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Número de casamentos se mantém estável

Publicada em: 10/01/2019 - 14:00, por Redação ON

Em Passo Fundo, no ano passado foram 628 casamentos celebrados, sendo destes 596 no Cartório

Número de casamentos se mantém estável

No Estado, número de casamentos diminui

Crédito: El Grego Fotógrafo

Ao contrário do que indica o cenário nacional, que aponta a diminuição em 2,3% dos casamentos em 2017 sob o ano anterior, os passo-fundenses mantém estável o número de registros civis. Em 2018, foram celebrados 628 casamentos, sendo apenas 63 casamentos a menos do que o ano de 2017. Destes, 596 foram realizados no Cartório de Registro Civil de Pessoas. Na região, a cidade menos casamenteira, foi o município de Carazinho, com 0,08 pessoas a cada mil habitantes. No Estado, de acordo com a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), em 2018, para 11,3 milhões habitantes, foram 25,1 mil uniões em cartório.


Em relação a união de pessoas do mesmo sexo, uma pesquisa Estatísticas do Registro Civil divulgadapelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) mostra que, comparando os anos de 2016 e 2017, no Brasil, houve um aumento de 10% no número de registros. Ao todo, em 2017, houve 2.500 casamentos entre homens e 3.387 entre mulheres. O aumento foi de 5.354, em 2016, para 5.887, em 2017. No estado, em dezembro do ano passado, teve 2,6 mil casamentos homoafetivos, 323% mais do que em dezembro, quando foram celebrados 614 uniões.
Além disso, pelos dados divulgados pelo IBGE, o número de divórcios cresceu 8,3% em 2017. É o equivalente a 2,48 divórcios para cada mil pessoas com 20 anos de idade ou mais no país. A pesquisa mostra ainda que, na maioria dos casos (45,8%), os casais que se divorciam têm somente filhos menores de 18 anos. Outros 28,7% não têm filhos, 16,9% têm somente filhos maiores e 7,8% têm filhos maiores e menores.

Tempo médio dos casamentos
Em 2007, a média de duração de um casamento civil poderia ser estimada em 17 anos. Dez anos depois, o tempo médio entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio caiu para 14 anos, segundo as Estatísticas do Registro Civil 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostra que entre 2016 e 2017 o número de uniões registradas diminuiu 2,3% e o número de divórcios aumentou 8,3%. A gerente da pesquisa, Klívia Oliveira, mostrou que este é o segundo ano consecutivo com aumento do número de divórcios e diminuição de casamentos. “A proporção é de três casamentos para cada divórcio”, comenta. E a exceção fica por conta dos casamentos homoafetivos que, apesar de representarem pouco mais de 0,5% das uniões registradas, são a porção que segue crescendo, com aumento de 10% em 2017.

 

As novas dinâmicas das famílias brasileiras também podem ser captadas a partir da pesquisa do IBGE. Klívia destaca o aumento significativo do percentual de divórcios judiciais com sentença de guarda compartilhada dos filhos: essa modalidade de guarda passou de 7,5% em 2014, para 20,9% em 2017. “A partir de 2014, a lei colocou que a guarda seja prioritariamente compartilhada, a não ser que exista algum problema que de fato impeça”, comenta a pesquisadora. Ainda assim, a mulher continua sendo a responsável pela guarda na maioria dos registros de divórcio. “Esse cenário está se modificando”, diz Klívia. “Percebemos que os filhos não são mais um impedimento para os casais se separarem”.

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