As minas Potosí

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A cidade de Potosí, na Bolívia está a mais de quatro mil metros de altitude. É considerada a mais elevada do mundo. É nas profundezas dos túneis abertos há vários séculos, no entanto, que estão sepultados milhares de pessoas que trabalhavam nas minas de prata. A voracidade dos poderosos conquistadores não tinha limites, nenhum respeito humano pelos indígenas dominados. No trabalho escravo morriam sem ar puro, obrigados a permanecer nos veios subterrâneos das escavações, para maior lucro dos espanhóis. A Espanha enriqueceu de tanta prata manchada com sangue dos incautos que respiravam, chumbo, mercúrio ou arsênico. Os trabalhadores, escravos nativos morriam aos milhares. Minas de Potosi no Cerro de Potosi, Alto do Peru, guarda o que restou da alucinada produção de minério precioso. Foi o maior produtor de prata do mundo. Conta-se que os nativos sabiam das riquezas mas receberam alerta místico para não invadir o ventre da montanha. Os exploradores, no entanto, foram implacáveis. Qualquer preservação, especialmente de vidas humanas, não os sensibilizava.

 

Minas em lama
As riquezas naturais estão aí para serem exploradas dignamente pelo homem, com conseqüências benéficas para todos. Similares de Potosí reproduziram-se continuamente ao longo dos séculos e nada mudou até hoje. Os monopólios expõem falta de escrúpulo, sempre devotados cruelmente a este único objetivo. Minas Gerais, e outros estados que concentram a mineração, sofreu os ciclos alucinados, suprimindo riachos, matas, animais silvestres, peixes e condições de vida de habitantes. O lodo feito lixo sufocou plantas, animais e pessoas na catástrofe de Brumadinho. E já não se sabe como andam as condições de segurança das centenas de barragens no Brasil. Inacreditável que o perigo de rompimento não fosse conhecido, em meio a tantas espertezas exercidas pela Vale, perdulária nas ajudas financeiras aos parlamentares que aliviam o rigor fiscalizatório da legislação ambiental!


Guardiões da vida
Estamos falando da necessidade premente em relação ao fortalecimento dos movimentos sociais e dessa cultura que defende o meio ambiente. Chega de malsinadas versões orquestradas na mídia contra defensores das divisas ambientais. Lembrando que o primeiro objetivo do ideal preservacionista é o homem. Que tenhamos ar, água, calor, frio, alimentos e luz para vida digna. O perigo é real a todo o instante. Como advertia Horácio “res tua agitur, paries cum proximus ardet” (cuida das tuas coisas, quando a parede de teu vizinho estiver queimando). Além do ambiente rural, a vida urbana tende ficar mais vulnerável à depredação comportamental, com a falta de saneamento, perigo de incêndio por falha no uso de combustível, energia elétrica ou gás liquefeito. A concepção de respeito ambiental é séria e abrangente como nos graves casos de submissão de trabalhadores ao trabalho escravo. O conceito oligárquico condena a preservação desde a escravidão onde o braço do homem e da mulher negra eram coisa de menor valor. Este espírito espúrio prossegue espezinhando os mais humildes, ainda que de forma sofisticada. Está mais do que na hora de respeitar o grito restaurador dos ambientalistas. Parem de ridicularizar os que nos defendem preservando a natureza e parem de dizer que o respeito ambiental prejudica o progresso. Os que assim pensam são cínicos e enganadores.

 

Venezuela
EUA bloqueiam a compra de petróleo da Venezuela. Se a Russia não revolver isso está posta pressão irresistível a Maduro. Sem dinheiro e povo com fome, pode ser golpe fatal.

 

Bolsonaro
O Boletim médico desta terça-feira definiu como estável o estado pós-operatório do presidente eleito Jair Bolsonaro. Detalhe positivo é que não tem febre. Sem infecção.

 

Papa Francisco
O mundo precisa da palavra e da postura do líder católico Papa Francisco. Sua bondade imensa e compaixão para com o ser humano é orientação para um novo relacionamento entre os povos. Mas sua presença é tão forte que enfrenta o ódio dos medíocres. Hostes na própria igreja, por parte de escaninhos perversos que vem denunciado.

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