Corruptos por toda parte

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Na verdade, seria preferível que ao menos um dos lados da disputa presidencial estivesse livre de contágio com partidários acusados ou indiciados por corrupção. Mas é triste a constatação de que a grande maioria dos partidos, seus apoiadores ou seguidores de última hora carregam no lombo os carrapatos dos escândalos. Sugam o sangue deste Brasil de dorso imenso. Grandes empresários, sempre sedentos de lucro aparecem em vários casos, quer de iniciativa privada ou nas ações com o erário público. Vejam que os conhecidos executivos, agora delatores de crimes de grandes empreiteiras, revelam a cada momento a sangria de quantias incalculáveis do dinheiro público.

 

Polícia Federal
Por certo não saberemos tudo sobre corrupção, em curto prazo. A Polícia Federal, no entanto, tem investigado com pertinácia. Agora, depois de muita relutância no Palácio do Planalto, o presidente Temer volta a ser indiciado por corrupção passiva e outros crimes, com mais dez envolvidos. Ele chegou a colocar no comando de PF um delegado que desmereceu como prova a descoberta de 53 milhões nas malas de um apartamento. Durou pouco o disparate. Os policiais voltaram a investigar outros fatos, como este do inquérito dos portos. A operação Carne Fraca que parecia sufocada, revelou responsáveis por grave atentado contra a saúde pública mediante falsificação na inspeção sanitária. É impressionante como empresários tidos na alta fertilidade produtiva caem na emboscada da própria volúpia e prejudicam o país, as pessoas, com atos de desonestidade. Eles já têm lucros incalculáveis sem essas violações. O lucro com a fraude é algo realmente insano. Felizmente a investigação se tem mostrado algo forte, talvez o fator mais esperançoso da democracia. Parece que desvendar crimes de corrupção tem sido a renitência mais positiva para corrigir rumos da nação.

 

Dever
A obrigação atribuída à PF de investigar e carrear provas contra o crime já não é mais uma simples obrigação. Passou a ser um dever sublime em prol da justiça social.

 

Parar com isso
Há algo no ar, nas ruas e nos procederes, que não pode continuar. Fala-se em colocar ponto final na frenética onda de incitação apontando ridiculamente uma arma para impressionar o público. Parece que não queremos falar nos casos cotidianos que atestam atos criminosos praticados sem o rigor da ação do estado. É a água no leite, a adulteração do combustível, sonegação de impostos, gatos de água e luz, lixo clandestino, devastação florestal, atestados médicos fraudados, e tantos outros casos considerados comuns. A descompostura no relacionamento social, até no trânsito, parece anestesia geral nas consciências. Não é assim. Isso deve parar!

 

Liberdade
Um dos procedimentos mais cruéis da vida é a perseguição política, com prisões arbitrárias e a imperdoável prática de tortura. Quem apoia essas monstruosidades praticadas no regime ditatorial ocorrido recentemente em nosso país deve ser segregado dos demais cidadãos. Apoiar publicamente a tortura deve ser considerado crime, com cadeia. Racismo não! Essa é minha opinião, por isso não voto em quem conspirou e será sempre ameaça à democracia.

 

Beleza negra
O concurso de beleza Top Cufa – Central Única das Favelas, reuniu 180 participantes no shopping Taguatinga em Brasília. Apesar do resultado empolgante pela graciosidade e beleza das participantes, o acontecimento foi alvo de zombarias perpetradas por covardes que postaram manifestações racistas. Os autores pusilânimes, por certo não são tão alinhados, elegantes, belos, ou belas, ou não têm irmãs, namoradas/namorados, famílias que sejam melhores que as concorrentes. Acreditam que seus ataques repugnantes sejam velados pela complicada identificação do WhatsApp. O certame reúne moças de todos os matizes, com predominância natural de afrodescendentes. São agressores de caráter mesquinho, inconformados com o sucesso emancipatório dessas meninas lindas. O prolóquio medieval conhecido de todos “nomina stultorum extant undique locorum” (os nomes dos tolos aparecem em toda parte) define a situação moral que ainda viceja em nosso meio.

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