Passo Fundo faz parte de estudo nacional sobre o coronavírus

O Epicovid19 é a primeira pesquisa em nível nacional para avaliar o avanço do vírus

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Passo Fundo está entre as 133 cidades brasileiras que integram uma pesquisa para identificar o avanço e a prevalência do coronavírus. Denominado Epicovid19, esse é o primeiro estudo em nível nacional, conduzido pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), realizado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) e financiado pelo Ministério da Saúde.

A pesquisa iniciou no dia 14 de maio. A segunda fase ocorre entre os dias 3 e 5 de junho. Neste período, em visitas domiciliares, equipes de pesquisadores do Ibope entrevistarão 250 pessoas de cada município selecionado. Os participantes serão escolhidos a partir de sorteio e também passarão por teste rápido.

Além de possibilitar uma análise da proporção de pessoas com anticorpos para a Covid-19, o estudo determinará o percentual de infecções assintomáticas ou subclínicas. Também viabilizará informações sobre sintomas mais comuns e letalidade e o desenho de estratégias de distanciamento social.

A Prefeitura de Passo Fundo orienta que todas as pessoas escolhidas para a sondagem participem. A pesquisa é importante para avaliar o cenário local e nortear medidas de enfrentamento e prevenção do coronavírus.

A pesquisa conta com três fases. O objetivo é entrevistar e testar 100 mil pessoas. Além de Passo Fundo, outras seis cidades gaúchas fazem parte do estudo: Caxias do Sul, Ijuí, Pelotas, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Santa Maria. 

 

Primeira fase

Os resultados da primeira fase foram divulgados. De acordo com a análise, menos de 1% da população das cidades gaúchas apresenta anticorpos para a Covid-19. Ainda conforme a pesquisa, o Rio Grande do Sul ocupa a terceira posição dos estados em que as pessoas mais cumprem as medidas de distanciamento social, fator associado ao percentual de infectados.

Entretanto, em 90 dos 133 municípios, os números preocupam, uma vez que apontam para um índice que varia de 1,4% de pessoas com anticorpos. A comparação dos números estimados pelo estudo e os números oficiais evidencia uma grande subestimativa de infectados pelo coronavírus, ponderando que, para cada caso confirmado nas 90 cidades, existem outros sete na população.



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