A cara do Brasil

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Vitor Nósseis, ex-líder do Partido Social Cristão (PSC), cujo presidente é Pastor Everaldo (que segundo a Polícia Federal pediu dinheiro a Cunha) e que tem como um dos expoentes o deputado Marco Feliciano e por quem Jair Bolsonaro teve breve aproximação, foi pego em delito gastando grana do fundo partidário para se deliciar com as garotas de programa Samantha e Keila. Não que seja ruim usar os prestimosos serviços das meninas mas, com a nossa verba? O governo liberou 2.5 bilhões de reais aos partidos para serem usados na próxima eleição e deve ser uma coisa bacana assim, dinheiro à vontade, as nossas custas para pagamento de tudo, incluindo farras. Foi o que ouvi agora pela manhã na sensacional Rádio Jovem Pan entre as 07-09 horas da manhã desta sexta, aqui em, Higienópolis. Marco Antônio Villa comenta, com fundamento as manchetes do dia, revelando um submundo estranho ao conhecimento e interesses do cidadão comum.


Dizem por aí que o político brasileiro representa o cidadão brasileiro; que o político é a cara do que se pensa e faz no cotidiano. Na greve dos caminhoneiros teve gente (e não foi pouca) que superfaturou preços de combustíveis e itens de alimentação em absoluto conluio de aproveitar o momento, tal qual o matreiro que abraça criancinhas e se senta com pobres para comer no bandejão, desde que haja um fotógrafo por perto, é claro. Há um registro no Youtube à cerca de um motorista de caminhão morto em acidente de estrada e que a população aproveita para sequer a carga. Surpresa? Nem tanto. Primeira vez que acontece? Claro que não e não será a última.


Não é somente no Brasil que há exemplos de que o homem é o lobo de si mesmo. O zagueiro Sergio Ramos do Real Madri, por exemplo, costuma realizar strikes nos seus oponentes e causou o que causou contra o Liverpool para o mundo inteiro assistir. Tem gente que gosta porque entende que o importante no futebol é vencer, de qualquer forma e nessa guerra vale tudo, assim como na política. Sergio Ramos representa o modelo vencedor, mesmo na marra. Há um conceito populista nisso tudo. O populismo revela aos súditos aquilo que se quer ouvir e detona, de maneira ditatorial, todo o pensamento contrário. Joga-se para a torcida, joga o jogo do politicamente correto. Nada mais detestável que o politicamente correto.


Reinaldo Azevedo escreve na Folha dessa sexta que Bolsonaro é o candidato oficial da Lava Jato. Em outras palavras, representaria o único dos candidatáveis que acena com austeridade aos desmandos éticos dos poderes constituídos. O cidadão comum está cansado; ao contrário do que se alardeia aos não simpatizantes ao candidato, ninguém deseja ditadura militar ou o retorno da situação de exceção. O que se quer é zelo com dinheiro público, diminuição do número e gastos de parlamentares, transparência na condução dos negócios das estatais sem que a direção técnica das mesmas obedeça a comandos políticos da hora e basta à farra, com putas ou se putas, como o dinheiro do bravo cidadão que trabalha 25 horas por dia.


Se é para nos f... queremos Keila e Samantha no páreo de outubro, mesmo que não haja beijo na boca.

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