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Cidade | Publicado em 31/08/2010 00:22:08

Melhorias na ERS 153 só depois das eleições

Enquanto o processo de municipalização e convênio para restauração da rodovia estão parados esperando passar as eleições, os motoristas sofrem com as más condições da ERS 153.

Créditos :: Natália Fávero/ON
Más condições da ERS 153 prejudicam os motoristas.

Natália Fávero/ON
 
A municipalização e a restauração da ERS 153 só terão andamento após as eleições. A deterioração do asfalto arrasta-se há alguns anos. O trecho de 2,5 quilômetros, do trevo até o Seminário Nossa Senhora Aparecida a situação é de calamidade. Entre as soluções estão um convênio entre o Daer e o município, visando à restauração do asfalto e a municipalização do trecho. No entanto, esses processos só terão continuidade depois de outubro. Enquanto isso, os motoristas sofrem com as más condições do asfalto.

O problema dessa rodovia parece não ter fim. Os buracos, os desníveis e a deterioração do asfalto em direção a Porto Alegre, atrapalham a vida dos motoristas. Centenas de caminhões utilizam o trecho devido a grandes indústrias que se concentram no local. O motorista Ari Novelli, disse que as condições ruins do local já provocaram inúmeros acidentes e estragos nas rodas e pneus dos veículos. “Caso a rodovia fosse restaurada facilitaria o nosso trabalho”, disse o motorista.

Enquanto a pista no sentido Passo Fundo/Ernestina está em péssimas condições, o outro lado mantido pela Coviplan está com o asfalto conservado e com sinalização. A grande pergunta é o por que só um lado está sendo cuidado? O engenheiro responsável pelo 6º distrito do Daer, Fabiano Oliveira explica que o trecho da RS 153, sentido Passo Fundo/Porto Alegre, não é de responsabilidade do Daer. Segundo ele, a pista foi construída através de um convênio com a prefeitura e nunca foi inserido no sistema rodoviário estadual.
 
Convênio

O Daer estaria tentando firmar um convênio com a prefeitura para fazer a restauração do local. Pela proposta, o Daer deve entrar com 80% do valor e o município com 20% restantes. O convênio só poderá ser firmado após as eleições. “Eventualmente fazemos uma intervenção para tapar os buracos, mas nesse momento não está previsto nenhum trabalho”, revelou Oliveira.

Em relação a municipalização do trecho de 1,6 mil metros, entre a Caravela até a empresa Bertol, Oliveira disse que o processo também só poderá ter sequência após as eleições. No momento, o pedido está na assessoria jurídica do Daer que providencia a documentação e será encaminhado para votação na Assembleia Legislativa só depois de outubro.


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