Entrevista

Entrevista | Publicado em 23/03/2010 23:33:03

Pedro Bertolucci :“PP precisa de um momento novo”

Presidente estadual do PP coordena rodada de encontros para definir com quem o partido vai coligar. Decisão não passa por Passo Fundo

Créditos :: Divulgação
Pedro Bertolucci, presidente do PP

Raquel Vieira/ ON

O PP é a menina dos olhos do período pré-eleitoral no Estado, disputado por três partidos, inclusive pelo PSDB para reeleição da governadora Yeda Crusius. Com um exército de 149 prefeitos, 119 vices e 1077 vereadores, e na condição de liderar a chapa à majoritária, a antiga Arena está atiçando a cobiça dos pré-candidatos. Ontem a reportagem de O Nacional conversou com o presidente estadual do Partido Progresssista, Pedro Bertolucci. Decisão final do partido deve ser anunciada dia 24 de abril, em Porto Alegre.

O Nacional – Em que pé estão as negociações para as coligações na disputa pelo Governo do Estado?
Pedro Bertolucci –
Temos algumas exigências em todas as conversações que viemos desenvolvendo com outros partidos. Primeiramente, queremos apoio para a candidatura da jornalista Ana Amélia Lemos. Depois desejamos colocar um nome no espaço de vice-governador. Além disso, desejamos coligar na proporcional para estadual e federal, isso acaba sendo determinante para efetivar qualquer coligação. Em compensação, não queremos a cabeça de chapa e isso facilita muito. Nesse sentido temos conversado com o PSB e o PSDB. O PSB atende nossas expectativas e com ele temos uma expectativa positiva. Já com a Yeda, a identificação é momentânea porque o PSDB não atende nossos anseios. Podemos sim aproximar a conversa com os tucanos, mas eles ainda não decidiram se nos dão a proporcional.

ON – Como será a decisão do PP?
PB –
Vamos começar uma série de assembleias com nossas bases, para descentralizar a decisão da cupula do partido. Pela primeira vez na história vamos buscar ouvir nossos cabos eleitorais, prefeitos, vices, vereadores demais lideranças. No dia 25 vamos estar em Venâncio Aires, 26 em Três de Maio, 27 em Palmeira das Missões. Depois em abril, dia 5 será em Caxias do Sul, dia 9 em Santa Maria, dia 10 em Pelotas, 16 em Erechim e finalmente dia 24 em Porto Alegre com a decisão final.

ON – E o partido pretende deixar os cargos no governo?
PB –
Quem está tratando do assunto é o nosso vice-presidente Celso Bernardi, vamos decidir isso essa semana. Mas é possível que façamos a substituição dos candidatos por enquanto.

ON – Qual a sua posição como filiado ao PP?
PB –
Tenho tentado ser imparcial, mas penso que o PP precisa de uma proposta nova, tem que sair da zona de conforto, partindo para um momento novo. Além disso, penso que o partido precisa atender a necessidade dos gaúchos com um gesto de grandeza. Nós buscamos nessa coligação uma linha de governo, com entendimento, com o Estado caminhando de outra maneira.

ON – A possibilidade com o PTB parece meio remota ou é impressão?
PB –
O PTB chegou por último, por isso parece mais fraca. Porém, temos uma comissão que está trabalhando para avaliar as possibilidades de eventuais candidatos. Acho difícil essa parceria.

ON – O que achou dos dados a pesquisa encomendada pelo PSB e divulgada essa semana?
PB –
A pesquisa nos dá um Norte, já sabemos que a eleição será polarizada. Vejo os índices de rejeição com muita importância porque isso nos dá margem para crescer.


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