EDIFÍCIO GRALHA: Laudo apresentado pelo estado nega problemas na construção

Videoconferência discutiu últimos andamentos do processo, já em fase de sentença

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O presidente da Câmara Municipal de Passo Fundo, vereador Saul Spinelli (PSB), representando o Legislativo, realizou uma videoconferência para discutir o andamento do processo que trata da situação do edifício Gralha. O prédio, no bairro Cohab I, foi interditado em 2016 por problemas de estrutura e deixou 16 famílias sem moradia.

A reunião virtual envolveu ainda a Procuradoria do Estado, a Caixa Econômica Federal, Secretaria de Habitação do RS e do município, moradores e advogados. O processo estava suspenso já que os moradores negociavam uma forma de indenização, mas o governo do estado incluiu ao processo um novo laudo.  O documento atestaria que o edifício não possuía vício de construção. Isso significa que os problemas apresentados não teriam sido causados por deficiências na construção do prédio. Esse laudo contaria os outros dois,  um apresentado  pelos moradores e o próprio laudo judicial, solicitado pelo juiz do caso.

Segundo o presidente do Legislativo, o processo, que tramita na Justiça Federal, já está em fase de sentença.  “Agora o juiz vai decidir qual dos laudos vai considerar válido, vamos aguardar, avalio que o importante é o fato do processo ter andado, pois as famílias precisam de uma decisão urgente, já que o problema se arrasta há cerca de quatro anos”, avaliou Saul Spinelli.

Glaci Puhl, representando os moradores do edifício, falou sobre a angústia da espera pela decisão final. “A minha preocupação é que ainda estou pagando pelo apartamento e estou na rua”, alertou a pensionista. O processo tem como réus o estado do Rio Grande do Sul e a Caixa Econômica Federal.

Laudo 

Com quase quatro décadas de existência, a situação do edifício Gralha começou a ter repercussão no início de 2016, depois que alguns moradores procuraram a imprensa e mostraram a quantidade de rachaduras espalhada pela laje, escadarias  e paredes. Baseado em um laudo técnico, o qual já apontava graves problemas estruturais e o risco de desabamento, a prefeitura, juntamente com o Corpo de Bombeiros, interditou o local por tempo indeterminado. Os 16 moradores tiveram de  desocupar os apartamentos e buscar outra moradia. 

Preocupados com a situação do prédio, os  proprietários  do Gralha se reuniram, em 2017,  e decidiram contratar, com recursos próprios, um profissional para realizar um laudo completo da edificação.  Durante 90 dias, o engenheiro civil, Eduardo Madeira Brum, especialista em projeto, execução e controle de estruturas e fundações, examinou minuciosamente cada detalhe da edificação, inclusive, a cobertura com uso de um drone. O resultado, segundo ele, foi 'assustador'.

O laudo identificou prolemas na fundação, revestimento e também no material utilizado, já sem vida útil. O laudo também apontou material inadequado, como no caso de tijolo de seis furos, que não têm função estrutural, usado na fundação e na região da escadaria. 

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