Estudantes criam sistema de pré-triagem de pacientes por videoconferência

Com a orientação de professores, acadêmicos de Medicina da IMED irão atender e orientar pacientes e casos suspeitos da doença 24h, todos os dias da semana

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Com o intuito de auxiliar a população e o Sistema de Saúde no combate ao COVID-19, alunos e professores do curso de Medicina da IMED desenvolveram a Central de Teleorientação Médica. Com o slogan “Nós queremos te ver e te ajudar”, uma equipe de 35 estudantes irá trabalhar dentro do Hospital Escola IMED/ HC, a partir da próxima segunda-feira (30).

O serviço funcionará por meio de vídeo-chamada e vai auxiliar a população em um sistema de pré-triagem, por meio de uma conversa com estudantes de medicina das fases finais (internato médico), sempre supervisionados por um médico-professor.

Para solicitar uma consulta gratuita, o paciente deverá enviar uma mensagem para o Whatsapp do serviço. O paciente receberá um link de acesso para iniciar a chamada por vídeo. Não é necessária instalação de softwares específicos. Durante a pré-triagem, o paciente será acolhido e orientado sobre a necessidade de ficar em casa ou buscar um atendimento médico presencial, sendo este na Unidade Básica de Saúde ou Emergência dos Hospitais, de acordo com a gravidade do caso.

Atento ao uso de tecnologias e inspirado pela cultura do empreendedorismo, que faz parte do DNA da IMED desde sua criação, o estudante do 10º nível de Medicina Jefferson Cunha, idealizou o sistema ao acompanhar a liberação da telemedicina e da teleorientação em caráter de urgência. “Vi que outros centros estavam se movimentando em relação a usar a tecnologia no combate ao COVID-19, então, procurei o professor Luiz Artur Rosa Filho (Coordenador do Curso de Medicina da IMED) e a professora Márcia Capellari (Gestora do Hub de Inovação da IMED) e começamos a alinhar uma forma de colocar isso em prática”, relata.

Márcia comenta que esse momento que estamos vivendo oferece muitos desafios e nos colocam em frente ao cenário que exige a prática de mudança de comportamentos e atitudes. "As competências para o profissional dos dias de hoje vão muito além da técnica! Ele precisa aprender a trabalhar em equipe, pedir ajuda, ser resiliente, aprender e estar disposto a ouvir!  Jefferson é um exemplo de aluno que vem aproveitando as oportunidades para sua transformação. Nosso papel como professores e mentores é apoiá-lo para que encontre sua melhor versão e através do empreendedorismo e inovação promova melhores condições para a vida das pessoas. Humanizar a medicina faz parte dessa transformação não apenas digital nas de comportamentos e liderança para impactar positivamente a sociedade. O Brasil precisa de sangue novo e a IMED vem construindo isso com alunos comprometidos", pontua.

“Estamos com a proposta de usar a teleconferência, pois buscamos atendimento mais humanizado, para que o paciente possa ver quem está do outro lado e, dessa forma, passar mais tranquilidade para as pessoas, já que quem vai atender são os alunos do curso de Medicina dos últimos semestres, sob a orientação de professores médicos. Eles estarão aqui, 24 horas, tirando dúvidas tanto do aluno quanto do paciente. Serão em torno de 35 alunos, que farão parte tanto da nossa central de teleorientação quanto de um outro programa de matriciamento que estamos montando, que vai monitorar pacientes que estejam com os sintomas, mas não estejam hospitalizados”, explica o estudante.

O sistema começa a operar na segunda-feira (30) e a expectativa é atender não só à população de Passo Fundo, onde funciona o curso de Medicina da IMED, mas de qualquer lugar do país, sendo necessário apenas solicitar atendimento diretamente no site da IMED. “A gente acredita que, através da teleorientação, vamos conseguir diminuir a saída de casa das pessoas para buscar atendimento no posto de saúde ou na própria emergência dos hospitais. Aqui, vamos conseguir orientá-las, se devem ficar em casa naquele momento ou se devem procurar um atendimento médico presencial. Também estaremos sanando dúvidas, a pessoa não precisa necessariamente estar com os sintomas para solicitar o atendimento”, frisa.

 

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