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Corretoras registram alta na busca por locação de imóveis

Publicada em: 09/01/2019 - 07:00, por Redação ON

Novos empreendimentos comerciais e centros universitários impulsionam setor imobiliário

Corretoras registram alta na busca por locação de imóveis

Com a alta na procura, algumas imobiliárias buscam alternativas para suprir a carência de imóveis e acomodar os potenciais moradores

Crédito: Foto LC Schneider

A abertura de empreendimentos comerciais e a sinalização do início de um novo semestre letivo nos polos educacionais, em Passo Fundo, estimula o crescimento do setor imobiliário devido ao aumento no fluxo de buscas por imóveis disponíveis para locação. Após encerrar o ano com uma postura econômica mais cautelosa motivada pela retração na economia e pelo cenário político de incertezas, especialistas do setor projetam um crescimento para o primeiro semestre do ano. "Os universitários representam o perfil de maior demanda sazonal entre os meses de dezembro e fevereiro. Esse índice, porém, manteve estável o valor dos aluguéis que seguem o índice estipulado pelo mercado", explica o corretor imobiliário, Ricardo Bortolini.

Entre os imóveis mais buscados pelo público jovem que inicia a transição para a rotina de graduação, e por empresários que apostam na cidade como polo de investimento, estão apartamentos compactos que possuem um ou dois dormitórios com faixas de preços mais acessíveis e funcionalidades que otimizam a rotina.

Com a flexibilização dos valores pagos pelos aluguéis, negociados com as corretoras de imóveis ao realizar o contrato, o índice de mercado se manteve estável com uma variação negativa de -0,09%, no Rio Grande do Sul, segundo o Índice FipeZap, utilizado para acompanhar os preços de venda e locação de imóveis.

Reajuste no valor e falta de imóveis

Com a alta na procura, algumas imobiliárias buscam alternativas para suprir a carência de imóveis e acomodar os potenciais moradores. "Percebemos que há um fluxo maior de pessoas que se deslocam a Passo Fundo. Por isso, estimula-se os proprietários das residências a investirem na locação", comenta Bortolini.

A transição governamental e as oscilações do mercado econômico, no entanto, causaram reflexos nos contratos realizados pelo setor. Anualmente, os acordos de locação são reajustados conforme a variação do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que, em dezembro, se manteve estável. De acordo com o valor de tabela, os locatários com o contrato já em vigor pagarão 7,5% a mais nos rendimentos finais.

Uma nova política habitacional

Ainda que a locação represente a necessidade maior de quem opta pela mudança, a venda de imóveis aquece o mercado imobiliário ao impulsionar investimentos na construção civil e previsão de mudanças nas políticas de financiamento habitacional. Para os profissionais do meio, a mudança nas taxas de juros para pessoas de classe média, propostas pelo novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, não representam alterações em curto prazo. "A expectativa é que a política habitacional seja uma das bandeiras adotadas para que haja um olhar no sentido de viabilizar a habitação no país com faixas de juros mais atrativas", projeta o corretor de imóveis, João Vicente Souza.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, declarou, na segunda-feira (7) que deverá reajustar com base no cobrado pelo mercado os juros destinados aos trabalhadores de classe média que optam pelo financiamento habitacional. Porém, os juros mais baixos serão mantidos para quem tem renda inferior. Segundo ele, os juros menores estarão garantidos nas operações do programa Minha Casa Minha Vida, que subsidia imóveis para a população de baixa renda. Há quatro faixas de renda no programa que incluem famílias que têm rendimentos que variam de R$ 1.800 a R$ 7.000.

“[O valor dos] juros de Minha Casa Minha Vida é para quem é pobre. Para quem é classe média tem de pagar juros maiores”, disse Guimarães. “A Caixa vai respeitar acima de tudo o mercado: lei da oferta e da demanda.” O presidente da Caixa argumentou que as mudanças na instituição têm o objetivo de pagar a dívidas, daí o plano de venda de subsidiárias, entre elas a Caixa Seguridade.

 

 

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