Extinção dos animais

Escrito por
,
em

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

A situação de extermínio de animais, nos últimos 44 anos, parece ter chocado a sociedade. A informação dá conta do desaparecimento de 60% dos animais sobre a face da terra. Este dado, aliado à desvairada derrubada de árvores de florestas brasileiras que deveriam ser preservadas, mostra que estamos fazendo tudo errado. Vivemos a falsa sensação de progresso tecnológico porque essa tecnologia nada tem significado para preservarmos os elementos essenciais à sobrevivência humana. Essa deslumbrada ideia de evolução, desgarrou-se do sentido de felicidade. Jogamos todas as nossas fichas nos engenhos cibernéticos poderosos na aparência, que não conservam nosso ar, nossa água e nossa comida. A recuperação das fontes naturais de vida parece que se tornou um valor incômodo ao desenfreado consumismo que enriquece poucos e dilapida possibilidades de felicidade básica para a grande maioria. Nas cidades as pessoas sentem a falta de água (coisa antiga), os peixes morrem intoxicados pelo lixo jogado no mar e nos rios. A fumaça dos carros sufoca as pessoas. Falta ar puro. A inteligência humana até que ficou mais variada e ágil, mas só é vista pelos resultados aparentes. Os animais estão sumindo porque os matamos distraídos no consumo de produtos poluentes. Além disso, desmatamos santuários de vida animal, desprotegendo pássaros, mamíferos, peixes e os seres indispensáveis à existência. O apego aos gatos e cães é a forma fictícia de explicarmos para nós mesmos, dizendo que amamos os seres. Admitimos essa mentira, sem percebermos que nem os cães sobreviverão, sem água, ar e comida.

 

Multados doadores
A política de estado está minada. Os doadores que foram multados pelo IBAMA investiram muito dinheiro financiando candidatos. São vários os nomes beneficiados, especialmente Jaime Regatolli (PSL), Fernando Marques (SD), Rogério Rosso (PSD), ou Renan Calheiros (MDB), totalizando 178 candidatos. Esses magnatas empresários que não pagam multas de suas autuações distribuíram mais onze milhões nesta campanha. A campanha de Bolsonaro acenou várias vezes para a bancada ruralista que exige perdão de multas ambientais e afrouxamento da ocupação de áreas reservadas. Então, margens de rios florestados, não mais as vereis.

 

Rejeição petista
Parece que os aliados históricos do PT, os socialistas, trabalhistas e comunistas, estão questionando a aliança sob a égide petista. O presidente eleito bancou rejeição com ideia de governo honesto. Ao final das contas, o candidato petista, mesmo perdendo as eleições, conseguiu votação respeitável. Haddad teve desempenho razoável, se considerarmos as trapalhadas de seu partido. Bolsonaro apregoou coisas absurdas, mas conseguiu passar a ideia de que vai restaurar um conservadorismo sem roubo. Até a democracia ficou em jogo com os erros do PT, mesmo Bolsonaro fazendo uma pregação esdrúxula. Quanto tempo transcorrerá até que a dita esquerda mais consequente reabilite a condição de fazer frente ao radicalismo conservador?

 

Justiça social
Muito pouco, ou quase nada, em defesa dos menos favorecidos, podemos esperar. Resta o papel de oposição, seguindo orientação do ex-presidente Thomas Jefferson : “ o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

 

Perseguição
A Polícia Federal, em atuação conjunta com o Ministério Público e Judiciário detém a missão de apurar fatos da corrupção e responsabilizar os infratores. O presidente da República é poder executivo gestor de políticas públicas. A ele não cabe o desiderato de justiceiro. O pensamento arbitrário neste sentido não é democrático, principalmente com posturas de ódio. O julgamento no processo, com amplo direito de defesa e até a condenação e cadeia estão no bojo da democracia. O cultivo à perseguição dos que perderam a disputa eleitoral é ódio insano e perigoso para o princípio da liberdade.

 

Imprensa
A diatribe gerada pela reação exacerbada de Bolsonaro após denúncia de funcionária fantasma, na Folha de São Paulo, não pode ser tratada como privilégio de intocável, mesmo que o alvo da crítica seja o novo presidente. O caso está em processo de apuração e a liberdade de imprensa está em jogo.

Gostou? Compartilhe