Muzar/UPF terá selo e exposição na programação dos 45 anos

Só no ano de 2019, o Museu alcançou mais de 45 mil pessoas com atividades exposições internas e externas, ações educativas e prestações de serviço de salvaguarda

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Para marcar os 45 anos do Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar), ligado ao Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Passo Fundo (ICB/UPF), estão sendo preparadas atividades de forma remota. Uma delas, é o lançamento do selo dos 45 anos, que acompanhará os materiais de divulgação ao longo deste ano.

Outra atividade comemorativa é a exposição “Toxinas da Natureza”, que será on-line, para contribuir com as escolas, em atividades remotas, para a disciplina de ciências. A exposição enfoca conteúdos sobre animais e plantas que possuem toxinas, conhecidas como venenos, que podem, em acidentes, prejudicar as pessoas. A exposição instiga a busca de conhecimento sobre animais peçonhentos ou venenosos e plantas tóxicas.

A dinâmica da exposição acontecerá da seguinte forma: perguntas serão lançadas nas redes sociais do Muzar (facebook.com/muzaricbupf e instagram.com/muzaricbupf) durante a semana e as repostas serão disponibilizas no site www.upf.br/muzar nas sextas-feiras.Quando as atividades voltarem a ocorrer de forma presencial, as escolas poderão visitar a exposição física no próprio Muzar, reconhecendo o acervo do museu sobre o assunto.

Início 

Fundado em agosto de 1975, o Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar), ligado ao Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Passo Fundo (ICB/UPF), completa, em 2020, 45 anos. Das primeiras coleções de zoologia, botânica e geologia, montadas por professores do extinto curso de Ciências Naturais, até hoje, o Museu acompanhou as mudanças da ciência e da educação, adaptando-se às necessidades da Universidade e da própria comunidade. Com exposições, laboratórios, ações de pesquisa e educativas, hoje, representa um atuante museu universitário reconhecido nacional e mundialmente.

Tanto, que em 2018, o Muzar foi reconhecido como o museu do interior do Rio Grande do Sul mais visitado, reconhecido pelo Sistema Estadual de Museus, com mais de 25 mil visitantes anuais. Em 2019, esse número chegou a 45 mil pessoas envolvidas nas suas mais diferentes atividades. Em função disso, o Muzar é tido como referência em Passo Fundo e na região. Espaço onde escolas e comunidades ancoram seus aprendizados na ciência, biodiversidade, meio ambiente e educação ambiental. “Muitas escolas complementam seus estudos visitando nossas exposições. Ao mesmo tempo, que construímos o respeito e o amor à natureza no olhar atento de cada criança, discutimos temas relevantes de interação da sociedade com o meio ambiente”, explica a bióloga e responsável técnica do Muzar Flávia Biondo.

Atualmente, o espaço também mantém, fundamentalmente, coleções da biodiversidade regional para pesquisa dos cursos de mestrado e doutorado da UPF e em intercâmbio com outras instituições de pesquisa do Rio Grande do Sul ou de outros locais do mundo, disponibilizando essas informações através de um repositório de acesso mundial. “Assim, o Muzar fortalece os cursos, que com ele interagem, o Instituto de Ciências Biológicas e a UPF e conquista a comunidade para ser UPF, também”, acrescenta.

Para a diretora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB),  Marilene Rodrigues Portela, o Muzar tem uma trajetória importante de colaboração na formação técnico-científica de acadêmicos e profissionais da área, quaisquer que seja o contexto de origem, mas de modo especial, dos estudantes de ICB.  “Ancorado no seu principal objetivo ‘valorizar o patrimônio natural por meio da preservação dos recursos naturais e da integração dos seres vivos’, ao longo dos anos, o Muzar tem construído e socializado o conhecimento. Um espaço de disseminação cultural que também oferece lazer a comunidade, pois suas exposições regulares se constituem em um atrativo às crianças, jovens, adultos, e, mesmo às famílias, quando frequentam o Domingo no campus”, destacou. 

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