OPINIÃO

Teclando

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Em tempo de ansiedade
Acertar a velocidade na vida é algo muito complicado, pois sempre achei difícil andar no tempo certo. Sabe quando você está em voo planado e parece que o mundo anda com o manete no esbarro? Pois é exatamente assim que me sinto nos últimos tempos. Além disso, ainda há o agravante de me encontrar na reta final quase cruzando a cabeceira. Mas o controle reporta orientações exigindo manobras rápidas. Estou preparado para tocar o solo e a pista sumiu de baixo. Sei que nós não temos o controle do tempo, mas contamos com o registro do tempo vivido. E quando criamos uma expectativa para determinado período, então, esse tempo torna-se infinito. Isto é a ansiedade, um elemento capaz de cristalizar relógios e transformar segundos em meses. Entendo que a física deveria ampliar os estudos sobre a ansiedade, uma força poderosa que resulta nas mais complexas consequências. Até pode ser fatal, mas muitas vidas também foram concebidas no relapso de um momento de ansiedade. Entretanto, assim como em relação ao tempo, ainda não temos o controle absoluto sobre a ansiedade. Ansiosos, não vemos o tempo passar. E se o tempo não passa, ficamos com ansiedade. Mas sei que tudo isso é uma questão de tempo. Especialmente se não houver tempo para a ansiedade. Pois bem, agora já não sei se estou de mal com o tempo ou isso seria apenas ansiedade?

Fiscalizar é preciso

A falta de fiscalização pode criar problemas crônicos. Os problemas crônicos transformam-se em corriqueiros e ganham o status da normalidade. Muito pior. Tornam-se intocáveis. Nessa sequência, através de uma leitura bem mais lógica, o errado de hoje será o certo de amanhã. E, além disso, a ilegalidade sem controle será um novo modelo. Há casos em que essa variante até poderia ser uma evolução, permitindo um desenvolvimento do ser humano. Mas, na maioria das circunstâncias, é um explícito incentivo à ilegalidade. Fiscalizar é um ato para manter a ordem social. Então, enquanto houver carência de fiscalização, é porque estão abertas as portas do desrespeito rumo à desordem. Ou, quem sabe, estariam abandonando as regras consagradas para abrir caminhos aos exageros e novos rigores?

Peço desculpas
Sábado, o amigo Wiss Gabriel realizou o tradicional encontro de encerramento do ano. Além da turma da Mesa Um do Bar Oásis, somaram-se integrantes das confrarias de outros cafés: Xock’s, Paris e Riviera. Desta vez não pude comparecer e peço desculpas ao Wiss, Zilá e familiares, sempre impecáveis anfitriões. Além do costelão e da famosa ovelha do Joãozinho, tinha chope da Brahma (Zandoná, favor entrar em contato com o departamento comercial). Enfim, não vi o Wiss, porém me contaram maravilhas sobre o encontro às margens do Capinguí. O azar foi meu, mas em 2019 tem mais.

La Fontaine
Pelo que falam e propalam por aí, La Fontaine está em alta. De fato, vivemos uma fábula.

Trilha sonora
A sonoridade de um sax tenor é sempre envolvente. É assim com Kirk Whalum: My All
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