Revista Mix

Revista Mix | Publicado em 14/08/2010 14:50:08

A moda nunca morre

A reportagem do Mix & TV visitou um brechó de Passo Fundo, onde encontramos peças de décadas passadas que estão super atuais

Natalia Arend e Juliana Scchneider
Fotos: Juliana Scchneider

   
O primeiro brechó que se tem notícia no Brasil, data do século XIX no Rio de Janeiro e foi fundado por um português chamado Belchior, daí o nome brechó.Neste brechó era possível encontrar peças de roupas, móveis e até utensílios de cozinha.

A compra em brechós começou a se propagar na metade da década de 90 na Europa e se espalhou para o resto do mundo. No Brasil a compra em brechós ainda é um hábito novo. Existe muita resistência da parte dos consumidores por não conhecer a procedência das roupas e ainda falta no mercado brechós especializados em roupas vintage, a maioria ainda se especializa apenas na venda de roupas usadas. E essa é a principal diferença dos brechós: os que comercializam roupas de segunda mão e os brechós que vendem roupas selecionadas, com informação de moda.

Garimpar é a palavra de ordem
Quem já está habituado a percorrer os corredores de brechós sabe que pode encontrar verdadeiras raridades entre uma arara e outra. Lenços de seda a partir de R$ 1, casacos, óculos e vestidos. Tudo é uma questão de garimpar e ter muita paciência porque nem sempre é na primeira vez que você encontra o que estava procurando. “Eu fui quatro vezes para Buenos Aires durante esse ano para montar a coleção que vou vender no verão”, conta Raquel Stolfo proprietária do brechó onde foram feitas as fotos para essa matéria.
Raquel tem o bazar há dois anos e seleciona cada peça a dedo e de acordo com o gosto de sua clientela. Ela também organiza o “Coisa de Brechó”, uma junção de bazares que acontece uma vez por mês desde 2009, e reúne três brechós de Passo Fundo.

Diferenciais

Além do preço bem abaixo do mercado, as roupas que estão nos brechós foram feitas com tecidos de qualidade e durabilidade muito superior do que estão no mercado agora. A antropóloga gaúcha Lígia Krás, que dedica seus estudos ao hábito de consume de roupas vintage, conta que é visível a diferença na qualidade do material de um vestido vintage da estilista Daiane Von Fustenberg da década de 80 e um vestido da estilista confeccionado nos anos 2000. Antigamente as roupas eram feitas para durar.
Consumir roupas vintage além de ser um hábito sustentável, ainda contribui para preservar a história do vestuário. Quando você traz um vestido tubinho típico dos anos 60 para 2010, você está garantindo que a moda não morra.

Dicas para boas compras em brechó

* Escolha um brechó que cuide das peças, seja limpo e organizado;
* Não deixa de dar uma boa olhada na roupa. Isso evita que você leve para casa uma peça rasgada ou manchada;
* Lave as peças antes de usá-las. Para casacos e vestidos delicados é recomendável levar em uma lavanderia.


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