Lixo de Passo Fundo muda de destino e vai para Victor Graeff

Alteração da destinação de Minas do Leão para o município vizinho diminuirá em quase ¾ o trajeto que era feito pelos resíduos gerados no município

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Redução na distância do transporte vai significar economia para o município

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Passo Fundo destina, diariamente, cerca de 140 toneladas de resíduos para o município de Minas do Leão. Entre ida e volta, os cinco caminhões utilizados no transporte percorrem cerca de 600 quilômetros cada um. No entanto, essa realidade deve mudar no início do próximo mês de agosto, quando esses resíduos passarão a ser levados para o município de Victor Graeff. O trajeto de ida e volta feito por cada caminhão diminuirá cerca de ¾ e ficará entre 130 e 140 quilômetros.


De acordo com o diretor da Codepas, responsável pela coleta e destinação dos resíduos recicláveis e orgânicos do município, Tadeu Karczeski, o setor jurídico da Companhia está finalizando o acerto do contrato para a troca do local de destinação, o que deve diminuir, significativamente, os custos do transporte. Todo o material continuará sendo encaminhado à Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), no entanto, ao invés de ser levado para Minas do Leão, será levado para o novo aterro sanitário inaugurado em Victor Graeff.


O novo aterro tem área licenciada tem 51 hectares e atende aproximadamente 140 municípios da região Norte do Estado. O investimento faz parte de um plano entregue ao governo do Estado com investimento de R$ 500 milhões. A Unidade de Valorização Sustentável (UVS) fica em São José da Glória, no quilômetro 203 da rodovia BR 386. A central vai beneficiar cerca de 850 mil pessoas da região e tem previsão de 21 anos e meio de vida útil. As operações começam em julho, com capacidade de recepção de 700 toneladas/dia, atendendo inicialmente polos no perímetro de Passo Fundo, Carazinho e Erechim, entre outros municípios.


Geração de energia e tratamento de efluentes
Além da disposição final dos resíduos, o novo aterro conta com uma usina termoelétrica movida a biogás e estação de tratamento de efluentes. A geração de empregos direta e indireta abrirá vagas para habitantes dos municípios próximos. A licença de operação foi concedida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e o aterro segue os padrões da Política Nacional de Resíduos Sólidos e rompe o ciclo de utilização dos lixões a céu aberto implantados ao longo das últimas décadas pelos municípios, com capacidade de esgotamento limitado, em terrenos em desconformidade com a legislação ambiental. A promoção do desenvolvimento local, com a profissionalização de serviços na área ambiental e o aumento da arrecadação municipal são alguns dos aspectos positivos do empreendimento. Do total de recepção de detritos na UVS, após a triagem, 80% recebe tratamento, conforme informações da CRVR.

 

Usina de Passo Fundo
Durante o período da greve dos caminhoneiros a usina de reciclagem de Passo Fundo acabou acumulando os resíduos que estavam impossibilitados de serem transportados até Minas do Leão. No entanto, Karczerki explica que a situação foi normalizada uma semana após o fim da paralisação. Durante quase uma semana, cerca de 12 cargas por dia foram transportadas.

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