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Valorização do magistério em debate

Publicada em: 12/10/2017 - 16:05

Valorização do magistério em debate

Seminário reuniu alunos de licenciatura e professores

Crédito: Foto Ingra Costa e Silva

Na noite da última quarta-feira (11) centenas de professores das redes municipal, estadual e particular estiveram no auditório do colégio Notre Dame para discutir a valorização da carreira do magistério e a qualidade da educação. A mesa de discussões foi composta pela professora Dra. Cláudia Toldo, professora Dra. Rosimar Esquinsani e os professores da rede municipal e dirigentes do CMP Sindicato Eduardo Albuquerque e Nei Alberto Pies.

Promovido pelo Colégio Notre Dame, Universidade de Passo Fundo, Coordenadoria das Licenciaturas da UPF e CMP Sindicato o debate reuniu alunos de licenciatura e professores das redes pública e privada de Passo Fundo. Quem abriu as falas da noite foi a coordenadora da pós-graduação em Letras da UPF e Supervisora de Ensino da Rede Notre Dame Cláudia Toldo, que explanou sobre a Base Nacional Curricular Comum e as mudanças do Novo Ensino Médio e como isso implica na profissão do professor.

“Estas questões implicam diretamente na vida dos professores das escolas públicas como das privadas e na universidade. Será necessária uma força conjunta. A universidade vai precisar formar professores nesta nova perspectiva, os professores terão que entender como fazer estas adaptações na escola e a Base traz as diretrizes da educação no país inteiro e como a Base prevê 60% de unidade, isso precisa ser discutido”, aponta.

Rosimar Esquinsani trouxe seus apontamentos em três momentos, iniciando pela contextualização aspectos da atual conjuntura no campo educacional, seguido da interpretação do cenário encontrado sob a luz de conceitos teóricos. Por fim, buscou indicar movimentos possíveis de resistência. “Um primeiro passo é o fortalecimento dos sindicatos. Já que vivemos uma situação de disputa hegemônica é necessário que se fortaleça os aparatos que estão do lado da classe trabalhadora, no caso o professor. Ainda o fortalecimento do professor como sujeito intelectual, não sendo somente um espectador ou massa de manobra. É necessário fortalecer o estado democrático de direito e respeitar os processos históricos, as trajetórias das redes, dos sistemas e dos processos formativos sem esquecer da importância de espaços como este, de debate da conjuntura da profissão e que fortalece o coletivo e o professor como indivíduo,” declara.

Para o professor Nei Alberto Pies falar sobre educação é pensar o papel social da escola e da educação. Afirma lutar por uma escola que se proponha fazer humanização, através do conhecimento. Destacou a função contemporânea da escola é fazer construção do conhecimento e promover a socialização dos educandos e educandas.

“Pensar educação é, igualmente, valorizar e promover os profissionais da educação, garantindo-lhes boas condições de trabalho, apoio pedagógico e remuneração digna de sua profissão. Para tanto, os professores e professoras precisam impor à sociedade o seu valor e o valor social de sua profissão. Ou seja, os próprios deverão ser também eles mesmos os protagonistas de sua valorização. Este é um desafio novo, em tempos que, como outros trabalhadores, os professores sofrem com duros ataques a seus direitos," declarou o também dirigente do Sindicato dos Professores Municipais de Passo Fundo.

O professor da rede municipal e dirigente do CMP Sindicato Eduardo Albuquerque, afirmou que o momento do Brasil é delicado e confuso. Ele chama atenção para o que define como uma onda conservadora e autoritária que varre a nação. “É preciso que a sociedade brasileira acorde de seu torpor e retome os trilhos da democracia. A educação é o carro chefe desta retomada e nós educadores precisamos, mais do que nunca, compreender o que se passa com nosso país e o que representam todos estes projetos defendidos pela elite nacional e internacional e que vem sendo implementados no Brasil, ” conclui o professor.

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