de maio e como tivemos uma primeira reunião com a patronal e não houve avanços, esperávamos uma proposta que fosse um pouco melhor, e propuseram a inflação mais 2% em agosto, optamos pela mobilização”, salienta a presidente do Sindisaúde, Terezinha Perissinotto.

Os salários desses trabalhadores, segundo a sindicalista, estão “extremamente defasados. Os técnicos de enfermagem em Passo Fundo, o melhor piso pago é de R$ 1.132. Na capital, o inicial é de cerca de R$ 2.700, e sabemos do esforço e da quantidade de trabalho dessas pessoas. Temos hoje uma deficiência muito grande de técnicos de enfermagem em todos os hospitais e é por conta desse baixo salário e da jornada que é de 40 horas semanais. Os cursos, mesmo gratuitos, não têm interessados”, completa Terezinha.

Além da melhoria no salário, a reivindicação do sindicato é por jornada de seis horas diárias e uma folga semanal, num total de 36 horas semanais. A primeira solicitação da categoria feita à patronal era de pagamento de dois pisos regionais, num total de R$ 1.575. “Tendo em vista a proposta da patronal e na tentativa de fazer um acordo, reduzimos isso para a inflação mais 6% em maio. Isso não chega a 13% de aumento”, explica.

Até que a patronal se manifeste, os trabalhadores optaram pela mobilização, que está sendo feita nas trocas de turno, quando os funcionários param de trabalhar por 15 a 30 minutos. “Depois voltamos a trabalhar, no intuito também de não prejudicar os pacientes, principalmente, e a população que precisa. Sabemos da nossa responsabilidade de cuidar dos doentes, mas sabemos que do jeito que está não dá mais para continuar”, alerta a presidente do Sindisaúde.

No dia 6 de maio, a categoria realiza uma nova Assembleia Extraordinária, quando poderão deflagrar greve. “Para nós, isto é o último recurso. Tudo que não queremos é prejudicar o atendimento à população. Contamos com a compreensão da patronal para avançar nas negociações. Melhorar a proposta salarial e reduzir a jornada de trabalho”, ressalta Terezinha.

Ontem a mobilização atingiu os trabalhadores do Hospital São Vicente de Paulo e hoje se estende aos trabalhadores do Hospital da Cidade.

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