CNBB: qual a nossa missão?

Escrito por
,
em

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil –CNBB - é a instituição permanente que congrega os Bispos da Igreja Católica no Brasil. Ela une os bispos para que cada um consiga realizar melhor a sua missão na diocese que lhe é confiada. É um espaço propício para o estudo, reflexão, debate, oração e discernimento de caminhos para a Igreja realizar a missão de levar o Evangelho de Jesus Cristo. A CNBB fomenta a união entre os bispos brasileiros, com os bispos do mundo inteiro e o Papa Francisco. Ajuda cada bispo a concretizar em sua diocese as grandes orientações doutrinais, pastorais e legais da Igreja. É uma instância propícia de formação e assessoramento de cada bispo.


A estrutura existente para alcançar a finalidade da CNBB é a seguinte. Em primeiro lugar está a Assembleia Geral realizada ordinariamente uma vez por ano, quedura 10 dias, da qual participam todos os bispos. Para os bispos é um tempo propício de encontro, de convivência fraterna, de rever amigos, de oração, de partilha das alegrias e desafios da missão episcopal, de definição de diretrizes, de elaboração de documentos, de eleições. Entre as Assembleias Gerais reúne-se o Conselho Permanente que é composto por membros eleitos pelos 18 regionais da CNBB. E para dirigi-la é eleita uma presidência composta por um presidente, dois vice-presidentes e um secretário geral. Somam-se à presidência os doze presidentes das Comissões Episcopais Pastorais. Todas estas funções exigem dois terços de votos dos votantes para expressar que tem um grande apoio para a realização do serviço confiado. Nenhuma das presidências é remunerada, mas é mais um serviço que se soma aos que cada um já tem.


As comissões permanentes são as seguintes: Comissão pastoral episcopal para os ministérios ordenados e a vida consagrada; Comissão episcopal pastoral para a ação para o laicato; Comissão episcopal pastoral para a ação missionária e cooperação intereclesial; comissão episcopal pastoral para a animação bíblico-catequética; comissão episcopal pastoral para a doutrina da fé; Comissão episcopal pastoral para a liturgia; Comissão episcopal para o ecumenismo e o diálogo inter-religioso; Comissão episcopal para a ação sócio-transformadora; Comissão episcopal pastoral para a cultura e a educação; Comissão episcopal pastoral para a vida e a família; Comissão episcopal pastoral para a juventude e Comissão episcopal pastoral para a comunicação. Cada comissão tem a sua tarefa própria, porém o objetivo principal é subsidiar os bispos e facilitar a convergência da ação evangelizadora oferecendo indicações para planos pastorais em nível nacional, regional e diocesano.


A 57ª Assembleia Geral deste ano teve como tema central a aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora – DGAE - para o período de 2019-2023. Elas serão convergência da ação da CNBB e são direções para os 18 regionais da CNBB e para as dioceses elaborarem seus planos pastorais. A palavra central das DGAE é evangelizar. Jesus Cristo, depois de cumprir a sua missão, confiou aos discípulos a tarefa de levarem pelo mundo afora o que ele tinha ensinado e vivido. Esta está é a missão principal da Igreja. Cremos que para a geração presente Jesus Cristo deve ser anunciado e depois cada pessoa decida sobre o que ouviu: crer ou não crer, aderir ou não. A liberdade religiosa é um direito fundamental.


A missão evangelizadora é realizada num contexto histórico concreto. Cada época tem as suas alegrias e suas tristezas, suas esperanças e angústias, seus progressos e seus recuos. Jesus Cristo deixou bem claro que não queria que seus seguidores formassem guetos na sociedade, grupos fechados e indiferentes com os acontecimentos próximos e distantes. Não queria que fossem do mundo, isto é, reproduzissem o que é mau, que gerasse morte, mas fossem sal da terra e luz do mundo gerando vida em abundância. Na Assembleia Geral foi emitida uma mensagem que reflete o momento histórico e convida os cristãos católicos e os brasileiros a alimentarem a esperança e serem cidadãos ativos.


Dom Rodolfo Luís Weber
Arcebispo de Passo Fundo
10 de maio de 2019

Gostou? Compartilhe