Estrada de tijolos amarelos

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Estava ouvindo na excelente Radio Saudade (Santos – SP) a música Goodbye Yellow Brick Road (1973), de Elton John e bateu-me uma lembrança de quando tinha magros 16 anos e, por conseguinte, saudades dos amigos daquela inesquecível fase da adolescência. Era certo que nos separaríamos logo ali na frente, era certo que alguns não se veriam “never more” e, então, diabos...vamos curtir. As músicas têm esse poder na gente e talvez seja por isso que minha modesta biblioteca está cheia de Ruy Castro, Nelson Motta, Carlos Imperial, Roberto Carlos, Caetano, Rolando Boldrim, Adoniram, Fagner, Rita Lee, Belchior, Raul...tem David Bowie, ABBA, Kratfwerk e O Rock e o Brasil dos Anos 80 (Ricardo Alexandre) e outros emprestados aos amigos, nem sei direito pra quem.


Hoje, exatamente hoje, morria há 30 anos o senhor Raul dos Santos Seixas e foi o dia em que o rock parou, era uma segunda feira e foi foda; foi como a morte de Elvis e John Lennon...porque construíram histórias e as musicaram para nós e usamos para viver, para cantar, para decorar e para embelezar a vida de outras pessoas. Em 1974 era apaixonado pela arte de Sergio Bittencourt, filho de Jacob do Bandolim e em 1976 minha paixão era por Milton Carlos (Contra Senso e Samba Quadrado), irmão daquela Isolda que compôs Outra Vez e a deu de presente para o rei. Ela musicou ...esqueci de tentar te esquecer, em homenagem a seu irmão Milton falecido tragicamente aos 26 anos.


Minha geração é do rádio, é das músicas como a rural de Elpídio dos Santos que compôs Lá no Pé da Serra ou Você Vai Gostar (1974) e que fez sucesso na voz de Sergio Reis. Era rock ou baladas de Zé Rodrix e Hyldon (na Rua, na Chuva ou na Fazenda). É da suave, encantadora e quase desconhecida Por Cima dos Aviões, sucesso da novela Cuca Legal (1975, Erasmo), novela que consagrou os músicos de Azimuth. Minha geração era foda, sem ser foda, acredite.


Estrada de tijolos amarelos, em homenagem ao filme-livro de 1939 de autoria de L Frank Baum, O Mágico de Oz incentivou Elton e Bernie Taupin a gravar, além dela, outro mega-sucesso da época Skyline Pidgeon e a gente sabia de cor. A gente sabia de quase tudo.


Hoje é dia em que o rock parou para prestar homenagem ao lisérgico Raul, mesmo antes de ser lisérgico. Sempre será o maluco beleza. Os americanos têm o rock country ou o R&B de David Gates, Cat Stevens; os ingleses, australianos, canadenses vieram com o progressivo que se caracteriza por misturas barrocas ou clássicas, melodias longas e reflexivas, do Emerson Lake, Pink Floyd, Supertramp, Genesis e Rush, entre outros. No Brasil a coisa era com Os Mutantes. O roqueiro era considerado avançado, queria demonstrar para as gatinhas que estava em outra vibe e que era absolutamente contra aquelas outras musiquinhas estritamente comerciais. Tudo bem, passamos por tantas coisas, até pelo Falamansa, vai dizer o quê?


Hoje é dia de rock, bebê. Aproveite.

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