A violência globalizada

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A posição de nação em desenvolvimento, mesmo sendo gigantesco potencial de riquezas, contrasta violentamente com a criminalidade cotidiana. A letalidade criminal expõe o país a uma situação caótica, já que ocupamos o 106º lugar no mundo. Impropriamente denominamos crimes comuns ao massacre diário, especialmente produzido pela devastação do crime organizado do tráfico de drogas. Como advertiu ZygmuntBauman, o medo ou covardia diante das atrocidades nas ruas e dentro das casas, fez sucumbir a dialética da liberdade pelas relações virtuais que são vendidas como relacionamento fácil e seguro. O shopping, ou a grade ao redor do prédio confinam, “dispensando” a coragem étnica ou a necessária rebeldia. Mesmo desconfiando do estado, entregamos a ele o desiderato de nos guarnecer. Não se deseja fazer, aqui, um julgamento descontextualizado de um modelo que se configura como aflição coletiva, pois são novos tempos de realidade. Apaga-se a utopia da paz social. O medo da violência vem tornando a vida urbana um campo de concentração, num sentido antagônico à concepção aparente de globalização. O poder oligárquico aproveita-se desta vulnerabilidade para auferir mais e mais lucros.

 

Feminicídio
A lei de 2015, editada para combater a morte dolosa de mulheres, não tem condão de resolver essa profunda chaga nos relacionamentos familiares. A norma legal agravando o assassinato que vitima a mulher pressionou maior transparência nos relatórios criminais. O aumento assustador de assassinatos de mulheres mostra o crescente número de casos que passam pela divulgação nos órgãos de imprensa. A maioria são cenas dantescas agravadas por motivos torpes. São casos de deterioração gradual nas relações do namoro ou vida em comum. Ocorre em todas as classes sociais. Tais crimes, não raro, causam destruição irreversível no âmbito familiar, atingindo filhos. É problema em muitos países. No Brasil remonta de perversa cultura em séculos de escravidão. Sim, o machismo é esdrúxula cultura de exclusão em desumano tratamento forjada na pior tragédia brasileira, a prepotência da escravidão!


Aposentados
A proteção aos idosos deixa muito a desejar. Mal consegue a aposentadoria depara-se com enxurrada de apelos para empréstimo compulsório. Essa pressão e assédio, com dados fornecidos inexplicavelmente a determinados escritórios de intermediação é totalmente injusta. A grande maioria é reduzida a um estado de vulnerabilidade. Além disso, há a coerção de filhos, netos ou parentes.

 

Migração
Ao deixar o pacto global de Migração perante a ONU, O Brasil abre dificuldade para o intercâmbio com outras nações. No momento não há grande imigração em nosso território. Observadores entendem que é mão de duas vias e muitos brasileiros dependem de um bom relacionamento.

 

Bancada ruralista
Não chega a ser novidade a rápida decisão do governo Bolsonaro. A Medida Provisória desta semana determina que o INCRA seja desvinculado da Casa Civil e incorporado ao comando da pasta da Agricultura. Nalhan Garcia, adversário histórico do MST, vai conduzir a regularização fundiária na Amazônia. Tereza Cristina (DEM), ex-líder da bancada ruralista vai decidir tudo. Também, a questão de reservas quilombolas fica subordinada ao setor que definitivamente não defende divisão de terras.


Sobrestamento
A distribuição de terras no Brasil produziu assentamento de 1,34 milhão de famílias. Foram 88 milhões de hectares, desde 1974, como efeito das ações reivindicatórias do MST. São 94 mil assentamentos. Áreas que produzem alimentos (antes improdutivas), atendendo a função social deste básico recurso natural do país. Tudo parou.

 

Reforma agrária
Ainda se imagina que a sustação dos processos de desapropriação (excluídas as decisões judiciais) possa ter caráter de revisão. Ocorre que na campanha eleitoral o MST foi tratado como movimento político a ser criminalizado. Se descambar nesse rumo haverá conflito.

 

Posse de arma
A questão do desarmamento suscitou polêmica desde o início. A medida do novo governo tem apoio quanto a alguns casos de posse de arma a serem permitidos. É o caso de propriedade rural e outras circunstâncias. É preciso ver isso na prática. Um dos problemas é o custo da arma e habilitação. As fábricas de arma estão eufóricas.

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