Entrevista

Entrevista | Publicado em 07/12/2009 17:13:12

Entrevista - Armando Cláudio Ross, ex-prefeito de Não-Me-Toque

Planejamento estratégico é foco de campanha

Leonardo Andreoli/ON

O longo período pelo qual a Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) é gerida por um mesmo grupo de pessoas está entre as motivações da candidatura do ex-prefeito de Não-Me-Toque, Armando Cláudio Roos, à presidência da entidade. O projeto da chapa Renovação, composta por 31 membros, inclui o planejamento estratégico dos trabalhos da federação. O pleito acontece no dia 5 de outubro, e a gestão para os anos de 2010 a 2012.
Armando Cláudio Roos já foi presidente da Apassul, presidente da Associação Brasileira de Produtores de Sementes, vice-presidente da Federação Latino-Americana de Produtores de Sementes, membro do Conselho Nacional de Política Agrícola, três vezes vice-presidente da Farsul, duas vezes prefeito de Não-Me-Toque e, atualmente, é agropecuarista. Ele concedeu entrevista ao ON e fala sobre os projetos do grupo e a motivação da inclusão no pleito, confira:

O Nacional - Quais motivos levaram o senhor a se candidatar ao cargo?
Armando Carlos Roos -
Entramos na eleição tendo em vista o longo período que a atual gestão permanece na entidade. O nosso maior objetivo é a alternância do poder e, principalmente, a necessidade de uma gestão moderna na entidade. Pretendemos fazer o choque de gestão com planejamento estratégico.

ON - Como o senhor vê a atuação da Farsul na nossa região e no Estado?
AR -
O que os associados têm reclamado é a falta de atuação em diversos segmentos. O que se reivindica é uma gestão mais técnica, acessível e que englobe todas as áreas, para que se pudesse proporcionar a geração de renda. O problema todo está centrado na questão renda.

ON - Como a chapa foi construída para resolver esse problema?
AR -
Temos dentro da nossa chapa 31 membros representantes de todas as regiões do Estado e segmentos. A nossa chapa se chama Renovação em função de novas ideias e lideranças que participam dela.

ON - Quais as principais ações que pretendem fazer caso vençam o pleito?
AR -
Temos uma proposta pró-ativa, que significa não agir como bombeiro, mas sim apresentar propostas concretas, e o planejamento estratégico. Temos ações que são permanentes e já estão desenvolvidas, que é a questão do endividamento, meio ambiente e a questão fundiária que devem ser permanentes da entidade. Fora isso, em cada setor temos algumas ações a serem desenvolvidas, isso está no pré-projeto que estamos apresentando aos sindicatos, mas que ainda está aberto a novas sugestões. O nosso trabalho terá que abranger todas as regiões do Estado, e todas as culturas, visando direito à propriedade, segurança no campo e, principalmente, renda.

ON - Como o senhor vê o longo período em que a entidade é comandada pelos mesmos gestores?
AR -
A gestão democrática necessariamente passa pela possibilidade de alternância de poder, mas isso não é somente na Farsul, é em qualquer entidade. Isso é uma reivindicação no sentido de termos alternativas, mesmo porque precisamos motivar novas lideranças. O que precisa se registrar é a boa receptividade que estamos tendo em todas as regiões do Estado.







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