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Publicado em 09/03/2010
Interdição do PAR Boqueirão não está descartada
Solo de apartamento térreo cede durante a noite e morador deixa o local. Bombeiros e Defesa Civil não descartam interdição e evacuação dos prédios. Ministério Público Federal vai analisar o caso hoje

Major Gilcei fez vistorias e medições ontem
Raquel Vieira/ON
Foto: Vagner Guarezzi/Especial ON
Se não bastasse as milhares de fissuras para aterrorizar os moradores do PAR Boqueirão, agora o piso começa a ceder. Domingo, o farmacista Fabio da Luz estava em casa com a filha de dois anos e a esposa quando viu que o chão do quarto da criança cedeu. Num dos cantos era possível ver o lado de fora do prédio, tamanha a rachadura. Em poucas horas, rachaduras se estenderam no corredor e na porta do quarto. Apavorado, ele encaixotou algumas coisas e deixou o apartamento imediatamente com medo que o chão caísse.
Ontem, Bombeiros, Defesa Civil, o engenheiro da Caixa Econômica Federal e um representante da Labore construtora vistoriaram os apartamentos. As fissuras aumentaram nos últimos dias e a população que residente nos blocos do PAR está com medo. "Não volto mais para o apartamento, tenho medo que tudo desabe. Alguém precisa dar um jeito nisso antes que seja tarde demais", afirmou Fabio. O buraco aberto no apartamento dele foi de 15 centímetros de profundidade e 60 de cumprimento.
Evacuação e interdição
O comandante operacional dos Bombeiros, major Gilcei Leal de Limam esteve fazendo medições nas fissuras e garantiu que é urgente uma reunião com o Ministério Público Federal para avaliação de laudos. "Precisamos ter a certeza de que não há problema estrutural. Vimos que são muitas rachaduras e é claro que isso nos preocupa. Além disso, os moradores estão ouvindo estalos e se isso continuar precisamos avaliar a possibilidade de deixar as pessoas lá dentro ou então evacuar os prédios", disse.
A matéria completa na edição de ON desta terça-feira (09)
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