Bolsonaro, 2019!!!

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Os brasileiros estão otimistas em relação ao futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro e alimentam expectativas positivas sobre a sua gestão, informou pesquisa CNI/Ibope. Segundo a sondagem do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria, 75 por cento dos brasileiros acreditam que o presidente eleito e sua equipe estão “no caminho certo”, enquanto apenas 14 por cento acham que ele e seus indicados estão no “caminho errado”.


A pesquisa também identificou que cerca de dois terços dos brasileiros 64 por cento têm a expectativa de que o próximo governo será “ótimo” ou “bom”. Outros 18 por cento afirmam que o governo Bolsonaro será regular, 14 por cento acreditam que será “ruim” ou “péssimo”, e 4 por cento não responderam. Segundo o gerente-executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, é comum que um presidente eleito conte com um “voto de confiança” no início de seu governo, mesmo entre eleitores que votaram em outros candidatos.“Após a eleição de um novo presidente, você tem uma onda de expectativa maior. Mesmo entre aqueles que não votaram no presidente, mas que também não são totalmente contra”, avaliou Fonseca.


Em entrevista no último domingo, dia 16 de dezembro, o presidente eleito Jair Bolsonaro, creditou a boa avaliação ao nível dos ministros escolhidos. “É um reflexo, com toda a certeza, do bom ministério escolhido. Sem o critério político. Então isso aí dá uma esperança no povo que algo diferente vai acontecer”. Desde a sua eleição o Presidente eleito Jair Bolsonaro, gerou algumas polêmicas, em razão de seus pronunciamentos, das falas de seus filhos ou de ministros indicados para ministérios. O fato é que a realidade se impõe, e governar é será diferente de fazer campanha ou estar em um governo de transição.


Neste momento seria importante fazer profundas reflexões, sobre o futuro governo e o que reserva 2019, ser escutado ou lido talvez, não será possível em razão das expectativas futuras criadas a partir dos resultados das eleições. Mas gostaria de chamar a atenção para dois aspectos que poderão afetar nossa cidade e região, caso nossa diplomacia aja de fato conforme os dias avançam e o noticiário diário é publicado:a partir do atrelamento acrítico e automático aos Estados Unidos, a contrariedade da China, do mundo árabe, da Europa e do Mercosul;


Nas últimas duas décadas, a China se tornou o maior parceiro comercial brasileiro, superando os Estados Unidos da América (EUA). Em 2000, a China representava somente 2% das exportações e 2% das importações brasileiras. Neste ano, serão 27% das exportações e 20% das importações. Em 2000, os EUA representavam 24% das exportações e 23% das importações brasileiras. Em 2018, serão somente 12% das exportações e 16% importações. A China representa um saldo positivo de aproximadamente 30 bilhões de reais. Portanto, a pergunta que fica é se a China aceitará passivamente a guinda da política externa brasileira? A mudança da embaixada do Brasil de TelAviv para Jerusalém terá impacto no mercado de carnes do Brasil? Os países árabes são responsáveis por 49%por nossas exportações de carne. As respostas somente serão descobertasno decorrer de 2019.


Para o Professor Carlos Melo, “a boa política aconselha avaliar o campo, perceber as circunstâncias, considerar os perigos e medir as consequências de cada passo, de cada revés. A contenção nem sempre é resultado de imperativos éticos, espírito democrático ou tolerância. Normalmente, é cálculo pragmático: saber a força do inimigo e, mais, os limites da própria força é uma arte. Só vira a mesa quem tem força para isso”. Diante do otimismo que toma conta de nosso país, e por todas as análises feitas, acredito fortemente que possamos virar a chave definitivamente da crise econômica, e retomarmos um ciclo virtuoso de crescimento econômico. Torço por Bolsonaro, assim como no sucesso, o insucesso dele será creditado ou debitado na vida de todo o povo brasileiro.

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