Criança é a chance da humanidade

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Por mais que se queira na história da humanidade ninguém conseguiu expressar a grandeza e força da maternidade. É o momento de gravidez e seu desenvolvimento que guarda o mais íntimo e real sentido de vida. É a origem de todos nós, de ansiedade, dor, e felicidade numa intensidade experimentada pela mulher. O homem também tem o ensejo nesta partilha sublime da criação humana. Mas é a mulher que carrega no seio, nutre, emociona-se e realiza esse mistério congênito que é existir. Só as mães sentem e ninguém exprime. A força natural é vista sob o aspecto religioso como o grande canal insondável da humanidade entre Deus e o homem. Nascemos e passamos a ser enxergados pelos pais nos instantes iniciais de uma etapa que começou bem antes. Desculpem os leitores, não se cogita esclarecer com estas referências, mas apenas perceber que em cada ser humano nasce a expectativa de poder existir em meio a muitos perigos. É esta a experiência inarredável da vida desde o início. Aí está nossa esperança.

 

A vida começou
A Sagrada Escritura reserva referências perceptíveis sobre a formação do ser humano, desde sua tenra infância. “Sinite parvulos venire ad me” (deixai vir a mim as criancinhas), disse Cristo. Deduz-se que o maior educador e curador da história da humanidade quis chamar atenção para necessidade de desenvolvimento da infância. As percepções do ser que se inicia na vida pendem de aproximações construtivas. O olhar dos adultos precisa ser constante. O amparo é inexorável.

 

Darci Ribeiro
A começar pela paternidade mal resolvida, a criança vive a fase mais vulnerável. Na estrutura de estado a criança precisa prioritariamente ser enxergada com a expressão afetiva e de responsabilidade. O sociólogo e paleontólogo Darci Ribeiro foi obstinado na concretização de atenção aos infantes. Instalou com Brizola a escola pública de ampla atenção à criança a partir de seus primeiros momentos. A sociedade, sem exclusão, é responsável pelas políticas públicas e de toda a civilidade para salvar e promover a criança. A proposta dos cieps, que poderia ser formulada também de outras maneiras, infelizmente deixou de ser a merecida prioridade. Mesmo que tenha ficado claro o propósito protetivo à infância para recriarmos a possível pacificação social. É preciso falar que os perigos da falta de saneamento, desemprego e segurança, atingem primeiro os pequeninos.

 

Isso é esperança
O que se preconiza nos momentos mais próximos é o aperto geral e ampliação dos perigos, verdadeiros ultrajes à infância e adolescência. A consciência cívica está em perigo, como se vê na displicência de pais ou responsáveis pela vacinação no estado mais rico – São Paulo - que concentra mais de 90% dos casos de sarampo. A fumaça das queimadas arde nos pulmões das crianças. A bala perdida. Afastar a miséria é o único sinal de esperança se realmente priorizarmos a criança.

 

Valores
A aproximação familiar, mesmo com seu amplo leque de mazelas, e a crença religiosa que sempre acompanhou a humanidade é a forma de lutarmos por nossa infância. Observando tristezas que se tornam comuns no cotidiano, é de se perguntar onde estão alguns valores? As brigas entre grupos ou gangs rivais refletem a perda destes. Quem não se lembra das brigas em saídas do colégio ou do cinema? Pois é! Uma regra ética ponderava esses momentos ( mesmo condenáveis) e não se permitia que alguém batesse no colega que caiu no chão. E era eticamente proibida e repudiável, sob qualquer pretexto, a covardia de briga desproporcional. Hoje vemos a turba insana espancando uma vítima solitária. Este a outros sinais de valores só instalados no período infantil, ainda podem ser recuperados. Escola, pais e educadores veem hoje a missão de educar, muito mais difícil.


Salvar
Dia da criança é dia da urgente cooperação, de encontrar e salvar a criança perdida!

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