Decisão

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É chegada a hora da decisão, percebo apreensão em nós e nos nossos oponentes; eles já mostraram que são fortes; e tu tens a escolha a teus critérios. Estes espelham o mundo como vontade e representação como dizia o filósofo alemão Schopenhauer (1788-1860), retratado como pessimista, ou vida repleta de infelicidades pois, o mundo e a “verdadeira verdade” nunca se disporá pois é fruto da individualidade de cada um e também porque esse mundo é o que é independente de qualquer subjetividade. Então, a incapacidade de conclusão dá a sensação de pequenez e para os que filosofam a tendência do fim da existência é o vazio. A vingança para todos seria viver...viver e não ter a vergonha de ser feliz. Mesmo que se morra na ignorância total.


Passei a perguntar por aí o seguinte: qual situação significa pra ti “isso sim é que é vida”? E as respostas foram diversas. Viver é ter grana e poder desfrutar do conforto que isso dá; viver é ter saúde; viver é ter paz; viver é ter trabalho; viver é estar sempre com os filhos por perto; viver é poder extravasar a individualidade e não ter preconceito ao que se diz, pensa ou age. Enfim, resposta diversas. Uma das mais comuns refere-se às férias, guarda-sol + pés na areia + caipirinha-cerveja-chimarrão + céu azul + mar + pessoas felizes + sonzeira – “isso é que chamo de qualidade de vida, eu mereço isso”. Boa parte das pessoas entende que felicidade depende de fatores externos como grana, sol, praia, vitórias de seu time do coração...e nem sempre qualidade de vida é igual à vida de qualidade. Vida de qualidade depende de se sentir bem com equalização de fatores internos. Sucesso, por exemplo é estar realizado com o conquistado, como sucesso profissional, por exemplo. Felicidade é estar pleno com as nuances internas, é estar pleno com o que tens independente de fatores externos. Não tenho tudo o que gosto mas, gosto de tudo o que tenho. Felicidade tem a ver com outros, ninguém é feliz sozinho.


Vivemos em mundo de regras porque não temos a educação-ética-moral para deliberarmos sem elas. Às regras chamamos leis e li, em algum lugar, que necessitamos de mais de trinta mil leis para cumprir adequadamente os dez mandamentos. Se elas, as regras, não existissem e dependesse somente de minha vontade eu iria trabalhar de havaianas e bermudas, talvez sem camisa ou com o manto tricolor; talvez com aquela agasalho surrado que só uso em casa. Se dependesse de minha vontade as rádios só tocariam os velhos sucessos, enfim. Ao sentir incapacidade de gerir sua as próprias vontades emprestamos ao estado a condução do destino que foi denominado como contrato social (Rousseau). O esse bateu o martelo e dispôs como deveríamos nos comportar em grupos já que somos urbanos e sociais.


A decisão, chegou a hora, traz em se bojo sentimentos contraditórios, reflexos desse enorme poder chamado mídia social. Nunca antes, como dizia Luís Inácio, tivemos tantas oportunidades de expressar e de receber informações, verdadeiras ou não. Muitos de nós precisariam se afastar dela e pensar, conversar com o coração e cérebro e deliberar.


É a hora da decisão...vou abrir o meu voto, um cronista não deve ficar em cima do muro...doa a quem doer, mesmo que machuque o coração de familiares...o Grêmio vai sair campeão.

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