Manobra presidencial

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O candidato do conservadorismo, Jair Bolsonaro, defende medida severa no governo do Rio, de intervenção militar, não o que entende apenas medida paliativa de intervenção federal, na secretaria de Segurança. Sob o ponto de vista republicano democrático, a visão de Bolsonaro e seu séquito delirante vem contra a idéia de solução em regime de liberdade. Numa coisa, no entanto, ele está certo. A necessidade de intervenção no território carioca surge evidente, mas do jeito que se apresenta semelha-se a mais um golpe político. Isso, por que não será dada solução à segurança pública num estado em que as causas de insegurança e crimes brotam nos tronos das mais sagradas instituições. O Exército nas ruas vai fazer a varredura capaz, como se espera. Não tocará, no entanto, num fio de cabelo dos corruptos que continuarão observando a briga das forças federais contra a plebe ignara. As taças dessa bacante nababesca e fria, das corrupções nas licitações, na Assembléia do Rio e até no Tribunal de contas do estado, prosseguem tilintando. Os morros das favelas vão tremer da cabeça aos pés, em poucos dias. Isso até que o presidente Temer anuncie “vitória contra os criminosos”. Os comandantes do tráfico, em seus apartamentos luxuosos voltarão a rir. Esses comandos, mais poderosos que as lideranças das celas dos presídios, permanecem incólumes, como a gang política corrupta. Com isso, o presidente citado com seus acólitos nas malas de dinheiro e milhões ilegais no apartamento de Gedell e em segredos com delatores das empreiteiras nas garagens do Jaburu, transfere toda a pecha aos favelados. Essa é a manobra a ser enfeitada como bandeja social de agenda positiva. Por isso até Bolsonaro, na sua postura soldadesca, percebeu que Temer quer popularidade a todo custo, e quer concorrer a presidente. Deseja sair como salvador e ocupar o proscênio.

 

Bota e tira
Além da confusão jurídica do temerário mandado territorial, que serve apenas para busca e apreensão e não para ato pessoal de prisão (que é personalíssimo), houve outro equívoco. A intervenção federal, uma vez aprovada pelo Congresso, não pode funcionar como instrumento meramente estratégico nas votações congressuais. O presidente que é doutrinador constitucionalista deveria ter previsto isso antes da gafe prenunciada do bota e tira do comando interventor. Sem brinquedo político!

 

Marun
O ministro Carlos Marun não é apenas um comprador de votos. É esperto e evitou constrangimento maior ao reconhecer que a reforma previdenciária terá que esperar, mesmo que necessária.

 

Ano escolar
Diferente de tantas cenas lamentáveis de uma era com ausência de valores, Passo Fundo celebra o início do ano escolar. A rede escolar municipal é tarefa nobilíssima da gestão municipal. Historicamente tivemos bom investimento na educação do município, meta reforçada na administração de Luciano Azevedo.

 

Mãe e criança
O judiciário passa a adotar jurisprudência de proteção infantil nos casos de gestantes presas ou mães que tenham filhos pequenos. A tendência não é privilégio casuístico como o foro privilegiado injustificável dos deputados e senadores. A tolerância da prisão domiciliar é justa em favor da criança inocente que precisa da mãe!

 

Fome, não!
Os povos latinos têm uma história de sofrimento. Os desalojados pela miséria política da Venezuela que chegam ao Brasil por Roraima é situação de calamidade. A dor da fome está acima das fronteiras e das facções políticas. E o Brasil pode melhorar esta acolhida!

 

Emprego
Está sério demais o desemprego no Brasil. A busca de trabalho está mais difícil. Até 2016 a espera era de 12 meses. No último ano é de 14 meses. Os empregados também sofrem. 61% de entrevistados tiveram redução de renda.


Ne toucher pas!

Pessoas que vão à feira comprar verduras, frutas, especialmente a uva, poderiam ter mais modos. Não tocar ou apertar os produtos. Os franceses gritam quando alguém exagera: “Ne toucher pas!” (não tocar!).

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