Ensino arma o povo

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A atriz Fernanda Torres, expressão de arte e inteligência social, vê a dificuldade crescente diante do empobrecimento geral das famílias. Aumenta a enorme fenda terrestre das diferenças em função da má distribuição e redistribuição de recursos. A musculatura da força de trabalho parece enfrentar uma gangrena de fluxo que vai da economia doméstica à pequena empresa de produção e comércio. Os empresários sobreviventes são pressionados à redução de atividades e sumária restrição aos segmentos que demandam mão de obra. A economia da China, que alimenta meio bilhão de pessoas, vem tratando isso numa visão macro há longo tempo. Sem outras ilusões ou críticas, a política, mesmo com peculiaridades sobre o sistema democrático monopolizador do Partido comunista vai além do discurso mentiroso do ocidente e cumpre o papel educacional. A decantada prioridade da educação está mais nos palanques pré-eleitorais do que na prática em nosso país. Isso implica diretamente no destino libertário da população brasileira. A educação, como outros primados da nação, não resolve “ipso facto” o abismo das diferenças, mas é a ponte mais segura para essa inelutável proposta da seriedade política. A estrutura de ensino instalada no Brasil não pode estagnar, muito menos regredir, como se observa.

 

Submissão

O comando aristocrático organizou a manutenção, tomada e retomada oligárquica, opondo-se diretamente ao aprimoramento pessoal da classe subalterna. Esse pensamento de obstrução ao desenvolvimento da capacidade das pessoas revelou-se numa das premissas: manter escravos, filhos de escravos e empregados em geral, fora do ambiente escolar. Mesmo após abolição, os projetos de colonização, como na Amazônia dificultavam ao máximo o funcionamento de escolas, mesmo as de alfabetização. Dar menos importância ao processo de aprendizado, eles sabem disso, dificulta a emancipação.

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