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Estado | Publicado em 28/01/2012 09:35:01

A força do movimento comunitário

A Uampaf tem 91 associações filiadas e quase 26 anos de história. Especialistas afirmam que a entidade é uma nova forma de poder em prol dos direitos das comunidades

Créditos :: Natália Fávero/ON
A Uampaf luta em defesa dos direitos das comunidades de Passo Fundo
Natália Fávero/ON

A União das Associações de Moradores de Passo Fundo (Uampaf) é uma das principais interlocutoras entre o poder público e os bairros do município. A organização do movimento comunitário local é exemplo para o Estado. A entidade coordena 91 associações de moradores. A principal finalidade dela é pensar em questões que envolvem a coletividade representando todos os bairros. A importância e a força que a Uampaf conquistou podem ser percebidas visivelmente nesse ano de eleição, onde três chapas disputam a diretoria da entidade.

O movimento comunitário liderado pela Uampaf é formado por pessoas voluntárias que dedicam parte do seu tempo para trabalhar em busca dos direitos da sua comunidade. A entidade, que completará 26 anos de história em 2012, não sabe contabilizar exatamente quantas conquistas foram alcançadas ao longo desses anos, mas muitas delas podem ser facilmente percebidas nos bairros: praças, asfaltos, bueiros, escolas de educação infantil e de ensino fundamental, capelas mortuárias, canalizações, ginásios, sedes de associações de moradores e outros tantos benefícios que foram construídos pelo poder público graças as reivindicações das associações de moradores, por intermédio da Uampaf.

O cientista político e doutor em História, Mauro Gaglietti ressalta que o movimento comunitário em Passo Fundo é muito bem organizado e representa uma escola de cidadania na medida em que congrega diferentes lideranças dos bairros do município. “São pessoas das mais diferentes culturas e etnias que de alguma forma fazem com que os secretários municipais, prefeito, vereadores, Ministério Público e Poder Judiciário olhem para os bairros e mostrem que essas comunidades têm direitos. Se não fossem as lideranças comunitárias dificilmente teríamos esse olhar para as demandas”, ressalta Gaglietti.

O historiador e um dos fundadores da Uampaf, Paulo Monteiro enfatiza que o movimento comunitário “é uma pedra no sapato das administrações municipais” por estar diariamente cobrando reivindicações. “As associações e a Uampaf surgiram a partir da necessidade de reivindicar asfaltos, linhas de ônibus, escolas, ambulatórios, postos policiais. Esses 26 anos foram muito importantes para Passo Fundo que tem uma história antes e depois da Uampaf”, enfatiza Monteiro.

Para o diretor da Coordenadoria das Associações de Bairros (CAB), Marco Tumelero, a Uampaf é uma ligação entre as associações de moradores e o poder executivo. “A Uampaf organiza e formaliza os pedidos de reivindicações e encaminha ao Executivo. Ela auxilia as associações e é fundamental para pressionar o atendimento dos pedidos”, disse Tumelero.

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